in ONUBR
A África deve se concentrar nos jovens, empoderar as mulheres e meninas e ser inovadora para alavancar recursos e financiar o desenvolvimento, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na segunda-feira (16) ao lançar a semana da África nas Nações Unidas.
“A África é a terra da resiliência e, acima de tudo, de oportunidades”, disse ele, ressaltando o recente progresso do continente em reduzir a pobreza, diversificar suas economias, construir uma classe média e cultivar o crescimento em uma variedade de setores.
A África deve se concentrar nos jovens, empoderar as mulheres e meninas e ser inovadora em alavancar recursos e financiar o desenvolvimento, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na segunda-feira (16) ao lançar a semana da África nas Nações Unidas.
“A semana da África foi criada para aumentar a conscientização e mobilizar apoio. Estou convencido de que, juntos, podemos enfrentar os desafios”, disse Guterres em suas declarações no evento inaugural ocorrido na sede da ONU em Nova Iorque.
O secretário-geral disse que a comunidade internacional deve mudar a forma como olha para o continente africano.
“A África é a terra da resiliência e, acima de tudo, de oportunidades”, disse ele, ressaltando o recente progresso do continente em reduzir a pobreza, diversificar suas economias, construir uma classe média e cultivar o crescimento em uma variedade de setores.
Segundo Guterres, para impulsionar esse potencial, os jovens devem desempenhar um papel central, já que a África tem a população juvenil de mais rápido crescimento no mundo.
“Podemos ajudar a aproveitar ao máximo esse dividendo demográfico através de maiores investimentos em educação, especialmente em ciência e tecnologia, e garantindo a participação dos jovens no desenvolvimento econômico. As pessoas precisam de habilidades que combinem com as necessidades de hoje e de amanhã”, disse.
Empoderar as mulheres e meninas da África também é fundamental, uma vez que a desigualdade de gênero está custando dezenas de bilhões de dólares por ano à África Subsaariana, como em qualquer outro lugar no mundo.
Outro ponto crucial é ser inovador na alavancagem de recursos e financiamento para o desenvolvimento, incluindo uma reforma tributária pelos próprios países africanos e esforços internacionais para combater a evasão fiscal, a lavagem de dinheiro e os fluxos financeiros ilícitos que esgotaram a base de recursos do continente, acrescentou.
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12.7.17
Investir em crianças pobres é solução inteligente para combate à desigualdade, diz UNICEF
in ONUBR
Investir na saúde de crianças em situação de pobreza salva o dobro de vidas do que aplicar o mesmo valor em grupos mais favorecidos, apontou um estudo divulgado nesta quarta-feira (28) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
“A evidência é clara: investir nas crianças mais pobres não é apenas correto no princípio, mas também na prática – mais vidas são salvas por cada dólar gasto”, disse o diretor-executivo do UNICEF, Anthony Lake, em um comunicado à imprensa. O estudo é intitulado “Reduzir as diferenças: o poder de investir nas crianças mais pobres”.
A análise confirma uma previsão não convencional feita pelo UNICEF em 2010: um maior investimento para alcançar crianças desfavorecidas seria compensado por melhores resultados.
“Essa é uma notícia crucial aos governos que trabalham para acabar com todas as mortes preveníveis de crianças, em um momento em que cada dólar conta”, afirma Lake. Segundo ele, investir de forma equilibrada em saúde infantil também ajuda a romper ciclos intergeracionais de pobreza, proporcionando um melhor aprendizado na escola e maiores rendimentos como adultos.
A pesquisa analisou dados recentes de 51 países, onde ocorreram cerca de 80% das mortes de recém-nascidos e menores de cinco anos. Foi avaliado o acesso a seis tratamentos de alta qualidade na saúde de mães, crianças e recém-nascidos: o uso de mosquiteiros tratados com inseticida, antecipação do da amamentação, cuidado pré-natal, vacinação completa, atendimento multidisciplinar à gestante em trabalho de parto e cuidados destinados a crianças com diarreia, febre ou pneumonia.
Os resultados mostram que o maior alcance a esses procedimentos ajuda a reduzir a mortalidade infantil quase três vezes mais rápido em grupos em maior situação de pobreza. Além disso, as intervenções nesses grupos se provaram 1,8 vez mais econômicas em termos de quantidade de vidas preservadas.
O estudo também revelou que, como as taxas de natalidade são maiores entre os mais pobres, diminuir o índice de mortalidade em crianças menores de cinco anos se traduz em mais 4,2 vidas salvas para cada 1 milhão de pessoas.
Estima-se que 1,1 milhão de pessoas foram salvas nos 51 países durante o último ano estudado. Delas, cerca de 85% são pobres.
Atenção às crianças em situação de pobreza fizeram a diferença em Afeganistão, Bangladesh e Malauí
O estudo lista Afeganistão, Bangladesh e Malaué como alguns dos países com altas taxas de mortalidade entre os menores de cinco anos, onde o foco nos mais desfavorecidos fez diferença para as crianças. De 1990 e 2015, a mortalidade caiu pela metade no Afeganistão e em 74% em Bangladesh e em Malauí.
Os resultados chegam em um momento crítico, à medida que os governos continuam seu trabalho para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que procura acabar com todas as mortes evitáveis entre recém-nascidos e crianças com menos de cinco anos até 2030.
A menos que o progresso na redução da mortalidade infantil seja acelerado, até 2030 quase 70 milhões de crianças morrerão antes de completar seu quinto aniversário.
O estudo pede aos países que tomem medidas práticas para reduzir as desigualdades, incluindo separar dados para identificar as crianças excluídas; investir em tratamentos para prevenir e tratar as doenças mais mortais para crianças, fortalecer os sistemas de saúde para tornar cuidados de qualidade amplamente disponíveis, inovar para obter novas maneiras de alcançar o inalcançado e monitorar a desigualdade usando pesquisas domiciliares e sistemas de informação internacionais.
Investir na saúde de crianças em situação de pobreza salva o dobro de vidas do que aplicar o mesmo valor em grupos mais favorecidos, apontou um estudo divulgado nesta quarta-feira (28) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
“A evidência é clara: investir nas crianças mais pobres não é apenas correto no princípio, mas também na prática – mais vidas são salvas por cada dólar gasto”, disse o diretor-executivo do UNICEF, Anthony Lake, em um comunicado à imprensa. O estudo é intitulado “Reduzir as diferenças: o poder de investir nas crianças mais pobres”.
A análise confirma uma previsão não convencional feita pelo UNICEF em 2010: um maior investimento para alcançar crianças desfavorecidas seria compensado por melhores resultados.
“Essa é uma notícia crucial aos governos que trabalham para acabar com todas as mortes preveníveis de crianças, em um momento em que cada dólar conta”, afirma Lake. Segundo ele, investir de forma equilibrada em saúde infantil também ajuda a romper ciclos intergeracionais de pobreza, proporcionando um melhor aprendizado na escola e maiores rendimentos como adultos.
A pesquisa analisou dados recentes de 51 países, onde ocorreram cerca de 80% das mortes de recém-nascidos e menores de cinco anos. Foi avaliado o acesso a seis tratamentos de alta qualidade na saúde de mães, crianças e recém-nascidos: o uso de mosquiteiros tratados com inseticida, antecipação do da amamentação, cuidado pré-natal, vacinação completa, atendimento multidisciplinar à gestante em trabalho de parto e cuidados destinados a crianças com diarreia, febre ou pneumonia.
Os resultados mostram que o maior alcance a esses procedimentos ajuda a reduzir a mortalidade infantil quase três vezes mais rápido em grupos em maior situação de pobreza. Além disso, as intervenções nesses grupos se provaram 1,8 vez mais econômicas em termos de quantidade de vidas preservadas.
O estudo também revelou que, como as taxas de natalidade são maiores entre os mais pobres, diminuir o índice de mortalidade em crianças menores de cinco anos se traduz em mais 4,2 vidas salvas para cada 1 milhão de pessoas.
Estima-se que 1,1 milhão de pessoas foram salvas nos 51 países durante o último ano estudado. Delas, cerca de 85% são pobres.
Atenção às crianças em situação de pobreza fizeram a diferença em Afeganistão, Bangladesh e Malauí
O estudo lista Afeganistão, Bangladesh e Malaué como alguns dos países com altas taxas de mortalidade entre os menores de cinco anos, onde o foco nos mais desfavorecidos fez diferença para as crianças. De 1990 e 2015, a mortalidade caiu pela metade no Afeganistão e em 74% em Bangladesh e em Malauí.
Os resultados chegam em um momento crítico, à medida que os governos continuam seu trabalho para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que procura acabar com todas as mortes evitáveis entre recém-nascidos e crianças com menos de cinco anos até 2030.
A menos que o progresso na redução da mortalidade infantil seja acelerado, até 2030 quase 70 milhões de crianças morrerão antes de completar seu quinto aniversário.
O estudo pede aos países que tomem medidas práticas para reduzir as desigualdades, incluindo separar dados para identificar as crianças excluídas; investir em tratamentos para prevenir e tratar as doenças mais mortais para crianças, fortalecer os sistemas de saúde para tornar cuidados de qualidade amplamente disponíveis, inovar para obter novas maneiras de alcançar o inalcançado e monitorar a desigualdade usando pesquisas domiciliares e sistemas de informação internacionais.
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