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3.7.20

“Castro Marim (COM)Vida” arranca hoje para ajudar quem mais precisa

Por Sul Informação

Este é «um verdadeiro trabalho de proximidade e em rede»

O projeto “Castro Marim (COM)Vida”, no qual a associação Odiana assume o papel de entidade coordenadora, arranca esta quarta-feira, 1 de Julho, com o objetivo de apoiar grupos vulneráveis, combatendo a pobreza e a exclusão social.

Este é «um verdadeiro trabalho de proximidade e em rede na comunidade castromarinense», diz a associação Odiana, entidade coordenadora local da parceria CLDS (Contrato Local de Desenvolvimento Social), a convite do Município de Castro Marim.

O projeto decorre até Junho de 2023, no concelho de Castro Marim, com um conjunto de ações no eixo II, da intervenção familiar e parental preventiva da pobreza infantil, e eixo III, na promoção do envelhecimento ativo e apoio à população idosa.

O objetivo é bem claro: contribuir para minimizar a exclusão social dos grupos de maior fragilidade social, nomeadamente crianças, jovens e suas famílias, idosos e pessoas com deficiência e/ou incapacidade.

Na génese deste projeto esteve o Diagnóstico Social e Plano de Desenvolvimento Social do Município de Castro Marim.

A ideia passa por pôr em prática uma panóplia de ações que mobilizem «diferentes agentes e recursos da comunidade, assentes numa metodologia de proximidade e rede».

«No que concerne às crianças e agregados familiares, estão planeadas ações de acompanhamento individualizado, promoção de competências, sessões de informação e sensibilização, comemorações e atividades lúdicas e recreativas», explica a Odiana.

«Na componente sénior estão previstas ações socioculturais para promoção do envelhecimento ativo e a autonomia da população idosa; ações de combate à solidão e ao isolamento, que promovam o envelhecimento saudável e informado, bem como o incentivo ao voluntariado», acrescenta.

Francisco Amaral, presidente da Câmara de Castro Marim, destaca a importância deste projeto que contempla um verdadeiro trabalho de proximidade.

«São estas parcerias que nos fazem crescer enquanto comunidade e enquanto seres humanos. Identificar e intervir, procurando uma sociedade mais igualitária, mais justa e com dignidade para todos», assegura o autarca.

O CLDS 4G «Castro Marim (COM)Vida» irá contar com uma equipa especializada de três profissionais que vai atuar junto da comunidade numa parceria com agentes e recursos já existentes, representando um investimento total de 405.600 euros no território.

A equipa estará sedeada na Odiana e disponível no email clds4g.castromarim@odiana.pt e telefone +351 281 531 171

De resto, este projeto é novo, mas o trabalho e experiência no terreno não. A Odiana levou a cabo em 2009-2012 o projeto interconcelhio de Alcoutim e Castro Marim «+ Inclusão», da 1ª geração de CLDS. Agora, em 2020, o concelho de Castro Marim foi novamente contemplado com um CLDS, tendo sido a Odiana a entidade indicada pelo Município para dinamizar esta iniciativa.

O CLDS (Contrato Local de Desenvolvimento Social ) é um programa promovido pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. Esta 4ª geração visa promover a inclusão social de grupos populacionais que revelem maiores níveis de fragilidade social num determinado território, mobilizando para o efeito a ação integrada de diferentes agentes e recursos localmente disponíveis, constituindo-se como um instrumento de combate à exclusão social.

O projeto «Castro Marim (COM)Vida» é cofinanciado pelo CRESC Algarve 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Social Europeu


12.4.16

Mercadinho Intercultural

Cristina da Santa Ferreira, in "Notícias de Vila Real"

O Município de Vila Real, em parceria com a EAPN – European Anti Poverty Network (Rede Europeia Anti-Pobreza), CLDS e +Social organiza durante o dia de hoje um “mercadinho intercultural” no âmbito da comemoração das semana das interculturalidades.

O mercadinho vai acontecer na Praça do Município durante todo o dia e pretende mostrar o trabalho de inclusão que a autarquia e os dois projectos, CLDS e +Social, têm vindo a desenvolver, nomeadamente junto da comunidade cigana.

São projectos que têm uma linha de acção onde se valoriza a interculturalidade, porque é “uma mais valia para o nosso território”, sublinhou Eugénia Almeida vereadora do pelouro da coesão social e igualdade da autarquia.

A iniciativa da próxima quinta-feira pretende mostrar que as pessoas de etnia cigana, ou de outras etnias “são cidadãos como nós e merecem que as pessoas os saibam acolher como merecem”.

A inclusão social destas pessoas nem sempre é fácil, mas o CLDS e o +Social estão todos os dias no terreno com técnicos especializados que “lhes dão confiança e os vêm como parte integrante da sociedade”.

A vereadora explicou que um dos objectivos da iniciativa é também desconstruir estereótipos porque afinal há “pessoas boas e más em todo o lado”.

Esta edição do Mercadinho Intercultural está a dar os primeiros passos, mas pretende “ganhar raízes” e no futuro trazer mais pessoas.

11.6.13

Contratos sociais com autarquias criam 400 empregos diretos

Por: Tvi24

20 milhões de euros oriundos de fundos comunitários foram disponibilizados para estes acordos

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social diz que os Contratos Locais de Desenvolvimento Social (CLDS) vão gerar 400 postos de trabalho diretos, combater o desemprego resistente e responder aos fenómenos de pobreza infantil.

«Nós prevemos que vamos poder criar diretamente cerca de 400 postos de trabalho de técnicos que (...) vão agora realizar estes projetos», permitindo, «em situações de catástrofe, encontrar respostas para territórios que são diretamente afetados por essas mesmas calamidades», sustentou Pedro Mota Soares em Fátima, citado pela Lusa.

A primeira cerimónia de assinatura do compromisso dos CLDS teve lugar hoje em Fátima, no Centro Social João Paulo II, da União das Misericórdias Portuguesas, abrangendo, para além das instituições de solidariedade social, mais de 60 câmaras municipais das regiões norte e centro do país.

No total, para os CLDS serão disponibilizados cerca de 20 milhões de euros oriundos de fundos comunitários, estando prevista uma segunda cerimónia para a próxima semana, no Algarve, de forma a completar os acordos com 80 autarquias.

«Numa altura em que sabemos que temos de concentrar o nosso esforço e a nossa energia no combate ao desemprego ¿ o maior problema que o país tem ¿, temos a certeza de que estes contratos vão ser um estímulo importante em territórios deprimidos que têm taxas de desemprego muito elevadas e fenómenos de pobreza muito persistentes», salientou o governante.

Pedro Mota Soares adiantou que a qualificação de desempregados de longa duração e a criação do próprio posto de trabalho são apostas destes projetos que querem dar «uma resposta de proximidade com parceiros locais».

O ministro da Solidariedade e Segurança Social lembrou que «antes um contrato de desenvolvimento local demorava nove meses a ser formalizado» e que agora o prazo foi reduzido «para apenas três meses».

29.3.12

Vila Franca recebe 400 mil euros para combater pobreza e exclusão social

in o Mirante

A Câmara de Vila Franca de Xira vai receber do Instituto de Segurança Social uma verba de 400 mil euros para projectos de combate à pobreza e à exclusão social em dois bairros do concelho: o bairro Olival de Fora em Vialonga e a urbanização do Vale de Arcena, em Alverca.

As verbas, entregues ao abrigo do Programa de Contratos Locais de Desenvolvimento Social vão servir para dinamizar em cada um dos bairros várias iniciativas ligadas ao emprego, qualificação, intervenção familiar e novas tecnologias da informação. As iniciativas a realizar farão parte de um plano de acção que vai ser elaborado pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local (ANIMAR), sediada no bairro Olival de Fora.

O protocolo de compromisso foi assinado na tarde de 26 de Março, no salão nobre dos Paços do Concelho em Vila Franca de Xira e contou com a presença do secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, Marco António Costa.

“Estes projectos de proximidade são fundamentais porque não há coesão social sem segurança económica. Para isso temos de ter respostas que, numa lógica de respeito pela comunidade, promovam a participação destas comunidades na decisão do seu futuro”, frisou Marco Costa. Os Contratos Locais de Desenvolvimento social visam promover a inclusão social dos cidadãos de bairros problemáticos.

A presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha (PS), congratulou-se com o protocolo assinado e destacou que é preciso acabar com a exclusão que se vive nestes bairros. “É um apoio a uma comunidade que queremos que deixe de ser sinalizada pelos piores motivos. A intervenção social é muito relevante e por aí passa a estabilidade do próprio país”, defendeu.

Solidariedade: Secretário de Estado garante continuidade dos CLDS por mais dois anos

in Diário dos Açores

O secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social garantiu ontem a continuidade dos Contratos Locais de Desenvolvimento Social (CLDS), adiantando que o Governo prevê investir mais de dez milhões de euros nos próximos dois anos.

Os 54 CLDS assinados a nível nacional – a esmagadora maioria em 2009 – têm uma validade de dois anos e estão na fase final do seu período de vida, mas Marco António Costa assegurou a continuidade do projeto, através da assinatura de novos protocolos ou da renovação dos já existentes.

“O senhor ministro [Pedro Mota Soares] esteve em Cascais e eu aqui [Vila Franca de Xira]. Há mais protocolos que estão previstos e aos quais queremos dar continuidade. Fundamentalmente, neste setor social da governação, queremos garantir uma estabilidade e uma relação de confiança com os representantes das instituições e da sociedade civil”, afirmou.

Marco António Costa falava à agência Lusa no final da assinatura do protocolo para a renovação de um CLSD a desenvolver no concelho ribatejano. “O orçamento total destes protocolos é superior a 10 milhões de euros.

Falo dos novos contratos e de uma outra questão muito importante que tem a ver com a participação e a modelação dos protocolos que estão em vigor. Há todo um conjunto de iniciativas que, neste momento, estamos a avaliar e, dependendo dessa avaliação, resultarão daí novas medidas”, explicou o governante.

O secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social faz um balanço geral “positivo” dos CLDS, que por esta ocasião terminam ou são renovados, mas adiantou que só durante o verão é que será possível apresentar os resultados finais.

“Trata-se de contratos que mobilizam, sob do ponto de vista institucional, os poderes centrais e locais. São contratos que agregam e mobilizam também as comunidades locais através das suas organizações, como sejam as associações, as IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social] ou as misericórdias”, afirmou.

Marco António Costa frisou que “os CLDS têm uma dimensão de proximidade e criam canais preferenciais de relação entre estes diferentes poderes e organizações, com a comunidade e os cidadãos”.

“Trata-se de projetos relevantes, que visam alargar as respostas à comunidade, nomeadamente no reforço das competências familiares, no diálogo intercultural e na empregabilidade, na aprendizagem e na formação”, salientou.

Os Contratos Locais de Desenvolvimento Social visam, de forma multisetorial e integrada, promover a inclusão social do cidadão através de ações, a executar em parceria, cujo objetivo é o combate à pobreza e à exclusão social em territórios deprimidos.

O protocolo ontem assinado em Vila Franca de Xira contempla uma verba de 400.000 euros a dividir pelos dois anos de duração do contrato. Será colocado em prática nos Bairros Olival Fora, na freguesia de Vialonga e na Urbanização do Vale de Arcena, na Freguesia de Alverca. Estas são as zonas de intervenção prioritária no concelho, tal como no CLDS anterior.

A ANIMAR – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local é a instituição que vai desenvolver o projeto no terreno.