in Jornal da Madeira
A Rede de Autarquias Participativas (RAP), que conta com o Município do Funchal na atual Presidência, lançou o prémio nacional “Eu Participo – Sem Sair de Casa”, com vista a reconhecer as práticas de cidadania ativa e as iniciativas de solidariedade promovidas por jovens durante o período de confinamento social.
Dada a conjuntura que o país atravessa, fruto da pandemia de covid-19, o prémio monetário e o cabaz de brindes pretendem valorizar as ações solidárias que se geraram e que fomentaram a solidariedade e a entreajuda, minimizando o isolamento social e as consequências do confinamento.
As candidaturas estão abertas até 31 de maio e são dirigidas a jovens com idades compreendidas entre os 14 e os 30 anos, residentes em Portugal, e que tenham desenvolvido atividades de forma a facilitar a circulação de informação útil à prevenção do novo coronavírus, contribuído para combater o isolamento social, potenciado a mobilização de recursos para fazer face à crise social ou que tenham colaborado com as entidades oficiais de prevenção da doença.
Na página da rede, em https://www.oficina.org.pt/premio-eu-participo.html, pode ser consultado o regulamento e submetida a candidatura. Recorde-se que, a par deste prémio, também decorre neste momento a votação da 5ª edição do Prémio de Boas Práticas de Participação, também promovido pela RAP, onde a Assembleia Municipal Jovem do Funchal é um dos projetos finalistas. Todos os interessados podem votar, também até 31 de maio, em http://www.portugalparticipa.pt/Candidatura/RegisterVote2. A Rede de Autarquias Participativas conta atualmente com 62 Municípios membros.
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20.5.20
Rede Nacional de Autarquias Participativas vai distinguir iniciativas dos jovens que tenham ajudado a comunidade
26.3.20
Unir ao telefone jovens e idosos desconhecidos para evitar que saiam à rua
in TSF
A promoção de um envelhecimento ativo e bem-sucedido tem como eixo fundamental a promoção das relações sociais e inclusão. Neste contexto, a existência de oportunidades de interacção e relacionamento interpessoal entre os cidadãos, através de actividades promotoras das sinergias intergeracionais é recomendada.
A implementação de planos estratégicos e programas de combate ao isolamento e à exclusão social e de resposta a grupos de cidadãos mais vulneráveis, como pode ser o caso dos cidadãos seniores, tem ocorrido em muitas regiões do nosso território, constituindo-se como formas de reconhecimento do valor dos seniores, favorecendo a adopção de comportamentos pró-sociais.
Num contexto particularmente complexo, decorrente da pandemia por COVID-19 em que os seniores são subitamente interpelados a alterar os seus comportamentos e a permanecer em isolamento social (evitando os contactos presenciais com amigos e familiares), são expectáveis dificuldades de ajustamento que podem passar pelo agravamento de sentimentos de solidão.
A evidência científica demonstra que estes sentimentos constituem factores de risco para a saúde dos seniores e que a intervenção preventiva centrada na redução dos seus impactos pode ser concretizada pelo aumento dos contactos com familiares mas também pelo envolvimento de outras redes de apoio, como as redes de vizinhança ou outras respostas comunitárias.
Para além dos contactos estabelecidos com família e amigos através de contactos telefónicos ou outros meios de comunicação, a ativação de redes de apoio da comunidade (e.g. vizinhos, organizações locais) promovem sentimentos de pertença, reforçam a solidariedade entre as pessoas e resultam na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos seniores.
* Renata Benavente, Membro da Direção Nacional da Ordem dos Psicólogos Portugueses
A promoção de um envelhecimento ativo e bem-sucedido tem como eixo fundamental a promoção das relações sociais e inclusão. Neste contexto, a existência de oportunidades de interacção e relacionamento interpessoal entre os cidadãos, através de actividades promotoras das sinergias intergeracionais é recomendada.
A implementação de planos estratégicos e programas de combate ao isolamento e à exclusão social e de resposta a grupos de cidadãos mais vulneráveis, como pode ser o caso dos cidadãos seniores, tem ocorrido em muitas regiões do nosso território, constituindo-se como formas de reconhecimento do valor dos seniores, favorecendo a adopção de comportamentos pró-sociais.
Num contexto particularmente complexo, decorrente da pandemia por COVID-19 em que os seniores são subitamente interpelados a alterar os seus comportamentos e a permanecer em isolamento social (evitando os contactos presenciais com amigos e familiares), são expectáveis dificuldades de ajustamento que podem passar pelo agravamento de sentimentos de solidão.
A evidência científica demonstra que estes sentimentos constituem factores de risco para a saúde dos seniores e que a intervenção preventiva centrada na redução dos seus impactos pode ser concretizada pelo aumento dos contactos com familiares mas também pelo envolvimento de outras redes de apoio, como as redes de vizinhança ou outras respostas comunitárias.
Para além dos contactos estabelecidos com família e amigos através de contactos telefónicos ou outros meios de comunicação, a ativação de redes de apoio da comunidade (e.g. vizinhos, organizações locais) promovem sentimentos de pertença, reforçam a solidariedade entre as pessoas e resultam na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos seniores.
* Renata Benavente, Membro da Direção Nacional da Ordem dos Psicólogos Portugueses
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