A Defesa
A Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) lançou a campanha europeia ‘Eleger Defensores para uma Europa Social’ em parceria com os seus membros, a propósito das eleições para o Parlamento Europeu marcadas para 25 de Maio.
[leia aqui o artigo na íntegra]
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1.4.14
14.3.14
Faire campagne pour une Europe sociale
in Euronews
“Comment faire de la lutte contre la pauvreté un enjeu de la campagne pour les élections européennes du mois de mai prochain ?”
Sérgio Aires, Président du Réseau européen anti-pauvreté (EAPN) lui répond :
“Selon nous, la lutte contre la pauvreté doit être au centre de l’attention lors des élections européennes, et cela, pour plusieurs raisons. Tout d’abord parce que le Parlement européen, qui est la maison de la démocratie européenne, devrait être la principale instance à se préoccuper de la pauvreté et de l’exclusion sociale qui, au cours des dernières années, ont augmenté et surtout sont devenues plus visibles.
C’est pour cela que ces élections européennes sont pour nous, les citoyens européens, une grande opportunité. Ce que l’on demande à tous les candidats à l‘élection au Parlement européen de 2014 est qu’ils s’engagent à lutter contre la pauvreté. Et cela de trois façons.
Premièrement, il faut qu’ils créent un pacte social pour une Europe sociale. Si d’un côté nous avons beaucoup de mesures d’austérité pour combattre la crise, il faut aussi rééquilibrer le système et comprendre que la cohésion sociale dépend de la protection sociale. Deuxièmement, il faut établir une stratégie européenne de coopération entre les États membres pour combattre la pauvreté. C’est une chose que l’on demande depuis longtemps et ce serait une grande opportunité de la voir se concrétiser.
Enfin, troisièmement et ce n’est pas le point le moins important, il faut renforcer la démocratie. Il faut revenir à une Europe à laquelle participent tous les citoyens. Il faut leur faire croire à nouveau au rêve européen et que l’on refasse de l’Union européenne l’espace de paix et de coopération qu’il était à ses origines.”
Si vous voulez vous aussi poser une question dans U talk, vous pouvez cliquer sur le bouton ci-dessous.
Plus d'actualités sur : Campagne électorale
“Comment faire de la lutte contre la pauvreté un enjeu de la campagne pour les élections européennes du mois de mai prochain ?”
Sérgio Aires, Président du Réseau européen anti-pauvreté (EAPN) lui répond :
“Selon nous, la lutte contre la pauvreté doit être au centre de l’attention lors des élections européennes, et cela, pour plusieurs raisons. Tout d’abord parce que le Parlement européen, qui est la maison de la démocratie européenne, devrait être la principale instance à se préoccuper de la pauvreté et de l’exclusion sociale qui, au cours des dernières années, ont augmenté et surtout sont devenues plus visibles.
C’est pour cela que ces élections européennes sont pour nous, les citoyens européens, une grande opportunité. Ce que l’on demande à tous les candidats à l‘élection au Parlement européen de 2014 est qu’ils s’engagent à lutter contre la pauvreté. Et cela de trois façons.
Premièrement, il faut qu’ils créent un pacte social pour une Europe sociale. Si d’un côté nous avons beaucoup de mesures d’austérité pour combattre la crise, il faut aussi rééquilibrer le système et comprendre que la cohésion sociale dépend de la protection sociale. Deuxièmement, il faut établir une stratégie européenne de coopération entre les États membres pour combattre la pauvreté. C’est une chose que l’on demande depuis longtemps et ce serait une grande opportunité de la voir se concrétiser.
Enfin, troisièmement et ce n’est pas le point le moins important, il faut renforcer la démocratie. Il faut revenir à une Europe à laquelle participent tous les citoyens. Il faut leur faire croire à nouveau au rêve européen et que l’on refasse de l’Union européenne l’espace de paix et de coopération qu’il était à ses origines.”
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Plus d'actualités sur : Campagne électorale
6.3.14
Europa: Para que conta o nosso voto?
in Euronews
Em maio, os 28 países da União Europeia são chamados a eleger um novo parlamento. Num contexto de crise económica europeia, muitos observadores temem já um recorde de abstenção e um avanço dos partidos populistas e antieuropeus. Desde as primeiras eleições europeias, a taxa de participação não parou de baixar. Nas últimas eleições, em junho de 2009, a abstenção atingiu o número recorde de 57%, em termos de média europeia.
A Espanha é um dos países mais pró-europeus, mas também um dos mais afetados pelo desemprego e pela crise económica. Segundo as sondagens de opinião, a confiança dos espanhóis na Europa diminuiu nos últimos anos.
Nas ruas de Madrid, quando se fala em eleições, as respostas são de desconfiança.
Há três anos, a Puerta del Sol viu nascer um movimento social de uma dimensão inédita: o movimento 15 de maio mobilizou centenas de milhares de pessoas, contra a classe política e por uma mudança na sociedade.
Guillermo, de 25 anos, estava entre os manifestantes. Hoje, decidiu implicar-se na política, através do novo partido Equo. O que quer? Mudar a Europa: “Estou a gravar um vídeo para a minha candidatura às primárias abertas do partido Equo, que é o partido verde espanhol. Muitos, como eu, passámos primeiro pela rua, vimos do movimento cidadão e entrámos depois no movimento político. Uma instituição é um lugar onde se tomam decisões. Se não participamos, as decisões vão continuar a ser tomadas sem nós”.
Na origem das manifestações dos indignados está a plataforma “Democracia real já”. Fomos ao encontro dos responsáveis num “squat” no centro de Madrid.
O grupo opõe-se à atual face da Europa e pede às pessoas que se façam ouvir, através do voto, nas eleições de maio: “Em Espanha, infelizmente, as europeias são vistas como uma forma de castigar o governo. No entanto, acreditamos que são eleições importantes nas nossas vidas, porque há muitas leis que se aplicam no dia-a-dia que vêm da Europa. Vamos tentar, sobretudo, que as pessoas que se manifestam na rua se politizem, que pensem em termos políticos nas eleições europeias”, diz Kike Castellò, porta-voz deste grupo.
Qual é o papel e que poder têm os eurodeputados? Como são adotadas as leis europeias? Para mobilizar os eleitores, todos estão de acordo sobre a necessidade de fazer com que o que está em jogo nas eleições seja mais conhecido.
Nem sempre é fácil entender o funcionamento das instituições europeias. Para dar mais transparência a estas eleições, pela primeira vez, os partidos são convidados a designar o candidato à presidência da Comissão Europeia.
Segundo o tratado de Lisboa, os dirigentes da União Europeia devem ter em conta o resultado das eleições europeias para nomear o futuro presidente da Comissão Europeia, que será uma espécie de primeiro-ministro da Europa.
Além disso, com o tratado de Lisboa, os eurodeputados têm agora mais poder que nunca. Razões para ir às urnas, segundo o responsável pelo gabinete do Parlamento Europeu em Madrid, Ignacio Samper: “Conseguimos politizar estas eleições mais do que nunca. Se o parlamento tem uma maioria, de centro-direita ou de centro-esquerda, isso significa que o presidente da Comissão será de centro-direita ou de centro-esquerda. Isso é radicalmente novo. Durante muito tempo, dissemos aos cidadãos para votarem no parlamento europeu. Não há nenhum debate, nem em França, nem Espanha, nem Itália, onde se diga que as pessoas votem para o parlamento. As pessoas votam nos candidatos”.
Levar a juventude espanhola a debater a Europa e a ir às urnas é também o objetivo de um coletivo, formado por cerca de 20 jovens, que criaram o projeto CC/Europa. Entusiastas da política europeia, animam blogues e organizam encontros e debates nas universidades ou mesmo nos cafés.
Adriana Maldonado é estudante e participa nesta plataforma: “É fundamental que a primeira geração a nascer na comunidade europeia, que somos nós, tenha uma visão do que a Europa precisa, do que queremos e de que reformas são necessárias. A CC/Europa não pretende endoutrinar, não pertence a nenhum partido político. O objetivo é criar consciência sobre o que está em jogo, a importância que tem e que cada um crie o seu próprio espírito”.
Além do empenho dos cidadãos, os políticos têm que fomentar o debate europeu. A quatro meses do escrutínio, preparam-se para entrar no campo de batalha para a campanha eleitoral.
Em maio, os 28 países da União Europeia são chamados a eleger um novo parlamento. Num contexto de crise económica europeia, muitos observadores temem já um recorde de abstenção e um avanço dos partidos populistas e antieuropeus. Desde as primeiras eleições europeias, a taxa de participação não parou de baixar. Nas últimas eleições, em junho de 2009, a abstenção atingiu o número recorde de 57%, em termos de média europeia.
A Espanha é um dos países mais pró-europeus, mas também um dos mais afetados pelo desemprego e pela crise económica. Segundo as sondagens de opinião, a confiança dos espanhóis na Europa diminuiu nos últimos anos.
Nas ruas de Madrid, quando se fala em eleições, as respostas são de desconfiança.
Há três anos, a Puerta del Sol viu nascer um movimento social de uma dimensão inédita: o movimento 15 de maio mobilizou centenas de milhares de pessoas, contra a classe política e por uma mudança na sociedade.
Guillermo, de 25 anos, estava entre os manifestantes. Hoje, decidiu implicar-se na política, através do novo partido Equo. O que quer? Mudar a Europa: “Estou a gravar um vídeo para a minha candidatura às primárias abertas do partido Equo, que é o partido verde espanhol. Muitos, como eu, passámos primeiro pela rua, vimos do movimento cidadão e entrámos depois no movimento político. Uma instituição é um lugar onde se tomam decisões. Se não participamos, as decisões vão continuar a ser tomadas sem nós”.
Na origem das manifestações dos indignados está a plataforma “Democracia real já”. Fomos ao encontro dos responsáveis num “squat” no centro de Madrid.
O grupo opõe-se à atual face da Europa e pede às pessoas que se façam ouvir, através do voto, nas eleições de maio: “Em Espanha, infelizmente, as europeias são vistas como uma forma de castigar o governo. No entanto, acreditamos que são eleições importantes nas nossas vidas, porque há muitas leis que se aplicam no dia-a-dia que vêm da Europa. Vamos tentar, sobretudo, que as pessoas que se manifestam na rua se politizem, que pensem em termos políticos nas eleições europeias”, diz Kike Castellò, porta-voz deste grupo.
Qual é o papel e que poder têm os eurodeputados? Como são adotadas as leis europeias? Para mobilizar os eleitores, todos estão de acordo sobre a necessidade de fazer com que o que está em jogo nas eleições seja mais conhecido.
Nem sempre é fácil entender o funcionamento das instituições europeias. Para dar mais transparência a estas eleições, pela primeira vez, os partidos são convidados a designar o candidato à presidência da Comissão Europeia.
Segundo o tratado de Lisboa, os dirigentes da União Europeia devem ter em conta o resultado das eleições europeias para nomear o futuro presidente da Comissão Europeia, que será uma espécie de primeiro-ministro da Europa.
Além disso, com o tratado de Lisboa, os eurodeputados têm agora mais poder que nunca. Razões para ir às urnas, segundo o responsável pelo gabinete do Parlamento Europeu em Madrid, Ignacio Samper: “Conseguimos politizar estas eleições mais do que nunca. Se o parlamento tem uma maioria, de centro-direita ou de centro-esquerda, isso significa que o presidente da Comissão será de centro-direita ou de centro-esquerda. Isso é radicalmente novo. Durante muito tempo, dissemos aos cidadãos para votarem no parlamento europeu. Não há nenhum debate, nem em França, nem Espanha, nem Itália, onde se diga que as pessoas votem para o parlamento. As pessoas votam nos candidatos”.
Levar a juventude espanhola a debater a Europa e a ir às urnas é também o objetivo de um coletivo, formado por cerca de 20 jovens, que criaram o projeto CC/Europa. Entusiastas da política europeia, animam blogues e organizam encontros e debates nas universidades ou mesmo nos cafés.
Adriana Maldonado é estudante e participa nesta plataforma: “É fundamental que a primeira geração a nascer na comunidade europeia, que somos nós, tenha uma visão do que a Europa precisa, do que queremos e de que reformas são necessárias. A CC/Europa não pretende endoutrinar, não pertence a nenhum partido político. O objetivo é criar consciência sobre o que está em jogo, a importância que tem e que cada um crie o seu próprio espírito”.
Além do empenho dos cidadãos, os políticos têm que fomentar o debate europeu. A quatro meses do escrutínio, preparam-se para entrar no campo de batalha para a campanha eleitoral.
Manifesto para uma Europa mais social
in Agência Ecclesia
Rede Europeia Anti-Pobreza lança campanha antes de eleições por um «pacto» comunitário em favor dos mais desfavorecidos
A Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) lançou a campanha europeia ‘Eleger Defensores para uma Europa Social’ em parceria com os seus membros a propósito das eleições para o Parlamento Europeu marcadas para 25 de maio.
A campanha pede que representantes políticos e cidadãos comuns assinem um compromisso em que se comprometem a defender no Parlamento Europeu a necessidade de criar “um pacto social para uma Europa social; uma estratégia da União Europeia eficaz no combate à pobreza, exclusão social, desigualdade e discriminação; uma democracia mais forte e a participação da sociedade civil e uma audição anual no Parlamento Europeu com pessoas em situação de pobreza”.
“Com os níveis de confiança dos cidadãos na União Europeia num valor de 33 por cento e os níveis de confiança dos governos nacionais a chegarem ainda mais baixos o maior derrotado das eleições do Parlamento Europeu de 2014 pode ser a própria democracia”, alerta a EAPN, no manifesto enviado hoje à Agência ECCLESIA.
Uma realidade problemática a que a EAPN acredita que os representantes democraticamente eleitos podem ser “parte da solução” incentivando por isso “as pessoas a fazerem o seu voto valer nas eleições para o Parlamento Europeu”.
Para que o combate à pobreza seja mais eficaz a EAPN lembra que esta “não é um problema de escassez de recursos”, dado que evitando “a ganância e o desperdício” e partilhando o que existe “de forma equitativa e sustentável, através de uma distribuição mais justa, é possível erradicar a pobreza!”.
“A boa notícia é que sociedades mais igualitárias têm um melhor desempenho para todos e estados-providência universais alcançam uma maior equidade ao prevenirem e erradicarem a pobreza e o Parlamento Europeu pode desempenhar um papel vital de forma a assegurar que a União Europeia se desenvolva nesta direção”, acrescenta a nota.
Propostas que vão de encontro à ‘Estratégia Europa 2020’, que tem como meta “o crescimento inclusivo e a redução da pobreza” que a EAPN desafia os políticos a pôr em prática.
“Apelamos aos candidatos para que se comprometam com a garantia de que uma estratégia equilibrada como esta substitui uma governança económica redutora como força motriz da cooperação da União Europeia e que garantam também que os Fundos de Coesão da União Europeia refletem estas prioridades”, pode ler-se na nota da EAPN.
Rede Europeia Anti-Pobreza lança campanha antes de eleições por um «pacto» comunitário em favor dos mais desfavorecidos
A Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) lançou a campanha europeia ‘Eleger Defensores para uma Europa Social’ em parceria com os seus membros a propósito das eleições para o Parlamento Europeu marcadas para 25 de maio.
A campanha pede que representantes políticos e cidadãos comuns assinem um compromisso em que se comprometem a defender no Parlamento Europeu a necessidade de criar “um pacto social para uma Europa social; uma estratégia da União Europeia eficaz no combate à pobreza, exclusão social, desigualdade e discriminação; uma democracia mais forte e a participação da sociedade civil e uma audição anual no Parlamento Europeu com pessoas em situação de pobreza”.
“Com os níveis de confiança dos cidadãos na União Europeia num valor de 33 por cento e os níveis de confiança dos governos nacionais a chegarem ainda mais baixos o maior derrotado das eleições do Parlamento Europeu de 2014 pode ser a própria democracia”, alerta a EAPN, no manifesto enviado hoje à Agência ECCLESIA.
Uma realidade problemática a que a EAPN acredita que os representantes democraticamente eleitos podem ser “parte da solução” incentivando por isso “as pessoas a fazerem o seu voto valer nas eleições para o Parlamento Europeu”.
Para que o combate à pobreza seja mais eficaz a EAPN lembra que esta “não é um problema de escassez de recursos”, dado que evitando “a ganância e o desperdício” e partilhando o que existe “de forma equitativa e sustentável, através de uma distribuição mais justa, é possível erradicar a pobreza!”.
“A boa notícia é que sociedades mais igualitárias têm um melhor desempenho para todos e estados-providência universais alcançam uma maior equidade ao prevenirem e erradicarem a pobreza e o Parlamento Europeu pode desempenhar um papel vital de forma a assegurar que a União Europeia se desenvolva nesta direção”, acrescenta a nota.
Propostas que vão de encontro à ‘Estratégia Europa 2020’, que tem como meta “o crescimento inclusivo e a redução da pobreza” que a EAPN desafia os políticos a pôr em prática.
“Apelamos aos candidatos para que se comprometam com a garantia de que uma estratégia equilibrada como esta substitui uma governança económica redutora como força motriz da cooperação da União Europeia e que garantam também que os Fundos de Coesão da União Europeia refletem estas prioridades”, pode ler-se na nota da EAPN.
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