in TVI24
A Educação foi um dos temas em debate na iniciativa "Portas Abertas", que abriu o Congresso do Partido Socialista esta sexta-feira. Com vários debates a decorrerem em simultâneo no hotel Myriad, em Lisboa, o debate "Educação para todos numa sociedade de incertezas" foi o mais concorrido
O secretário de Estado da Educação João Costa acusou a direita de ter "interrompido" um ciclo de políticas de desenvolvimento na Educação, particularizando com o caso do programa Novas Oportunidades que disse ter sido alvo de uma "campanha negra". A Educação foi um dos temas em debate na iniciativa "Portas Abertas", que abriu o Congresso do Partido Socialista esta sexta-feira. Com vários debates a decorrerem em simultâneo no hotel Myriad, em Lisboa, o debate "Educação para todos numa sociedade de incertezas" foi o mais concorrido.
“
"Houve um desenvolvimento de vários anos de trabalho e que foi interrompido", afirmou João Costa.
Para João Costa "a campanha negra" que foi feita contra o programa Novas Oportunidades "baseou-se num mero preconceito" e mostra "uma visão da escola muito elitista". O governante disse ainda que este programa, criado no governo socialista de José Sócrates, não só abriu as portas à educação dos adultos, como impediu o abandono escolar de muitos alunos.
“
"O Novas Oportunidades abriu as portas e impediu o abandono escolar de muitos alunos. Tudo isso, com base em mero preconceito, foi descontinuado."
Depois das críticas à direita, o secretário de Estado deu conta do trabalho que está a ser feito pelo Governo no âmbito desta matéria, admitindo que "a questão financeira é uma das mais complicadas".
Sublinhou que o Executivo pretende começar a trabalhar num modelo de formação e educação de adultos, apostando nos "percursos feitos que foram interrompidos". E exemplificou: "um aluno que abandonou a escola no 11º ano não vai precisar de voltar ao 10º".
João Costa afirmou que o Governo socialista pretende ainda "retomar o sistema de créditos que foi interrompido" e promover "uma campanha social de valorização" da educação de adultos, insistindo, a este propósito, que a "campanha negra" contra o Novas Oportunidades "foi muito pesada".
O secretário de Estado também revelou que o Governo está "a lançar um debate e uma reflexão sobre o currículo para a escolaridade alargada aos 12 anos", que parte de uma premissa: que, no final, o aluno alcance o objetivo claro de aprender ao longo da vida.
“
"Que o jovem que saia da escola seja o adulto que vai querer sempre investir na sua formaçao", destacou.
A educação de adultos foi um dos assuntos abordados neste debate, que contou com os oradores Alberto Eduardo da Silva e Melo, Maria Emília Brederode Santos, Paulo Pedroso e Pedro Abrantes.
O socialista Paulo Pedroso, antigo secretário de Estado e agora professor no ISCTE, concorda que é preciso recuperar a imagem da educação de adultos.
Já Alberto Eduardo da Silva Melo afirmou que, ao debater-se por uma política de educação de adultos em Portugal, se sente como umas escadas rolantes de um centro comercial: que "estão sempre a descer". É que, salientou, "o espírito" que marcou o período "antes de 1974" mantém-se "em muitos setores", particularmente "no campo da educação de adultos".
Destacou que Portugal nunca teve "uma política pública corente, articulada e estruturada de educação de adultos" e que este é um "enigma português" pois noutros países a situação é bem diferente.
“
"Encontramos em muitos países uma direção-geral de educação de adultos ou um instituto com ligações a diferentes ministérios."
Paulo Pedroso deixou uma outra ideia: defendeu que o PS deve ter uma agenda que prima pela defesa do direito à Educação porque, por um lado, "é uma questão de princípio compensar as barreiras de classe numa sociedade democrática" e, por outro, "não ter acesso à educação hoje é mais grave do que era há 150 anos."
"O risco de exclusão social é muito mais grave, podemos estar a condenar as pessoas à exclusão, não há lugares para estas pessoas na sociedade."
O antigo governante lembrou ainda que o direito à Educação "faz parte do nosso direito à felicidade".
Mostrar mensagens com a etiqueta Programa Novas Oportunidades. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Programa Novas Oportunidades. Mostrar todas as mensagens
6.6.16
28.6.13
OCDE quer regresso das "Novas Oportunidades"
Por Marta F. Reis, in iOnline
Arranque do período de candidaturas à abertura dos centros que vêm substituir rede lançada por governo socialista em 2005 está previsto para hoje
Não é possível prever quando é que a população portuguesa vai atingir o nível de instrução média da OCDE, mas Portugal tem estado no bom caminho. Esta é a mensagem de David Valenciano, um dos autores do relatório anual "Education at Glance", que este ano mais uma vez avisou que a aposta na qualificação continua a ser o grande desafio do país em matéria de educação. "Não podemos prever um período concreto, mas podemos garantir que o caminho que Portugal tem seguido nos últimos anos é o correcto para alcançar esse objectivo", disse o consultor em entrevista ao i.
Nesse caminho, tem assinalado a OCDE nestes relatórios, estava o Programa Novas Oportunidades, em 2011 responsável por três em cada dez novos diplomas do ensino secundário. No relatório - que tem 2011 como último ano de análise - não há referência à extinção deste programa no início deste ano, com vista à sua reformulação através de uma rede com 120 centros para a qualificação e o ensino profissional (CQEP), neste momento ainda em fase de contratualização. Hoje mesmo está previsto o início do período de candidaturas à dinamização destes centros, segundo anunciou no início do mês a Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional.
A instalação desta nova rede, que deverá acolher antigos formandos das Novas Oportunidades, já vai assim pelo menos três meses atrasada face ao primeiro calendário anunciado pelo governo, que apontava para a instalação dos primeiros centros em Abril, para estarem todos em pleno funcionamento no início do próximo ano lectivo.
"Implementar este novo programa é indispensável para o país continuar a tarefa de adaptar as competências disponíveis na força laboral às necessidades do mercado", diz Valenciano, que faz um balanço dos ganhos do programa iniciado em 2005 pelo governo socialista. "O programa Novas Oportunidades representou uma solução bastante relevante para lidar com a falta de qualificação de uma grande percentagem da força laboral portuguesa", diz. E lembra algumas estatísticas: nesse primeiro ano, 74% dos adultos portugueses entre os 24 e os 65 anos não tinham concluído o secundário, contra uma média de 30% na OCDE. "O esforço de integração foi notável, diminuindo-se esta proporção de adultos a um ritmo de 1,9% ao ano entre 2000 e 2011 para se atingirem os 65%. Contudo, não é ainda suficiente."
O equilíbrio do financiamento No relatório da OCDE não faltam dados comparativos sobre gastos em educação, seja por aluno, percentagem do PIB ou mesmo tendo em conta os rácios de alunos por professores.
Uma das ideias que ficam, no que diz respeito ao ensino superior, é que os alunos portugueses estão entre os que pagam comparativamente menos do seu bolso pelos estudos superiores.
Seria sensato aumentar as propinas ou os também chamados co-pagamentos no ensino superior? "O financiamento dos níveis de escolaridade que não são obrigatórios é uma preocupação comum nos países da OCDE e alguns países estão a começar a pensar em formas de equilibrar o investimento público e privado e assim garantir sistemas sustentáveis que não prejudiquem a qualidade dos programas de estudo", diz Valenciano. "O que podemos concluir no relatório deste ano é que ter um diploma do ensino superior continua a compensar bastante em Portugal, tanto em termos de retorno privado como social. Pensando no rendimento, uma mulher que tenha feito estudos superiores em Portugal podia esperar em 2010 ganhar mais 134 mil euros ao longo da sua vida activa que uma mulher que tenha parado os estudos no secundário, o que é um dos retornos mais elevados entre mulheres nos países da OCDE."
E sobre o facto de os professores portugueses terem mais horas de ensino que a média, mas também salários mais elevados e ao nível dos alemães, que a organização diz dever-se também a um baixo rácio de aluno por professor no ensino secundário, que ilação há a tirar? É possível concluir que o sistema tem falhas de organização? Valenciano prefere destacar os resultados: "O investimento tanto no ensino primário como básico e secundário tem sido bastante elevado e quando olhamos para os resultados do estudo PISA [Programa Internacional de Avaliação de Alunos, outra ferramenta de avaliação da OCDE] vemos que Portugal teve excelentes progressos entre 2000 e 2009 em vários aspectos relevantes, como o desempenho dos alunos ou os avanços na equidade social. Vemos também como essas políticas tiveram sucesso na diminuição das retenções, no investimento no combate ao insucesso escolar e no apoio a famílias em desvantagem", diz o consultor da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. "Hoje em dia, o grande desafio dos governos é perceber como fazer mais com menos, uma vez que os recursos disponíveis para a despesa pública estão mais limitados do que nunca", conclui.
Arranque do período de candidaturas à abertura dos centros que vêm substituir rede lançada por governo socialista em 2005 está previsto para hoje
Não é possível prever quando é que a população portuguesa vai atingir o nível de instrução média da OCDE, mas Portugal tem estado no bom caminho. Esta é a mensagem de David Valenciano, um dos autores do relatório anual "Education at Glance", que este ano mais uma vez avisou que a aposta na qualificação continua a ser o grande desafio do país em matéria de educação. "Não podemos prever um período concreto, mas podemos garantir que o caminho que Portugal tem seguido nos últimos anos é o correcto para alcançar esse objectivo", disse o consultor em entrevista ao i.
Nesse caminho, tem assinalado a OCDE nestes relatórios, estava o Programa Novas Oportunidades, em 2011 responsável por três em cada dez novos diplomas do ensino secundário. No relatório - que tem 2011 como último ano de análise - não há referência à extinção deste programa no início deste ano, com vista à sua reformulação através de uma rede com 120 centros para a qualificação e o ensino profissional (CQEP), neste momento ainda em fase de contratualização. Hoje mesmo está previsto o início do período de candidaturas à dinamização destes centros, segundo anunciou no início do mês a Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional.
A instalação desta nova rede, que deverá acolher antigos formandos das Novas Oportunidades, já vai assim pelo menos três meses atrasada face ao primeiro calendário anunciado pelo governo, que apontava para a instalação dos primeiros centros em Abril, para estarem todos em pleno funcionamento no início do próximo ano lectivo.
"Implementar este novo programa é indispensável para o país continuar a tarefa de adaptar as competências disponíveis na força laboral às necessidades do mercado", diz Valenciano, que faz um balanço dos ganhos do programa iniciado em 2005 pelo governo socialista. "O programa Novas Oportunidades representou uma solução bastante relevante para lidar com a falta de qualificação de uma grande percentagem da força laboral portuguesa", diz. E lembra algumas estatísticas: nesse primeiro ano, 74% dos adultos portugueses entre os 24 e os 65 anos não tinham concluído o secundário, contra uma média de 30% na OCDE. "O esforço de integração foi notável, diminuindo-se esta proporção de adultos a um ritmo de 1,9% ao ano entre 2000 e 2011 para se atingirem os 65%. Contudo, não é ainda suficiente."
O equilíbrio do financiamento No relatório da OCDE não faltam dados comparativos sobre gastos em educação, seja por aluno, percentagem do PIB ou mesmo tendo em conta os rácios de alunos por professores.
Uma das ideias que ficam, no que diz respeito ao ensino superior, é que os alunos portugueses estão entre os que pagam comparativamente menos do seu bolso pelos estudos superiores.
Seria sensato aumentar as propinas ou os também chamados co-pagamentos no ensino superior? "O financiamento dos níveis de escolaridade que não são obrigatórios é uma preocupação comum nos países da OCDE e alguns países estão a começar a pensar em formas de equilibrar o investimento público e privado e assim garantir sistemas sustentáveis que não prejudiquem a qualidade dos programas de estudo", diz Valenciano. "O que podemos concluir no relatório deste ano é que ter um diploma do ensino superior continua a compensar bastante em Portugal, tanto em termos de retorno privado como social. Pensando no rendimento, uma mulher que tenha feito estudos superiores em Portugal podia esperar em 2010 ganhar mais 134 mil euros ao longo da sua vida activa que uma mulher que tenha parado os estudos no secundário, o que é um dos retornos mais elevados entre mulheres nos países da OCDE."
E sobre o facto de os professores portugueses terem mais horas de ensino que a média, mas também salários mais elevados e ao nível dos alemães, que a organização diz dever-se também a um baixo rácio de aluno por professor no ensino secundário, que ilação há a tirar? É possível concluir que o sistema tem falhas de organização? Valenciano prefere destacar os resultados: "O investimento tanto no ensino primário como básico e secundário tem sido bastante elevado e quando olhamos para os resultados do estudo PISA [Programa Internacional de Avaliação de Alunos, outra ferramenta de avaliação da OCDE] vemos que Portugal teve excelentes progressos entre 2000 e 2009 em vários aspectos relevantes, como o desempenho dos alunos ou os avanços na equidade social. Vemos também como essas políticas tiveram sucesso na diminuição das retenções, no investimento no combate ao insucesso escolar e no apoio a famílias em desvantagem", diz o consultor da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. "Hoje em dia, o grande desafio dos governos é perceber como fazer mais com menos, uma vez que os recursos disponíveis para a despesa pública estão mais limitados do que nunca", conclui.
6.9.12
Europa deve combater «crise de literacia» desde a primeira infância
in TVI24
Segundo um estudo de peritos europeus, o programa Novas Oportunidades, atualmente em risco de ser extinto, é exemplo de boas práticas para adultos
Os países da União Europeia (UE) têm de combater a «crise da literacia», por melhores competências de leitura e escrita, logo desde a primeira infância até à idade adulta, indica um estudo de peritos europeus divulgado nesta quinta-feira.
Nas vésperas de se assinalar o Dia Internacional da Literacia, a Comissão Europeia revelou em Nicósia (Chipre) as conclusões de um relatório com propostas concretas para os Estados-membros melhorarem os níveis de literacia.
O relatório fala em «crise de literacia», porque um em cada cinco jovens europeus de 15 anos e quase 75 milhões de adultos ainda não têm conhecimentos de base para ler e escrever.
No documento do grupo de peritos, do qual fez parte o antigo ministro da Educação Roberto Carneiro, são feitas várias recomendações gerais para que, em 2020, 85 por cento dos jovens europeus com 15 anos tenham melhores níveis de literacia.
Os peritos citam vários exemplos europeus de boas práticas de promoção de literacia e entre eles estão o programa Novas Oportunidades, atualmente em risco de ser extinto, o Plano Nacional de Leitura, o projeto de promoção da leitura Cata-Livros e a organização não governamental Empresários pela Inclusão Social.
Sobre o programa Novas Oportunidades, o grupo de peritos recorda que permitiu que mais de 1,6 milhões de portugueses melhorassem as suas qualificações, alargando as hipóteses de progressão profissional e pessoal.
O relatório elenca medidas muito específicas para diferentes faixas etárias, desde a primeira infância, passando pela adolescência e incluindo a idade adulta, onde a iliteracia ainda é um «tabu».
Tendo por base vários indicadores científicos e estatísticos, como o Programa de Avaliação Internacional dos Estudantes (PISA) de 2009, os peritos reconhecem que há um desequilíbrio no que toca a competências de leitura entre sexos, com os rapazes a registarem níveis mais fracos (26,6 por cento) e a lerem menos do que as raparigas (13,3 por cento).
Por isso recomendam, a título de exemplo, que os adolescentes tenham acesso a materiais de leitura mais diversificados, como banda desenhada e livros eletrónicos, e que sejam criadas bibliotecas em ambientes não convencionais, como os centros comerciais.
Ainda assim reconhecem que Portugal, Letónia, Luxemburgo e Polónia foram os países onde houve progressos nos níveis de literacia durante a última década entre os jovens com 15 anos.
A Comissão Europeia quer que se invista em professores especialistas em leitura, que haja mais programas de promoção da leitura e da escrita que envolvam pais e filhos, porque a influência parental não se fica apenas nos primeiros anos de vida.
Há ainda a questão da pobreza - pelo menos 27 milhões de crianças estão no limiar da pobreza no espaço da UE -, do envelhecimento da população, da necessidade de renovação de competências adequadas à idade, e da vertente económica, porque o mercado de trabalho está a exigir qualificações de alto nível.
Baixos níveis de literacia significam maior dificuldade em conseguir um emprego, aumento do risco de pobreza e exclusão social, alertam os peritos.
A comissária europeia de Educação e Cultura, Androulla Vassiliou irá apresentar e debater os resultados deste relatório a 4 e 5 de outubro no Chipre numa reunião informal com os ministros da Educação da UE.
No sábado, 8 de setembro é celebrado Dia Internacional da Literacia, criado pela UNESCO.
Segundo um estudo de peritos europeus, o programa Novas Oportunidades, atualmente em risco de ser extinto, é exemplo de boas práticas para adultos
Os países da União Europeia (UE) têm de combater a «crise da literacia», por melhores competências de leitura e escrita, logo desde a primeira infância até à idade adulta, indica um estudo de peritos europeus divulgado nesta quinta-feira.
Nas vésperas de se assinalar o Dia Internacional da Literacia, a Comissão Europeia revelou em Nicósia (Chipre) as conclusões de um relatório com propostas concretas para os Estados-membros melhorarem os níveis de literacia.
O relatório fala em «crise de literacia», porque um em cada cinco jovens europeus de 15 anos e quase 75 milhões de adultos ainda não têm conhecimentos de base para ler e escrever.
No documento do grupo de peritos, do qual fez parte o antigo ministro da Educação Roberto Carneiro, são feitas várias recomendações gerais para que, em 2020, 85 por cento dos jovens europeus com 15 anos tenham melhores níveis de literacia.
Os peritos citam vários exemplos europeus de boas práticas de promoção de literacia e entre eles estão o programa Novas Oportunidades, atualmente em risco de ser extinto, o Plano Nacional de Leitura, o projeto de promoção da leitura Cata-Livros e a organização não governamental Empresários pela Inclusão Social.
Sobre o programa Novas Oportunidades, o grupo de peritos recorda que permitiu que mais de 1,6 milhões de portugueses melhorassem as suas qualificações, alargando as hipóteses de progressão profissional e pessoal.
O relatório elenca medidas muito específicas para diferentes faixas etárias, desde a primeira infância, passando pela adolescência e incluindo a idade adulta, onde a iliteracia ainda é um «tabu».
Tendo por base vários indicadores científicos e estatísticos, como o Programa de Avaliação Internacional dos Estudantes (PISA) de 2009, os peritos reconhecem que há um desequilíbrio no que toca a competências de leitura entre sexos, com os rapazes a registarem níveis mais fracos (26,6 por cento) e a lerem menos do que as raparigas (13,3 por cento).
Por isso recomendam, a título de exemplo, que os adolescentes tenham acesso a materiais de leitura mais diversificados, como banda desenhada e livros eletrónicos, e que sejam criadas bibliotecas em ambientes não convencionais, como os centros comerciais.
Ainda assim reconhecem que Portugal, Letónia, Luxemburgo e Polónia foram os países onde houve progressos nos níveis de literacia durante a última década entre os jovens com 15 anos.
A Comissão Europeia quer que se invista em professores especialistas em leitura, que haja mais programas de promoção da leitura e da escrita que envolvam pais e filhos, porque a influência parental não se fica apenas nos primeiros anos de vida.
Há ainda a questão da pobreza - pelo menos 27 milhões de crianças estão no limiar da pobreza no espaço da UE -, do envelhecimento da população, da necessidade de renovação de competências adequadas à idade, e da vertente económica, porque o mercado de trabalho está a exigir qualificações de alto nível.
Baixos níveis de literacia significam maior dificuldade em conseguir um emprego, aumento do risco de pobreza e exclusão social, alertam os peritos.
A comissária europeia de Educação e Cultura, Androulla Vassiliou irá apresentar e debater os resultados deste relatório a 4 e 5 de outubro no Chipre numa reunião informal com os ministros da Educação da UE.
No sábado, 8 de setembro é celebrado Dia Internacional da Literacia, criado pela UNESCO.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


