Melissa Lopes, in iOnline
Unir alunos, empresas e instituições de ensino superior foi um dos objectivos traçados pelo banco para lançar o programa de bolsas MANUEL V
O Banco Santander Totta criou um programa de 1500 bolsas de estágio com o objectivo de facilitar a entrada de jovens no mercado de trabalho.
Terminar um curso é um passo importante, mas a etapa seguinte – entrar no mercado de trabalho – é crucial no percurso de qualquer recém-licenciado. Arranjar um emprego, porém, não acontece de um dia para o outro e está longe de ser um caminho fácil. Para facilitar o primeiro contacto com este novo mundo, o Banco Santander Totta tem desde o ano passado um programa de estágios para licenciados ou mestres que se vai prolongar até 2017 e tem como finalidade unir alunos, empresas e instituições de ensino superior.
Sem limite de idade e sem exigir que se seja cliente do banco para se candidatar, os subsídios têm duração de três meses e consistem numa mensalidade de 550 euros, quantia financiada pelo banco, que no total investiu 2,5 milhões de euros. Para usufruir deste programa há apenas um requisito: ser finalista ou recém-licenciado em qualquer área. A inscrição é feita no portal bolsasdeestagiosantander.pt, onde estão disponíveis as vagas das empresas que já colaboram com o banco.
O próprio aluno pode propor a uma empresa que entre no programa. Aliás, é essa a proactividade que se pretende fomentar junto da população estudantil. Feita a inscrição na plataforma, segue-se o processo normal de selecção, como acontece também nas empresas. São as empregadoras que escolhem os candidatos através de entrevistas e avaliação dos currículos dos candidatos à vaga disponível. De acordo com o banco, uma grande parte dos bolseiros acaba por ficar na empresa depois de terminar o estágio, cerca de 40%.
Foi o que aconteceu com Inês Borosa, licenciada em Economia pela Faculdade de Economia do Porto. Quebrada a “incógnita” inicial, a bolsa do Santander permitiu que enriquecesse pessoal e profissionalmente: “Aprendi bastante sobre a minha área, que com a teoria de um curso superior não se aprende”, conta. E o melhor viria depois. Passados os três meses de estágio, ficou a trabalhar na empresa (SMIC): “Foi muito importante para iniciar a vida profissional.”
PREPARAÇÃO Causar boa impressão na entrevista e ter um currículo feito à medida da empresa que escolhemos requer alguma dedicação e saber como fazer. Esta também é uma preocupação do Santander. Para ajudar quem está prestes a deixar a faculdade, o banco criou o U2Work, um projecto que pretende disponibilizar as “ferramentas certas” para a inserção no mercado de trabalho. Através de conferências realizadas nas universidades, o U2Work quer motivar os estudantes para as questões mais determinantes para quem quer arranjar um primeiro emprego.
Funcionando como um curso intensivo de preparação, o U2Work estende-se ao longo de dois dias. Durante esse tempo, faz-se uma análise às diversas alternativas para cada curso e tira-se uma radiografia às empresas do país. A procura de emprego, a melhor forma de começar uma carreira e o processo de recrutamento são outros temas em evidência. Os estudantes participam ainda em workshops, onde cada aluno tem um acompanhamento mais personalizado e onde são abordadas todas as fases de um processo de selecção, incluindo a elaboração de currículos e cartas de apresentação, dinâmicas de grupo e simulação de entrevistas de emprego.
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28.10.15
20.2.13
Acção social vale salário mínimo em Boticas
por Olímpia Mairos, in RR
Câmara encontrou uma forma de ajudar jovens desempregados à procura de trabalho. Programa dura de um a seis meses.
A Câmara de Boticas vai apoiar os jovens desempregados ou à procura do primeiro emprego através de um programa de ocupação de tempos livres, que vai arrancar em Março.
Os jovens podem escolher as áreas em que querem trabalhar e vão ganhar o equivalente ao salário mínimo nacional.
O programa destina-se a candidatos entre os 18 e os 25 anos, desempregados ou à procura do primeiro emprego, que vão ter à disposição um programa remunerado de ocupação de tempos livres criado pelo município.
São várias as áreas à escolha dos jovens: “Vão ter a possibilidade de participar em actividades várias desde serviços municipais, de acção social, solidariedade social, apoios diversos de acordo com aquilo que gostam de fazer”.
Esta ocupação dos jovens será remunerada. Fernando Campos, presidente da Câmara de Boticas, acredita que não vão faltar interessados: “Pode durar entre um mês e seis meses, mediante o pagamento de uma prestação pecuniária que rondará o salário mínimo nacional, e com utilização nunca superior a seis horas, porque queremos dar um sinal claro que isto não é um emprego que se criou, é uma ocupação temporária.”
“Em princípio será por uma vez, mas se houver possibilidade e se não houver uma procura significativa, poderemos permitir que tenham uma segunda ocupação. É importante, porque temos um conjunto de desempregados, não só sem formação, mas também muitos licenciados que estão à procura de ocupação”, explica o presidente da Câmara.
O processo de criação deste programa de tempos livres para jovens está na sua fase final, prevendo-se que em Março o primeiro grupo já possa estar no terreno.
Câmara encontrou uma forma de ajudar jovens desempregados à procura de trabalho. Programa dura de um a seis meses.
A Câmara de Boticas vai apoiar os jovens desempregados ou à procura do primeiro emprego através de um programa de ocupação de tempos livres, que vai arrancar em Março.
Os jovens podem escolher as áreas em que querem trabalhar e vão ganhar o equivalente ao salário mínimo nacional.
O programa destina-se a candidatos entre os 18 e os 25 anos, desempregados ou à procura do primeiro emprego, que vão ter à disposição um programa remunerado de ocupação de tempos livres criado pelo município.
São várias as áreas à escolha dos jovens: “Vão ter a possibilidade de participar em actividades várias desde serviços municipais, de acção social, solidariedade social, apoios diversos de acordo com aquilo que gostam de fazer”.
Esta ocupação dos jovens será remunerada. Fernando Campos, presidente da Câmara de Boticas, acredita que não vão faltar interessados: “Pode durar entre um mês e seis meses, mediante o pagamento de uma prestação pecuniária que rondará o salário mínimo nacional, e com utilização nunca superior a seis horas, porque queremos dar um sinal claro que isto não é um emprego que se criou, é uma ocupação temporária.”
“Em princípio será por uma vez, mas se houver possibilidade e se não houver uma procura significativa, poderemos permitir que tenham uma segunda ocupação. É importante, porque temos um conjunto de desempregados, não só sem formação, mas também muitos licenciados que estão à procura de ocupação”, explica o presidente da Câmara.
O processo de criação deste programa de tempos livres para jovens está na sua fase final, prevendo-se que em Março o primeiro grupo já possa estar no terreno.
6.6.12
Programa "Impulso Jovem" no terreno dentro de 30 dias
in Diário de Notícias
O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, garantiu hoje que as medidas no âmbito do programa "Impulso Jovem" deverão estar no terreno no prazo máximo de 30 dias.
"Vamos empenhar-nos para que seja em menos de 30 dias", afirmou Miguel Relvas na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, acrescentando que a agilização do programa será possível devido à "estrutura muito leve" agregada ao Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
O conselho de ministros aprovou hoje o programa "Impulso Jovem" que possui um fundo superior a 344 milhões de euros e que cobre um universo de 90 mil jovens, que dará prioridade às chamadas regiões de convergência (Norte, Centro e Alentejo).
No âmbito deste programa, Miguel Relvas anunciou também uma redução da taxa social única (TSU) de 90 por cento, até ao montante máximo de 175 euros, para as empresas que contratem a termo jovens desempregados de longa duração, por um período mínimo de 18 meses.
O secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa, revelou por seu turno que "o custo estimado da implementação desta medida será de 42,5 milhões de euros, assegurado pelo Fundo Social Europeu (FSE), e irá abranger 19.755 jovens" e que o respetivo reembolso às empresas será efetuado no prazo máximo de 30 dias.
Assegurou ainda que a medida não representa qualquer "perigo para o financiamento da Segurança Social: "O perigo é zero, não seremos minimamente atingidos".
Entre as várias medidas que compõem o plano hoje aprovado está o 'passaporte emprego' que garante, no final de um estágio profissional de seis meses (com formação profissional mínima de 50 horas), um prémio de integração caso ocorra a celebração de um contrato de trabalho sem termo.
Este prémio de integração será, de acordo com as regras hoje conhecidas, "de montante variável, dependente da dimensão da entidade empregadora e da remuneração paga".
O 'passaporte emprego' irá abranger 19.264 jovens representando um custo 84,2 milhões de euros assegurados pelo FSE.
O Plano Estratégico de Iniciativas de Promoção da Empregabilidade Jovem e de Apoio às PME assenta em três pilares: estágios profissionais, apoio à contratação, à formação profissional e ao empreendedorismo, e apoios ao investimento.
O acompanhamento do Plano será garantido através de uma comissão presidida pelo ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, e reunir-se-á mensalmente com os parceiros sociais para garantir a monitorização externa da execução do Programa.
Integram também a comissão os secretários de Estado da Administração Pública, do Desporto e Juventude, da Economia e do Desenvolvimento Regional, do Emprego, da Agricultura, do Ensino Superior e da Solidariedade Social.
O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, garantiu hoje que as medidas no âmbito do programa "Impulso Jovem" deverão estar no terreno no prazo máximo de 30 dias.
"Vamos empenhar-nos para que seja em menos de 30 dias", afirmou Miguel Relvas na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, acrescentando que a agilização do programa será possível devido à "estrutura muito leve" agregada ao Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
O conselho de ministros aprovou hoje o programa "Impulso Jovem" que possui um fundo superior a 344 milhões de euros e que cobre um universo de 90 mil jovens, que dará prioridade às chamadas regiões de convergência (Norte, Centro e Alentejo).
No âmbito deste programa, Miguel Relvas anunciou também uma redução da taxa social única (TSU) de 90 por cento, até ao montante máximo de 175 euros, para as empresas que contratem a termo jovens desempregados de longa duração, por um período mínimo de 18 meses.
O secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa, revelou por seu turno que "o custo estimado da implementação desta medida será de 42,5 milhões de euros, assegurado pelo Fundo Social Europeu (FSE), e irá abranger 19.755 jovens" e que o respetivo reembolso às empresas será efetuado no prazo máximo de 30 dias.
Assegurou ainda que a medida não representa qualquer "perigo para o financiamento da Segurança Social: "O perigo é zero, não seremos minimamente atingidos".
Entre as várias medidas que compõem o plano hoje aprovado está o 'passaporte emprego' que garante, no final de um estágio profissional de seis meses (com formação profissional mínima de 50 horas), um prémio de integração caso ocorra a celebração de um contrato de trabalho sem termo.
Este prémio de integração será, de acordo com as regras hoje conhecidas, "de montante variável, dependente da dimensão da entidade empregadora e da remuneração paga".
O 'passaporte emprego' irá abranger 19.264 jovens representando um custo 84,2 milhões de euros assegurados pelo FSE.
O Plano Estratégico de Iniciativas de Promoção da Empregabilidade Jovem e de Apoio às PME assenta em três pilares: estágios profissionais, apoio à contratação, à formação profissional e ao empreendedorismo, e apoios ao investimento.
O acompanhamento do Plano será garantido através de uma comissão presidida pelo ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, e reunir-se-á mensalmente com os parceiros sociais para garantir a monitorização externa da execução do Programa.
Integram também a comissão os secretários de Estado da Administração Pública, do Desporto e Juventude, da Economia e do Desenvolvimento Regional, do Emprego, da Agricultura, do Ensino Superior e da Solidariedade Social.
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