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27.1.17

Participação no Erasmus volta a bater recorde

in Público on-line

Só em 2015, houve 678 mil pessoas envolveram-se no programa Erasmus+. O número de participantes tem crescido de ano para ano.

Em 2014, o programa de mobilidade Erasmus ganhou um acrescento e passou a chamar-se Erasmus+. E foi este programa que, no ano de 2015, permitiu a 678 mil europeus “estudar, receber formação, trabalhar ou fazer voluntariado no estrangeiro”, um número superior a todos os valores registados até à data. Os dados foram avançados nesta quinta-feira pela Comissão Europeia, no ano em que o programa Erasmus celebra o seu 30.º aniversário. Em 2014, tinham participado 647.691 pessoas, segundo o relatório anual relativo a esse ano. 

No relatório anual publicado esta quinta-feira pela Comissão Europeia é referido que a União Europeia (UE) investiu 2,1 mil milhões de euros em mais de 19 mil projectos relacionados com o programa Erasmus+, em que participaram mais de 69 mil organizações. Entre 2014 e 2015, o número de candidaturas ao programa subiu 10%.
O nome do programa passou de “Erasmus” para “Erasmus+” porque “beneficia mais gente com uma gama mais vasta de oportunidades”. “Gostaria de poder garantir que, no futuro, o programa Erasmus+ possa apoiar ainda mais pessoas de contextos mais diversos”, admitiu o comissário da Educação, Tibor Navracsics. Segundo os dados divulgados pelo relatório, o programa Erasmus+ representou, em 2015, “um papel importante na inclusão social, como a integração de refugiados e migrantes”.

Em 2015, passou a ser permitida a participação no programa Erasmus+ de instituições de ensino superior de países de fora da Europa, que enviaram e acolheram mais de 28 mil estudantes e empregados. “Há três décadas que o programa Erasmus tem vindo a criar oportunidades para os jovens, permitindo-lhes desenvolver competências essenciais, incluindo competências sociais e interculturais, e a promover a cidadania activa”, disse esta quinta-feira Tibor Navracsics.

Nos últimos 30 anos, o programa Erasmus apoiou um total de 9 milhões de estudantes, formandos e voluntários e o intercâmbio de membros e de jovens. Em 2017, de forma a celebrar os 30 anos do programa, vão ser realizados vários eventos em todos os países aderentes.
A França, a Espanha e a Alemanha são os países que mais participam no programa de mobilidade, sendo o Reino Unido, a Alemanha e a Espanha os que recebem a maior parte dos participantes. A Espanha, a Alemanha, o Reino Unido, a França e a Itália foram os cinco países mais escolhidos para fazer Erasmus, no ano de 2014/2015; Portugal foi o sétimo mais escolhido, tendo recebido 11.459 estudantes de ensino superior.

Portugal faz parte do programa desde o seu início, em 1987, assim como a Bélgica, a Dinamarca, a Alemanha, a Grécia, a França, a Irlanda, a Itália, os Países Baixos, Espanha e o Reino Unido. Entre 1987 e 2017, estima-se que tenham usufruído do programa Erasmus mais de 211 mil portugueses, sendo 116 mil deles estudantes do ensino superior. De acordo com dados de 2014, os três países mais escolhidos pelos portugueses são Espanha, Itália e Polónia e as três instituições de ensino portuguesas mais escolhidas por estudantes estrangeiros são a Universidade de Lisboa, a Universidade do Porto e a Universidade Nova de Lisboa.
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No seu primeiro ano de existência, 1987, o programa contou com a participação de 3200 pessoas; agora, permite a mobilidade a quase 300 mil estudantes do ensino superior. O programa passou de um mero programa de mobilidade para abranger e proporcionar oportunidades de estudo, formação, estágio, voluntariado e intercâmbio de jovens. A cobertura geográfica passou dos 11 países iniciais para 33: todos os 28 estados-membros da EU, assim como a Turquia, a Antiga República Jugoslava da Macedónia, a Noruega, a Islândia e o Liechtenstein.

Segundo dados da Comissão Europeia, 96% dos participantes ficou satisfeito com o programa, 94% dos estudantes afirmam que melhoraram as suas aptidões profissionais e 80% reforçaram as suas perspectivas de carreira. Ademais, de acordo com a instituição, um em cada três estudantes que fazem estágios no estrangeiro através do programa Erasmus+ recebem uma proposta de trabalho na sua empresa de acolhimento.

6.5.15

Erasmus + e as vantagens de estudar no estrangeiro

Texto de Carlos Vieira, in Público on-line (P3)

Até 9 de Maio, o Porto recebe vários eventos relativos à Semana Europeia da Juventude. No total, são 33 países e cerca de seis mil jovens que participam na iniciativa

Organizada pela Comissão Europeia, a Semana Europeia da Juventude decorre um pouco por toda a Europa e Portugal não é excepção. Cerca de 120 iniciativas vão ser promovidas em simultâneo em todo o território nacional e no Porto as sessões vão estar espalhadas pela cidade.

Reitoria da Universidade do Porto (UP), a Associação de Estudantes da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da UP e o Teatro Art’imagem são alguns dos espaços que vão receber de braços abertos esta iniciativa.

Nesta quarta, dia 6, haverá uma formação para jovens e líderes associativos, entre as 14h00 e as 18h00, na Reitoria, e formação para jovens interessados em integrar o Erasmus +, entre as 14h00 e as 18h00, na Associação de Estudantes da Faculdade de Psicologia da UP. Na sexta-feira, dia 8, será a vez da Federação das Associações Juvenis do Porto receber uma sessão de formação para jovens e líderes associativos.

Dar a oportunidade aos jovens de participarem em "workshops", debates e sessões de esclarecimentos para dar a conhecer o programa Erasmus + e as vantagens para os alunos universitários de estudar no estrangeiro são objectivos desta semana dedicada aos mais novos.

O evento, que junta 33 países e cerca de seis mil jovens, termina no dia 9, em Portugal — o Dia da Europa —, mas as celebrações a nível europeu só terminam a 10 de Maio.

22.9.14

Programa Erasmus facilita acesso ao mercado de trabalho

in iOnline

Cinco anos após a graduação, a taxa de desemprego dos que tiveram formação no estrangeiro é inferior em 23%

Os jovens que estudam ou recebem formação no estrangeiro, através do Erasmus, têm mais facilidade em arranjar emprego do que os outros, segundo uma avaliação ao programa hoje divulgada em Bruxelas.

Segundo um estudo sobre o impacto do programa da União Europeia (UE) de intercâmbio de estudantes Erasmus, os diplomados com experiência internacional têm mais êxito no mercado de trabalho.

A avaliação ao programa - a cargo da CHE Consult - revela que a possibilidade de os estudantes Erasmus sofrerem uma situação de desemprego de longa duração é 50% menor em relação àqueles que não estudaram ou obtiveram uma formação no estrangeiro

Por outro lado, cinco anos após a graduação, a taxa de desemprego dos que tiveram formação no estrangeiro é inferior em 23%.

Esta avaliação é a maior do seu género, tendo contado com a resposta de cerca de 78.891 participantes, incluindo estudantes e empresas.

Foram lançados cinco inquéritos online em 2013, que resultaram na participação de 56.733 estudantes (com e sem experiência de Erasmus), 18.618 ex-alunos, 4.986 professores (académicos e não académicos), 964 instituições de ensino superior e 652 empregadores (55% dos quais pequenas e médias empresas), em 34 países.

A nova avaliação revela que 66% dos empregadores procuram trabalhadores com experiência profissional e mostra ainda que mais de um em cada três estagiários Erasmus teve uma oferta de trabalho na empresa que os acolheu.

O inquérito analisa ainda a vida pessoal dos beneficiários de Erasmus, salientando que 40% mudaram de país de residência ou de trabalho, pelo menos uma vez desde a graduação — quase o dobro do número relativamente aos estudantes que não participaram numa iniciativa de mobilidade.

O estudo considera ainda ser mais provável que os antigos estudantes Erasmus mantenham relações transnacionais: 33% destes estudantes têm um parceiro de nacionalidade diferente, em comparação com apenas 13% dos estudantes que ficam no seu país durante os estudos.

Segundo o inquérito, 27% dos estudantes Erasmus conhecem o seu parceiro mais duradouro durante o intercâmbio e, com base nestes dados, a Comissão Europeia “estima que cerca de um milhão de bebés tenha nascido de casais Erasmus desde 1987”.

Os estudantes que desejam beneficiar de financiamento Erasmus podem optar entre a realização de estudos ou de um estágio no estrangeiro.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa






26.2.14

Governo cria organismos para gerir Programa Erasmus

in Jornal de Notícias

O Conselho de Ministros aprovou, esta quinta-feira, a criação de duas agências nacionais para a gestão do programa Erasmus+ em Portugal, uma para o setor da educação e formação e outra para a área da juventude e desporto.

O Governo estabeleceu ainda "o mecanismo da autoridade nacional" que considera "necessário para a gestão coordenada da execução" do programa de mobilidade.

A Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação tem como missão assegurar a gestão do programa nestes domínios, bem como as atividades ainda em vigor do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida, do Erasmus Mundus e do Tempus IV.

Haverá também a Agência Nacional Erasmus+ Juventude em Ação, que atuará nesta área.

No domínio da educação e formação, o Erasmus+ visa "melhorar o nível das competências e aptidões, criando mais oportunidades de mobilidade" para fins de aprendizagem, segundo o comunicado do Conselho de Ministros.

Pretende-se, simultaneamente, reforçar a ligação da educação e formação com o mercado de trabalho, "fomentando a cooperação transnacional e promovendo a criação de um espaço europeu de aprendizagem ao longo da vida".

Na área da juventude e desporto, o programa deve apoiar a mobilidade de jovens e animadores de juventude, promovendo intercâmbios e dinamizando o serviço voluntário europeu através da criação de redes de partilha e cooperação.

O Programa Erasmus+ destina-se também a apoiar projetos relacionados com o desporto de base e "medidas direcionadas à integridade do desporto, como o combate à dopagem, à manipulação de resultados e à violência, bem como a todos os tipos de intolerância e de discriminação".

O Governo promoveu este mês uma apresentação pública do Erasmus+, durante a qual o ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, anunciou que até 2020 serão investidos em Portugal 400 milhões de euros em programas desta natureza.