in RR
No âmbito do programa Linha da Frente, a PAR disponibilizou 32 voluntários e esteve em quatro locais: dois centros de acolhimento e dois campos de refugiados, chegando a mil pessoas
A missão da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) na Grécia vai continuar por mais seis meses. O anúncio foi feito esta tarde em conferência de imprensa pelo coordenador da PAR, Rui Marques, que diz que responde ao pedido dos parceiros que trabalham com os refugiados na Grécia e pedem que se mantenha a presença dos voluntários portugueses em Lesbos e Atenas.
"Foram muitas as actividades, o balanço é muito positivo, e foi decidido pela comissão executiva da PAR renovar esta missão por mais seis meses na Grécia", avançou o coordenador da PAR.
No final de Agosto, Rui Marques fez uma deslocação à Grécia para fazer a avaliação da missão e questionar as instituições no terreno sobre se "consideravam útil e necessário" a continuação da missão da PAR.
"O 'feedback' que obtivemos foi excelente no sentido que todos os nossos parceiros pediram que continuássemos o trabalho que estávamos a fazer e se possível o aumentássemos", contou à Lusa.
O trabalho da PAR foi realizado em parceria com organizações não-governamentais locais, como a Cáritas Grécia, o Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) e a Elix.
"Com o exemplo destes parceiros foi possível desenvolver um conjunto de actividades muito diversificado" na área da saúde, da educação não formal e no apoio às famílias.
"Tivemos equipas de saúde, médicos e enfermeiros, que deram apoio ao programa de vacinação em Lesbos, para que todas as crianças fossem vacinadas" e asseguraram os serviços básicos de saúde no campo de Karatepe aos fins-de-semana, em Agosto, exemplificou Rui Marques.
Os voluntários desenvolveram também actividades com as crianças que estão nos campos de refugiados, e "infelizmente não podem ir à escola", trabalharem no Centro de Apoio de Emergência às Famílias" e ajudaram mulheres e jovens refugiados em Lesbos
Em parceria com a Elix, os voluntários portugueses criaram duas escolas de verão, cada uma com capacidade para 100 crianças, no campo de refugiados de Elleonas, em Atenas.
Em Agosto, geriram um centro de acolhimento do Serviço Jesuíta aos Refugiados, em Atenas, que acolhe 40 refugiados.
"É um trabalho fundamental" para o qual "foi essencial" o apoio da sociedade de advogados Linklaters, do GRACE, da EDP, da EY Portugal, da Universidade Católica Portuguesa do Porto e da Universidade de Aveiro. "Apelamos a outras empresas que possam vir a apoiar os próximos meses de trabalho", frisou.
O coordenador da PAR salientou ainda o "contributo muito importante" dos voluntários que, além de darem o seu trabalho, pagam o custo da viagem. "O esforço e o trabalho" destes voluntários no terreno são "a imagem" de Portugal junto dos refugidos e das outras organizações internacionais.
E, sustentou, "deixaram uma excelente imagem do nosso país em termos de solidariedade e disponibilidade para ajudar".
Um dos objectivos é agora trabalhar com os refugiados para ajudarem outros refugiados e também promover a integração cultural das famílias que chegam a Portugal.
Até agora, no âmbito do programa Linha da Frente na Grécia, a PAR disponibilizou 32 voluntários, esteve em quatro locais: dois centros de acolhimento e dois campos de refugiados.
O trabalho das equipas portuguesas chegou a cerca de mil pessoas e a missão teve um custo de 25 mil euros.
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22.10.15
Plataforma crítica "lentidão" no apoio aos refugiados
In Jornal de Notícias
O representante da Plataforma de Apoio aos Refugiados Rui Marques critica "a lentidão, a ineficiência e a total incapacidade de resposta" das instâncias europeias no processo de recolocação de refugiados em Estados-membros como Portugal.
"Lamentamos profundamente que, em termos europeus, a lentidão, a ineficiência e a total incapacidade de resposta esteja a atrasar este processo. Não conseguimos entender, tendo sido tomada uma decisão do Conselho Europeu, havendo consenso e disponibilidade de países como Portugal, por que é que está a demorar tanto tempo a recolocação de refugiados, tanto mais que as condições atmosféricas estão a deteriorar-se", afirmou, em declarações à Lusa, Rui Marques.
O representante da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), que esta manhã participou no Porto no debate "Abrir Portas aos Refugiados --A questão das migrações para a Europa", organizado pela Reitoria da Universidade do Porto no âmbito do Dia do Voluntário daquela instituição de ensino superior, afirmou que, no país, "os recursos estão reunidos", sendo que, "se fosse necessário", estaria tudo pronto na quinta-feira para acolher o primeiro grupo de cem refugiados oriundos de Itália.
"É fundamental que as instâncias europeias sejam mais rápidas e eficazes, e que estejam atentas a este problema, porque se existe um acordo a nível europeu ele deve ser cumprido de imediato, e não é por causa dos países de acolhimento que não se está a cumprir", frisou Rui Marques.
Questionado sobre como vai funcionar o acolhimento em Portugal, o responsável referiu apenas que a PAR tem "como perceção, quer do Estado quer da sociedade civil, que existe nesta altura um conjunto de recursos e de infraestruturas, bem como de equipas mobilizadas, para acolher refugiados".
Lamentando que Portugal ainda não tenha recebido a lista de pessoas que serão acolhidas no país, "que está na primeira linha dos países europeus que mostram de uma forma exemplar capacidade de acolher dentro das suas capacidades e recursos", Rui Marques considerou "urgente" que "as diferentes instâncias envolvidas neste processo "sejam mais céleres, mais eficazes e capazes de responder a este desafio humanitário".
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) anunciou na terça-feira que existe disponibilidade imediata de começar a receber 100 requerentes de asilo, depois de ter sido finalizado o levantamento dos recursos disponíveis para o seu acolhimento.
Em comunicado, o SEF adiantou também que o primeiro grupo inclui 100 pessoas provenientes da Síria, Eritreia e do Iraque.
O SEF esclareceu ainda que a data de chegada dos requerentes de asilo é "da responsabilidade da União Europeia e das autoridades dos Estados-membros onde se encontram", nomeadamente em Itália e na Grécia.
Portugal vai receber, no âmbito da recolocação de refugiados, cerca de 4500 pessoas nos próximos dois anos.
O representante da Plataforma de Apoio aos Refugiados Rui Marques critica "a lentidão, a ineficiência e a total incapacidade de resposta" das instâncias europeias no processo de recolocação de refugiados em Estados-membros como Portugal.
"Lamentamos profundamente que, em termos europeus, a lentidão, a ineficiência e a total incapacidade de resposta esteja a atrasar este processo. Não conseguimos entender, tendo sido tomada uma decisão do Conselho Europeu, havendo consenso e disponibilidade de países como Portugal, por que é que está a demorar tanto tempo a recolocação de refugiados, tanto mais que as condições atmosféricas estão a deteriorar-se", afirmou, em declarações à Lusa, Rui Marques.
O representante da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), que esta manhã participou no Porto no debate "Abrir Portas aos Refugiados --A questão das migrações para a Europa", organizado pela Reitoria da Universidade do Porto no âmbito do Dia do Voluntário daquela instituição de ensino superior, afirmou que, no país, "os recursos estão reunidos", sendo que, "se fosse necessário", estaria tudo pronto na quinta-feira para acolher o primeiro grupo de cem refugiados oriundos de Itália.
"É fundamental que as instâncias europeias sejam mais rápidas e eficazes, e que estejam atentas a este problema, porque se existe um acordo a nível europeu ele deve ser cumprido de imediato, e não é por causa dos países de acolhimento que não se está a cumprir", frisou Rui Marques.
Questionado sobre como vai funcionar o acolhimento em Portugal, o responsável referiu apenas que a PAR tem "como perceção, quer do Estado quer da sociedade civil, que existe nesta altura um conjunto de recursos e de infraestruturas, bem como de equipas mobilizadas, para acolher refugiados".
Lamentando que Portugal ainda não tenha recebido a lista de pessoas que serão acolhidas no país, "que está na primeira linha dos países europeus que mostram de uma forma exemplar capacidade de acolher dentro das suas capacidades e recursos", Rui Marques considerou "urgente" que "as diferentes instâncias envolvidas neste processo "sejam mais céleres, mais eficazes e capazes de responder a este desafio humanitário".
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) anunciou na terça-feira que existe disponibilidade imediata de começar a receber 100 requerentes de asilo, depois de ter sido finalizado o levantamento dos recursos disponíveis para o seu acolhimento.
Em comunicado, o SEF adiantou também que o primeiro grupo inclui 100 pessoas provenientes da Síria, Eritreia e do Iraque.
O SEF esclareceu ainda que a data de chegada dos requerentes de asilo é "da responsabilidade da União Europeia e das autoridades dos Estados-membros onde se encontram", nomeadamente em Itália e na Grécia.
Portugal vai receber, no âmbito da recolocação de refugiados, cerca de 4500 pessoas nos próximos dois anos.
21.10.15
Plataforma crítica "lentidão" no apoio aos refugiados
In Jornal de Notícias
O representante da Plataforma de Apoio aos Refugiados Rui Marques critica "a lentidão, a ineficiência e a total incapacidade de resposta" das instâncias europeias no processo de recolocação de refugiados em Estados-membros como Portugal.
"Lamentamos profundamente que, em termos europeus, a lentidão, a ineficiência e a total incapacidade de resposta esteja a atrasar este processo. Não conseguimos entender, tendo sido tomada uma decisão do Conselho Europeu, havendo consenso e disponibilidade de países como Portugal, por que é que está a demorar tanto tempo a recolocação de refugiados, tanto mais que as condições atmosféricas estão a deteriorar-se", afirmou, em declarações à Lusa, Rui Marques.
O representante da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), que esta manhã participou no Porto no debate "Abrir Portas aos Refugiados --A questão das migrações para a Europa", organizado pela Reitoria da Universidade do Porto no âmbito do Dia do Voluntário daquela instituição de ensino superior, afirmou que, no país, "os recursos estão reunidos", sendo que, "se fosse necessário", estaria tudo pronto na quinta-feira para acolher o primeiro grupo de cem refugiados oriundos de Itália.
"É fundamental que as instâncias europeias sejam mais rápidas e eficazes, e que estejam atentas a este problema, porque se existe um acordo a nível europeu ele deve ser cumprido de imediato, e não é por causa dos países de acolhimento que não se está a cumprir", frisou Rui Marques.
Questionado sobre como vai funcionar o acolhimento em Portugal, o responsável referiu apenas que a PAR tem "como perceção, quer do Estado quer da sociedade civil, que existe nesta altura um conjunto de recursos e de infraestruturas, bem como de equipas mobilizadas, para acolher refugiados".
Lamentando que Portugal ainda não tenha recebido a lista de pessoas que serão acolhidas no país, "que está na primeira linha dos países europeus que mostram de uma forma exemplar capacidade de acolher dentro das suas capacidades e recursos", Rui Marques considerou "urgente" que "as diferentes instâncias envolvidas neste processo "sejam mais céleres, mais eficazes e capazes de responder a este desafio humanitário".
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) anunciou na terça-feira que existe disponibilidade imediata de começar a receber 100 requerentes de asilo, depois de ter sido finalizado o levantamento dos recursos disponíveis para o seu acolhimento.Em comunicado, o SEF adiantou também que o primeiro grupo inclui 100 pessoas provenientes da Síria, Eritreia e do Iraque.
O SEF esclareceu ainda que a data de chegada dos requerentes de asilo é "da responsabilidade da União Europeia e das autoridades dos Estados-membros onde se encontram", nomeadamente em Itália e na Grécia.
Portugal vai receber, no âmbito da recolocação de refugiados, cerca de 4500 pessoas nos próximos dois anos.
O representante da Plataforma de Apoio aos Refugiados Rui Marques critica "a lentidão, a ineficiência e a total incapacidade de resposta" das instâncias europeias no processo de recolocação de refugiados em Estados-membros como Portugal.
"Lamentamos profundamente que, em termos europeus, a lentidão, a ineficiência e a total incapacidade de resposta esteja a atrasar este processo. Não conseguimos entender, tendo sido tomada uma decisão do Conselho Europeu, havendo consenso e disponibilidade de países como Portugal, por que é que está a demorar tanto tempo a recolocação de refugiados, tanto mais que as condições atmosféricas estão a deteriorar-se", afirmou, em declarações à Lusa, Rui Marques.
O representante da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), que esta manhã participou no Porto no debate "Abrir Portas aos Refugiados --A questão das migrações para a Europa", organizado pela Reitoria da Universidade do Porto no âmbito do Dia do Voluntário daquela instituição de ensino superior, afirmou que, no país, "os recursos estão reunidos", sendo que, "se fosse necessário", estaria tudo pronto na quinta-feira para acolher o primeiro grupo de cem refugiados oriundos de Itália.
"É fundamental que as instâncias europeias sejam mais rápidas e eficazes, e que estejam atentas a este problema, porque se existe um acordo a nível europeu ele deve ser cumprido de imediato, e não é por causa dos países de acolhimento que não se está a cumprir", frisou Rui Marques.
Questionado sobre como vai funcionar o acolhimento em Portugal, o responsável referiu apenas que a PAR tem "como perceção, quer do Estado quer da sociedade civil, que existe nesta altura um conjunto de recursos e de infraestruturas, bem como de equipas mobilizadas, para acolher refugiados".
Lamentando que Portugal ainda não tenha recebido a lista de pessoas que serão acolhidas no país, "que está na primeira linha dos países europeus que mostram de uma forma exemplar capacidade de acolher dentro das suas capacidades e recursos", Rui Marques considerou "urgente" que "as diferentes instâncias envolvidas neste processo "sejam mais céleres, mais eficazes e capazes de responder a este desafio humanitário".
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) anunciou na terça-feira que existe disponibilidade imediata de começar a receber 100 requerentes de asilo, depois de ter sido finalizado o levantamento dos recursos disponíveis para o seu acolhimento.Em comunicado, o SEF adiantou também que o primeiro grupo inclui 100 pessoas provenientes da Síria, Eritreia e do Iraque.
O SEF esclareceu ainda que a data de chegada dos requerentes de asilo é "da responsabilidade da União Europeia e das autoridades dos Estados-membros onde se encontram", nomeadamente em Itália e na Grécia.
Portugal vai receber, no âmbito da recolocação de refugiados, cerca de 4500 pessoas nos próximos dois anos.
16.9.15
Papa felicita Plataforma portuguesa de Apoio aos Refugiados
in RR
Em entrevista à Renascença, Francisco deixa uma palavra de agradecimento a quem ajuda os que estão com fome e procuram refúgio.
O Papa Francisco felicita, em entrevista à Renascença, a recém-criada Plataforma portuguesa de Apoio aos Refugiados (PAR).
O Bispo de Roma deixa uma palavra de agradecimento a quem ajuda os que estão com fome e procuram refúgio.
“Felicito-vos e agradeço-vos pelo que estão a fazer e dou-vos um conselho: no dia do Juízo Final, já sabemos sobre o que vamos ser julgados, está escrito no capítulo 25 de São Mateus. Quando Jesus vos disser “Estive com fome, deste-me de comer?”, vocês vão dizer “Sim. “E quando estive sem refúgio, como refugiado, ajudaste-me?”, “Sim”. Pois, felicito-vos: vão passar no exame”, disse o Papa em entrevista à Renascença.
A Plataforma de Apoio aos Refugiados reúne instituições cristãs e também de outras religiões, para acolher e movimentar-se a favor dos refugiados.
A PAR, da qual a Renascença faz parte, já conta com mais cinco mil voluntários, disse esta segunda-feira o director da plataforma, Rui Marques.
Em entrevista à Renascença, Francisco deixa uma palavra de agradecimento a quem ajuda os que estão com fome e procuram refúgio.
O Papa Francisco felicita, em entrevista à Renascença, a recém-criada Plataforma portuguesa de Apoio aos Refugiados (PAR).
O Bispo de Roma deixa uma palavra de agradecimento a quem ajuda os que estão com fome e procuram refúgio.
“Felicito-vos e agradeço-vos pelo que estão a fazer e dou-vos um conselho: no dia do Juízo Final, já sabemos sobre o que vamos ser julgados, está escrito no capítulo 25 de São Mateus. Quando Jesus vos disser “Estive com fome, deste-me de comer?”, vocês vão dizer “Sim. “E quando estive sem refúgio, como refugiado, ajudaste-me?”, “Sim”. Pois, felicito-vos: vão passar no exame”, disse o Papa em entrevista à Renascença.
A Plataforma de Apoio aos Refugiados reúne instituições cristãs e também de outras religiões, para acolher e movimentar-se a favor dos refugiados.
A PAR, da qual a Renascença faz parte, já conta com mais cinco mil voluntários, disse esta segunda-feira o director da plataforma, Rui Marques.
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