in TSF
Perto de 360 milhões de crianças em todo o mundo, ou seja, uma em seis, vivem em zonas afetadas por conflitos, segundo um relatório da Save the Children.
Seis nações africanas estão entre as 10 piores do mundo para se ser uma criança numa zona de guerra, indica um relatório da organização Save the Children divulgado esta quinta-feira.
A Síria encabeça a lista, seguida do Afeganistão, Somália, Iémen, Nigéria, Sudão do Sul, Iraque, República Democrática do Congo, Sudão e República Centro Africana.
O relatório, baseado em dados do Instituto Internacional para a Investigação da Paz de Estocolmo, analisa fatores como ataques contra escolas, o recrutamento de crianças soldados, violações, assassínios e falta de acesso humanitário.
Perto de 360 milhões de crianças em todo o mundo, ou seja, uma em seis, vivem em zonas afetadas por conflitos, segundo o relatório divulgado na véspera da Conferência de Segurança de Munique, no âmbito da qual líderes globais vão discutir políticas de segurança até domingo.
A Save the Children apela aos dirigentes mundiais para fazerem mais no sentido de responsabilizar os autores dos crimes contra as crianças.
"Crimes como estes contra crianças são o pior tipo de abuso imaginável e são uma violação flagrante do direito internacional", disse Carolyn Miles, presidente da Save the Children.
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20.2.18
30.3.16
Jovem português cria organização para levar mais crianças à escola em zonas de conflito
In "Renascença"
José Figueiredo criou a organização “A Book Can Change” e quer pôr as pessoas a doar dinheiro para projectos concretos de construção de escolas, de casas de banho e de recreios escolares e ainda o financiamento do percurso escolar de alunos ou de formação a professores.
O português José Figueiredo criou uma organização sem fins lucrativos para aumentar o número de crianças que vão à escola nas zonas de conflito armado: a primeira conquista será a construção de um recreio no Líbano.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 40% das crianças que não vão à escola vivam em regiões de conflito armado e é precisamente para combater esta estatística que a organização “A Book Can Change” existe, dando seguimento ao “quarto Objectivo do Milénio” da ONU de garantir que, até 2030, todas as crianças completam o ensino primário e secundário de qualidade.
José Figueiredo, 27 anos, tem no percurso paragens em vários continentes: em 2011, foi para Londres, depois para São Paulo, onde em 2013 lançou a sua primeira empresa tecnológica. Já com vontade de regressar à Europa, foi para Berlim e as pessoas que ali conheceu levaram-no para a Nigéria, onde instalou uma empresa de comparação de serviços financeiros.
Regressar para um projecto de impacto social
Já no final de 2015, decidiu que era tempo de voltar a Portugal e de "usar as [suas] capacidades para lançar um projecto com um impacto social", concluindo que educação e guerra são dois temas que lhe interessam e que era aqui que queria actuar.
"A educação foi algo que sempre tive como garantido, nunca sequer pensei o que seria não ter tido educação. E, quando percebi que há crianças que nunca terão oportunidade de ir à escola, vi que estas crianças ficam entregues ao destino", afirmou, acrescentando que "a maior barreira à educação hoje em dia tem a ver com conflito armado".
Foi com estas duas realidades na cabeça que começou a idealizar a “A Book Can Change”, uma organização sem fins lucrativos que acredita que um livro pode mesmo fazer a diferença.
O primeiro objectivo é a construção de um recreio numa escola em Bekaa Valley, no Líbano, junto à fronteira com a Síria, onde José esteve em Dezembro de 2015. Actualmente, o Líbano acolhe mais de um milhão de refugiados sírios e cerca de metade são crianças.
Mas, antes de ir, houve um caminho a percorrer, que será replicado em todos os projectos. O primeiro passo é identificar uma região em conflito e as organizações que lá operem e que forneçam serviços educativos semelhantes.
Escolas para quem não as tem
Em causa estão construções de escolas, de casas de banho e de recreios escolares e ainda o financiamento do percurso escolar de alunos ou de formação a professores.
Seleccionado o projecto, a “A Book Can Change”, vai ao local, faz um documentário e depois promove o projecto na sua plataforma “online” para angariar os fundos necessários.
Esta plataforma “online”, que está agora em fase de construção, é um “site”; de "doação directa" para as causas apoiadas, "mas tem uma característica exponencial de doação", conta José Figueiredo, dando um exemplo de família.
"Quando a minha mãe fez 50 anos, convidou os amigos e à entrada do restaurante colocou três caixas, uma para cada instituição. No convite, disse que não queria presentes e pediu aos amigos para fazerem uma doação para uma das instituições", relatou José, concluindo que "a ideia é pegar neste conceito e passá-lo para o digital".
Personalizar a doação
Ou seja, quem quiser financiar a construção de uma escola nestes locais pode fazer um donativo directamente, mas pode também criar um perfil, definir um objectivo monetário e convidar a sua rede de contactos a doar também para que, juntos, cumpram aquele objectivo.
Angariado o dinheiro, começa a fase da construção - nove meses para uma escola, por exemplo - e depois, passado este tempo, há uma nova visita para confirmar que o projecto foi executado e para realizar "um relatório detalhado" para os financiadores.
Questionado sobre onde quer estar daqui a três anos, a resposta de José foi simples: "Eu não sei onde quero estar, mas quero que a “A Book Can Change”; esteja a funcionar perfeitamente, a construir muitas escolas e a levar muitas crianças para a escola".
José Figueiredo criou a organização “A Book Can Change” e quer pôr as pessoas a doar dinheiro para projectos concretos de construção de escolas, de casas de banho e de recreios escolares e ainda o financiamento do percurso escolar de alunos ou de formação a professores.
O português José Figueiredo criou uma organização sem fins lucrativos para aumentar o número de crianças que vão à escola nas zonas de conflito armado: a primeira conquista será a construção de um recreio no Líbano.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 40% das crianças que não vão à escola vivam em regiões de conflito armado e é precisamente para combater esta estatística que a organização “A Book Can Change” existe, dando seguimento ao “quarto Objectivo do Milénio” da ONU de garantir que, até 2030, todas as crianças completam o ensino primário e secundário de qualidade.
José Figueiredo, 27 anos, tem no percurso paragens em vários continentes: em 2011, foi para Londres, depois para São Paulo, onde em 2013 lançou a sua primeira empresa tecnológica. Já com vontade de regressar à Europa, foi para Berlim e as pessoas que ali conheceu levaram-no para a Nigéria, onde instalou uma empresa de comparação de serviços financeiros.
Regressar para um projecto de impacto social
Já no final de 2015, decidiu que era tempo de voltar a Portugal e de "usar as [suas] capacidades para lançar um projecto com um impacto social", concluindo que educação e guerra são dois temas que lhe interessam e que era aqui que queria actuar.
"A educação foi algo que sempre tive como garantido, nunca sequer pensei o que seria não ter tido educação. E, quando percebi que há crianças que nunca terão oportunidade de ir à escola, vi que estas crianças ficam entregues ao destino", afirmou, acrescentando que "a maior barreira à educação hoje em dia tem a ver com conflito armado".
Foi com estas duas realidades na cabeça que começou a idealizar a “A Book Can Change”, uma organização sem fins lucrativos que acredita que um livro pode mesmo fazer a diferença.
O primeiro objectivo é a construção de um recreio numa escola em Bekaa Valley, no Líbano, junto à fronteira com a Síria, onde José esteve em Dezembro de 2015. Actualmente, o Líbano acolhe mais de um milhão de refugiados sírios e cerca de metade são crianças.
Mas, antes de ir, houve um caminho a percorrer, que será replicado em todos os projectos. O primeiro passo é identificar uma região em conflito e as organizações que lá operem e que forneçam serviços educativos semelhantes.
Escolas para quem não as tem
Em causa estão construções de escolas, de casas de banho e de recreios escolares e ainda o financiamento do percurso escolar de alunos ou de formação a professores.
Seleccionado o projecto, a “A Book Can Change”, vai ao local, faz um documentário e depois promove o projecto na sua plataforma “online” para angariar os fundos necessários.
Esta plataforma “online”, que está agora em fase de construção, é um “site”; de "doação directa" para as causas apoiadas, "mas tem uma característica exponencial de doação", conta José Figueiredo, dando um exemplo de família.
"Quando a minha mãe fez 50 anos, convidou os amigos e à entrada do restaurante colocou três caixas, uma para cada instituição. No convite, disse que não queria presentes e pediu aos amigos para fazerem uma doação para uma das instituições", relatou José, concluindo que "a ideia é pegar neste conceito e passá-lo para o digital".
Personalizar a doação
Ou seja, quem quiser financiar a construção de uma escola nestes locais pode fazer um donativo directamente, mas pode também criar um perfil, definir um objectivo monetário e convidar a sua rede de contactos a doar também para que, juntos, cumpram aquele objectivo.
Angariado o dinheiro, começa a fase da construção - nove meses para uma escola, por exemplo - e depois, passado este tempo, há uma nova visita para confirmar que o projecto foi executado e para realizar "um relatório detalhado" para os financiadores.
Questionado sobre onde quer estar daqui a três anos, a resposta de José foi simples: "Eu não sei onde quero estar, mas quero que a “A Book Can Change”; esteja a funcionar perfeitamente, a construir muitas escolas e a levar muitas crianças para a escola".
18.12.15
Um em cada oito bebés nasce em zonas de conflito. “Existe maneira pior de começar a vida?"
In "Rádio Renascença"
UNICEF alerta que crianças nascidas em contextos de guerra estão mais expostas a problemas de desenvolvimento emocional e cognitivo, correndo o risco acrescido de morrer antes dos cinco anos.
Um em cada oito bebés nasceu em zonas de conflito em 2015, conclui um relatório da UNICEF divulgado esta quinta-feira. O número de crianças nascidas em locais de guerra aumentou em mais 125 mil este ano em relação a 2014, subindo para mais de 16,5 milhões em todo o mundo.
As guerras civis da Síria, República Centro-Africana e Sudão do Sul foram as que mais contribuíram para este aumento.
A UNICEF alerta que as crianças nascidas em contextos de conflito armado estão mais expostas a problemas de desenvolvimento emocional e cognitivo, correndo o risco acrescido de poderem morrer antes de atingirem os cinco anos de idade.
“Existe alguma maneira pior de começar a vida?”, questiona o director-executivo da UNICEF, Anthony Lake, em declarações à agência Reuters.
Um destes bebés é um rapazinho chamado Dilgesh, filho de uma refugiada síria chamada Nahide, com 19 anos. Separada dos pais por causa da guerra, a jovem mãe e o seu filho de sete meses puseram-se a caminho da Turquia, contou um funcionário da organização.
Christopher Tidey confessa ter ficado estupefacto com a jovem e com a sua “força interior”.
A professora de ciência política Debra DeLaet já escreveu sobre a temática dos bebés nascidos em zonas de conflito, e observa que as crianças que nascem na sequência de uma violação também correm riscos. “Há casos de mulheres que tentam matar os filhos à nascença”, aponta.
Outras crianças ficam vulneráveis ao abandono ou à rejeição por parte de membros da família, sublinha a especialista.
Para o próximo ano, a agência das Nações Unidas para as crianças projecta um aumento para 16,7 milhões de bebés nascidos em zonas de conflito.
UNICEF alerta que crianças nascidas em contextos de guerra estão mais expostas a problemas de desenvolvimento emocional e cognitivo, correndo o risco acrescido de morrer antes dos cinco anos.
Um em cada oito bebés nasceu em zonas de conflito em 2015, conclui um relatório da UNICEF divulgado esta quinta-feira. O número de crianças nascidas em locais de guerra aumentou em mais 125 mil este ano em relação a 2014, subindo para mais de 16,5 milhões em todo o mundo.
As guerras civis da Síria, República Centro-Africana e Sudão do Sul foram as que mais contribuíram para este aumento.
A UNICEF alerta que as crianças nascidas em contextos de conflito armado estão mais expostas a problemas de desenvolvimento emocional e cognitivo, correndo o risco acrescido de poderem morrer antes de atingirem os cinco anos de idade.
“Existe alguma maneira pior de começar a vida?”, questiona o director-executivo da UNICEF, Anthony Lake, em declarações à agência Reuters.
Um destes bebés é um rapazinho chamado Dilgesh, filho de uma refugiada síria chamada Nahide, com 19 anos. Separada dos pais por causa da guerra, a jovem mãe e o seu filho de sete meses puseram-se a caminho da Turquia, contou um funcionário da organização.
Christopher Tidey confessa ter ficado estupefacto com a jovem e com a sua “força interior”.
A professora de ciência política Debra DeLaet já escreveu sobre a temática dos bebés nascidos em zonas de conflito, e observa que as crianças que nascem na sequência de uma violação também correm riscos. “Há casos de mulheres que tentam matar os filhos à nascença”, aponta.
Outras crianças ficam vulneráveis ao abandono ou à rejeição por parte de membros da família, sublinha a especialista.
Para o próximo ano, a agência das Nações Unidas para as crianças projecta um aumento para 16,7 milhões de bebés nascidos em zonas de conflito.
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