in iOnline
“Quando vejo a situação em que se encontram hoje as universidades portuguesas, acho que o conceito estratégico nacional está abalado”, lamentou
Volvidas quatro décadas de democracia, Portugal está governado por um “neoliberalismo repressivo”, focado no “ataque ao Estado social” e que justifica tudo com “resposta simples” de que “não há dinheiro”, critica o professor Adriano Moreira.
“Não ter dinheiro não significa não ter princípios e, portanto, é necessário que a falta de dinheiro não seja acompanhada por lançar os princípios pela janela”, contrapôs o ex-ministro, ex-deputado e ex-líder do CDS-PP em entrevista à agência Lusa.
Portugal está hoje numa situação que “talvez não tenha precedente na vida europeia”, assinalou, contrapondo que, para “animar a população portuguesa no sentido de recuperar um futuro com dignidade”, é preciso dar-lhe “esperança”.
Mas, em vez disso, a vida corre “cheia de dificuldades”. A democracia produziu “efetivamente um grande desenvolvimento” e “o modo de vida aproximou-se da Europa”, mas a “espécie de engenharia imaginosa financeira” que se lhe seguiu resultou numa “evolução muito má (…) até chegar a esta crise global”, analisa o professor.
Neste contexto, Portugal “acentuou a sua condição de país exógeno (…), evolucionou para país exíguo e finalmente caiu na situação atual, de protetorado sem definição jurídica”, descreveu Adriano Moreira, que recentemente assinou o "manifesto dos 70", que defende a reestruturação da dívida nacional.
Recordando que Portugal “sempre dependeu de apoio externo”, o professor admitiu, porém, que essa dependência instalou “vícios” no país. Caído o Muro de Berlim e com ele a divisão entre o modelo ocidental e o comunista, restou o “neorriquismo e a tónica passou a ser gastar mais do que as disponibilidades”, resumiu.
“É muito difícil dizer quem é o mais responsável. Eu acho que somos todos responsáveis”, frisou, insistindo na importância de definir “um conceito estratégico nacional”, o que implica um “consenso” alargado e que todas as diferenças se subordinem “a um conjunto de objetivos e valores que unem a comunidade”, em vez de contribuir para “os desafetos, por exemplo, pondo os velhos contra os novos, pondo os reformados contra os ativos”.
Para o académico, esse conceito deve privilegiar a relação de Portugal com o mar e defender “uma situação de igualdade na comunidade das nações” e de “dignidade nas relações entre os países”.
A aposta na educação e nas instituições é outra das propostas de Adriano Moreira. “A investigação e o ensino são matéria de soberania, não são matéria de mercado”, sustenta.
“Quando vejo a situação em que se encontram hoje as universidades portuguesas, acho que o conceito estratégico nacional está abalado”, lamentou o presidente da Academia das Ciências de Lisboa.
“A democracia não é constituída só por indivíduos, também é por instituições”, pois são estas “que asseguram a continuidade dos valores, dos projetos e da ação”, frisou o professor de 91 anos, que olha à volta e vê um cenário “de grande inquietação”, o que justifica o título que deu ao seu último livro, “Memórias do Outono Ocidental”, “porque as folhas estão a cair”.
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3.4.14
11.6.13
"Daqui ao medo é um pequeno passo", alerta Silva Peneda
Por Pedro Rainho, in iOnline
O presidente da comissão organizadora do 10 de Junho diz ser preciso um "grande compromisso"
O verdadeiro discurso político do 10 de Junho ficou a cargo do presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal. Silva Peneda pôs o "entendimento" no centro da sua intervenção e lembrou que "a concretização das ideias mais brilhantes aconteceu sempre como resultado da interacção entre os homens".
No mesmo sentido, o ex-ministro de Cavaco Silva inscreveu o consenso no ADN luso, citando o padre António Vieira, Jorge de Sena, Luís de Camões e D. Manuel Clemente para ilustrar que "a busca de compromisso é uma componente indissociável da nossa cultura".
O presidente do Conselho Económico e Social (CES) - palco privilegiado da concretização de entendimentos entre parceiros sociais - disse que "a dimensão da reforma é imensa" e que "precisa de tempo, de coerência e de ser compreendida". Uma mensagem para o PS, que mostra uma crispação pública em relação ao governo que Silva Peneda procurou refrear, mas também para o executivo. Porque se o processo de reformas requer "coragem e visão", não é menos importante que os responsáveis políticos saibam temperar essa posição "com gradualismo e bom senso".
Contudo - e ainda que o tom tenha sido, sobretudo, o da promoção de um "grande compromisso", de abrir portas aos "processos de diálogo" e de quebrar "barreiras sem sentido"-, Silva Peneda lembrou que "a conflitualidade faz parte da vida de qualquer sociedade" e que a "legitimidade" de um governo não se esgota num resultado eleitoral: ela "poderá sair reforçada ou não, conforme o poder político seja mais ou menos capaz de construir pontes com outros centros de poder".
Olhando para a situação social do país, Silva Peneda lembrou que "o trabalho é o principal factor de coesão" social. E quando os níveis de desemprego rondam os 20%, o presidente do CES alerta para a "séria ameaça" para a comunidade. "Daqui ao medo", que poderá originar escolhas políticas menos democráticas, "é um pequeno passo", sublinhou.
É confrontado com a actual realidade que Silva Peneda convoca todos os responsáveis políticos para o "grande compromisso que comece por reconhecer os erros e desvarios cometidos no passado recente".
O presidente da comissão organizadora do 10 de Junho diz ser preciso um "grande compromisso"
O verdadeiro discurso político do 10 de Junho ficou a cargo do presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal. Silva Peneda pôs o "entendimento" no centro da sua intervenção e lembrou que "a concretização das ideias mais brilhantes aconteceu sempre como resultado da interacção entre os homens".
No mesmo sentido, o ex-ministro de Cavaco Silva inscreveu o consenso no ADN luso, citando o padre António Vieira, Jorge de Sena, Luís de Camões e D. Manuel Clemente para ilustrar que "a busca de compromisso é uma componente indissociável da nossa cultura".
O presidente do Conselho Económico e Social (CES) - palco privilegiado da concretização de entendimentos entre parceiros sociais - disse que "a dimensão da reforma é imensa" e que "precisa de tempo, de coerência e de ser compreendida". Uma mensagem para o PS, que mostra uma crispação pública em relação ao governo que Silva Peneda procurou refrear, mas também para o executivo. Porque se o processo de reformas requer "coragem e visão", não é menos importante que os responsáveis políticos saibam temperar essa posição "com gradualismo e bom senso".
Contudo - e ainda que o tom tenha sido, sobretudo, o da promoção de um "grande compromisso", de abrir portas aos "processos de diálogo" e de quebrar "barreiras sem sentido"-, Silva Peneda lembrou que "a conflitualidade faz parte da vida de qualquer sociedade" e que a "legitimidade" de um governo não se esgota num resultado eleitoral: ela "poderá sair reforçada ou não, conforme o poder político seja mais ou menos capaz de construir pontes com outros centros de poder".
Olhando para a situação social do país, Silva Peneda lembrou que "o trabalho é o principal factor de coesão" social. E quando os níveis de desemprego rondam os 20%, o presidente do CES alerta para a "séria ameaça" para a comunidade. "Daqui ao medo", que poderá originar escolhas políticas menos democráticas, "é um pequeno passo", sublinhou.
É confrontado com a actual realidade que Silva Peneda convoca todos os responsáveis políticos para o "grande compromisso que comece por reconhecer os erros e desvarios cometidos no passado recente".
1.10.12
Clima social: 98% dos portugueses dizem que situação é má
in Agência Financeira
Pior só a Grécia, com 100%. Em Espanha, 68% mostram-se pessimistas
A esmagadora maioria dos portugueses que responderam ao inquérito do Eurobarómetro sobre «Clima Social» têm uma visão negativa da situação económica em Portugal e do emprego.
Segundo o Eurobarómetro, citado pela Lusa, 98% dos portugueses consideraram que a situação económica em Portugal é má, mais dois pontos percentuais do que no ano passado.
Este valor só é ultrapassado pelo da Grécia (100%) e é igual ao de Espanha, sendo a média da União Europeia (UE) de 68%.
Emprego é fator de descontentamento
Segundo a sondagem, 97% dos portugueses disseram ser má a situação de emprego no país, o terceiro pior depois da Grécia e da Espanha (ambos com 99%) e acima da média da UE (76%).
Em relação ao apoio a desempregados, 85% dos portugueses responderam estar descontentes com a atual situação (52% na média da UE), uma percentagem abaixo da Grécia (97%) e acima da Espanha (70%).
Neste indicador, a Hungria e a Bulgária apresentam, respetivamente, valores de descontentamento na ordem dos 89 e 78%, respetivamente.
Daqui para a frente ainda piora
A maioria dos inquiridos em Portugal (60%) considera ainda que a situação vai piorar no próximo ano, acima dos 40% da média europeia.
Por outro lado, 89% dos portugueses mostraram má opinião sobre o atual estado do sistema de pensões (UE 55%), resultado apenas ultrapassado pela Grécia (97%).
As perspetivas para o próximo ano são maioritariamente más (62% consideraram que vai piorar, contra 4% que estavam otimistas e 26% que responderam que nada se alterará).
O serviço Nacional de Saúde (SNS) mereceu avaliação negativa de 64% dos inquiridos (UE 37%), contra 35% que se disseram satisfeitos (UE 62%).
No entanto, metade dos inquiridos consideraram que o SNS vai piorar no próximo ano (UE 32%) e apenas 5% dos portugueses responderam que vai melhorar (UE 12%).
O Eurobarómetro revelou ainda que Portugal apresenta o terceiro pior índice de clima social (-3,2%), atrás da Grécia (-5,8%), Hungria e Roménia (ambos com -3,8%). A média da UE é de -0,8%.
A Euroteste realizou em Portugal 1.001 entrevistas, entre 02 e 17 de junho, com um nível de confiança de 95%.
Pior só a Grécia, com 100%. Em Espanha, 68% mostram-se pessimistas
A esmagadora maioria dos portugueses que responderam ao inquérito do Eurobarómetro sobre «Clima Social» têm uma visão negativa da situação económica em Portugal e do emprego.
Segundo o Eurobarómetro, citado pela Lusa, 98% dos portugueses consideraram que a situação económica em Portugal é má, mais dois pontos percentuais do que no ano passado.
Este valor só é ultrapassado pelo da Grécia (100%) e é igual ao de Espanha, sendo a média da União Europeia (UE) de 68%.
Emprego é fator de descontentamento
Segundo a sondagem, 97% dos portugueses disseram ser má a situação de emprego no país, o terceiro pior depois da Grécia e da Espanha (ambos com 99%) e acima da média da UE (76%).
Em relação ao apoio a desempregados, 85% dos portugueses responderam estar descontentes com a atual situação (52% na média da UE), uma percentagem abaixo da Grécia (97%) e acima da Espanha (70%).
Neste indicador, a Hungria e a Bulgária apresentam, respetivamente, valores de descontentamento na ordem dos 89 e 78%, respetivamente.
Daqui para a frente ainda piora
A maioria dos inquiridos em Portugal (60%) considera ainda que a situação vai piorar no próximo ano, acima dos 40% da média europeia.
Por outro lado, 89% dos portugueses mostraram má opinião sobre o atual estado do sistema de pensões (UE 55%), resultado apenas ultrapassado pela Grécia (97%).
As perspetivas para o próximo ano são maioritariamente más (62% consideraram que vai piorar, contra 4% que estavam otimistas e 26% que responderam que nada se alterará).
O serviço Nacional de Saúde (SNS) mereceu avaliação negativa de 64% dos inquiridos (UE 37%), contra 35% que se disseram satisfeitos (UE 62%).
No entanto, metade dos inquiridos consideraram que o SNS vai piorar no próximo ano (UE 32%) e apenas 5% dos portugueses responderam que vai melhorar (UE 12%).
O Eurobarómetro revelou ainda que Portugal apresenta o terceiro pior índice de clima social (-3,2%), atrás da Grécia (-5,8%), Hungria e Roménia (ambos com -3,8%). A média da UE é de -0,8%.
A Euroteste realizou em Portugal 1.001 entrevistas, entre 02 e 17 de junho, com um nível de confiança de 95%.
21.9.12
Portugueses não estão infelizes, mas insatisfeitos", diz sociólogo
in Jornal de Notícias
O sociólogo Rui Brites, autor de um estudo sobre a felicidade, defende que os portugueses não estão infelizes, mas muito insatisfeitos, e que as manifestações de sábado foram um sinal do sentimento de "injustiça" em relação às medidas de austeridade.
Segundo o especialista, as medidas de austeridade "quebraram a confiança [dos portugueses] no Governo.
"As pessoas não estão infelizes, estão muito insatisfeitas e manifestaram-se", numa dimensão inesperada, contrariando as afirmações de governantes no sentido de que os portugueses compreendiam o esforço pedido, afirmou o especialista.
Para Rui Brites, que participa esta quarta-feira num debate promovido pela Ordem dos Médicos, os portugueses compreendem que a situação é difícil e há necessidade de sacrifícios, de fazer ajustamentos, e ouviam-se algumas queixas, mas não se manifestavam.
"O discurso de sexta-feira de Passos Coelho veio mudar tudo, porque o que apareceu associado ao ajustamento foi uma manifesta injustiça", frisou o autor de um estudo sobre a felicidade dos portugueses.
"Quebrou-se o elo de confiança com este Governo e esta situação atual, em termos governativos, está ferida de morte porque não há mais confiança", realçou.
O especialista explicou que a felicidade é diferente da satisfação, que é um estado passageiro.
Na atual situação de crise económica, com a sucessão de medidas que estão a reduzir o rendimento dos cidadãos, a aumentar os impostos e a fazer subir o desemprego, "as pessoas manifestaram-se porque estão insatisfeitas, não porque estão infelizes".
Aliás, explicou, "quem está infeliz não faz nada, fica parado à espera que as coisas mudem. Quem quer ser feliz faz com que as coisas mudem".
Para Rui Brites, "a importância da felicidade em momentos de crise aparece como paliativo para as dificuldades do dia a dia. Se a economia já não resolve os problemas pode ser que haja outra forma mais simples de os relativizar".
Nos estudos sociólogos que já efetuou sobre a felicidade dos portugueses, Rui Brites chegou a conclusões que considera "um bocado contraditórias", se analisados fatores indiretos como a saúde, o rendimento ou a educação.
Apesar de outros países europeus apresentarem melhores condições de vida, "os portugueses e espanhóis são dos povos mais felizes da Europa. Dizem-se mais felizes do que as condições objectivas permitiriam dizer", justificou Rui Brites.
Se "com condições básicas más dizem-se mais felizes, é porque são mesmo mais felizes", resumiu.
A Ordem dos Médicos organiza hoje o debate "Mede-se a felicidade?", que conta com a participação de vários especialistas sobre este assunto.
As Nações Unidas escolheram o dia 20 de março para assinalar o Dia Mundial da Felicidade.
Nos últimos anos têm surgido vários trabalhos sobre a felicidade e a forma de a medir e foi proposta a criação de uma alternativa ao Produto Interno Bruto (PIB), a Felicidade Interna Bruta (FIB).
Em Portugal, foi proposta a utilização da FIB, uma forma de medir o bem estar subjetivo da população, e chegou mesmo a ser apresentada uma petição na Assembleia da República tentando envolver o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) e o Banco de Portugal na obtenção de indicadores.
O sociólogo Rui Brites, autor de um estudo sobre a felicidade, defende que os portugueses não estão infelizes, mas muito insatisfeitos, e que as manifestações de sábado foram um sinal do sentimento de "injustiça" em relação às medidas de austeridade.
Segundo o especialista, as medidas de austeridade "quebraram a confiança [dos portugueses] no Governo.
"As pessoas não estão infelizes, estão muito insatisfeitas e manifestaram-se", numa dimensão inesperada, contrariando as afirmações de governantes no sentido de que os portugueses compreendiam o esforço pedido, afirmou o especialista.
Para Rui Brites, que participa esta quarta-feira num debate promovido pela Ordem dos Médicos, os portugueses compreendem que a situação é difícil e há necessidade de sacrifícios, de fazer ajustamentos, e ouviam-se algumas queixas, mas não se manifestavam.
"O discurso de sexta-feira de Passos Coelho veio mudar tudo, porque o que apareceu associado ao ajustamento foi uma manifesta injustiça", frisou o autor de um estudo sobre a felicidade dos portugueses.
"Quebrou-se o elo de confiança com este Governo e esta situação atual, em termos governativos, está ferida de morte porque não há mais confiança", realçou.
O especialista explicou que a felicidade é diferente da satisfação, que é um estado passageiro.
Na atual situação de crise económica, com a sucessão de medidas que estão a reduzir o rendimento dos cidadãos, a aumentar os impostos e a fazer subir o desemprego, "as pessoas manifestaram-se porque estão insatisfeitas, não porque estão infelizes".
Aliás, explicou, "quem está infeliz não faz nada, fica parado à espera que as coisas mudem. Quem quer ser feliz faz com que as coisas mudem".
Para Rui Brites, "a importância da felicidade em momentos de crise aparece como paliativo para as dificuldades do dia a dia. Se a economia já não resolve os problemas pode ser que haja outra forma mais simples de os relativizar".
Nos estudos sociólogos que já efetuou sobre a felicidade dos portugueses, Rui Brites chegou a conclusões que considera "um bocado contraditórias", se analisados fatores indiretos como a saúde, o rendimento ou a educação.
Apesar de outros países europeus apresentarem melhores condições de vida, "os portugueses e espanhóis são dos povos mais felizes da Europa. Dizem-se mais felizes do que as condições objectivas permitiriam dizer", justificou Rui Brites.
Se "com condições básicas más dizem-se mais felizes, é porque são mesmo mais felizes", resumiu.
A Ordem dos Médicos organiza hoje o debate "Mede-se a felicidade?", que conta com a participação de vários especialistas sobre este assunto.
As Nações Unidas escolheram o dia 20 de março para assinalar o Dia Mundial da Felicidade.
Nos últimos anos têm surgido vários trabalhos sobre a felicidade e a forma de a medir e foi proposta a criação de uma alternativa ao Produto Interno Bruto (PIB), a Felicidade Interna Bruta (FIB).
Em Portugal, foi proposta a utilização da FIB, uma forma de medir o bem estar subjetivo da população, e chegou mesmo a ser apresentada uma petição na Assembleia da República tentando envolver o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) e o Banco de Portugal na obtenção de indicadores.
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