in Jornal de Notícias
As férias de verão deixaram de ser um período em que as cantinas escolares fecham as portas, tendo muitas câmaras a preocupação de as manter abertas para possibilitar às crianças mais carenciadas pelo menos uma refeição por dia.
De acordo com dados recolhidos pela agência Lusa junto das autarquias, um pouco por todo o país há cantinas abertas durante a interrupção letiva, ainda que, em muitos casos, o objetivo não seja apenas dar uma resposta social, mas também fornecer refeições às crianças que participam em atividades de férias.
A Câmara de Lisboa, por exemplo, à exceção de agosto, mantém em funcionamento 89 refeitórios escolares, onde estão a decorrer as atividades das Componentes de Apoio à Família (CAF), com mais de cinco mil crianças.
A medida não visa dar resposta exclusivamente a alunos carenciados, mas a todos os que queiram usufruir deste serviço. Contudo, a autarquia continua a assumir os encargos com as refeições dos alunos com carências socioeconómicas.
Em Odivelas, a autarquia tem abertos 19 refeitórios escolares para servir crianças em Atividades de Tempos Livres (ATL) e em Atividades de Animação e Apoio à Família, enquanto em Loures são quatro as escolas que vão manter abertas as cantinas no verão.
No concelho de Mafra, os refeitórios estão abertos para todas as crianças e jovens, incluindo os carenciados.
Todas os inscritos nos programas de ocupação de tempos livres poderão usufruir do serviço. As famílias podem ter uma comparticipação total ou parcial sobre o valor de inscrição, desde que comprovada a carência socioeconómica.
Em Torres Vedras, a Câmara, as juntas de freguesia e algumas associações organizam atividades de ocupação do tempo de férias das crianças e jovens. Nalgumas existe uma redução do preço para alunos carenciados, como, por exemplo, no programa "Tempo de Férias", que tem tido uma adesão de mais de 200 crianças e jovens por semana. Desta forma, têm acesso a uma refeição equilibrada e a atividades lúdico-pedagógicas.
Também em Alenquer, no âmbito dos programas de Férias Divertidas, é disponibilizado às famílias mais carenciadas um pacote de atividades com refeições incluídas a preços relativamente baixos e que, a partir da próxima interrupção, passarão a ser gratuitas para famílias em situação de dificuldade económica.
No distrito de Setúbal, no período de férias funcionam, no concelho do Barreiro, quatro refeitórios, nas escolas de Telha Nova, Cidade, n.º 6 e Lavradio n.º 1, que garantem um total de 40 refeições.
No Montijo estão a funcionar 12 refeitórios das escolas básicas e mais um de uma escola integrada. A Câmara está preparada para fornecer 4.500 refeições em julho. Já em Palmela estão abertos três refeitórios durante este mês, onde almoçam 28 crianças referenciadas pelos agrupamentos.
No caso de Sesimbra, as 22 escolas do concelho vão manter os refeitórios abertos durante o mês de julho, disponibilizando refeições a cerca de 250 alunos. Em agosto, os refeitórios fecham as portas para descanso do pessoal, mas a autarquia fará a entrega de 300 cabazes com alimentos e outros bens a cerca de 150 famílias mais carenciadas.
No distrito de Santarém, o município de Almeirim vai assegurar almoço aos alunos mais carenciados até 29 de agosto. As refeições serão servidas nos refeitórios das escolas dos Charcos, de Cortiçóis e de Fazendas de Almeirim.
Mais a Norte, no distrito do Porto também há câmaras que optaram por apenas encerrar durante o mês de agosto.
No concelho do Porto as cantinas escolares fecham as portas a 31 de julho e reabrem a 01 de setembro. Para obter os almoços no âmbito do apoio social, as famílias só têm de inscrever os seus filhos, mas apenas um universo relativamente reduzido recorre a este auxílio.
Em Matosinhos, estão a funcionar até 31 de julho e depois a partir de 01 de setembro e até ao início das aulas 20 refeitórios, com 230 alunos inscritos (mais do que no ano passado, em que foram 150). Os alunos carenciados almoçam gratuitamente ou pagam o que corresponde ao escalão dos rendimentos.
Este mês estão abertas em Valongo 21 cantinas no âmbito da componente de apoio à família, beneficiando 400 alunos, e no de Santo Tirso 26 cantinas, que servem 1.200 alunos.
À semelhança de anos anteriores, a Câmara de Gaia continua a apoiar alunos com refeições durante as férias. Este ano terá um total de 77 cantinas a funcionar ao longo do mês de julho.
No interior do distrito, apenas Amarante tem um serviço de refeições diárias para 93 crianças carenciadas.
No Minho, só no concelho de Braga vai funcionar uma cantina escolar, na escola de Maximimos, de forma a suprir carências alimentares, abrangendo cerca de 50 crianças.
No distrito de Vila Real, a Câmara de Vila Pouca de Aguiar mantém as cantinas dos dois centros escolares abertas. A iniciativa visa apoiar as famílias com mais dificuldades e, ao mesmo tempo, desenvolver campos de férias e ocupações temporárias para cerca de 600 crianças e jovens.
No Centro, em Coimbra, as crianças carenciadas terão uma refeição garantida - o almoço - durante este mês e ainda em agosto. As refeições gratuitas destinam-se às crianças do primeiro ciclo sinalizadas por comissões sociais.
Estas poderão almoçar gratuitamente, em julho, nos 35 refeitórios dos jardins de infância da rede pública e, em agosto, nos 10 jardins de infância em funcionamento.
Em Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, as cantinas permanecem em funcionamento e autarquia disponibiliza também, nas escolas, atividades de tempos livres.
No caso de Viseu, a Câmara assegura refeições escolares a crianças envolvidas em atividades de ocupação do período de férias em seis escolas, estando as cantinas também abertas a situações de crianças carenciadas que surjam.
No distrito de Leiria, na Nazaré, os alunos com necessidades de apoio são seguidos através do ATL do projeto CriATividade, que dinamiza atividades lúdicas e pedagógicas e dá apoio às famílias, mas de forma integrada, não apenas ao nível de refeições.
No Bombarral, a Câmara vai manter aberta a cantina do centro escolar para as férias desportivas e para o Programa DAR (Desporto, Actividade e Refeições), destinado às crianças do primeiro escalão do subsídio escolar, as mais carenciadas. Em média, estão a ser servidas cerca de 40 refeições diárias.
No distrito de Évora vão estar em funcionamento durante as férias de verão pelo menos cinco cantinas escolares - nos concelhos de Estremoz (1), Montemor-o-Novo (1), Redondo (2) e Vendas Novas (1) - para o fornecimento de refeições aos alunos mais carenciados.
Com o mesmo intuito, também no distrito de Portalegre os municípios de Alter do Chão, Arronches, Castelo de Vide, Ponte de Sor e Elvas mantêm as cantinas a funcionar nas férias.
No Algarve, no concelho de Faro, encontram-se em funcionamento cinco refeitórios escolares, que abrangem mais de uma dezena de estabelecimentos do primeiro ciclo e pré-escolar, onde são fornecidas refeições a 55 alunos carenciados, um número que representa o dobro dos inscritos no anterior ano letivo (23).
Em Loulé, funcionam seis cantinas, mais quatro do que no ano passado, e em Olhão mantêm-se abertas as cantinas de sete estabelecimentos, que dão também apoio alimentar a alunos carenciados.
Em Vila do Bispo, funcionam na pausa escolar os refeitórios de cinco estabelecimentos, tal como em Lagos, que servirá, até ao final de julho, refeições a onze salas do pré-escolar.
Em Vila Real de Santo António, as cantinas do pré-escolar e primeiro ciclo sob gestão do município estiveram em funcionamento até 18 de julho, mas a afluência diminuiu para um quarto dos utentes habituais.
Houve câmaras que justificaram não manter as cantinas abertas durante as férias para dar resposta às crianças mais carenciadas por nunca ter sido sentida essa necessidade.
Outras mantêm-se abertas apenas para servir refeições a alunos que frequentam ATL e programas de férias escolares ou por estarem ligadas a jardins de infância.
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2.7.13
Autarquias vão garantir refeições para alunos nas férias de Verão
André Jegundo, in Público on-line
Coimbra, São João da Madeira, Olhão, Matosinhos, Elvas, Mondim de Basto são algumas das autarquias que vão manter ou criar novos programas de refeições para prevenir situações de carência alimentar
Várias autarquias do país vão alargar os programas de refeições para alunos carenciados ao período das férias do Verão. Algumas já o fazem há vários anos, outras vão fazê-lo pela primeira vez para responder às carências alimentares de crianças que foram sinalizadas durante o ano lectivo. É o caso da autarquia de Coimbra, que identificou cerca de uma centena de crianças que vão beneficiar, durante as férias escolares, de um programa refeições e actividades lúdicas.
"Dos contactos que temos feito com autarquias e escolas, a preocupação é grande com as carências alimentares de algumas crianças. E este ano há um número crescente de alunos que vai beneficiar deste tipo de apoio durante as férias do Verão, entre Julho e Setembro", diz Fernando Campos, vice-presidente da Associação Nacional de Municípios para a área da educação.
No caso de Coimbra, as crianças terão direito a almoço gratuito, que será fornecido em várias instituições particulares de solidariedade social (IPSS). Os alunos que integram este programa foram sinalizados pelos agrupamentos de escolas e pelas IPSS do concelho ao longo do ano lectivo. Alunos e famílias que já sejam apoiados pela Segurança Social ou por outras IPSS foram excluídos. "Num período difícil para as famílias, é opção política da Câmara Municipal de Coimbra garantir o fornecimento de refeições e actividades", explica José Belo, vereador da Educação. A partir do próximo ano lectivo a autarquia de Coimbra passará a assegurar também, de forma gratuita, o lanche da manhã e da tarde aos alunos carenciados, além do almoço de que já beneficiavam até agora. A câmara passará também a distribuir fruta a todas as crianças que frequentem os jardins-de-infância da rede pública, programa que até agora se encontrava em vigor apenas nas escolas do 1.º ciclo. Estas medidas terão um custo de um milhão de euros.
A autarquia de Elvas, que a partir de Janeiro passou a fornecer duas refeições diárias (almoço e jantar, de segunda a sexta-feira) a 300 alunos do 1.º ciclo do ensino básico, vai também manter este programa durante as férias do Verão. A decisão foi tomada depois de assistentes sociais e professores em escolas do 1.º ciclo terem detectado vários casos de alunos "mal alimentados, por carência financeira dos pais". No período de Verão, a autarquia desenvolve também mais dois programas sociais para os alunos do 1.º ciclo do ensino básico (1.º ao 4.º ano): um centro de férias num parque de campismo do litoral alentejano, entre 5 e 26 de Julho, destinado a alunos do primeiro ciclo do ensino básico e um programa de férias activas em Julho e Agosto, que ocupa as crianças durante a semana, entre as 10h00 e as 17h00, a pensar, sobretudo, nas famílias "cujos pais trabalham e não têm alternativas válidas para deixar os seus filhos".
Os programas de ATL são há muito desenvolvidos pelas autarquias nos períodos de férias do Verão. Mas se antes tinham um objectivo sobretudo "lúdico", hoje a prioridade, diz Carla Afonso, chefe da Divisão de Educação da Câmara Municipal de Mondim de Basto, "passou a ser o apoio social". "Notámos nos últimos dois anos uma degradação muito acentuada da situação económica das famílias, muito desemprego, muitas pessoas em casa sem nada que fazer, muita emigração e, portanto, o foco destes programas nas férias do Verão passou a ser sobretudo de apoio social às famílias", refere.
Em Mondim de Basto, a componente de apoio à família funciona até ao fim de Julho e engloba cerca de 150 alunos do concelho. Entre as 8h00 e as 19h00, têm almoço, merenda a meio da manhã e à tarde e actividades extracurriculares. Em Agosto e Setembro, o programa está aberto apenas para os jovens que "comprovadamente não tenham os pais com eles durante o dia". "Procuramos apertar a malha neste período: porque se é verdade que as famílias precisam destas respostas, também é verdade que não podemos tirar as famílias de cena e ficar com as crianças o tempo todo. Isso pode ser pernicioso, porque as crianças precisam de ter um período de corte também com a escola", defende.
É por essa razão que Jorge Ascensão, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), elogia os programas de apoio alimentar que se prolongam no período de férias lectivas, mas pede uma intervenção mais "aprofundada". "Estas respostas são muito importantes. No entanto, há mais para fazer. Quando fornecemos uma refeição a um aluno, estamos a resolver um problema imediato, que deve ser atacado, mas o desejável é que estas famílias possam ser acompanhadas e orientadas para que o problema de fundo se resolva", diz.
Os municípios de Matosinhos, Olhão e São João da Madeira também vão manter os serviços de refeições para alunos durante o período de férias. Em Matosinhos, cerca de 20 refeitórios escolares vão funcionar até ao final de Julho, onde 200 alunos carenciados almoçam gratuitamente. Também em Olhão, até 31 de Julho e em quatro escolas do concelho, serão servidas refeições para as crianças mais carenciadas, e no concelho de São João da Madeira o programa é garantido durante todo o período de férias, incluindo Agosto e Setembro.
Coimbra, São João da Madeira, Olhão, Matosinhos, Elvas, Mondim de Basto são algumas das autarquias que vão manter ou criar novos programas de refeições para prevenir situações de carência alimentar
Várias autarquias do país vão alargar os programas de refeições para alunos carenciados ao período das férias do Verão. Algumas já o fazem há vários anos, outras vão fazê-lo pela primeira vez para responder às carências alimentares de crianças que foram sinalizadas durante o ano lectivo. É o caso da autarquia de Coimbra, que identificou cerca de uma centena de crianças que vão beneficiar, durante as férias escolares, de um programa refeições e actividades lúdicas.
"Dos contactos que temos feito com autarquias e escolas, a preocupação é grande com as carências alimentares de algumas crianças. E este ano há um número crescente de alunos que vai beneficiar deste tipo de apoio durante as férias do Verão, entre Julho e Setembro", diz Fernando Campos, vice-presidente da Associação Nacional de Municípios para a área da educação.
No caso de Coimbra, as crianças terão direito a almoço gratuito, que será fornecido em várias instituições particulares de solidariedade social (IPSS). Os alunos que integram este programa foram sinalizados pelos agrupamentos de escolas e pelas IPSS do concelho ao longo do ano lectivo. Alunos e famílias que já sejam apoiados pela Segurança Social ou por outras IPSS foram excluídos. "Num período difícil para as famílias, é opção política da Câmara Municipal de Coimbra garantir o fornecimento de refeições e actividades", explica José Belo, vereador da Educação. A partir do próximo ano lectivo a autarquia de Coimbra passará a assegurar também, de forma gratuita, o lanche da manhã e da tarde aos alunos carenciados, além do almoço de que já beneficiavam até agora. A câmara passará também a distribuir fruta a todas as crianças que frequentem os jardins-de-infância da rede pública, programa que até agora se encontrava em vigor apenas nas escolas do 1.º ciclo. Estas medidas terão um custo de um milhão de euros.
A autarquia de Elvas, que a partir de Janeiro passou a fornecer duas refeições diárias (almoço e jantar, de segunda a sexta-feira) a 300 alunos do 1.º ciclo do ensino básico, vai também manter este programa durante as férias do Verão. A decisão foi tomada depois de assistentes sociais e professores em escolas do 1.º ciclo terem detectado vários casos de alunos "mal alimentados, por carência financeira dos pais". No período de Verão, a autarquia desenvolve também mais dois programas sociais para os alunos do 1.º ciclo do ensino básico (1.º ao 4.º ano): um centro de férias num parque de campismo do litoral alentejano, entre 5 e 26 de Julho, destinado a alunos do primeiro ciclo do ensino básico e um programa de férias activas em Julho e Agosto, que ocupa as crianças durante a semana, entre as 10h00 e as 17h00, a pensar, sobretudo, nas famílias "cujos pais trabalham e não têm alternativas válidas para deixar os seus filhos".
Os programas de ATL são há muito desenvolvidos pelas autarquias nos períodos de férias do Verão. Mas se antes tinham um objectivo sobretudo "lúdico", hoje a prioridade, diz Carla Afonso, chefe da Divisão de Educação da Câmara Municipal de Mondim de Basto, "passou a ser o apoio social". "Notámos nos últimos dois anos uma degradação muito acentuada da situação económica das famílias, muito desemprego, muitas pessoas em casa sem nada que fazer, muita emigração e, portanto, o foco destes programas nas férias do Verão passou a ser sobretudo de apoio social às famílias", refere.
Em Mondim de Basto, a componente de apoio à família funciona até ao fim de Julho e engloba cerca de 150 alunos do concelho. Entre as 8h00 e as 19h00, têm almoço, merenda a meio da manhã e à tarde e actividades extracurriculares. Em Agosto e Setembro, o programa está aberto apenas para os jovens que "comprovadamente não tenham os pais com eles durante o dia". "Procuramos apertar a malha neste período: porque se é verdade que as famílias precisam destas respostas, também é verdade que não podemos tirar as famílias de cena e ficar com as crianças o tempo todo. Isso pode ser pernicioso, porque as crianças precisam de ter um período de corte também com a escola", defende.
É por essa razão que Jorge Ascensão, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), elogia os programas de apoio alimentar que se prolongam no período de férias lectivas, mas pede uma intervenção mais "aprofundada". "Estas respostas são muito importantes. No entanto, há mais para fazer. Quando fornecemos uma refeição a um aluno, estamos a resolver um problema imediato, que deve ser atacado, mas o desejável é que estas famílias possam ser acompanhadas e orientadas para que o problema de fundo se resolva", diz.
Os municípios de Matosinhos, Olhão e São João da Madeira também vão manter os serviços de refeições para alunos durante o período de férias. Em Matosinhos, cerca de 20 refeitórios escolares vão funcionar até ao final de Julho, onde 200 alunos carenciados almoçam gratuitamente. Também em Olhão, até 31 de Julho e em quatro escolas do concelho, serão servidas refeições para as crianças mais carenciadas, e no concelho de São João da Madeira o programa é garantido durante todo o período de férias, incluindo Agosto e Setembro.
3.1.13
Governo espera redução do número de alunos com reforço alimentar
por Ricardo Vieira, in RR
Secretário de Estado do Ensino faz balanço do programa para combater a fome nas escolas, uma parceria com parceiros públicos e privados, e destaca a articulação com a Segurança Social para apoiar as famílias dos alunos carenciados.
O secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar espera uma descida, ainda durante este ano, do número de alunos carenciados que toma o pequeno-almoço na escola, ao abrigo do Programa Escolar de Reforço Alimentar (PERA).
Rondam as 13 mil as crianças e jovens abrangidos pelo PERA, um número que “tem vindo a estabilizar”, revela João Casanova de Almeida, em declarações à Renascença. Cerca de 60% estudam em Lisboa, Porto, Setúbal e Braga.
“A nossa intenção é reduzir já a partir do próximo ano lectivo esse número e, provavelmente, durante este ano. E, à medida que as famílias vão sendo apoiadas, já este ano vai haver um decréscimo desses alunos”, refere.
O secretário de Estado explica que estas crianças só deixam o PERA quando o agregado familiar começar a receber apoio do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, que “fez uma consolidação orçamental de 2 para 50 milhões de euros para este fim”.
As previsões para este ano apontam para um aumento do desemprego e das dificuldades das famílias. O secretário de Estado salienta que, independentemente do que possa acontecer, a estrutura do PERA “está montada para atender aos alunos que manifestem necessidades de reforço alimentar" e as entidades que colaboram no programa “estão a trabalhar num cenário de poder manter, aproximadamente, o mesmo número [de alunos] durante dois anos lectivos”.
“Neste momento o importante é agir”
Questionado sobre o impacto da crise no aproveitamento escolar e comportamento dos alunos, João Casanova de Almeida garante que o “Ministério está a actuar”.
“Neste momento o importante é agir” e o PERA é um exemplo disso, sublinha.
“É exactamente por isso que temos este programa. As questões que derivam depois desta situação podem não ter nada a ver. O mau comportamento não terá, forçosamente, que estar ligado a uma alimentação deficiente”, sustenta.
O PERA foi generalizado a todo o país no início deste ano lectivo, com o objectivo de reforçar outros programas, como o do leite escolar.
Está a ser implementado em articulação com o Ministério da Solidariedade e Segurança Social e não tem encargos para o Orçamento do Estado. Resulta de parcerias entre o Ministério da Educação e várias empresas, instituições sociais e aAssociação Nacional de Municípios. Conta também com as receitas do bar e da papelaria das escolas.
Os alunos com fome são sinalizados pelos professores e, em menos de uma semana, começam a tomar o pequeno almoço na escola de forma gratuita, “independentemente de estarem dentro ou fora dos escalões da acção social escolar”, explica João Casanova de Almeida.
“Este é um programa que tem movimentado muita gente, muita gente de boa vontade e estamos convictos que vai ser um programa que vai responder na exacta medida das necessidades que forem aparecendo nas nossas escolas”, conclui o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar.
Secretário de Estado do Ensino faz balanço do programa para combater a fome nas escolas, uma parceria com parceiros públicos e privados, e destaca a articulação com a Segurança Social para apoiar as famílias dos alunos carenciados.
O secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar espera uma descida, ainda durante este ano, do número de alunos carenciados que toma o pequeno-almoço na escola, ao abrigo do Programa Escolar de Reforço Alimentar (PERA).
Rondam as 13 mil as crianças e jovens abrangidos pelo PERA, um número que “tem vindo a estabilizar”, revela João Casanova de Almeida, em declarações à Renascença. Cerca de 60% estudam em Lisboa, Porto, Setúbal e Braga.
“A nossa intenção é reduzir já a partir do próximo ano lectivo esse número e, provavelmente, durante este ano. E, à medida que as famílias vão sendo apoiadas, já este ano vai haver um decréscimo desses alunos”, refere.
O secretário de Estado explica que estas crianças só deixam o PERA quando o agregado familiar começar a receber apoio do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, que “fez uma consolidação orçamental de 2 para 50 milhões de euros para este fim”.
As previsões para este ano apontam para um aumento do desemprego e das dificuldades das famílias. O secretário de Estado salienta que, independentemente do que possa acontecer, a estrutura do PERA “está montada para atender aos alunos que manifestem necessidades de reforço alimentar" e as entidades que colaboram no programa “estão a trabalhar num cenário de poder manter, aproximadamente, o mesmo número [de alunos] durante dois anos lectivos”.
“Neste momento o importante é agir”
Questionado sobre o impacto da crise no aproveitamento escolar e comportamento dos alunos, João Casanova de Almeida garante que o “Ministério está a actuar”.
“Neste momento o importante é agir” e o PERA é um exemplo disso, sublinha.
“É exactamente por isso que temos este programa. As questões que derivam depois desta situação podem não ter nada a ver. O mau comportamento não terá, forçosamente, que estar ligado a uma alimentação deficiente”, sustenta.
O PERA foi generalizado a todo o país no início deste ano lectivo, com o objectivo de reforçar outros programas, como o do leite escolar.
Está a ser implementado em articulação com o Ministério da Solidariedade e Segurança Social e não tem encargos para o Orçamento do Estado. Resulta de parcerias entre o Ministério da Educação e várias empresas, instituições sociais e aAssociação Nacional de Municípios. Conta também com as receitas do bar e da papelaria das escolas.
Os alunos com fome são sinalizados pelos professores e, em menos de uma semana, começam a tomar o pequeno almoço na escola de forma gratuita, “independentemente de estarem dentro ou fora dos escalões da acção social escolar”, explica João Casanova de Almeida.
“Este é um programa que tem movimentado muita gente, muita gente de boa vontade e estamos convictos que vai ser um programa que vai responder na exacta medida das necessidades que forem aparecendo nas nossas escolas”, conclui o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar.
7.9.12
Aprovado apoio de 100 mil euros para garantir refeições aos alunos mais carenciados
in Jornal de Notícias
A Câmara de Caminha vai suportar o fornecimento de refeições a onze escolas do primeiro ciclo do ensino básico do concelho, investimento de perto de 100 mil euros ao longo do novo ano letivo.
A medida foi aprovada esta semana pelo executivo camarário liderado por Júlia Paula Costa e integra-se no Programa de Generalização de Refeições Escolares aos Alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico.
Desta forma, segundo fonte do município, serão celebrados protocolos com a Junta de Freguesia de Dem, com o Agrupamento de Escolas do Coura e Minho, com o Centro Social e Paroquial de Moledo e com o Agrupamento de Escolas do Vale do Âncora, orçados em 99.900 euros.
"Com vista a continuar a garantir a todas as crianças uma refeição equilibrada e com qualidade", sublinhou a fonte.
A medida, a colocar em prática por estas quatro entidades, abrange os alunos com apoio social das escolas de Lanhelas, Seixas, Vilar de Mouros, Venade, Vilarelho, Caminha, Moledo, Riba de Âncora, Âncora, Vila Praia de Âncora e Dem.
A Câmara de Caminha vai suportar o fornecimento de refeições a onze escolas do primeiro ciclo do ensino básico do concelho, investimento de perto de 100 mil euros ao longo do novo ano letivo.
A medida foi aprovada esta semana pelo executivo camarário liderado por Júlia Paula Costa e integra-se no Programa de Generalização de Refeições Escolares aos Alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico.
Desta forma, segundo fonte do município, serão celebrados protocolos com a Junta de Freguesia de Dem, com o Agrupamento de Escolas do Coura e Minho, com o Centro Social e Paroquial de Moledo e com o Agrupamento de Escolas do Vale do Âncora, orçados em 99.900 euros.
"Com vista a continuar a garantir a todas as crianças uma refeição equilibrada e com qualidade", sublinhou a fonte.
A medida, a colocar em prática por estas quatro entidades, abrange os alunos com apoio social das escolas de Lanhelas, Seixas, Vilar de Mouros, Venade, Vilarelho, Caminha, Moledo, Riba de Âncora, Âncora, Vila Praia de Âncora e Dem.
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