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18.12.15

Um em cada oito bebés nasce em zonas de conflito. “Existe maneira pior de começar a vida?"

In "Rádio Renascença"

UNICEF alerta que crianças nascidas em contextos de guerra estão mais expostas a problemas de desenvolvimento emocional e cognitivo, correndo o risco acrescido de morrer antes dos cinco anos.

Um em cada oito bebés nasceu em zonas de conflito em 2015, conclui um relatório da UNICEF divulgado esta quinta-feira. O número de crianças nascidas em locais de guerra aumentou em mais 125 mil este ano em relação a 2014, subindo para mais de 16,5 milhões em todo o mundo.

As guerras civis da Síria, República Centro-Africana e Sudão do Sul foram as que mais contribuíram para este aumento.

A UNICEF alerta que as crianças nascidas em contextos de conflito armado estão mais expostas a problemas de desenvolvimento emocional e cognitivo, correndo o risco acrescido de poderem morrer antes de atingirem os cinco anos de idade.

“Existe alguma maneira pior de começar a vida?”, questiona o director-executivo da UNICEF, Anthony Lake, em declarações à agência Reuters.

Um destes bebés é um rapazinho chamado Dilgesh, filho de uma refugiada síria chamada Nahide, com 19 anos. Separada dos pais por causa da guerra, a jovem mãe e o seu filho de sete meses puseram-se a caminho da Turquia, contou um funcionário da organização.

Christopher Tidey confessa ter ficado estupefacto com a jovem e com a sua “força interior”.

A professora de ciência política Debra DeLaet já escreveu sobre a temática dos bebés nascidos em zonas de conflito, e observa que as crianças que nascem na sequência de uma violação também correm riscos. “Há casos de mulheres que tentam matar os filhos à nascença”, aponta.

Outras crianças ficam vulneráveis ao abandono ou à rejeição por parte de membros da família, sublinha a especialista.

Para o próximo ano, a agência das Nações Unidas para as crianças projecta um aumento para 16,7 milhões de bebés nascidos em zonas de conflito.

27.5.13

Mais de 69 mil crianças em risco em Portugal

Rosário Salgueiro/Paula Meira, in RTP

Está a aumentar o número de crianças em risco em Portugal. Em 2012 eram 69 mil, mais 1066 do que no ano anterior. A relatório a que a RTP já teve acesso vai ser divulgado hoje.

[veja a reportagem RTP]

14.10.12

Crise faz disparar casos de crianças em risco

Leonor Paiva Watson, in Jornal de Notícias

Comissões de proteção de menores estavam a trabalhar em 37112 processos no fim do primeiro semestre, mais 400 do que em todo o ano de 2011. Crianças são o elo mais fraco da crise, avisam especialistas.

O volume processual global das comissões de proteção de crianças e jovens em risco (CPCJ) não deixa margem para dúvidas. São 52166 processos em apenas um semestre, quando no ano passado inteiro foram 67941. Do ano anterior, transitaram 34832 e ainda foram instaurados 14512, mais de metade dos iniciados em todo o ano passado. Não são de descurar os processos que foram reabertos: 2822. Mas destes 52166, apenas 37112 estão ativos, porque, entretanto, foram arquivados 15054, o que não significa que estejam resolvidos.

Os casos prendem-se, na sua maioria, com situações de negligência ou exposição a comportamentos que possam comprometer o desenvolvimento da criança como é o caso, por exemplo, da violência doméstica.