Paulo Lourenço, in Jornal de Notícias
Em dia de super saldos nas lojas Pingo Doce, houve quem madrugasse, percorresse dezenas de quilómetros e almoçasse dentro das lojas para poupar na conta do supermercado.
Em Odivelas, o JN encontrou um casal que chegou às 7.50 horas à porta do supermercado de onde só se despachou pelas 16 horas. "Valeu a pena, claro. Devia era haver mais promoções destas", explicou Marisa Silva, comerciante de 30 anos. "Com a crise que há não podemos estar a pensar nos incómodos... Há que aproveitar", disse.
A maioria dos que conseguiram fazer compras diz que aproveitou sobretudo para levar géneros alimentares e fraldas. A justificação para esta corrida é comum: a crise. "Da forma como o país está, isto é mais do que normal", comentava João Queirós, na loja de Queluz, em Sintra.
Ao lado, a mulher, Maria Odete, reforçava: "No início do mês, levar uma conta de 140 euros e pagar só 70 dá um grande arranjo".
No Pingo Doce de Telheiras, das maiores lojas da área metropolitana de Lisboa, muitos clientes optaram por almoçar dentro do supermercado ou pediram a familiares que lhes levassem comida.
O JN falou com uma consumidora que percorreu 30 quilómetros para ir a Telheiras fazer compras. Moradora em Vila Franca de Xira, optou por fazer a viagem depois de verificar que seria difícil ir a um Pingo Doce perto de sua casa. No final, a conta compensou: dos 400 euros que gastou apenas pagou 200.
Registaram-se várias escaramuças entre clientes, sem que, no entanto, tenha havido incidentes maiores.
Uma cliente sentiu-se indisposta, pelo que foi chamado o INEM ao local.
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2.5.12
Sindicato do Comércio admite apresentar queixa à autoridade concorrência por alegado "dumping" do Pingo Doce
in Jornal de Notícias
O Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal admitiu, esta quinta-feira, apresentar queixa à Autoridade da Concorrência contra a cadeia de supermercados Pingo Doce por alegado "dumping" na campanha promocional que realizou terça-feira.
Em declarações à agência Lusa, a dirigente do SCESSP Isabel Camarinha disse que os responsáveis sindicais vão, durante o dia de hoje, "analisar e decidir o que fazer" em relação à campanha das lojas do grupo Jerónimo Martins, que no 1.º de maio realizou uma campanha de 50 por cento de desconto nas compras superiores a 100 euros.
"Não pomos de parte a possibilidade de apresentar queixa à autoridade da concorrência", referiu Isabel Camarinha.
"Vamos tomar todas as medidas que estiverem ao nosso alcance, porque estamos perante uma atitude de concorrência desleal em relação aos outros grupos (económicos), além de que foram cometidas imensas ilegalidades contra os trabalhadores", criticou.
Isabel Camarinha lembrou que o sindicado tinha emitido um pré-aviso de greve para o Dia do Trabalhador, que foi "desrespeitado" pela Jerónimo Martins.
Ao sindicado chegaram inúmeros relatos de funcionários do grupo que terão sido "ameaçados" com faltas injustificadas caso não fossem trabalhar, relatou à Lusa.
"Já no ano passado, a Jerónimo Martins tinha decidido desrespeitar o Dia do Trabalhador, abrindo portas. Este ano, não só manteve essa atitude, como escolheu esse dia para promover uma campanha que teve o efeito que foi visto por toda a gente", acusou a sindicalista, sublinhando que chegaram ao SCESSP inúmeros relatos de "ilegalidades cometidas contra os trabalhadores".
Isabel Camarinha denunciou uma outra prática ilegal alegadamente promovida pela empresa Jerónimo Martins: "Os horários de trabalho têm de ser definidos com 30 dias de antecedência, mas a empresa esteve a ligar aos trabalhadores que estavam de descanso ou de férias, para que fossem trabalhar naquele dia".
"Nós sabemos que houve trabalhadores que foram ameaçados de que se não fossem trabalhar no dia 01 [de maio] teriam faltas injustificadas. No Pingo Doce isso aconteceu em muitas lojas pelo país todo, sabendo eles que o sindicato tinha emitido um pré-aviso de greve e, portanto, os trabalhadores tinham todo o direito de não ir trabalhar, mas foram ameaçados com faltas injustificadas se não fossem", disse Isabel Camarinha.
Para o Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, a campanha do Pingo Doce, que na terça-feira ofereceu um desconto de 50% em compras superiores a 100 euros, é sinónimo de "dumping" (vender produtos abaixo do preço).
A iniciativa gerou enorme confusão em todo o país, tendo as forças policiais registado 40 incidentes só naa áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.
"A campanha aproveitou-se da crise, da situação em que vivem milhares de famílias e da falta de poder económico que vivem as pessoas, para promover aquela campanha que causou aqueles incidentes todos, porque nem sequer estavam preparados para aquilo", criticou a sindicalista.
O Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal admitiu, esta quinta-feira, apresentar queixa à Autoridade da Concorrência contra a cadeia de supermercados Pingo Doce por alegado "dumping" na campanha promocional que realizou terça-feira.
Em declarações à agência Lusa, a dirigente do SCESSP Isabel Camarinha disse que os responsáveis sindicais vão, durante o dia de hoje, "analisar e decidir o que fazer" em relação à campanha das lojas do grupo Jerónimo Martins, que no 1.º de maio realizou uma campanha de 50 por cento de desconto nas compras superiores a 100 euros.
"Não pomos de parte a possibilidade de apresentar queixa à autoridade da concorrência", referiu Isabel Camarinha.
"Vamos tomar todas as medidas que estiverem ao nosso alcance, porque estamos perante uma atitude de concorrência desleal em relação aos outros grupos (económicos), além de que foram cometidas imensas ilegalidades contra os trabalhadores", criticou.
Isabel Camarinha lembrou que o sindicado tinha emitido um pré-aviso de greve para o Dia do Trabalhador, que foi "desrespeitado" pela Jerónimo Martins.
Ao sindicado chegaram inúmeros relatos de funcionários do grupo que terão sido "ameaçados" com faltas injustificadas caso não fossem trabalhar, relatou à Lusa.
"Já no ano passado, a Jerónimo Martins tinha decidido desrespeitar o Dia do Trabalhador, abrindo portas. Este ano, não só manteve essa atitude, como escolheu esse dia para promover uma campanha que teve o efeito que foi visto por toda a gente", acusou a sindicalista, sublinhando que chegaram ao SCESSP inúmeros relatos de "ilegalidades cometidas contra os trabalhadores".
Isabel Camarinha denunciou uma outra prática ilegal alegadamente promovida pela empresa Jerónimo Martins: "Os horários de trabalho têm de ser definidos com 30 dias de antecedência, mas a empresa esteve a ligar aos trabalhadores que estavam de descanso ou de férias, para que fossem trabalhar naquele dia".
"Nós sabemos que houve trabalhadores que foram ameaçados de que se não fossem trabalhar no dia 01 [de maio] teriam faltas injustificadas. No Pingo Doce isso aconteceu em muitas lojas pelo país todo, sabendo eles que o sindicato tinha emitido um pré-aviso de greve e, portanto, os trabalhadores tinham todo o direito de não ir trabalhar, mas foram ameaçados com faltas injustificadas se não fossem", disse Isabel Camarinha.
Para o Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, a campanha do Pingo Doce, que na terça-feira ofereceu um desconto de 50% em compras superiores a 100 euros, é sinónimo de "dumping" (vender produtos abaixo do preço).
A iniciativa gerou enorme confusão em todo o país, tendo as forças policiais registado 40 incidentes só naa áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.
"A campanha aproveitou-se da crise, da situação em que vivem milhares de famílias e da falta de poder económico que vivem as pessoas, para promover aquela campanha que causou aqueles incidentes todos, porque nem sequer estavam preparados para aquilo", criticou a sindicalista.
CCP diz ser “impossível” para os comerciantes suportar promoções de 50%
in Público on-line
O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, defendeu hoje ser “impossível” para os comerciantes suportar campanhas de promoção como a realizada pela cadeia de supermercados Pingo Doce na terça-feira.
Segundo Vieira Lopes, este custo foi suportado pelos industriais ou configura uma ilegalidade: “Daquilo que se tem conhecimento, é impossível ter margens para suportar este tipo de promoção. Foram os industriais que a suportaram ou configura uma ilegalidade. Compete à ASAE fiscalizar”, disse o responsável à saída de uma reunião do Conselho Económico e Social (CES).
O presidente da CCP salientou que, além das questões sobre a legalidade da campanha, considera “infeliz” toda esta acção e os incidentes provocados e defendeu que, em termos de diálogo social, campanhas de promoção no Dia do Trabalhador não são benéficas.
Sobre o aumento para 15,3% da taxa de desemprego em Portugal em Março, hoje avançado pelo Eurostat, Vieira Lopes disse estar preocupado, mas não se mostrou surpreendido: “Quando foi aprovado o Orçamento do Estado para este ano a CCP disse que íamos chegar a um milhão de desempregados”.
No que diz respeito ao combate à fraude e evasão fiscais, o tema de hoje da reunião do CES, Vieira Lopes disse que o Governo não adiantou “nada de novo” face ao plano apresentado em Outubro do ano passado.
“Ficámos com a ideia que o Governo está a fazer um esforço nesse sentido mas não há nada de novo”, disse.
A CCP apresentou durante a reunião duas propostas ao Governo para recuperação de dívidas das empresas e para compensação de créditos do Estado com dívidas fiscais.
O Governo ficou de analisar ambas as propostas mas em relação às dívidas, segundo a CCP, não apresentou grande abertura.
O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, defendeu hoje ser “impossível” para os comerciantes suportar campanhas de promoção como a realizada pela cadeia de supermercados Pingo Doce na terça-feira.
Segundo Vieira Lopes, este custo foi suportado pelos industriais ou configura uma ilegalidade: “Daquilo que se tem conhecimento, é impossível ter margens para suportar este tipo de promoção. Foram os industriais que a suportaram ou configura uma ilegalidade. Compete à ASAE fiscalizar”, disse o responsável à saída de uma reunião do Conselho Económico e Social (CES).
O presidente da CCP salientou que, além das questões sobre a legalidade da campanha, considera “infeliz” toda esta acção e os incidentes provocados e defendeu que, em termos de diálogo social, campanhas de promoção no Dia do Trabalhador não são benéficas.
Sobre o aumento para 15,3% da taxa de desemprego em Portugal em Março, hoje avançado pelo Eurostat, Vieira Lopes disse estar preocupado, mas não se mostrou surpreendido: “Quando foi aprovado o Orçamento do Estado para este ano a CCP disse que íamos chegar a um milhão de desempregados”.
No que diz respeito ao combate à fraude e evasão fiscais, o tema de hoje da reunião do CES, Vieira Lopes disse que o Governo não adiantou “nada de novo” face ao plano apresentado em Outubro do ano passado.
“Ficámos com a ideia que o Governo está a fazer um esforço nesse sentido mas não há nada de novo”, disse.
A CCP apresentou durante a reunião duas propostas ao Governo para recuperação de dívidas das empresas e para compensação de créditos do Estado com dívidas fiscais.
O Governo ficou de analisar ambas as propostas mas em relação às dívidas, segundo a CCP, não apresentou grande abertura.
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