In "Rádio Renascença"
UNICEF alerta que crianças nascidas em contextos de guerra estão mais expostas a problemas de desenvolvimento emocional e cognitivo, correndo o risco acrescido de morrer antes dos cinco anos.
Um em cada oito bebés nasceu em zonas de conflito em 2015, conclui um relatório da UNICEF divulgado esta quinta-feira. O número de crianças nascidas em locais de guerra aumentou em mais 125 mil este ano em relação a 2014, subindo para mais de 16,5 milhões em todo o mundo.
As guerras civis da Síria, República Centro-Africana e Sudão do Sul foram as que mais contribuíram para este aumento.
A UNICEF alerta que as crianças nascidas em contextos de conflito armado estão mais expostas a problemas de desenvolvimento emocional e cognitivo, correndo o risco acrescido de poderem morrer antes de atingirem os cinco anos de idade.
“Existe alguma maneira pior de começar a vida?”, questiona o director-executivo da UNICEF, Anthony Lake, em declarações à agência Reuters.
Um destes bebés é um rapazinho chamado Dilgesh, filho de uma refugiada síria chamada Nahide, com 19 anos. Separada dos pais por causa da guerra, a jovem mãe e o seu filho de sete meses puseram-se a caminho da Turquia, contou um funcionário da organização.
Christopher Tidey confessa ter ficado estupefacto com a jovem e com a sua “força interior”.
A professora de ciência política Debra DeLaet já escreveu sobre a temática dos bebés nascidos em zonas de conflito, e observa que as crianças que nascem na sequência de uma violação também correm riscos. “Há casos de mulheres que tentam matar os filhos à nascença”, aponta.
Outras crianças ficam vulneráveis ao abandono ou à rejeição por parte de membros da família, sublinha a especialista.
Para o próximo ano, a agência das Nações Unidas para as crianças projecta um aumento para 16,7 milhões de bebés nascidos em zonas de conflito.
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27.5.13
Mais de 69 mil crianças em risco em Portugal
Rosário Salgueiro/Paula Meira, in RTP
Está a aumentar o número de crianças em risco em Portugal. Em 2012 eram 69 mil, mais 1066 do que no ano anterior. A relatório a que a RTP já teve acesso vai ser divulgado hoje.
[veja a reportagem RTP]
Está a aumentar o número de crianças em risco em Portugal. Em 2012 eram 69 mil, mais 1066 do que no ano anterior. A relatório a que a RTP já teve acesso vai ser divulgado hoje.
[veja a reportagem RTP]
14.10.12
Crise faz disparar casos de crianças em risco
Leonor Paiva Watson, in Jornal de Notícias
Comissões de proteção de menores estavam a trabalhar em 37112 processos no fim do primeiro semestre, mais 400 do que em todo o ano de 2011. Crianças são o elo mais fraco da crise, avisam especialistas.
O volume processual global das comissões de proteção de crianças e jovens em risco (CPCJ) não deixa margem para dúvidas. São 52166 processos em apenas um semestre, quando no ano passado inteiro foram 67941. Do ano anterior, transitaram 34832 e ainda foram instaurados 14512, mais de metade dos iniciados em todo o ano passado. Não são de descurar os processos que foram reabertos: 2822. Mas destes 52166, apenas 37112 estão ativos, porque, entretanto, foram arquivados 15054, o que não significa que estejam resolvidos.
Os casos prendem-se, na sua maioria, com situações de negligência ou exposição a comportamentos que possam comprometer o desenvolvimento da criança como é o caso, por exemplo, da violência doméstica.
Comissões de proteção de menores estavam a trabalhar em 37112 processos no fim do primeiro semestre, mais 400 do que em todo o ano de 2011. Crianças são o elo mais fraco da crise, avisam especialistas.
O volume processual global das comissões de proteção de crianças e jovens em risco (CPCJ) não deixa margem para dúvidas. São 52166 processos em apenas um semestre, quando no ano passado inteiro foram 67941. Do ano anterior, transitaram 34832 e ainda foram instaurados 14512, mais de metade dos iniciados em todo o ano passado. Não são de descurar os processos que foram reabertos: 2822. Mas destes 52166, apenas 37112 estão ativos, porque, entretanto, foram arquivados 15054, o que não significa que estejam resolvidos.
Os casos prendem-se, na sua maioria, com situações de negligência ou exposição a comportamentos que possam comprometer o desenvolvimento da criança como é o caso, por exemplo, da violência doméstica.
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