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4.8.17

Apoios Sociais

in Voz de Trás-os-Montes (A) - Concelhos

O "Programa Rede Social" visa combater a pobreza e a exclusão social, a nível local, atribuindo uma maior responsabilidade às autarquias locais na implementação de políticas sociais ativas capazes de intervirem na atual situação.

Este programa foi criado com o objetivo de "fomentar uma consciência coletiva e responsável dos diferentes problemas sociais e incentivar redes de apoio social integrado de âmbito local". Baseia-se numa estratégia de abordagem da intervenção social focada num trabalho planeado, feito em parceria, visando racionalizar e trazer maior eficácia à ação das entidades públicas e privadas que atuam numa mesma unidade territorial. Tem como finalidade combater a pobreza e exclusão social numa perspetiva de promoção do desenvolvimento social.

A Câmara Municipal de Mondim de Basto disponibiliza uma série de apoios sociais, com vista a garantir uma melhor qualidade de vida dos seus munícipes, entre eles, a recuperação de habitações, que permite melhorar as condições de habitabilidade de algumas famílias carenciadas do concelho. Podem solicitar apoios os agregados familiares em situação de comprovada carência económica e que residam em permanência e em exclusivo, na habitação objeto do pedido, sita no concelho de Mondim de Basto; sejam titulares do direito de propriedade da habitação a que se destina o apoio; não possuam ou sejam arrendatários de qualquer outro imóvel destinado à habitação; e os que nunca tenham beneficiado de outros apoios para a habitação.

Para além desta medida, a Câmara tem também implementado o projeto "Oficina Móvel", que tem como objetivo efetuar pequenas reparações, entregas domiciliárias e colaboração na organização doméstica, a levar a cabo nas habitações de beneficiários devidamente identificados. Podem beneficiar dos serviços todos os habitantes de concelho que reúnam os seguintes requisitos: tenham idade igual ou superior a 65 anos; sejam portadoras de deficiência; agregados familiares em situação de comprovada carência económica.

O município de Mondim de Basto, reconhecendo a inexistência de uma estrutura que facilite e potencialize a mobilização e sensibilização da prática dc voluntariado, tomou a iniciativa de se tornar entidade enquadradora do Banco Local .de Voluntariado de Mondim de Basto.
Além de se promover o encontro entre a oferta e a procura de Voluntários, também tem como finalidade sensibilizar os munícipes e as organizações para a prática do trabalho voluntário.

O Banco de Voluntariado é o local de encontro entre voluntários, que prestam um conjunto de ações inerentes à condição~ de cidadania ativa e solidária, e as organizações promotoras, que disponibilizam oportunidades de enquadramento em diferentes atividades e áreas de interesse social e comunitário. Podem ser voluntários todos os munícipes com vontade de participar em projetos ou programas de cariz social e comunitário. O voluntário é o indivíduo que de forma livre, desinteressada e responsável, se compromete, de acordo com as suas aptidões próprias e no seu tempo livre, a realizar ações de voluntariado no âmbito de uma organização promotora. As organizações promotoras de voluntariado são as entidades públicas da administração central, regional ou local ou outras pessoas coletivas de direito público ou privado, legalmente constituídas, que reúnam condições para integrar voluntários e coordenar o exercício das suas atividades. Podem-se inscrever ao enquadramento de voluntários entidades e instituições do concelho, tais como IPSS's, Serviços de Saúde, Escolas, Associações, Juntas de Freguesia, entre outras.

Outra das medidas é o apoio às crianças nascidas em agregados familiares carenciados do concelho de Mondim de Basto. Trata-se de uma medida social de apoio direto ao recém-nascido, que visa o seu hem-estar na alimentação e higiene, através da garantia de disponibilização aos progenitores de um conjunto básico essencial de bens. Os munícipes progenitores devem preencher cumulativamente os seguintes requisitos: o nascimento tenha ocorrido a partir 1 de janeiro de. 2010, até perfazerem 2 anos de idade; os progenitores estejam recenseados e sejam residentes no concelho: a criança detenha o escalão 1 ou 2 de abono dc família atribuído pela Segurança Social; e não tenham usufruído de apoio similar no concelho de origem, quando o nascimento não tenha ocorrido no concelho.

A "Loja Social" apresentar-se como um recurso complementar às intervenções de caráter social, dirigidas a agregados carenciados do concelho. Tem como objetivo suprir necessidades imediatas desses agregados, mediante recolha de diferentes géneros, nomeadamente, alimentos, vestuário, mobiliário e eletrodomésticos, doados por particulares ou empresas; potenciar a responsabilidade cívica e comunitária das pessoas beneficiadas, mediante compromisso assumido das mesmas para a integração em programas de Serviço Comunitário em entidades concelhias.

3.7.17

"Um país, vinte retratos" - Trás-os-Montes e Tâmega

Mário Galego, in Antena 1

A Antena 1, através dos dados da Pordata, revela como estão estruturados os concelhos portugueses nos últimos oito anos.

Natalidade, envelhecimento, turismo, agricultura, emigração, pobreza, saúde, desigualdades, temas em destaque a caminho das Autárquicas que se realizam a 1 de outubro.

Neste "Um país, 20 retratos" o jornalista Mário Galego dá-nos a conhecer a região de Trás-os-Montes e Tâmega.

[clique aqui para ouvir a reportagem]

9.4.14

Projecto piloto contra a exclusão social avança em Trás-os-Montes

por Olímpia Mairos, in RR

Fundação EDP lança projecto "inovador" de intervenção comunitária para identificar e antecipar os problemas sociais de Trás-os-Montes, com vista a combater fenómenos de exclusão social.

A fundação EDP vai desenvolver um projecto de intervenção comunitária nos concelhos de Alfândega da Fé e Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, que visa identificar e antecipar os problemas sociais da região.

O projecto, designado por HUB social, agrega numa mesma zona geográfica vários projectos que intervêm de forma articulada com as instituições locais, numa lógica de parceria com a comunidade, activação de sinergias, gestão de recursos, criação de redes e construção de soluções conjuntas, para combater fenómenos de exclusão social.

“O HUB Trás-os-Montes será uma metodologia inovadora, que é desenvolvida territorialmente e faz o diagnóstico a situações de necessidade social e aos problemas específicos das regiões, para, depois, haver uma formação a nível dos agentes locais, para o desenvolvimento de vários projectos no campo social”, explica à Renascença Sofia Lage, representante da Fundação EDP.

Numa primeira fase, o HUB Trás-os-Montes abrange apenas os concelhos de Alfândega da Fé e Torre de Moncorvo, mas é intenção dos promotores alargá-lo a outros concelhos da região.

Sofia Lage realça que "esta é uma nova forma de trabalhar em rede e destruir algumas barreiras existentes entre as instituições, para que trabalhem em conjunto e tenham um papel complementar, percebendo que não são concorrentes, já que juntos poderão fazer mais e melhor".

Os promotores do projecto HUB acreditam que desta forma vão conseguir incentivar as pessoas a trabalhem de forma motivadora, a olhar de maneira diferente para os problemas, com vista à resolução dos problemas que afectam "os mais vulneráveis".

A presidente da Câmara de Alfândega da Fé, Berta Nunes, acolhe com entusiasmo o projecto, sublinhando que “vem acrescentar uma metodologia mais estruturada e mais forte” para um trabalho “mais em rede”.

"Esta metodologia parte de um diagnóstico dos problemas locais e cria indicadores da avaliação dos impactos das acções, de forma a combater os fenómenos de exclusão social. Porque na área social, muitas vezes, trabalha-se de uma forma desgarrada, pontual e não avaliada e, por vezes, as causas dos problemas não são tratadas", enfatiza a autarca.

O projecto HUB social, que agora chega ao Nordeste do país, foi apresentado em forma de "projecto piloto" na Amadora e no Porto e está em fase de activação em Campo Maior e na cidade de Aparecida, no Brasil.

28.6.13

Crescimento em Trás-os-Montes à espera de melhores políticas

in Jornal de Notícias

Uma região subdesenvolvida transformou-se nas últimas décadas num território com melhores infraestruturas mas pouco crescimento. Melhores políticas de desenvolvimento económico e social é o que pedem alguns dos protagonistas da região, reunidos, esta quinta-feira, no Instituto Politécnico de Bragança, na conferência 125 anos do JN.