in Diário de Notícias
A Câmara Municipal do Sabugal publicou um Guia Social através do qual dá a conhecer aos habitantes e ao público em geral as várias respostas sociais que existem no concelho, disse hoje à agência Lusa o seu presidente.
"É importante que as pessoas tenham uma espécie de pequeno referencial, um guia, onde possam, numa consulta rápida, os que necessitam e os que não necessitam, terem a possibilidade de conhecer aquilo que se faz no concelho do Sabugal e as respostas que há ao nível social", disse o autarca António Robalo.
Segundo o presidente da autarquia, a publicação divulga respostas sociais "da câmara, quer de projetos em que a câmara coopera e trabalha, quer de instituições particulares de solidariedade social e de empresas ligadas ao setor social".
O guia existe em papel e também pode ser consultado nas redes sociais e na página internet do município.
António Robalo lembra que o concelho do Sabugal, localizado junto da fronteira com Espanha, "é tradicionalmente referido como um dos concelhos mais envelhecidos do país e claramente o mais envelhecido do distrito da Guarda".
Por isso, assume que a problemática do envelhecimento é para a autarquia "digna de foco e de trabalho".
O autarca refere na nota introdutória da publicação que o seu município "disponibiliza à população um conjunto de respostas sociais de qualidade que permitem distingui-lo no mapa nacional".
"Perante as adversidades, melhoramos as respostas sociais, promovemos estratégias de envelhecimento ativo e saudável e também facilitamos medidas de promoção do sucesso educativo e de apoios diretos às famílias", indica.
O Guia Social dá a conhecer os apoios que existem no município do Sabugal nas áreas da infância e da juventude, para as famílias, para os idosos e portadores de deficiência, também divulga gabinetes de apoios e projetos e a Unidade de Missão "Sabugal + Social".
A Unidade de Missão "Sabugal + Social" envolve a autarquia do Sabugal, o Instituto Politécnico da Guarda, a Universidade da Beira Interior, a Associação ADM Estrela, o Núcleo Distrital da Guarda da Rede Europeia Anti-Pobreza, o projeto Sabugal Ativo - Contrato Local de Desenvolvimento Social, a Unidade Local de Saúde da Guarda e o Centro Distrital de Segurança Social da Guarda.
A medida visa "promover projetos e programas nas áreas de intervenção social, saúde e educação, e transformar o Sabugal na capital do envelhecimento ativo e saudável em Portugal", segundo a autarquia.
Identificar ações e projetos que visem a melhoria dos serviços prestados pelas instituições sociais, implementar formas inovadoras de apoio ao idoso, facilitar o acesso aos cuidados de saúde primários através de uma unidade móvel e promover um serviço de teleassistência de apoio a pessoas em situação de isolamento, são algumas das medidas a desenvolver pela Unidade de Missão "Sabugal + Social".
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15.7.13
Uma só porta para pedir ajuda social
in Jornal de Notícias
As obras da casa onde se vai instalar a Plataforma Solidária de Valongo, no Largo do Centenário, no centro da cidade, estão quase a terminar. A Câmara conta abrir, em setembro, aquela que será unia espécie de loja do cidadão das instituições que prestam apoio social.
É um conceito agregador. Vai ser um espaço físico onde vão estar todas as ajudas possíveis, como roupa, calçado medicamentos, apoio psicológico , disse ao)Na vereadora como pelouro da Ação Social, Trindade Vale. Funcionará ainda como armazém de bens doados e como loja social de roupa.
[leia aqui o artigo na íntegra]
As obras da casa onde se vai instalar a Plataforma Solidária de Valongo, no Largo do Centenário, no centro da cidade, estão quase a terminar. A Câmara conta abrir, em setembro, aquela que será unia espécie de loja do cidadão das instituições que prestam apoio social.
É um conceito agregador. Vai ser um espaço físico onde vão estar todas as ajudas possíveis, como roupa, calçado medicamentos, apoio psicológico , disse ao)Na vereadora como pelouro da Ação Social, Trindade Vale. Funcionará ainda como armazém de bens doados e como loja social de roupa.
[leia aqui o artigo na íntegra]
28.5.12
Há duas enfermeiras que trabalham a troco de casa, comida e roupa lavada
Por António Gonçalves Rodrigues, in Público on-line
Oito meses de portas fechadas e sem emprego levaram duas recém-licenciadas a fazerem-se à estrada, subirem país acima e aterrarem, de armas e alguma bagagem, em Atenor, a aldeia do concelho de Miranda do Douro, conhecida pelo seu esforço de preservação dos burros, os de carga.
Isabel Moreira e Tânia Dias decidiram montar, durante três meses, um projecto de voluntariado em que oferecem à comunidade os seus serviços, como a medição de tensão arterial, diabetes, acompanhamento a consultas, apoio na medicação ou na execução de pensos, por exemplo. Findo o prazo, esperam um contrato.
Os sonhos de trabalhar num hospital ou centro de saúde, foram-se desvanecendo à medida que os dias em casa se iam transformando em desespero. Isabel Moreira, de 39 anos, natural da Mêda, na Guarda, trocou uma carreira como gerente hoteleira pelo sonho de tratar dos outros. Um dia, desafiou a colega de curso Tânia Dias, de 22 anos, de Seia, também no distrito da Guarda, e com o mesmo sonho, a embrenharem-se no Planalto Mirandês e darem a conhecer o Laços, um projecto de apoio à comunidade em regime de voluntariado, para já, com a esperança de lançar a semente que no Verão lhes possa trazer o ordenado.
Até lá, contam com o apoio da Junta de Freguesia de Atenor, cujo executivo há muito dava voltas à cabeça para uma solução que, pelo menos, amenizasse o crescente envelhecimento da população e a desertificação do território. Depois de uma conversa casual, no início do ano, com Moisés Pêra Esteves, o presidente, o projecto foi pensado e, desde 17 de Março, trouxe outra alegria aos quase 200 habitantes desta freguesia.
Três meses à experiência
“Propusemo-nos a ficar três meses à experiência, de forma a darmo-nos a conhecer e ao nosso trabalho", conta Isabel Moreira, acrescentando que o apoio da junta de freguesia passa por alojamento, carro para as deslocações e acompanhamento dos idosos às consultas e um pequeno subsídio para alimentação e outras pequenas despesas.
A somar a esse apoio, somam-se as ofertas das pessoas da terra, que, como bons transmontanos, não têm pejo em partilhar o que a terra lhes dá. “Desde alfaces, cenouras, couves, batatas, azeite, as pessoas dão-nos de tudo o que produzem. No início até estranhámos mas ficam ofendidas se não aceitamos”, explica a enfermeira que durante 22 anos trabalhou na hotelaria.
Para evitar surpresas e suspeições, o presidente da junta acompanhou as duas profissionais e, durante três dias, apresentou-as a todos os habitantes da freguesia, um a um. “No início, houve algumas pessoas que disseram que não estavam interessadas nos nossos serviços e então não íamos a casa delas. Mas, depois, mudaram de ideias, quando viram o que fazíamos, e até pediam aos vizinhos para nos dizer para passarmos por lá também”, contam as enfermeiras, com um sorriso.
Passados praticamente dois meses, a iniciativa está a “superar as expectativas”, dizem. Também a junta de freguesia está satisfeita com a dinâmica e melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes. Por isso, Moisés Esteves revela que estão a ser “criadas as condições para o projecto continuar”. Por um lado, as várias associações da terra estão a ser convidadas a contribuir. Por outro, vai ser criada uma outra associação, com o objectivo de agregar os excedentes da produção agrícola da freguesia, sobretudo azeite, para os vender e investir os lucros no pagamento dos salários das duas enfermeiras, que já estão a tratar de parcerias com outros profissionais de saúde, como dentistas, psicólogos, terapeutas da fala ou terapeutas ocupacionais. Tudo valências que existiam nos centros de saúde da região e foram sendo retirados nos últimos tempos, em nome da contenção de custos.
"Sobretudo o mimo"
Mais do que os cuidados de saúde, são os cuidados emocionais que têm feito as delícias dos mais velhos de Atenor. “Sobretudo o mimo”, confessa, com um sorriso, Isabel Moreira. Mais do que saúde, as enfermeiras trazem companhia às pessoas. “Contam-nos tudo. As queixas dos filhos, as coisas que acontecem por aqui... Tudo!”, garante Isabel Moreira, mãe de quatro filhos, que ainda fica com o coração apertado de cada vez que se lembra do dia em que explicou à filha mais nova, de 12 anos, que vinha para Atenor.“Ai mãe, para aquele sítio tão longe?", perguntou-lhe. "Pois, filha, tem de ser.”
As duas enfermeiras revezam-se de modo a assegurar os cuidados à população 24 horas por dia e de maneira a poderem ir a casa. A distância entre Atenor e a Guarda não se estreita sequer com a ajuda da Internet ou do telemóvel, os montes cortam o sinal.
Noventa por cento dos utentes do projecto Laços tem idade acima dos 65 anos, “a média de idades supera os 70 anos”, dizem as enfermeiras. “Eu dizia mal da minha zona, na Mêda, mas aqui é muito pior”, confessa Isabel, entre duas visitas. Para trás, ficou Fernando Marcos, cujos 66 anos vêm dar um vislumbre da estatística. Um olhar mais certeiro do que o seu, que já se perdeu por um glaucoma, apesar das 12 operações. Mediu a tensão, um pouco mais alta do que o costume, os diabetes, tomou a medicação e lá foi contando a sua história. Sentado no escano da cozinha, garante que as duas enfermeiras “não fazem mais porque não podem”. “Até foi uma boa ideia. Andamos mais acompanhados, mais vigiados e ajudam a passar o tempo”, explica, sob o olhar atento de Isabel, a esposa, que lá vai sussurrando que o serviço “dá muito jeito por causa da medicação”.
Além disso, as duas enfermeiras também os acompanham ao médico, de carro, e ajudam na tradução da linguagem técnica usada no consultório e que, muitas vezes, é imperceptível. “Não tínhamos ninguém que se preocupasse connosco. Para levarmos uma injecção tínhamos de ir a Sendim”, a uns dez quilómetros, aponta Marcos.
Quando os instrumentos de medição da tensão regressam à maleta de trabalho, o homem tem alguma dificuldade em despedir-se. “Não quer que fale mais?”, pergunta, ainda com esperança de mais uns dedos de conversa.
Um pouco mais à frente, do outro lado da rua empedrada da aldeia de Teixeira, mora Gregório, que na véspera sofrera uma queda. “Ir ao médico? Nem pensar. Fui uma vez à urgência e quase me matavam”, recorda, sob o olhar reprovador da mulher, Natividade da Purificação, que aproveita para desfiar um rol de queixas. “Sabe, eu também ando em consultas desde 1999. E tenho de pôr o oxigénio. Mas eu é só para ir passando, porque tenho uma crónica [bronquite] muito grande”, explica.
Mudado o penso e dada a medicação, é hora de partir rumo a outra “cliente”. “Espere lá, então hoje não me medem a tensão?”, atira ainda a tempo o Gregório, que tem direito a mais uns minutos de atenção. No final, ainda pergunta “quanto é”. “Nada? E não querem uma pinga?”, insiste. Não que já se faz tarde e à espera está já a senhora Felicidade. “É só para lhe medirmos a tensão e fazemos um bocadinho de companhia”, murmura Isabel Moreira, já no caminho. Entretanto, Tânia foi medir a tensão a outro vizinho, o senhor Altino, que está com pressa para ir para o campo.
Ao todo, são cerca de 50 as pessoas que já esperam, ansiosas, à porta de casa a chegada das duas enfermeiras. Os laços já estão criados.
Oito meses de portas fechadas e sem emprego levaram duas recém-licenciadas a fazerem-se à estrada, subirem país acima e aterrarem, de armas e alguma bagagem, em Atenor, a aldeia do concelho de Miranda do Douro, conhecida pelo seu esforço de preservação dos burros, os de carga.
Isabel Moreira e Tânia Dias decidiram montar, durante três meses, um projecto de voluntariado em que oferecem à comunidade os seus serviços, como a medição de tensão arterial, diabetes, acompanhamento a consultas, apoio na medicação ou na execução de pensos, por exemplo. Findo o prazo, esperam um contrato.
Os sonhos de trabalhar num hospital ou centro de saúde, foram-se desvanecendo à medida que os dias em casa se iam transformando em desespero. Isabel Moreira, de 39 anos, natural da Mêda, na Guarda, trocou uma carreira como gerente hoteleira pelo sonho de tratar dos outros. Um dia, desafiou a colega de curso Tânia Dias, de 22 anos, de Seia, também no distrito da Guarda, e com o mesmo sonho, a embrenharem-se no Planalto Mirandês e darem a conhecer o Laços, um projecto de apoio à comunidade em regime de voluntariado, para já, com a esperança de lançar a semente que no Verão lhes possa trazer o ordenado.
Até lá, contam com o apoio da Junta de Freguesia de Atenor, cujo executivo há muito dava voltas à cabeça para uma solução que, pelo menos, amenizasse o crescente envelhecimento da população e a desertificação do território. Depois de uma conversa casual, no início do ano, com Moisés Pêra Esteves, o presidente, o projecto foi pensado e, desde 17 de Março, trouxe outra alegria aos quase 200 habitantes desta freguesia.
Três meses à experiência
“Propusemo-nos a ficar três meses à experiência, de forma a darmo-nos a conhecer e ao nosso trabalho", conta Isabel Moreira, acrescentando que o apoio da junta de freguesia passa por alojamento, carro para as deslocações e acompanhamento dos idosos às consultas e um pequeno subsídio para alimentação e outras pequenas despesas.
A somar a esse apoio, somam-se as ofertas das pessoas da terra, que, como bons transmontanos, não têm pejo em partilhar o que a terra lhes dá. “Desde alfaces, cenouras, couves, batatas, azeite, as pessoas dão-nos de tudo o que produzem. No início até estranhámos mas ficam ofendidas se não aceitamos”, explica a enfermeira que durante 22 anos trabalhou na hotelaria.
Para evitar surpresas e suspeições, o presidente da junta acompanhou as duas profissionais e, durante três dias, apresentou-as a todos os habitantes da freguesia, um a um. “No início, houve algumas pessoas que disseram que não estavam interessadas nos nossos serviços e então não íamos a casa delas. Mas, depois, mudaram de ideias, quando viram o que fazíamos, e até pediam aos vizinhos para nos dizer para passarmos por lá também”, contam as enfermeiras, com um sorriso.
Passados praticamente dois meses, a iniciativa está a “superar as expectativas”, dizem. Também a junta de freguesia está satisfeita com a dinâmica e melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes. Por isso, Moisés Esteves revela que estão a ser “criadas as condições para o projecto continuar”. Por um lado, as várias associações da terra estão a ser convidadas a contribuir. Por outro, vai ser criada uma outra associação, com o objectivo de agregar os excedentes da produção agrícola da freguesia, sobretudo azeite, para os vender e investir os lucros no pagamento dos salários das duas enfermeiras, que já estão a tratar de parcerias com outros profissionais de saúde, como dentistas, psicólogos, terapeutas da fala ou terapeutas ocupacionais. Tudo valências que existiam nos centros de saúde da região e foram sendo retirados nos últimos tempos, em nome da contenção de custos.
"Sobretudo o mimo"
Mais do que os cuidados de saúde, são os cuidados emocionais que têm feito as delícias dos mais velhos de Atenor. “Sobretudo o mimo”, confessa, com um sorriso, Isabel Moreira. Mais do que saúde, as enfermeiras trazem companhia às pessoas. “Contam-nos tudo. As queixas dos filhos, as coisas que acontecem por aqui... Tudo!”, garante Isabel Moreira, mãe de quatro filhos, que ainda fica com o coração apertado de cada vez que se lembra do dia em que explicou à filha mais nova, de 12 anos, que vinha para Atenor.“Ai mãe, para aquele sítio tão longe?", perguntou-lhe. "Pois, filha, tem de ser.”
As duas enfermeiras revezam-se de modo a assegurar os cuidados à população 24 horas por dia e de maneira a poderem ir a casa. A distância entre Atenor e a Guarda não se estreita sequer com a ajuda da Internet ou do telemóvel, os montes cortam o sinal.
Noventa por cento dos utentes do projecto Laços tem idade acima dos 65 anos, “a média de idades supera os 70 anos”, dizem as enfermeiras. “Eu dizia mal da minha zona, na Mêda, mas aqui é muito pior”, confessa Isabel, entre duas visitas. Para trás, ficou Fernando Marcos, cujos 66 anos vêm dar um vislumbre da estatística. Um olhar mais certeiro do que o seu, que já se perdeu por um glaucoma, apesar das 12 operações. Mediu a tensão, um pouco mais alta do que o costume, os diabetes, tomou a medicação e lá foi contando a sua história. Sentado no escano da cozinha, garante que as duas enfermeiras “não fazem mais porque não podem”. “Até foi uma boa ideia. Andamos mais acompanhados, mais vigiados e ajudam a passar o tempo”, explica, sob o olhar atento de Isabel, a esposa, que lá vai sussurrando que o serviço “dá muito jeito por causa da medicação”.
Além disso, as duas enfermeiras também os acompanham ao médico, de carro, e ajudam na tradução da linguagem técnica usada no consultório e que, muitas vezes, é imperceptível. “Não tínhamos ninguém que se preocupasse connosco. Para levarmos uma injecção tínhamos de ir a Sendim”, a uns dez quilómetros, aponta Marcos.
Quando os instrumentos de medição da tensão regressam à maleta de trabalho, o homem tem alguma dificuldade em despedir-se. “Não quer que fale mais?”, pergunta, ainda com esperança de mais uns dedos de conversa.
Um pouco mais à frente, do outro lado da rua empedrada da aldeia de Teixeira, mora Gregório, que na véspera sofrera uma queda. “Ir ao médico? Nem pensar. Fui uma vez à urgência e quase me matavam”, recorda, sob o olhar reprovador da mulher, Natividade da Purificação, que aproveita para desfiar um rol de queixas. “Sabe, eu também ando em consultas desde 1999. E tenho de pôr o oxigénio. Mas eu é só para ir passando, porque tenho uma crónica [bronquite] muito grande”, explica.
Mudado o penso e dada a medicação, é hora de partir rumo a outra “cliente”. “Espere lá, então hoje não me medem a tensão?”, atira ainda a tempo o Gregório, que tem direito a mais uns minutos de atenção. No final, ainda pergunta “quanto é”. “Nada? E não querem uma pinga?”, insiste. Não que já se faz tarde e à espera está já a senhora Felicidade. “É só para lhe medirmos a tensão e fazemos um bocadinho de companhia”, murmura Isabel Moreira, já no caminho. Entretanto, Tânia foi medir a tensão a outro vizinho, o senhor Altino, que está com pressa para ir para o campo.
Ao todo, são cerca de 50 as pessoas que já esperam, ansiosas, à porta de casa a chegada das duas enfermeiras. Os laços já estão criados.
14.5.12
Universitários ajudam estudantes de bairros sociais em Vila Real
por Olímpia Mairos, in RR
Universitários de Vila Real ajudam mais novos a estudar. Reportagem de Olímpia Mairos Projecto é organizado pela Câmara mas conta com o apoio, em voluntariado, dos alunos da Universidade de Vila Real.
Estudantes universitários vão ajudar, em regime de voluntariado, a combater o insucesso escolar entre os meninos de três bairros sociais da cidade de Vila Real, no âmbito do projecto “+ Social” implementado pela autarquia local.
Os espaços já estão disponíveis e resultam de adaptações de garagens e caves nos bairros sociais de Vila Nova, Parada de Cunhos e São Vicente de Paula. Onde vivem pessoas com fracos recursos económicos.
“Reabilitámos todo o espaço, e são espaços que estão em condições que permitem realizar estudos, actividades lúdicas, e temos um gabinete para atendimento personalizado para alguma família ou criança que precise de intervenção de proximidade”, diz Armando Vieira, um dos responsáveis pelo projecto.
Agora arranca a segunda fase desta iniciativa, que visa apoiar jovens estudantes que, tendo dificuldades no ensino normal e sem recursos para os centros de explicações, possam ali encontrar alguém que os ajude a fazer os trabalhos de casa e a prepararem-se para os testes ou exames, refere Armando Vieira: “É um espaço multidisciplinar que nos permite dar apoio socioeducativo a famílias que mais precisam e estar junto a alunos com maiores dificuldades, para os ajudar a fazer os deveres e a prepararem-se para exames”.
Para concretizar este Projecto, a Vila Real Social conta com os universitários finalistas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
Em regime de voluntariado, os estudantes vão para estes bairros apoiar os mais novos, por exemplo, dando explicações às crianças, de forma a ajudar a combater o insucesso escolar, através de um “acompanhamento de retaguarda que a família não pode dar”, explica Armando Vieira.
O "+ Social" surge de um estudo sobre a caracterização da habitação social, que identificou como principais problemas o insucesso escolar, o envelhecimento, o desemprego, os fracos rendimentos e a dependência dos apoios sociais.
Universitários de Vila Real ajudam mais novos a estudar. Reportagem de Olímpia Mairos Projecto é organizado pela Câmara mas conta com o apoio, em voluntariado, dos alunos da Universidade de Vila Real.
Estudantes universitários vão ajudar, em regime de voluntariado, a combater o insucesso escolar entre os meninos de três bairros sociais da cidade de Vila Real, no âmbito do projecto “+ Social” implementado pela autarquia local.
Os espaços já estão disponíveis e resultam de adaptações de garagens e caves nos bairros sociais de Vila Nova, Parada de Cunhos e São Vicente de Paula. Onde vivem pessoas com fracos recursos económicos.
“Reabilitámos todo o espaço, e são espaços que estão em condições que permitem realizar estudos, actividades lúdicas, e temos um gabinete para atendimento personalizado para alguma família ou criança que precise de intervenção de proximidade”, diz Armando Vieira, um dos responsáveis pelo projecto.
Agora arranca a segunda fase desta iniciativa, que visa apoiar jovens estudantes que, tendo dificuldades no ensino normal e sem recursos para os centros de explicações, possam ali encontrar alguém que os ajude a fazer os trabalhos de casa e a prepararem-se para os testes ou exames, refere Armando Vieira: “É um espaço multidisciplinar que nos permite dar apoio socioeducativo a famílias que mais precisam e estar junto a alunos com maiores dificuldades, para os ajudar a fazer os deveres e a prepararem-se para exames”.
Para concretizar este Projecto, a Vila Real Social conta com os universitários finalistas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
Em regime de voluntariado, os estudantes vão para estes bairros apoiar os mais novos, por exemplo, dando explicações às crianças, de forma a ajudar a combater o insucesso escolar, através de um “acompanhamento de retaguarda que a família não pode dar”, explica Armando Vieira.
O "+ Social" surge de um estudo sobre a caracterização da habitação social, que identificou como principais problemas o insucesso escolar, o envelhecimento, o desemprego, os fracos rendimentos e a dependência dos apoios sociais.
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