Mostrar mensagens com a etiqueta Espaço-T. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Espaço-T. Mostrar todas as mensagens

15.4.14

Um espaço dedicado apenas a tornar pessoas mais felizes

in Notícias ao Minuto

O ‘Espaço T’ está prestes a comemorar o seu 20.º aniversário, e para celebrar a data organizou uma campanha de angariação de fundos, que visa captar a atenção da sociedade civil para a causa. Em 20 anos de ação, o Jornal de Notícias avança que a instituição de combate à exclusão social, que conta com várias figuras públicas como embaixadores, já ajudou 10 mil pessoas.

Vinte anos depois, Jorge Oliveira, diretor da instituição, continua “à procura da felicidade”, desta vez com uma campanha de angariação de fundos, onde todos podem comprar os produtos da “loja da felicidade” a preços muito reduzidos, no mercado do Vilar.

O objetivo, além da comemoração dos vinte anos de ação, é cativar a sociedade civil para a causa, que tem como principal foco “alimentar a alma”.

O ‘Espaço T’ apresenta vinte ateliês, que incluem dança, teatro e fotografia e que já “tornaram mais felizes” cerca de dez mil utentes. Desenvolvido em camadas mais frágeis, tem como objetivos contribuir para aumentar a autoestima e a integração social.

Segundo Jorge Oliveira, que falou ao Jornal de Notícias, “é importante promover uma mudança social através da arte. Acaba por ser um espaço mágico, onde os utentes se sentem integrados. Temos o intuito de fazer com que as pessoas sejam felizes e capazes, para que consigam arranjar emprego”.

A Associação envolve vários projetos comunitários que incluem trabalhos em escolas e hospitais e nos quais, arte, emprego e formação são áreas fulcrais.

Sónia Araújo, Rui Reininho, Gisela João e Cláudia Jacques são algumas das figuras públicas que se juntaram aos utentes.

4.7.13

Festival de teatro e dança destaca o papel das artes na inclusão social

Vânia Maia, in Visão solidária

Até 14 de julho, sobem ao palco do Teatro Rivoli (Porto) mais de uma dezena de espetáculos protagonizados por pessoas com dificuldades de inclusão social

Subir ao palco do pequeno auditório do Teatro Municipal Rivoli (Porto) será o culminar do trabalho desenvolvido pelo Espaço t com os oito grupos de teatro e dança que desenvolvem a sua atividade com o apoio da instituição.

O Corpo Evento, que decorre até 14 de julho, pretende mostrar ao grande público os projetos de expressão cultural e dramática promovidos pelo Espaço t, que procura potenciar a criatividade, a autoestima e contribuir para a integração social, por exemplo, de cidadãos portadores de deficiência.

Além das "companhias" do Espaço t, também participam no ciclo de espetáculos cinco grupos convidados: Grupo de Teatro do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia, Psiquê - Grupo de Teatro do Hospital Magalhães Lemos, Grupo Teatro Juvenil Flor de Infesta, Tête - Grupo de Teatro do Hospital de S. João e o Grupo de Teatro Projeto Raiz - Programa Escolhas.

O bilhete para cada espetáculo custa 3 euros, mas grupos de 10 pessoas pagam 1 euro cada um.

9.5.12

Espaço T lança grito de alerta no 18º aniversário

in TSF

No ano em que o Espaço T, uma das mais conhecidas instituições de solidariedade social do Porto, celebra o 18º aniversário, a crise afasta qualquer projeto de festejo. Na Última Hora fomos conhecer as dificuldades por que passa o Espaço T, que esta quarta-feira vai lançar um manifesto: um grito de alerta para a situação que atravessa.

O repórter Rui Tukayana visitou as instalações do Espaço T. Dos utentes recolheu depoimentos que falam das virtudes do projeto, mas da direção ouviu lamentos.

Uma dívida de 150 mil euros, que somada aos juros, ameaça o futuro da instituição de solidariedade social. Mas o que mais revolta a direção do Espaço T é que se o Estado pagasse a tempo aquilo com que se comprometeu, não haveria qualquer dívida.


4.5.12

Futuro do Espaço T em risco por dívida de 150 mil euros

Por Marisa Soares, in Público on-line

É o sonho de uma vida que parece estar em risco. Jorge Oliveira fundou o Espaço T, no Porto, há 18 anos e agora que o projecto atingiu a maioridade tem o futuro comprometido por uma dívida de 150 mil euros. "A situação é dramática", admite. A partir de segunda-feira, começam os despedimentos, pela primeira vez na história da instituição: até ao final de Agosto, deverão ser despedidos 15 dos 33 funcionários.

O Espaço T é uma instituição particular de solidariedade social (IPSS), sem fins lucrativos, que combate a exclusão social através da arte e da formação. A sede no Porto e a filial na Trofa acolhem, no total, 500 alunos com problemas diversos: toxicodependentes, invisuais, seropositivos, doentes psiquiátricos, portadores de trissomia 21. Em 18 anos, passaram por lá mais de 10 mil utentes. Com eles, a instituição realizou diversas iniciativas que dinamizaram a cidade - é o caso da exposição Homem T, que invadiu a Av. dos Aliados em 2009.

Mas o peso das dívidas acumuladas nos últimos anos já é insuportável. O problema arrasta-se como bola de neve desde 2007, ano em que o Espaço T recebeu fundos comunitários para construir a sede na Rua do Vilar, no Porto. A obra custou um milhão de euros, dos quais 100 mil euros foram desembolsados pela instituição. "Não temos fins lucrativos, este investimento deixou-nos sem dinheiro", explica. A partir daí, as verbas começaram a escassear e a associação recorreu ao crédito bancário para financiar obras que, segundo afirma Jorge Oliveira, foram exigidas pela Segurança Social.

Na filial da Trofa, por exemplo, onde funcionam diversos ateliês e um gabinete de psicologia, tiveram de instalar uma plataforma elevatória que custou 18 mil euros e "nunca foi utilizada" porque, alega o presidente, o elevador é suficiente para transportar cadeiras de rodas. "A plataforma é exigida por lei mas não é necessária", garante.

Agora, o Espaço T está a braços com uma dívida bancária de 150 mil euros, à qual acrescem juros de quase 50 mil euros. A dívida tem duas parcelas - 70 mil euros dizem respeito à penalização, aplicada pelo Estado, por nem todos os alunos ter acabado os cursos. "Gastámos dinheiro com formadores e material, não temos culpa por nem todos chegarem ao fim. É uma franja social muito problemática", alega o presidente. Em dois cursos de educação e formação (CEF) frequentados por 30 alunos, só 10 chegaram ao fim. "Alguns foram presos, outros desistiram."

Os restantes 80 mil euros resultam dos créditos (incluindo impostos e juros) pedidos à banca para financiar obras na sede e na filial, devido aos atrasos do Estado nos pagamentos.

Nos próximos dias será lançada uma petição pública em defesa do Espaço T, que Jorge Oliveira quer levar até ao Parlamento. Até porque, apesar do cenário negro, não faltam planos ao fundador. A abertura de uma filial em Lisboa está já alinhavada, com o apoio da câmara e da Santa Casa da Misericórdia. Numa carta publicada no site da instituição, Jorge Oliveira pede ajuda para continuar "o sonho".