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28.4.23

Movimento Erradicar a Pobreza associa-se à manifestação do 1.º de Maio na Madeira

Andreia Dias Ferro, in DNotícias


O núcleo regional do Movimento Erradicar a Pobreza vai associar-se, no dia 1 de Maio, à concentração seguida de manifestação, organizada pela União dos Sindicatos da Madeira, no âmbito do Dia do Trabalhador. Este movimento "apela a todos os que se identifiquem com os nossos princípios que não baixem os braços".

"Continuamos a passar por tempos particularmente difíceis que afectam não só as classes mais desfavorecidas, mas também uma grande parte da classe média", indica o núcleo, acrescentando que "a realidade social na nossa região é dramática, apesar da propaganda oficial passar a mensagem de que vivemos todos bem. Os salários e as pensões não garantem condições de vida digna para fazer face ao brutal aumento do custo de vida, o fosso entre os mais ricos e os mais pobres é cada vez maior".


" As desigualdades acentuam-se cada vez mais e a habitação, direito constitucionalmente consagrado, está por conta dos agiotas e da especulação imobiliária com a conivência dos Governos. O crescimento da desigualdade ameaça deixar para trás de si um legado de pobreza e instabilidade social e económica devastadora", considera.

21.10.15

Movimento Erradicar a Pobreza lança petição para combater raízes da pobreza

Lusa, In Notícias ao Minuto

O Movimento Erradicar a Pobreza apresentou hoje publicamente, em Lisboa, uma petição para que os deputados eleitos debatam a questão da pobreza e promovam políticas "que ataquem" as suas raízes de forma a erradicá-la.

Deolinda Machado, uma das coordenadoras do movimento, explicou à agência Lusa que a petição pretende que a Assembleia da República (AR) renove as decisões de duas resoluções aprovadas por unanimidade em março e julho de 2008 e que "não tiveram consequências".

Nessas resoluções, o Parlamento declarava "que a pobreza conduz à violação dos direitos humanos" e recomendava ao Governo que "o limiar de pobreza estabelecido sirva de referência obrigatória à definição das políticas públicas de erradicação da pobreza".

Como até agora "o Governo não tem aplicado as políticas necessárias para um efetivo combate à pobreza", o movimento pretende que a AR dê seguimento a estas resoluções e assuma "a missão específica de observação permanente e acompanhamento da situação da pobreza em Portugal", disse Deolinda Machado.

Na petição, o movimento refere que apesar das decisões da AR, a "situação agravou-se assustadoramente", confirmada pelos números publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

"A pobreza aumentou 20% entre 2012 e 2013, tendo atirado mais 455 mil portugueses para a pobreza, que neste último ano atingia 2 milhões e 700 mil portugueses, ou seja, um em cada quatro, o que na população de crianças e jovens representava um em cada três", sublinha a petição.

Deolinda Machado acrescentou que o que aconteceu foi que "o país continua a ter um excesso de pobres e um maior fosso entre o rendimento dos mais ricos e dos mais pobres".

Segundo os indicadores da desigualdade publicados pelo INE, o fosso entre o rendimento dos 10% que têm mais e os 10% que têm menos, em 2009 era de 9,2 e em 2013 atingiu os 11,1.

É preciso "chamar a atenção dos políticos agora eleitos para esta realidade, que é preciso inverter", defendeu.

Na petição, os subscritores afirmam que "a abordagem dos problemas da pobreza e exclusão social em Portugal tem sido fortemente condicionada por uma ideologia ligada ao assistencialismo e a medidas de emergência social que são apenas imediatistas e não constituem medidas para a erradicação da pobreza".

"É necessário e urgente que sejam tomadas medidas que ataquem as causas estruturais da pobreza. Se é certo que o desemprego constitui um importante fator causador de pobreza, não podemos ignorar que hoje ter emprego não significa estar fora de situação de pobreza", acrescentam.

Para divulgar a petição e angariar assinaturas, o movimento realizou hoje uma conferência de imprensa e vai efetuar ações em Lisboa e no Porto.

O Movimento, apresentado em 25 de junho de 2014, tem como promotores, entre várias dezenas de personalidades, Adelino Teixeira de Carvalho, Ana Sezudo, D. Januário Torgal Ferreira, Inês Fontinha, João Bernardino, José Maria Bento, José Alberto Pitacas, José Augusto Paixão, o padre Agostinho Jardim Moreira, Manuela Silva, Manuel Brandão Alves, Manuel Figueiredo, Paulo Ralha e Romão Lavadinho.

25.5.15

Movimento Erradicar a Pobreza lança petição para obrigar AR a debater tema

in o Observador

Movimento Erradicar a Pobreza quer obrigar a Assembleia da República a discutir a questão e vai lançar uma petição para que seja debatida pelos deputados a erradicação da pobreza em Portugal.

De acordo com o movimento (composto por 156 pessoas de áreas como o ensino, instituições particulares de solidariedade social, saúde, economia, ativistas sociais e religiosos, entre outros), a pobreza “é um problema político”

O Movimento Erradicar a Pobreza quer obrigar a Assembleia da República a discutir a questão e vai lançar uma petição para que seja debatida pelos deputados a erradicação da pobreza em Portugal. A petição é uma das ações do movimento previstas para este ano e este sábado decididas no seu primeiro encontro nacional, em Lisboa, explicou à Lusa o coordenador nacional do movimento, João Bernardino.

O movimento vai também insistir junto da Assembleia da República no sentido de que sejam debatidas e que surtam efeito duas deliberações que foram aprovadas em 2008, nas quais se considera que a pobreza viola os direitos humanos, disse o responsável. Além disso, acrescentou João Bernardino, o movimento vai enviar a todos os partidos e coligações concorrentes às próximas eleições legislativas uma espécie de “carta aberta” no sentido de os instar a que considerem nos seus programas a questão da pobreza e soluções para a erradicar.

De acordo com o movimento (composto por 156 pessoas de áreas como o ensino, instituições particulares de solidariedade social, saúde, economia, ativistas sociais e religiosos, entre outros), a pobreza “é um problema político” e é “necessário, mesmo urgente, que as causas da pobreza sejam politicamente combatidas, incluindo a revisão do Tratado Orçamental”.

“Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que, no final de 2014, 27,5% da população portuguesa encontrava-se em risco de pobreza ou exclusão social: são três milhões de portugueses e portuguesas (300 mil crianças) que deixaram de conseguir pagar pelo menos três de seis necessidades básicas”, diz o movimento em comunicado.

E acrescenta que o risco de pobreza tem vindo a aumentar desde 2010, que a taxa de intensidade da pobreza passou de 22,7% em 2009 para 30,3% em 2013, quando “metade das pessoas pobres tinha um rendimento mensal por adulto inferior a 286 euros por mês”.

O primeiro encontro do Movimento Erradicar a Pobreza decorreu em Carnide, Lisboa, com os participantes a enfatizarem a ideia de que há uma “falta de consciência da generalidade dos portugueses para as causas da pobreza e a utilização da pobreza como forma de a perpetuar”, diz-se também no comunicado.

João Bernardino, vereador na Câmara Municipal de Lisboa, disse que o movimento pediu há um ano uma audiência à presidente do Parlamento, Assunção Esteves que, e que após quatro insistências ainda não foi recebido. O encontro destinou-se a fazer um balanço de todo o trabalho realizado pelo movimento desde que foi criado, em 2004, até ao presente, e perspetivar ações para 2015.