in Rádio Campanário
O Município de Grândola aprovou, em reunião de Câmara extraordinária, a renovação de das Medidas Municipais Extraordinárias de Apoio à População, às Instituições e à Economia Local e Empresas – COVID-19, pelo período de três meses.
Estas medidas tinham sido determinadas em março e que visam ajudar as famílias do nosso concelho, que se confrontam atualmente com a diminuição dos seus rendimentos, as instituições – que estão na linha da frente deste combate e que precisam de mais meios, e as empresas – que foram obrigadas a fechar as suas portas.
Comissão de Acompanhamento e Sala de situação/monitorização diária;
Programa Grândola solidária para apoio à população idosa e dependente na aquisição de bens de 1.ª necessidade e medicamentos;
Monitorização e Apoio aos Idosos inscritos nos programas de envelhecimento ativo;
Apoio de emergência a famílias carenciadas devidamente assinaladas;
Fornecimento de refeições aos alunos dos escalões A e B;
Isenção do valor total da fatura dos serviços de abastecimento de água, saneamento e resíduos aos consumidores do tarifário social doméstico, nos meses de julho, agosto e setembro (3 meses);
Isenção do pagamento das tarifas fixas dos serviços de abastecimento de água, saneamento e resíduos para todos os consumidores domésticos nos meses de julho, agosto e setembro (3 meses);
Isenção do pagamento das rendas das habitações sociais municipais nos meses de julho, agosto e setembro;
Linha de Apoio Psicológico;
Apoio a doentes infetados com COVID-19 sem suporte familiar;
Espaços Polivalentes de Apoio de Emergência;
Desinfeção e higienização regular de espaços públicos;
No quadro dos “Apoios às Instituições” o Município decidiu renovar as seguintes medidas:
Disponibilização gratuita de alojamento a profissionais de saúde;
Angariação de alojamento para profissionais de saúde junto dos empreendimentos turísticos do Concelho;
Apoio Logístico à Unidade Local de Saúde;
Angariação de apoios privados para reforço dos serviços de saúde e proteção civil;
Apoio aos Bombeiros - fornecimento gratuito de refeições e fornecimento de EPIS;
Apoio às IPSS – Manutenção dos apoios monetários definidos em protocolo;
Fornecimento de EPIS e soluções desinfetantes às forças de segurança;
Manutenção dos apoios previstos em protocolo para os Clubes e Associações, mesmo durante a paragem nas atividades, e Isenção dos clubes do pagamento de taxas de utilização dos equipamentos municipais referentes aos meses de julho, agosto e setembro;
Atribuição de apoio financeiro extraordinário às Juntas de Freguesia para implementação de medidas de combate à Epidemia;
Quanto aos “Apoios à Economia Local e Empresas” foi hoje aprovada a renovação das seguintes medidas:
Pagamento imediato a todos os fornecedores;
Isenção do pagamento das tarifas fixas dos serviços de abastecimento de água, saneamento e resíduos para todos os consumidores não domésticos nos meses de julho, agosto e setembro;
Isenção até setembro do pagamento de taxas referentes à ocupação do espaço público e publicidade aos detentores de estabelecimentos comerciais;
Isenção até setembro do pagamento de rendas espaços municipais arrendados ou concessionados;
Divulgação nos meios municipais das empresas/serviços que se encontram em funcionamento.
Elaboração e divulgação de manual de procedimentos de segurança para laboração nos próximos meses, em que se incentive o cumprimento de práticas seguras ao nível da saúde pública, segurança sanitária e combate ao contágio em ambiente de trabalho
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3.7.20
25.5.20
Câmara de Bragança vai ajudar com apoio até 100 euros a pagar renda
Por Notícias ao Minuto
A Câmara de Bragança vai ajudar as famílias do concelho em situação vulnerável devido à pandemia covid-19 a pagar a renda com um apoio financeiro até 100 euros mensais, informou hoje o presidente, Hernâni Dias
O autarca explicou à Lusa que a medida se destina aos agregados familiares afetados financeiramente pelas consequências da pandemia e que se concretizará num apoio financeiro que pode ir até 100 euros por mês, mas que nunca será superior a metade do valor da renda.
Para o efeito, foi criado um Fundo Municipal de Emergência de Apoio ao Arrendamento para a Habitação que, segundo o presidente da Câmara, as condições para beneficiar do mesmo serão publicadas na página do município, assim como o formulário da candidatura.
O apoio ao arrendamento será concedido sob a forma de um subsídio de renda mensal, a partir do mês da decisão de atribuição, e as famílias poderão beneficiar desta ajuda até 31 de dezembro de 2020.
Segundo o presidente da Câmara, haverá uma fórmula para a análise das candidaturas que terá em conta os rendimentos do agregado familiar e as despesas.
Questionado sobre a partir de quando estará disponível esta medida, Hernâni Dias disse que as candidaturas vão "abrir já" e que o município irá publicar o respetivo formulário na página oficial na Internet.
Trata-se, como sustenta a autarquia, de "uma medida implementada com o objetivo de atenuar as dificuldades sentidas por famílias em situação de pobreza e de exclusão social no que diz respeito ao acesso à habitação, sobretudo durante a atual situação que vive o país".
A pandemia, refere, "acentuou a fragilidade da coesão social e o equilíbrio socioeconómico das famílias mais expostas aos diferentes fatores de vulnerabilidade, como processos de separação, criando situações de monoparentalidade, de doença crónica e de deficiência/incapacidade adquirida, entre outros".
O Fundo Municipal de Emergência de Apoio ao Arrendamento para Habitação é apresentado como "uma resposta célere e transitória às dificuldades de acesso à habitação, através da atribuição de um subsídio de renda, quando não seja possível o arrendamento em habitação social".
Desta forma, o município pretende promover "a permanência das famílias nos imóveis onde residem e a sua integração social e no tecido urbano, sem alteração das dinâmicas de vizinhança, das redes de solidariedade e das diferentes trajetórias do seu quotidiano".
A Câmara de Bragança anunciou também recentemente a criação de um Fundo de Emergência de Apoio às Pequenas Empresas ao qual os interessados se podem candidatar a partir de hoje, como indicou à Lusa o autarca.
As condições de acesso e o respetivo formulário já estão disponíveis na página do município e preveem um montante máximo de apoio de 1.500 euros para pequenos comerciantes dos setores da restauração e similares, comércio de bens a retalho e determinados prestadores de serviços, que tenham sido obrigados a encerrar por decisão do Governo.
Os apoios vigoram até ao final do ano com o propósito, segundo o autarca, "de salvaguardar os rendimentos dos cidadãos e das empresas, assim como os respetivos postos de trabalho, fortemente penalizadas pelo encerramento durante o Estado de Emergência".
Em Portugal, morreram 1.316 pessoas das 30.623 confirmadas como infetadas, e há 17.549 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.Câmara de Bragança vai ajudar com apoio até 100 euros a pagar renda
A Câmara de Bragança vai ajudar as famílias do concelho em situação vulnerável devido à pandemia covid-19 a pagar a renda com um apoio financeiro até 100 euros mensais, informou hoje o presidente, Hernâni Dias
O autarca explicou à Lusa que a medida se destina aos agregados familiares afetados financeiramente pelas consequências da pandemia e que se concretizará num apoio financeiro que pode ir até 100 euros por mês, mas que nunca será superior a metade do valor da renda.
Para o efeito, foi criado um Fundo Municipal de Emergência de Apoio ao Arrendamento para a Habitação que, segundo o presidente da Câmara, as condições para beneficiar do mesmo serão publicadas na página do município, assim como o formulário da candidatura.
O apoio ao arrendamento será concedido sob a forma de um subsídio de renda mensal, a partir do mês da decisão de atribuição, e as famílias poderão beneficiar desta ajuda até 31 de dezembro de 2020.
Segundo o presidente da Câmara, haverá uma fórmula para a análise das candidaturas que terá em conta os rendimentos do agregado familiar e as despesas.
Questionado sobre a partir de quando estará disponível esta medida, Hernâni Dias disse que as candidaturas vão "abrir já" e que o município irá publicar o respetivo formulário na página oficial na Internet.
Trata-se, como sustenta a autarquia, de "uma medida implementada com o objetivo de atenuar as dificuldades sentidas por famílias em situação de pobreza e de exclusão social no que diz respeito ao acesso à habitação, sobretudo durante a atual situação que vive o país".
A pandemia, refere, "acentuou a fragilidade da coesão social e o equilíbrio socioeconómico das famílias mais expostas aos diferentes fatores de vulnerabilidade, como processos de separação, criando situações de monoparentalidade, de doença crónica e de deficiência/incapacidade adquirida, entre outros".
O Fundo Municipal de Emergência de Apoio ao Arrendamento para Habitação é apresentado como "uma resposta célere e transitória às dificuldades de acesso à habitação, através da atribuição de um subsídio de renda, quando não seja possível o arrendamento em habitação social".
Desta forma, o município pretende promover "a permanência das famílias nos imóveis onde residem e a sua integração social e no tecido urbano, sem alteração das dinâmicas de vizinhança, das redes de solidariedade e das diferentes trajetórias do seu quotidiano".
A Câmara de Bragança anunciou também recentemente a criação de um Fundo de Emergência de Apoio às Pequenas Empresas ao qual os interessados se podem candidatar a partir de hoje, como indicou à Lusa o autarca.
As condições de acesso e o respetivo formulário já estão disponíveis na página do município e preveem um montante máximo de apoio de 1.500 euros para pequenos comerciantes dos setores da restauração e similares, comércio de bens a retalho e determinados prestadores de serviços, que tenham sido obrigados a encerrar por decisão do Governo.
Os apoios vigoram até ao final do ano com o propósito, segundo o autarca, "de salvaguardar os rendimentos dos cidadãos e das empresas, assim como os respetivos postos de trabalho, fortemente penalizadas pelo encerramento durante o Estado de Emergência".
Em Portugal, morreram 1.316 pessoas das 30.623 confirmadas como infetadas, e há 17.549 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.Câmara de Bragança vai ajudar com apoio até 100 euros a pagar renda
21.5.20
O combate à Covid-19
Nuno Gonçalves, in A Voz de Trás-os-Montes
No início desta pandemia, o Município de Torre de Moncorvo percebeu a gravidade da situação e procedeu de forma a minimizar a propagação da covid-19. Desinfetamos todos os espaços públicos e equipamentos de deposição de resíduos, procedemos à colocação de proteções nos balcões de atendimento do Município e Centro de Saúde, colocamos em circulação um veículo de sensibilização pelas freguesias, ajudamos nos pedidos de receitas à população, realizamos testes covid-19 aos funcionários das IPSS, criamos duas unidades de acolhimento, adquirimos equipamento de proteção individual, criamos uma base de dados de voluntariado e cancelamos todos os eventos, e utilizamos o seu orçamento no combate à covid-19.
Para apoiar a população e os agentes económicos, suspendemos o pagamento de rendas dos espaços concessionados pelo Município, estamos a fornecer refeições a quem se encontra em isolamento profilático e aos alunos do 1º ciclo do Escalão A e B. No que diz respeito à educação, implementamos aulas online na Escola Municipal Sabor Artes, estamos a entregar a matéria escolar aos alunos do Escalão A e B do 1º ciclo e disponibilizamos nos canais online do município atividades para crianças do pré-escolar e do 1º ciclo.
Para o regresso à normalidade dos moncorvenses criamos uma forma de circulação segura para peões, no centro da vila, e distribuímos 10.000 máscaras pela população e instituições do concelho.
De futuro pretendemos privilegiar a aquisição de bens e serviços às empresas locais, reduzir a tarifa variável da água e saneamento para os não domésticos, permitir a duplicação do espaço destinado a esplanadas e possível isenção das taxas devidas, implementar a mobilidade dos serviços do Balcão Único nas freguesias, disponibilizar uma linha telefónica de apoio social, distribuir leite escolar aos alunos do 1.º ciclo do ensino básico e reforçar a atuação do Banco Solidário.
Não menos importantes são os apoios implementados pela CIMDOURO de cerca de 20 milhões de euros, que servirão para apoiar empregadores e trabalhadores das empresas da região.
Termino, referindo que para este executivo a preocupação com a população do concelho sempre esteve em primeiro lugar e sempre estará!
No início desta pandemia, o Município de Torre de Moncorvo percebeu a gravidade da situação e procedeu de forma a minimizar a propagação da covid-19. Desinfetamos todos os espaços públicos e equipamentos de deposição de resíduos, procedemos à colocação de proteções nos balcões de atendimento do Município e Centro de Saúde, colocamos em circulação um veículo de sensibilização pelas freguesias, ajudamos nos pedidos de receitas à população, realizamos testes covid-19 aos funcionários das IPSS, criamos duas unidades de acolhimento, adquirimos equipamento de proteção individual, criamos uma base de dados de voluntariado e cancelamos todos os eventos, e utilizamos o seu orçamento no combate à covid-19.
Para apoiar a população e os agentes económicos, suspendemos o pagamento de rendas dos espaços concessionados pelo Município, estamos a fornecer refeições a quem se encontra em isolamento profilático e aos alunos do 1º ciclo do Escalão A e B. No que diz respeito à educação, implementamos aulas online na Escola Municipal Sabor Artes, estamos a entregar a matéria escolar aos alunos do Escalão A e B do 1º ciclo e disponibilizamos nos canais online do município atividades para crianças do pré-escolar e do 1º ciclo.
Para o regresso à normalidade dos moncorvenses criamos uma forma de circulação segura para peões, no centro da vila, e distribuímos 10.000 máscaras pela população e instituições do concelho.
De futuro pretendemos privilegiar a aquisição de bens e serviços às empresas locais, reduzir a tarifa variável da água e saneamento para os não domésticos, permitir a duplicação do espaço destinado a esplanadas e possível isenção das taxas devidas, implementar a mobilidade dos serviços do Balcão Único nas freguesias, disponibilizar uma linha telefónica de apoio social, distribuir leite escolar aos alunos do 1.º ciclo do ensino básico e reforçar a atuação do Banco Solidário.
Não menos importantes são os apoios implementados pela CIMDOURO de cerca de 20 milhões de euros, que servirão para apoiar empregadores e trabalhadores das empresas da região.
Termino, referindo que para este executivo a preocupação com a população do concelho sempre esteve em primeiro lugar e sempre estará!
20.5.20
Bragança alberga pessoas sem-abrigo
Olímpia Mairos, in RR
A medida é temporária para pessoas em risco, durante a pandemia da Covida-19.
A Câmara Municipal de Bragança var dar alojamento temporário a pessoas em situação de sem-abrigo. A medida surge no âmbito da implementação de um Plano de Contingência para pessoas em risco, durante a prevalência da pandemia provocada pela Covid-19.
A criação de alojamento alternativo temporário (AAT) resulta de uma parceria entre o município de Bragança, o Centro Distrital de Bragança do Instituto de Segurança Social, a Associação Socorros Mútuos dos Artistas de Bragança e a Associação Reaprender a Viver.
“É uma resposta social de emergência, com vista a evitar ou atenuar a exclusão severa a que se expõe este grupo de risco, sobretudo durante a situação atual vivida em todo o País”, explica em a autarquia em comunicado.
Para poderem “usufruir” desta medida social, os beneficiários, em situação de sem abrigo e que vivem numa situação de grave carência económica e com incapacidade para assegurar uma solução habitacional condigna, comprometeram-se com um conjunto de obrigações, nomeadamente o cumprimento das normas gerais de funcionamento, do acordo de cedência e horários definidos.
De entre as obrigações destaca-se a abstenção de provocar ruídos de qualquer natureza, especialmente no período de silêncio, entre as 23h00 e as 07h00, tanto no AAT, como nos espaços comuns do prédio.
Também não poderão realizar qualquer tipo de atividade ou ação que provoque danos nos espaços e equipamentos do AAT, bem como nos espaços comuns do prédio.
Os beneficiários da medida devem ainda “tratar com respeito e cortesia os corresidentes e moradores do prédio”, bem como “manter o alojamento limpo e arrumado a expensas próprias” e “permitir o acesso de técnicos devidamente identificados, sempre que necessário, às áreas comuns e ao espaço de privacidade que está destinado ao beneficiário”.
De acordo com o compromisso assinado “a restituição do AAT” deve acontecer “no exato estado em que o mesmo se encontrava na data da celebração do acordo, ressalvadas as deteriorações decorrentes da sua normal e prudente utilização”.
Já ao município de Bragança e às restantes entidades parceiras cabe a responsabilidade de assegurar o alojamento transitório e temporário, apoio e acompanhamento psicossocial, pagamento de despesas de funcionamento do alojamento, como eletricidade, água e gás, serviços de limpeza de roupa de cama e serviços de alimentação diária.
No imediato, a autarquia de Bragança vai alojar quatro sem abrigo.
A medida é temporária para pessoas em risco, durante a pandemia da Covida-19.
A Câmara Municipal de Bragança var dar alojamento temporário a pessoas em situação de sem-abrigo. A medida surge no âmbito da implementação de um Plano de Contingência para pessoas em risco, durante a prevalência da pandemia provocada pela Covid-19.
A criação de alojamento alternativo temporário (AAT) resulta de uma parceria entre o município de Bragança, o Centro Distrital de Bragança do Instituto de Segurança Social, a Associação Socorros Mútuos dos Artistas de Bragança e a Associação Reaprender a Viver.
“É uma resposta social de emergência, com vista a evitar ou atenuar a exclusão severa a que se expõe este grupo de risco, sobretudo durante a situação atual vivida em todo o País”, explica em a autarquia em comunicado.
Para poderem “usufruir” desta medida social, os beneficiários, em situação de sem abrigo e que vivem numa situação de grave carência económica e com incapacidade para assegurar uma solução habitacional condigna, comprometeram-se com um conjunto de obrigações, nomeadamente o cumprimento das normas gerais de funcionamento, do acordo de cedência e horários definidos.
De entre as obrigações destaca-se a abstenção de provocar ruídos de qualquer natureza, especialmente no período de silêncio, entre as 23h00 e as 07h00, tanto no AAT, como nos espaços comuns do prédio.
Também não poderão realizar qualquer tipo de atividade ou ação que provoque danos nos espaços e equipamentos do AAT, bem como nos espaços comuns do prédio.
Os beneficiários da medida devem ainda “tratar com respeito e cortesia os corresidentes e moradores do prédio”, bem como “manter o alojamento limpo e arrumado a expensas próprias” e “permitir o acesso de técnicos devidamente identificados, sempre que necessário, às áreas comuns e ao espaço de privacidade que está destinado ao beneficiário”.
De acordo com o compromisso assinado “a restituição do AAT” deve acontecer “no exato estado em que o mesmo se encontrava na data da celebração do acordo, ressalvadas as deteriorações decorrentes da sua normal e prudente utilização”.
Já ao município de Bragança e às restantes entidades parceiras cabe a responsabilidade de assegurar o alojamento transitório e temporário, apoio e acompanhamento psicossocial, pagamento de despesas de funcionamento do alojamento, como eletricidade, água e gás, serviços de limpeza de roupa de cama e serviços de alimentação diária.
No imediato, a autarquia de Bragança vai alojar quatro sem abrigo.
Rede Nacional de Autarquias Participativas vai distinguir iniciativas dos jovens que tenham ajudado a comunidade
in Jornal da Madeira
A Rede de Autarquias Participativas (RAP), que conta com o Município do Funchal na atual Presidência, lançou o prémio nacional “Eu Participo – Sem Sair de Casa”, com vista a reconhecer as práticas de cidadania ativa e as iniciativas de solidariedade promovidas por jovens durante o período de confinamento social.
Dada a conjuntura que o país atravessa, fruto da pandemia de covid-19, o prémio monetário e o cabaz de brindes pretendem valorizar as ações solidárias que se geraram e que fomentaram a solidariedade e a entreajuda, minimizando o isolamento social e as consequências do confinamento.
As candidaturas estão abertas até 31 de maio e são dirigidas a jovens com idades compreendidas entre os 14 e os 30 anos, residentes em Portugal, e que tenham desenvolvido atividades de forma a facilitar a circulação de informação útil à prevenção do novo coronavírus, contribuído para combater o isolamento social, potenciado a mobilização de recursos para fazer face à crise social ou que tenham colaborado com as entidades oficiais de prevenção da doença.
Na página da rede, em https://www.oficina.org.pt/premio-eu-participo.html, pode ser consultado o regulamento e submetida a candidatura. Recorde-se que, a par deste prémio, também decorre neste momento a votação da 5ª edição do Prémio de Boas Práticas de Participação, também promovido pela RAP, onde a Assembleia Municipal Jovem do Funchal é um dos projetos finalistas. Todos os interessados podem votar, também até 31 de maio, em http://www.portugalparticipa.pt/Candidatura/RegisterVote2. A Rede de Autarquias Participativas conta atualmente com 62 Municípios membros.
A Rede de Autarquias Participativas (RAP), que conta com o Município do Funchal na atual Presidência, lançou o prémio nacional “Eu Participo – Sem Sair de Casa”, com vista a reconhecer as práticas de cidadania ativa e as iniciativas de solidariedade promovidas por jovens durante o período de confinamento social.
Dada a conjuntura que o país atravessa, fruto da pandemia de covid-19, o prémio monetário e o cabaz de brindes pretendem valorizar as ações solidárias que se geraram e que fomentaram a solidariedade e a entreajuda, minimizando o isolamento social e as consequências do confinamento.
As candidaturas estão abertas até 31 de maio e são dirigidas a jovens com idades compreendidas entre os 14 e os 30 anos, residentes em Portugal, e que tenham desenvolvido atividades de forma a facilitar a circulação de informação útil à prevenção do novo coronavírus, contribuído para combater o isolamento social, potenciado a mobilização de recursos para fazer face à crise social ou que tenham colaborado com as entidades oficiais de prevenção da doença.
Na página da rede, em https://www.oficina.org.pt/premio-eu-participo.html, pode ser consultado o regulamento e submetida a candidatura. Recorde-se que, a par deste prémio, também decorre neste momento a votação da 5ª edição do Prémio de Boas Práticas de Participação, também promovido pela RAP, onde a Assembleia Municipal Jovem do Funchal é um dos projetos finalistas. Todos os interessados podem votar, também até 31 de maio, em http://www.portugalparticipa.pt/Candidatura/RegisterVote2. A Rede de Autarquias Participativas conta atualmente com 62 Municípios membros.
Gondomar. Idosos sozinhos são acompanhados à distância por voluntários
Henrique Cunha, RR
Autarquia disponibiliza a cada Gondomar. Idosos sozinhos são acompanhados à distância por voluntários
Autarquia disponibiliza a cada voluntário um telemóvel. A ideia é fazer o acompanhamento diário de cerca de 300 idosos que não têm suporte familiar.
Em Gondomar foi criado um banco de voluntários para acompanhar idosos que vivam sozinhos. O projecto “Voluntário D’Ouro Voz Amiga” conta com 90 pessoas para acompanhar os mais velhos, ainda que à distância.
Para o efeito, a autarquia disponibiliza a cada voluntário um telemóvel que tem associado um pacote de minutos, com dados móveis. A ideia é fazer o acompanhamento diário de cerca de 300 idosos.
De acordo com o presidente da Câmara de Gondomar, Marco Martins, “a autarquia deu formação a esses 90 voluntários através da Pista Mágica, que é a única escola no país, de voluntariado certificado e que tem sede em Gondomar”.
“Esses 90 voluntários, a quem a Câmara também atribuiu um telemóvel e um cartão de voz e de dados, ficam agora a acompanhar diariamente esses 300 idosos nesta primeira fase da transferência do acompanhamento dos técnicos da câmara para os voluntários”, adianta Marco Martins.
O autarca revela que, “complementarmente, também se mantém a rede de apoio montada na altura montamos”, que continua a levar aos idosos que precisam “a medicação, alimentação, compras para que evitem sair de casa”.
Estes cerca de 300 idosos que agora vão ter este apoio à distância fazem parte de um universo de cerca de 1.700 que vivem sozinhos no concelho.
“A Câmara Municipal de Gondomar tem uma base de dados de 18.500 idosos, inscritos no programa Idade de Ouro. E logo quando começou a pandemia, em 10 de março começamos a contactar telefonicamente um a um para perceber as necessidades e para perceber qual era o seu ambiente familiar de suporte”, refere o autarca de Gondomar.
Marco Martins adianta, por outro lado, que “desses 18.500 detectamos que 1.700 moram sozinhos e desses, 300 não têm qualquer tipo de retaguarda familiar ou de vizinhos”. voluntário um telemóvel. A ideia é fazer o acompanhamento diário de cerca de 300 idosos que não têm suporte familiar.
Em Gondomar foi criado um banco de voluntários para acompanhar idosos que vivam sozinhos. O projecto “Voluntário D’Ouro Voz Amiga” conta com 90 pessoas para acompanhar os mais velhos, ainda que à distância.
Para o efeito, a autarquia disponibiliza a cada voluntário um telemóvel que tem associado um pacote de minutos, com dados móveis. A ideia é fazer o acompanhamento diário de cerca de 300 idosos.
Assim, “desde meados de março até agora esses 300 foram acompanhados diariamente e monitorizados pelos serviços sociais da camara de Gondomar”, e como “há necessidade de dar continuidade a este acompanhamento e a este apoio que a tanto se habituaram, tanto precisam e tanto merecem”, a câmara decidiu avançar com a iniciativa “Voluntário D’Ouro Voz Amiga”.
“O calor de um abraço à distância” é o lema da iniciativa que dá continuidade ao projecto criado pela autarquia em plena pandemia.
Autarquia disponibiliza a cada Gondomar. Idosos sozinhos são acompanhados à distância por voluntários
Autarquia disponibiliza a cada voluntário um telemóvel. A ideia é fazer o acompanhamento diário de cerca de 300 idosos que não têm suporte familiar.
Em Gondomar foi criado um banco de voluntários para acompanhar idosos que vivam sozinhos. O projecto “Voluntário D’Ouro Voz Amiga” conta com 90 pessoas para acompanhar os mais velhos, ainda que à distância.
Para o efeito, a autarquia disponibiliza a cada voluntário um telemóvel que tem associado um pacote de minutos, com dados móveis. A ideia é fazer o acompanhamento diário de cerca de 300 idosos.
De acordo com o presidente da Câmara de Gondomar, Marco Martins, “a autarquia deu formação a esses 90 voluntários através da Pista Mágica, que é a única escola no país, de voluntariado certificado e que tem sede em Gondomar”.
“Esses 90 voluntários, a quem a Câmara também atribuiu um telemóvel e um cartão de voz e de dados, ficam agora a acompanhar diariamente esses 300 idosos nesta primeira fase da transferência do acompanhamento dos técnicos da câmara para os voluntários”, adianta Marco Martins.
O autarca revela que, “complementarmente, também se mantém a rede de apoio montada na altura montamos”, que continua a levar aos idosos que precisam “a medicação, alimentação, compras para que evitem sair de casa”.
Estes cerca de 300 idosos que agora vão ter este apoio à distância fazem parte de um universo de cerca de 1.700 que vivem sozinhos no concelho.
“A Câmara Municipal de Gondomar tem uma base de dados de 18.500 idosos, inscritos no programa Idade de Ouro. E logo quando começou a pandemia, em 10 de março começamos a contactar telefonicamente um a um para perceber as necessidades e para perceber qual era o seu ambiente familiar de suporte”, refere o autarca de Gondomar.
Marco Martins adianta, por outro lado, que “desses 18.500 detectamos que 1.700 moram sozinhos e desses, 300 não têm qualquer tipo de retaguarda familiar ou de vizinhos”. voluntário um telemóvel. A ideia é fazer o acompanhamento diário de cerca de 300 idosos que não têm suporte familiar.
Em Gondomar foi criado um banco de voluntários para acompanhar idosos que vivam sozinhos. O projecto “Voluntário D’Ouro Voz Amiga” conta com 90 pessoas para acompanhar os mais velhos, ainda que à distância.
Para o efeito, a autarquia disponibiliza a cada voluntário um telemóvel que tem associado um pacote de minutos, com dados móveis. A ideia é fazer o acompanhamento diário de cerca de 300 idosos.
Assim, “desde meados de março até agora esses 300 foram acompanhados diariamente e monitorizados pelos serviços sociais da camara de Gondomar”, e como “há necessidade de dar continuidade a este acompanhamento e a este apoio que a tanto se habituaram, tanto precisam e tanto merecem”, a câmara decidiu avançar com a iniciativa “Voluntário D’Ouro Voz Amiga”.
“O calor de um abraço à distância” é o lema da iniciativa que dá continuidade ao projecto criado pela autarquia em plena pandemia.
19.5.20
Funchal entrega 238 cabazes vitais em cinco dias a famílias afectadas pela crise
Erica Franco, in DnNotícias
A Câmara Municipal do Funchal (CMF) lançou, na passada sexta-feira, a iniciativa ‘Funchal, Cabaz Vital’, que se destina às famílias residentes no concelho que, fruto das dificuldades geradas pela covid-19, viram reduzidos os seus rendimentos mensais, seja por situação de desemprego ou por condição de layoff de pelo menos um dos seus membros. Nos primeiros cinco dias de implementação, já foram entregues 238 cabazes, revelou hoje a autarquia em nota de imprensa.
O presidente Miguel Silva Gouveia manifesta-se “sensibilizado pela resposta, muita vezes emotiva, que as equipas camarárias têm recebido no terreno”.
Esta é uma prova que, de facto, muitas famílias já estão neste momento a passar dificuldades, pelo que a missão da Câmara é mesmo esta, ou seja, sair em auxílio das necessidades básicas dos funchalenses e honrar a matriz social que tem pautado até hoje a nossa governação. Os funchalenses podem contar connosco, agora e no futuro, para estar a seu lado e à altura desta situação”, vincou o autarca.
Miguel Silva Gouveia recorda que, ao longo dos últimos dois meses, a Câmara tem “envolvido os comerciantes dos nossos mercados municipais na resposta a esta crise, chegando num primeiro momento a pessoas idosas e com deficiência, depois a residentes nas zonas altas e agora a famílias afectadas pela perda de rendimentos”.
“Os apoios de cariz social são a prioridade da CMF para responder à crise mas, ao mesmo tempo, ajudamos os nossos comerciantes, agricultores e produtores a escoar a sua produção, protegendo a economia local”, reforça o presidente.
De referir que os cabazes entregues no âmbito desta inciativa são gratuitos e fornecidos a pedido, através do e-mail cabaz@cm-funchal.pt ou do telefone 291 214 083, de segunda-feira a sábado, entre as 9 e as 12 horas, sendo que, no acto do pedido, os beneficiários têm de indicar o motivo da perda de rendimento.
A entrega é efectuada pelo município, por ordem de chegada dos pedidos, no período compreendido entre as 12 e as 17 horas, sendo o transporte igualmente gratuito.
A autarquia entregará, por mês, um cabaz aos agregados familiares até três elementos e dois cabazes aos agregados familiares com mais de três elementos.
Os cabazes são compostos por fruta e legumes da época, ervas aromáticas e ovos, todos de produção regional e assegurados pelos comerciantes de hortofrutícolas do Mercado da Penteada e do Mercado dos Lavradores, de forma rotativa.
A Câmara Municipal do Funchal (CMF) lançou, na passada sexta-feira, a iniciativa ‘Funchal, Cabaz Vital’, que se destina às famílias residentes no concelho que, fruto das dificuldades geradas pela covid-19, viram reduzidos os seus rendimentos mensais, seja por situação de desemprego ou por condição de layoff de pelo menos um dos seus membros. Nos primeiros cinco dias de implementação, já foram entregues 238 cabazes, revelou hoje a autarquia em nota de imprensa.
O presidente Miguel Silva Gouveia manifesta-se “sensibilizado pela resposta, muita vezes emotiva, que as equipas camarárias têm recebido no terreno”.
Esta é uma prova que, de facto, muitas famílias já estão neste momento a passar dificuldades, pelo que a missão da Câmara é mesmo esta, ou seja, sair em auxílio das necessidades básicas dos funchalenses e honrar a matriz social que tem pautado até hoje a nossa governação. Os funchalenses podem contar connosco, agora e no futuro, para estar a seu lado e à altura desta situação”, vincou o autarca.
Miguel Silva Gouveia recorda que, ao longo dos últimos dois meses, a Câmara tem “envolvido os comerciantes dos nossos mercados municipais na resposta a esta crise, chegando num primeiro momento a pessoas idosas e com deficiência, depois a residentes nas zonas altas e agora a famílias afectadas pela perda de rendimentos”.
“Os apoios de cariz social são a prioridade da CMF para responder à crise mas, ao mesmo tempo, ajudamos os nossos comerciantes, agricultores e produtores a escoar a sua produção, protegendo a economia local”, reforça o presidente.
De referir que os cabazes entregues no âmbito desta inciativa são gratuitos e fornecidos a pedido, através do e-mail cabaz@cm-funchal.pt ou do telefone 291 214 083, de segunda-feira a sábado, entre as 9 e as 12 horas, sendo que, no acto do pedido, os beneficiários têm de indicar o motivo da perda de rendimento.
A entrega é efectuada pelo município, por ordem de chegada dos pedidos, no período compreendido entre as 12 e as 17 horas, sendo o transporte igualmente gratuito.
A autarquia entregará, por mês, um cabaz aos agregados familiares até três elementos e dois cabazes aos agregados familiares com mais de três elementos.
Os cabazes são compostos por fruta e legumes da época, ervas aromáticas e ovos, todos de produção regional e assegurados pelos comerciantes de hortofrutícolas do Mercado da Penteada e do Mercado dos Lavradores, de forma rotativa.
13.5.20
Montemor-o-Velho aprovou 22 medidas excecionais para fazer face à pandemia
in Porto Canal
Montemor-o-Velho, Coimbra, 12 mai 2020 (Lusa) - O município de Montemor-o-Velho, no Baixo Mondego, anunciou hoje a aprovação de 22 medidas "excecionais e temporárias" para apoiar a atividade económica, empresas, associações e pessoas em situação de vulnerabilidade devido à pandemia de covid-19.
Citado num comunicado enviado à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal, Emílio Torrão, afirma que as medidas agora aprovadas pretendem "uma ação rápida e dar uma resposta eficaz, de forma a minimizar ou atenuar os efeitos desta crise na economia e na sociedade".
Algumas das medidas preconizam a suspensão do pagamento das taxas de ocupação na feira quinzenal de Montemor-o-Velho "enquanto esta não se realizar", bem como das taxas aplicáveis "aos pequenos comerciantes e produtores locais pela ocupação semanal de bancas e outros espaços no Mercado Municipal ou "a isenção de pagamento de todas as taxas relativas à ocupação de espaço público".
A isenção incide ainda sobre a publicidade "aos estabelecimentos encerrados devido à covid-19", enquanto os espaços não habitacionais arrendados ou concessionados pelo município serão alvo de reduções ou isenções nos pagamentos das rendas.
Este município do distrito de Coimbra disponibilizou igualmente "uma linha de apoio e consultoria em áreas específicas de apoio a empresas que possam contribuir para mitigar os efeitos da crise e promover a recuperação económica, assim como a criação de uma rede privada de comercialização de produtos locais".
Referindo que "é da maior importância a recuperação da atividade económica e o apoio social às famílias e instituições", Emílio Torrão, que viu a sua proposta ser aprovada em reunião do executivo realizada na segunda-feira, determinou "a isenção do pagamento das taxas e preços de utilização das instalações desportivas municipais até que as mesmas reabram", o adiantamento de 50% do valor dos apoios "à atividade regular das associações", a criação de uma linha de apoio permanente a famílias, empresas e instituições particulares de solidariedade social.
Outras medidas passam pela "realização de testes de rastreio às instituições na primeira linha e de serviços essenciais locais", a entrega de bens alimentares e medicamentos às famílias mais vulneráveis, organização de um banco de voluntariado, "o acompanhamento de proximidade aos idosos no programa de teleassistência e o apoio ao acesso ao ensino à distância aos alunos do concelho".
Na nota de imprensa, a autarquia de Montemor-o-Velho lembra que, antes desta proposta, já tinha tomado um conjunto de medidas para minimizar os efeitos da pandemia do novo coronavírus, concretamente a redução de 50% na fatura de consumo de água, saneamento e resíduos "aos consumidores domésticos", e a isenção do pagamento a entidades do setor social, associações, Juntas de Freguesia e consumidores abrangidos pelo tarifário social na faturação dos meses de março e abril.
JLS // SSS
Lusa/Fim
Montemor-o-Velho, Coimbra, 12 mai 2020 (Lusa) - O município de Montemor-o-Velho, no Baixo Mondego, anunciou hoje a aprovação de 22 medidas "excecionais e temporárias" para apoiar a atividade económica, empresas, associações e pessoas em situação de vulnerabilidade devido à pandemia de covid-19.
Citado num comunicado enviado à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal, Emílio Torrão, afirma que as medidas agora aprovadas pretendem "uma ação rápida e dar uma resposta eficaz, de forma a minimizar ou atenuar os efeitos desta crise na economia e na sociedade".
Algumas das medidas preconizam a suspensão do pagamento das taxas de ocupação na feira quinzenal de Montemor-o-Velho "enquanto esta não se realizar", bem como das taxas aplicáveis "aos pequenos comerciantes e produtores locais pela ocupação semanal de bancas e outros espaços no Mercado Municipal ou "a isenção de pagamento de todas as taxas relativas à ocupação de espaço público".
A isenção incide ainda sobre a publicidade "aos estabelecimentos encerrados devido à covid-19", enquanto os espaços não habitacionais arrendados ou concessionados pelo município serão alvo de reduções ou isenções nos pagamentos das rendas.
Este município do distrito de Coimbra disponibilizou igualmente "uma linha de apoio e consultoria em áreas específicas de apoio a empresas que possam contribuir para mitigar os efeitos da crise e promover a recuperação económica, assim como a criação de uma rede privada de comercialização de produtos locais".
Referindo que "é da maior importância a recuperação da atividade económica e o apoio social às famílias e instituições", Emílio Torrão, que viu a sua proposta ser aprovada em reunião do executivo realizada na segunda-feira, determinou "a isenção do pagamento das taxas e preços de utilização das instalações desportivas municipais até que as mesmas reabram", o adiantamento de 50% do valor dos apoios "à atividade regular das associações", a criação de uma linha de apoio permanente a famílias, empresas e instituições particulares de solidariedade social.
Outras medidas passam pela "realização de testes de rastreio às instituições na primeira linha e de serviços essenciais locais", a entrega de bens alimentares e medicamentos às famílias mais vulneráveis, organização de um banco de voluntariado, "o acompanhamento de proximidade aos idosos no programa de teleassistência e o apoio ao acesso ao ensino à distância aos alunos do concelho".
Na nota de imprensa, a autarquia de Montemor-o-Velho lembra que, antes desta proposta, já tinha tomado um conjunto de medidas para minimizar os efeitos da pandemia do novo coronavírus, concretamente a redução de 50% na fatura de consumo de água, saneamento e resíduos "aos consumidores domésticos", e a isenção do pagamento a entidades do setor social, associações, Juntas de Freguesia e consumidores abrangidos pelo tarifário social na faturação dos meses de março e abril.
JLS // SSS
Lusa/Fim
Mais de três dezenas de costureiras voluntárias vão fazer máscaras sociais
in a Voz de Trás-os-Montes
Um grupo de 35 costureiras voluntariaram-se para fazer máscaras sociais a partir de tecidos 100% algodão, linhas e elásticos, adquiridos pelo município de Alijó.
Em comunicado, a autarquia explica que estas máscaras sociais “serão depois disponibilizadas à população do concelho”.
As costureiras foram recebidas, no início da semana, nos Paços do Concelho. Durante a sessão, o presidente da Câmara Municipal, José Paredes, agradeceu a disponibilidade e o esforço de todas as voluntárias, cujo gesto vai ajudar a ultrapassar o momento difícil que se abateu por todo o mundo. “Temos investido tudo o que nos é possível na saúde e na vida das pessoas. Esta é mais uma medida nesse sentido, porque não podemos facilitar na luta contra esta pandemia”, sublinhou.
A vereadora da Ação Social, Mafalda Mendes, congratulou-se com a forte adesão a este projeto de voluntariado, que teve origem no Atelier Solidário de Costura da Universidade Sénior de Alijó. “Esta é a prova de que todos podemos fazer a diferença”, frisou.
O projeto contou com a colaboração das juntas de freguesia, sendo que a Junta de Alijó contribuiu com a aquisição de materiais. Em paralelo, o município também já adquiriu e aguarda a entrega de máscaras sociais certificadas que irá disponibilizar a todos os munícipes e aos alunos do concelho que vão ter aulas presenciais.
Um grupo de 35 costureiras voluntariaram-se para fazer máscaras sociais a partir de tecidos 100% algodão, linhas e elásticos, adquiridos pelo município de Alijó.
Em comunicado, a autarquia explica que estas máscaras sociais “serão depois disponibilizadas à população do concelho”.
As costureiras foram recebidas, no início da semana, nos Paços do Concelho. Durante a sessão, o presidente da Câmara Municipal, José Paredes, agradeceu a disponibilidade e o esforço de todas as voluntárias, cujo gesto vai ajudar a ultrapassar o momento difícil que se abateu por todo o mundo. “Temos investido tudo o que nos é possível na saúde e na vida das pessoas. Esta é mais uma medida nesse sentido, porque não podemos facilitar na luta contra esta pandemia”, sublinhou.
A vereadora da Ação Social, Mafalda Mendes, congratulou-se com a forte adesão a este projeto de voluntariado, que teve origem no Atelier Solidário de Costura da Universidade Sénior de Alijó. “Esta é a prova de que todos podemos fazer a diferença”, frisou.
O projeto contou com a colaboração das juntas de freguesia, sendo que a Junta de Alijó contribuiu com a aquisição de materiais. Em paralelo, o município também já adquiriu e aguarda a entrega de máscaras sociais certificadas que irá disponibilizar a todos os munícipes e aos alunos do concelho que vão ter aulas presenciais.
11.5.20
Câmara de Lisboa garante 15 mil refeições por dia "para quem mais precisa"
in Sicnotícias
Iniciativa representa um investimento de 1,5 milhões de euros por parte da autarquia.
Cerca de 15 mil refeições estão a ser produzidas e distribuídas por dia "para quem mais precisa" pela Câmara Municipal de Lisboa (CML), utilizando, entre outros meios, as cozinhas das escolas básicas que se encontram encerradas.
"Desde o início do estado de emergência (devido à pandemia de Covid-19), a CML tem estado a multiplicar a sua capacidade de produção e distribuição de refeições. Utilizando os meios ao seu dispor, nomeadamente as cozinhas das escolas básicas que se encontram encerradas, a CML está atualmente a produzir cerca de 15 mil refeições por dia", é referido num comunicado do gabinete do vereador responsável pelos pelouros da Educação e Direitos Sociais da autarquia, Manuel Grilo.
Este reforço na produção e distribuição de refeições representa por mês um investimento de 1,5 milhões de euros, de acordo com a autarquia.
As cerca de 15 mil refeições são distribuídas em mais de 4.800 kits de alimentação, com a ajuda de vários parceiros, entre os quais a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Em três pontos da cidade, as refeições são distribuídas pelas Forças Armadas e nas escolas "são centenas as famílias" que acedem a essa ajuda para os filhos, "com escalão A ou B da ação social escolar", indica o gabinete do vereador Manuel Grilo (BE, partido que tem um acordo de governação da cidade com o PS).
"Nos centros de acolhimento de emergência para as pessoas em situação de sem abrigo, que abrigam hoje centenas de pessoas, também são distribuídas refeições diariamente, entre pequeno-almoço almoço, lanche, jantar e ceia", lê-se na nota.
Além disso, foi também ativada a rede do Projeto Radar para, com as Juntas de Freguesia, distribuir centenas de refeições a idosos isolados.
"A cada semana, são mais de 70 mil refeições distribuídas pela cidade. Diversificando as formas de distribuição, esta resposta tem de continuar a ser dada nos próximos meses por uma razão simples: a fome não pode voltar a Lisboa e quem o pode garantir é a resposta pública", refere o vereador responsável pelo pelouro da Educação e Direitos Sociais, citado no comunicado.
Iniciativa representa um investimento de 1,5 milhões de euros por parte da autarquia.
Cerca de 15 mil refeições estão a ser produzidas e distribuídas por dia "para quem mais precisa" pela Câmara Municipal de Lisboa (CML), utilizando, entre outros meios, as cozinhas das escolas básicas que se encontram encerradas.
"Desde o início do estado de emergência (devido à pandemia de Covid-19), a CML tem estado a multiplicar a sua capacidade de produção e distribuição de refeições. Utilizando os meios ao seu dispor, nomeadamente as cozinhas das escolas básicas que se encontram encerradas, a CML está atualmente a produzir cerca de 15 mil refeições por dia", é referido num comunicado do gabinete do vereador responsável pelos pelouros da Educação e Direitos Sociais da autarquia, Manuel Grilo.
Este reforço na produção e distribuição de refeições representa por mês um investimento de 1,5 milhões de euros, de acordo com a autarquia.
As cerca de 15 mil refeições são distribuídas em mais de 4.800 kits de alimentação, com a ajuda de vários parceiros, entre os quais a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Em três pontos da cidade, as refeições são distribuídas pelas Forças Armadas e nas escolas "são centenas as famílias" que acedem a essa ajuda para os filhos, "com escalão A ou B da ação social escolar", indica o gabinete do vereador Manuel Grilo (BE, partido que tem um acordo de governação da cidade com o PS).
"Nos centros de acolhimento de emergência para as pessoas em situação de sem abrigo, que abrigam hoje centenas de pessoas, também são distribuídas refeições diariamente, entre pequeno-almoço almoço, lanche, jantar e ceia", lê-se na nota.
Além disso, foi também ativada a rede do Projeto Radar para, com as Juntas de Freguesia, distribuir centenas de refeições a idosos isolados.
"A cada semana, são mais de 70 mil refeições distribuídas pela cidade. Diversificando as formas de distribuição, esta resposta tem de continuar a ser dada nos próximos meses por uma razão simples: a fome não pode voltar a Lisboa e quem o pode garantir é a resposta pública", refere o vereador responsável pelo pelouro da Educação e Direitos Sociais, citado no comunicado.
7.5.20
Idosos de Baião receberam máscaras de uso social
José Rocha, in a Verdade
A autarquia tem disponíveis mais destes equipamentos de proteção individual contra a COVID-19 para os cidadãos carenciados.
Esta terça-feira, dia 5 de maio, os idosos do concelho de Baião sinalizados pela GNR ao abrigo do programa Apoio 65 – Idoso em Segurança receberam máscaras de uso social.
Coube à GNR e aos colaboradores do pelouro dos Assuntos Sociais da Câmara Municipal de Baião proceder à entrega dos referidos equipamentos de proteção individual contra a COVID-19.
A este propósito, a autarquia baionense recordou que os cidadãos que tiverem dificuldades na na aquisição de máscaras de uso social podem solicitá-las na sede da respetiva junta de freguesia até ao dia 9 de maio (inclusivamente).
A autarquia tem disponíveis mais destes equipamentos de proteção individual contra a COVID-19 para os cidadãos carenciados.
Esta terça-feira, dia 5 de maio, os idosos do concelho de Baião sinalizados pela GNR ao abrigo do programa Apoio 65 – Idoso em Segurança receberam máscaras de uso social.
Coube à GNR e aos colaboradores do pelouro dos Assuntos Sociais da Câmara Municipal de Baião proceder à entrega dos referidos equipamentos de proteção individual contra a COVID-19.
A este propósito, a autarquia baionense recordou que os cidadãos que tiverem dificuldades na na aquisição de máscaras de uso social podem solicitá-las na sede da respetiva junta de freguesia até ao dia 9 de maio (inclusivamente).
Cascais instala 400 máquinas de venda de máscaras no concelho
Por Notícias ao Minuto
A Câmara de Cascais vai instalar 400 máquinas de venda com pacotes de quatro máscaras a um euro, medida que visa ajudar a população no acesso ao material de proteção, anunciou hoje o presidente da autarquia.
Em declarações à agência Lusa, após o lançamento oficial do programa "Máscaras Gratuitas em Transportes Públicos", que ocorreu hoje de manhã, na estação de comboios de Carcavelos, Carlos Carreiras (PSD) disse que o município tem nesta altura capacidade de fazer chegar máscaras à população.
Esta é, segundo o autarca, mais uma das muitas medidas que a autarquia do distrito de Lisboa tem vindo a implementar para fazer face aos efeitos da covid-19, que inicialmente tinha um investimento de cinco milhões de euros, mas que atualmente já ultrapassa os 10 milhões de euros.
"A câmara ter uma situação económica e financeira robusta foi o que permitiu fazer face a uma necessidade de emergência (...). Numa primeira fase, constituiu-se um fundo de emergência na ordem dos cinco milhões de euros. Neste momento, estará próximo dos 10 milhões e perspetivamos que, com todos os programas que estamos a implementar em Cascais e que são onerosos, até ao final do ano podemos estar com um investimento na ordem dos 20 milhões de euros", disse.
Além da distribuição das máscaras gratuitas aos utentes dos transportes públicos em todas as estações e principais interfaces rodoviários do concelho, enquanto o seu uso for obrigatório, a autarquia decidiu também instalar 400 máquinas de venda automática com este material de proteção.
"Fizemos umas primeiras encomendas que nos trouxeram uma quantidade razoável de máscaras, cerca de três milhões, e estamos neste momento com capacidade de produção própria de cinco milhões de máscaras por mês. Isto deixa-nos com alguma capacidade para podermos abastecer a população, que são mais de 200 mil habitantes", disse.
Cascais antecipou a encomenda de grandes volumes de EPI (equipamentos de proteção individual), ao mesmo tempo que adquiriu máquinas de produção de máscaras que garantiram, segundo Carlos Carreiras, uma produção de cinco milhões de unidades por mês.
"Logo no início disponibilizámos máscaras a um valor mais baixo do que aquele que estava a ser praticado pelo mercado, que eram preços especulativos. Estivemos a disponibilizar máscaras a 70 cêntimos enquanto estivemos a viver o estado de emergência, de forma a que os cidadãos de Cascais tivessem, pelo menos, em cada agregado um familiar que pudesse sair de casa e em segurança", disse.
Quando o país saiu do estado de emergência, indicou Carlos Carreiras, as máscaras disponibilizadas tinham um custo de 25 cêntimos.
"Além disso, vamos instalar 400 dispensadores de máscaras, máquinas de 'vending' que estarão espalhadas por todo o território do município e teremos a acompanhar todo o voluntariado jovem", disse.
O autarca lembrou que Cascais tem por norma campanhas de voluntariado com cerca de dois mil jovens.
"Este ano, todos os programas não serão implementados, mas estão a ser canalizados para questões que se prendem com a situação que estamos a viver. Neste momento, temos 150 jovens que estão a fazer distribuição gratuita de máscaras no concelho", disse.
De acordo com Carlos Carreiras, estas equipas estão também nos terminais ferroviários e rodoviários e nas principais paragens a distribuir máscaras.
Desde segunda-feira, os transportes públicos começaram a ter de circular com lotação máxima de dois terços da sua capacidade e os utentes têm de usar obrigatoriamente máscaras ou viseiras, devido à pandemia da covid-19, prevendo-se coimas entre 120 e 350 euros.
"Além disso, disponibilizamos desde o início a linha +65, com os voluntários a levar máscaras de forma gratuita a casa dos mais velhos e dos que estão em fragilidade económica e social", acrescentou Carlos Carreiras.
Portugal regista hoje 1.105 mortes relacionadas com a covid-19, mais 16 do que na quarta-feira, e 26.715 infetados (mais 533), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.
Portugal entrou domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.
Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.
A Câmara de Cascais vai instalar 400 máquinas de venda com pacotes de quatro máscaras a um euro, medida que visa ajudar a população no acesso ao material de proteção, anunciou hoje o presidente da autarquia.
Em declarações à agência Lusa, após o lançamento oficial do programa "Máscaras Gratuitas em Transportes Públicos", que ocorreu hoje de manhã, na estação de comboios de Carcavelos, Carlos Carreiras (PSD) disse que o município tem nesta altura capacidade de fazer chegar máscaras à população.
Esta é, segundo o autarca, mais uma das muitas medidas que a autarquia do distrito de Lisboa tem vindo a implementar para fazer face aos efeitos da covid-19, que inicialmente tinha um investimento de cinco milhões de euros, mas que atualmente já ultrapassa os 10 milhões de euros.
"A câmara ter uma situação económica e financeira robusta foi o que permitiu fazer face a uma necessidade de emergência (...). Numa primeira fase, constituiu-se um fundo de emergência na ordem dos cinco milhões de euros. Neste momento, estará próximo dos 10 milhões e perspetivamos que, com todos os programas que estamos a implementar em Cascais e que são onerosos, até ao final do ano podemos estar com um investimento na ordem dos 20 milhões de euros", disse.
Além da distribuição das máscaras gratuitas aos utentes dos transportes públicos em todas as estações e principais interfaces rodoviários do concelho, enquanto o seu uso for obrigatório, a autarquia decidiu também instalar 400 máquinas de venda automática com este material de proteção.
"Fizemos umas primeiras encomendas que nos trouxeram uma quantidade razoável de máscaras, cerca de três milhões, e estamos neste momento com capacidade de produção própria de cinco milhões de máscaras por mês. Isto deixa-nos com alguma capacidade para podermos abastecer a população, que são mais de 200 mil habitantes", disse.
Cascais antecipou a encomenda de grandes volumes de EPI (equipamentos de proteção individual), ao mesmo tempo que adquiriu máquinas de produção de máscaras que garantiram, segundo Carlos Carreiras, uma produção de cinco milhões de unidades por mês.
"Logo no início disponibilizámos máscaras a um valor mais baixo do que aquele que estava a ser praticado pelo mercado, que eram preços especulativos. Estivemos a disponibilizar máscaras a 70 cêntimos enquanto estivemos a viver o estado de emergência, de forma a que os cidadãos de Cascais tivessem, pelo menos, em cada agregado um familiar que pudesse sair de casa e em segurança", disse.
Quando o país saiu do estado de emergência, indicou Carlos Carreiras, as máscaras disponibilizadas tinham um custo de 25 cêntimos.
"Além disso, vamos instalar 400 dispensadores de máscaras, máquinas de 'vending' que estarão espalhadas por todo o território do município e teremos a acompanhar todo o voluntariado jovem", disse.
O autarca lembrou que Cascais tem por norma campanhas de voluntariado com cerca de dois mil jovens.
"Este ano, todos os programas não serão implementados, mas estão a ser canalizados para questões que se prendem com a situação que estamos a viver. Neste momento, temos 150 jovens que estão a fazer distribuição gratuita de máscaras no concelho", disse.
De acordo com Carlos Carreiras, estas equipas estão também nos terminais ferroviários e rodoviários e nas principais paragens a distribuir máscaras.
Desde segunda-feira, os transportes públicos começaram a ter de circular com lotação máxima de dois terços da sua capacidade e os utentes têm de usar obrigatoriamente máscaras ou viseiras, devido à pandemia da covid-19, prevendo-se coimas entre 120 e 350 euros.
"Além disso, disponibilizamos desde o início a linha +65, com os voluntários a levar máscaras de forma gratuita a casa dos mais velhos e dos que estão em fragilidade económica e social", acrescentou Carlos Carreiras.
Portugal regista hoje 1.105 mortes relacionadas com a covid-19, mais 16 do que na quarta-feira, e 26.715 infetados (mais 533), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.
Portugal entrou domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.
Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.
6.5.20
Município de Seia cria bolsa de voluntariado para apoio social
por Notícias de Coimbra
O município de Seia está a criar uma bolsa de voluntariado para, em caso de necessidade, prestar apoio às estruturas de apoio social e de saúde dirigidas aos idosos, devido à pandemia causada pela covid-19.
Segundo a autarquia, os voluntários devem ter idade inferior a 60 anos e ser saudáveis (não pertencer a qualquer um dos grupos de risco que estão referenciados pela Direção-Geral da Saúde).
As inscrições devem ser efetuadas através do preenchimento de um formulário que se encontra disponível no ‘link’ https://forms.gle/qtWghpgj4SVB9bAu9 e os inscritos serão posteriormente contactados pelos serviços municipais responsáveis.
O município de Seia está a criar uma bolsa de voluntariado para, em caso de necessidade, prestar apoio às estruturas de apoio social e de saúde dirigidas aos idosos, devido à pandemia causada pela covid-19.
Segundo a autarquia, os voluntários devem ter idade inferior a 60 anos e ser saudáveis (não pertencer a qualquer um dos grupos de risco que estão referenciados pela Direção-Geral da Saúde).
As inscrições devem ser efetuadas através do preenchimento de um formulário que se encontra disponível no ‘link’ https://forms.gle/qtWghpgj4SVB9bAu9 e os inscritos serão posteriormente contactados pelos serviços municipais responsáveis.
5.5.20
Projecto Caerus apoia desempregados de longa duração e famílias em Marco de Canaveses
Ana Magalhães, in a Verdade
O projeto é promovido pela Câmara Municipal do Marco de Canaveses e coordenado localmente pela Fundação Santo António.
O Caerus CLDS-4G já se encontra em funcionamento. A quarta geração deste projeto de intervenção social, desenvolvido de forma integrada na comunidade, trabalha com entidades públicas, entidades privadas, numa lógica de trabalho em rede.
Promovido pela Câmara Municipal do Marco de Canaveses e coordenado localmente pela Fundação Santo António, o Caerus CLDS-4G vai desenvolver atividades nas áreas do emprego e da formação, da família, da infância e da juventude, em complementaridade entre si, para pessoas em situação de vulnerabilidade económica e social, com baixos rendimentos, em proximidade territorial.
Judite Freitas é a coordenadora técnica do projeto e em entrevista o Jornal A VERDADE explicou que os eixos estruturais desta quarta geração do projeto foram especializados, com principal enfoque no “desemprego e na pobreza infantil”, uma vez que o concelho de Marco de Canaveses “é especialmente afetado por esses dois fatores. Daí, temos de fazer atividades relacionadas com o emprego e com a intervenção familiar e parental, preventiva da pobreza infantil”.
Com esta nova geração, o terceiro eixo do Projecto Caerus, que trabalhava a formação, qualificação e capacitação da comunidade e das instituições, caiu. “Vamos redirecionar a nossa atividade para trabalhar especificamente com desempregados e com as famílias. O nosso espectro de atividade diminuiu um pouco, mas vamos aumentar os nossos focos nos dois eixos”, sublinhou.
De acordo com Judite Freitas, o maior objetivo da Caerus é “trabalhar sempre para a inclusão social e para aumentar os níveis de coesão do território, diminuindo a desigualdade de uma forma visível. Queremos alargar o nosso público alvo a toda a população, não estamos tão focados na população que já está a ser acompanhada em RSI ou noutras medidas, estamos vocacionados para abranger mais população”.
Para que o sucesso do Projecto Caerus CLDS-4G seja uma realidade, a instituição conta com o apoio das juntas de freguesia do concelho, consideradas por Judite Freitas como “essenciais” para o desenvolvimento das atividades. “Queremos que sejam os nossos maiores parceiros, porque nos permitem afinar uma grelha de identificação das pessoas a nível territorial e permitem responder de uma forma mais equitativa a nível do concelho, porque têm um conhecimento mais próximo da população”, afirmou.
População desempregada de longa duração e famílias são principal enfoque
O Caerus conta com a realização de vários projetos nos seus eixos de intervenção, para o sucesso das suas atividades. No que respeita ao desemprego, e nomeadamente aos desempregados de longa duração, o objetivo da instituição é “trabalhar projetos diferentes, que possam, não só encaminhá-los para a inserção profissional que é o desejo último, mas também responder a questões ligadas com o desemprego, nomeadamente no que diz respeito às depressões”.
Neste seguimento, Judite Freitas revelou a realização de um projeto de empreendedorismo direcionado para as mulheres desempregadas de longa duração, na área do têxtil. “Têm grandes conhecimentos técnicos mas por algum motivo já não conseguem estar no mercado de trabalho. Temos o projeto a concurso”, anunciou.
No que respeita no trabalho direcionado às famílias, estão a ser desenvolvidos vários projetos, sendo adotada “uma estratégia mais inclusiva, de modo a que pais de todas as faixas etárias, de todas as profissões, participem nos programas de educação parental. Queremos semear no Marco de Canaveses uma cultura de parentalidade positiva. Queremos desafiar os marcoenses, temos ferramentas que são estudadas e validadas a nível mundial. Apesar de ser muito desafiante, temos estratégias práticas e simples para trabalhar essas questões”, afirmando que a relação entre pais e filhos “melhora muito” e auxilia na chegada à adolescência.
O empreendedorismo também será trabalhado neste CLDS, numa óptica de bootcamp - capacitação intensiva em contexto residencial para conhecimento das realidades locais, para desenho de modelos de negócio, de planos de implementação e de comunicações fortes - com partilha de resultados na comunidade, envolvendo a participação de empresários, de entidades e de instituições. “Este modelo de trabalho permite que os jovens desenvolvam competências que estão ligadas ao mundo do trabalho, ao ensino superior. O objetivo é tirar as ideias do papel”, indicou.
A equipa multidisciplinar vai continuar a desenvolver as Mostras de Qualificação, sendo que o objetivo é descentralizar a sua realização do centro do concelho. “Gostaríamos de realizar uma mostra focada na partilha de experiências dos estudantes marcoenses aos futuros estudantes universitários”, informou a coordenadora técnica, acrescentando que vão ser desenvolvidas “com os jovens atividades diversificadas, que respondam aos diferentes interesses desta população, em “troca” de pequenas tarefas para toda a comunidade, promovendo o seu desenvolvimento pessoal e social”.
Judite Freitas recordou ainda uma parte do trabalho desenvolvido pelo Projecto Caerus, que “é oculta”. A mediação familiar é também uma vertente desenvolvida pelos técnicos. “Famílias que estão em momento de crise, qualquer coisa que causou desequilíbrio na família, nós intervimos, tentamos identificar quais as fragilidades e tentamos apostar nas potencialidades das famílias. Mais que tudo, colocar as potencialidades da família a trabalhar para si próprias”, defendeu, informando que este trabalho não é divulgado, mas que é possível de ser realizado, bastando entrar em contacto.
Nesta fase da COVID-19, e seguindo as mais recentes recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS) e medidas governamentais adotadas, o Caerus CLDS-4G está disponível para esclarecer todas as dúvidas existentes da população, tendo muito recentemente reforçado a sua presença nas redes sociais, bem como com o lançamento de um novo website, disponível em www.caerus.pt.
O projeto é promovido pela Câmara Municipal do Marco de Canaveses e coordenado localmente pela Fundação Santo António.
O Caerus CLDS-4G já se encontra em funcionamento. A quarta geração deste projeto de intervenção social, desenvolvido de forma integrada na comunidade, trabalha com entidades públicas, entidades privadas, numa lógica de trabalho em rede.
Promovido pela Câmara Municipal do Marco de Canaveses e coordenado localmente pela Fundação Santo António, o Caerus CLDS-4G vai desenvolver atividades nas áreas do emprego e da formação, da família, da infância e da juventude, em complementaridade entre si, para pessoas em situação de vulnerabilidade económica e social, com baixos rendimentos, em proximidade territorial.
Judite Freitas é a coordenadora técnica do projeto e em entrevista o Jornal A VERDADE explicou que os eixos estruturais desta quarta geração do projeto foram especializados, com principal enfoque no “desemprego e na pobreza infantil”, uma vez que o concelho de Marco de Canaveses “é especialmente afetado por esses dois fatores. Daí, temos de fazer atividades relacionadas com o emprego e com a intervenção familiar e parental, preventiva da pobreza infantil”.
Com esta nova geração, o terceiro eixo do Projecto Caerus, que trabalhava a formação, qualificação e capacitação da comunidade e das instituições, caiu. “Vamos redirecionar a nossa atividade para trabalhar especificamente com desempregados e com as famílias. O nosso espectro de atividade diminuiu um pouco, mas vamos aumentar os nossos focos nos dois eixos”, sublinhou.
De acordo com Judite Freitas, o maior objetivo da Caerus é “trabalhar sempre para a inclusão social e para aumentar os níveis de coesão do território, diminuindo a desigualdade de uma forma visível. Queremos alargar o nosso público alvo a toda a população, não estamos tão focados na população que já está a ser acompanhada em RSI ou noutras medidas, estamos vocacionados para abranger mais população”.
Para que o sucesso do Projecto Caerus CLDS-4G seja uma realidade, a instituição conta com o apoio das juntas de freguesia do concelho, consideradas por Judite Freitas como “essenciais” para o desenvolvimento das atividades. “Queremos que sejam os nossos maiores parceiros, porque nos permitem afinar uma grelha de identificação das pessoas a nível territorial e permitem responder de uma forma mais equitativa a nível do concelho, porque têm um conhecimento mais próximo da população”, afirmou.
População desempregada de longa duração e famílias são principal enfoque
O Caerus conta com a realização de vários projetos nos seus eixos de intervenção, para o sucesso das suas atividades. No que respeita ao desemprego, e nomeadamente aos desempregados de longa duração, o objetivo da instituição é “trabalhar projetos diferentes, que possam, não só encaminhá-los para a inserção profissional que é o desejo último, mas também responder a questões ligadas com o desemprego, nomeadamente no que diz respeito às depressões”.
Neste seguimento, Judite Freitas revelou a realização de um projeto de empreendedorismo direcionado para as mulheres desempregadas de longa duração, na área do têxtil. “Têm grandes conhecimentos técnicos mas por algum motivo já não conseguem estar no mercado de trabalho. Temos o projeto a concurso”, anunciou.
No que respeita no trabalho direcionado às famílias, estão a ser desenvolvidos vários projetos, sendo adotada “uma estratégia mais inclusiva, de modo a que pais de todas as faixas etárias, de todas as profissões, participem nos programas de educação parental. Queremos semear no Marco de Canaveses uma cultura de parentalidade positiva. Queremos desafiar os marcoenses, temos ferramentas que são estudadas e validadas a nível mundial. Apesar de ser muito desafiante, temos estratégias práticas e simples para trabalhar essas questões”, afirmando que a relação entre pais e filhos “melhora muito” e auxilia na chegada à adolescência.
O empreendedorismo também será trabalhado neste CLDS, numa óptica de bootcamp - capacitação intensiva em contexto residencial para conhecimento das realidades locais, para desenho de modelos de negócio, de planos de implementação e de comunicações fortes - com partilha de resultados na comunidade, envolvendo a participação de empresários, de entidades e de instituições. “Este modelo de trabalho permite que os jovens desenvolvam competências que estão ligadas ao mundo do trabalho, ao ensino superior. O objetivo é tirar as ideias do papel”, indicou.
A equipa multidisciplinar vai continuar a desenvolver as Mostras de Qualificação, sendo que o objetivo é descentralizar a sua realização do centro do concelho. “Gostaríamos de realizar uma mostra focada na partilha de experiências dos estudantes marcoenses aos futuros estudantes universitários”, informou a coordenadora técnica, acrescentando que vão ser desenvolvidas “com os jovens atividades diversificadas, que respondam aos diferentes interesses desta população, em “troca” de pequenas tarefas para toda a comunidade, promovendo o seu desenvolvimento pessoal e social”.
Judite Freitas recordou ainda uma parte do trabalho desenvolvido pelo Projecto Caerus, que “é oculta”. A mediação familiar é também uma vertente desenvolvida pelos técnicos. “Famílias que estão em momento de crise, qualquer coisa que causou desequilíbrio na família, nós intervimos, tentamos identificar quais as fragilidades e tentamos apostar nas potencialidades das famílias. Mais que tudo, colocar as potencialidades da família a trabalhar para si próprias”, defendeu, informando que este trabalho não é divulgado, mas que é possível de ser realizado, bastando entrar em contacto.
Nesta fase da COVID-19, e seguindo as mais recentes recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS) e medidas governamentais adotadas, o Caerus CLDS-4G está disponível para esclarecer todas as dúvidas existentes da população, tendo muito recentemente reforçado a sua presença nas redes sociais, bem como com o lançamento de um novo website, disponível em www.caerus.pt.
COVID-19: Grândola vai distribuir mais de 400 máscaras à população idosa
in Diário Campanário
Em comunicado do Município de Grândola, no âmbito da disciplina “Cantinho dos Segredos” da Universidade Sénior de Grândola - USG, um grupo de alunas, com o apoio da professora de Artes Decorativas, confecionou, de forma voluntária, mais de 400 máscaras reutilizáveis para os alunos da USG e do Programa Viver Solidário, bem como para outros idosos que delas necessitem.
A distribuição das máscaras comunitárias já está a decorrer e tem sido realizada pela equipa técnica do Envelhecimento Ativo, junto dos participantes do Programa Viver Solidário, alunos da Universidade Sénior e beneficiários do Cartão Municipal do Idoso.
A iniciativa pretende assegurar uma maior proteção à população idosa nas deslocações essenciais de curta duração que tem de efetuar, ampliando a onda de solidariedade e de apoio aos grupos mais desprotegidos, no plano social, e contribuindo para minimizar os efeitos da COVID-19 e a sua propagação".
Em comunicado do Município de Grândola, no âmbito da disciplina “Cantinho dos Segredos” da Universidade Sénior de Grândola - USG, um grupo de alunas, com o apoio da professora de Artes Decorativas, confecionou, de forma voluntária, mais de 400 máscaras reutilizáveis para os alunos da USG e do Programa Viver Solidário, bem como para outros idosos que delas necessitem.
A distribuição das máscaras comunitárias já está a decorrer e tem sido realizada pela equipa técnica do Envelhecimento Ativo, junto dos participantes do Programa Viver Solidário, alunos da Universidade Sénior e beneficiários do Cartão Municipal do Idoso.
A iniciativa pretende assegurar uma maior proteção à população idosa nas deslocações essenciais de curta duração que tem de efetuar, ampliando a onda de solidariedade e de apoio aos grupos mais desprotegidos, no plano social, e contribuindo para minimizar os efeitos da COVID-19 e a sua propagação".
Tavira distribui refeições por quem mais precisa e dá alojamento aos sem-abrigo
Por Sul Informação
Medidas de apoio tomadas em tempos de pandemia
A Câmara de Tavira reforçou o apoio social em tempos de pandemia da Covid-19, distribuindo refeições por quem mais precisa e dando alojamento aos sem-abrigo.
A autarquia implementou um serviço de refeições gratuitas, em regime de takeaway, em todas as freguesias. Este auxílio é realizado com a colaboração do Centro Social de Nossa Senhora das Dores (Santa Catarina da Fonte do Bispo), Centro Paroquial de Cachopo, Centro Social de Santo Estêvão, Casa do Povo da Luz e Centro Humanitário da Cruz Vermelha Portuguesa e resulta na distribuição de mais de 80 refeições diárias.
Na cidade de Tavira, são fornecidas, todos os dias, 113 refeições, numa cooperação com o Centro Humanitário da Cruz Vermelha.
A isto junta-se a criação de um voucher de Suplemento Essencial (VSE). 240 famílias beneficiam, agora, da entrega de um conjunto de senhas que lhes possibilita comprarem bens alimentares essenciais.
O apoio à Fundação Irene Rolo também foi reforçado. A autarquia atribuiu um apoio financeiro de €5.720 a esta instituição com o objetivo de manter o fornecimento das refeições diárias, no âmbito do projeto Chefe à Porta.
Além destes apoios já em vigor, a Câmara de Tavira prevê, caso a situação de carência alimentar persista ou evolua, avançar com a disponibilização diária de mais 500 refeições a quente em regime de takeaway,
Para o efeito, relembra, «terá de contar com a ajuda da Santa Casa da Misericórdia de Tavira, do Centro Humanitário de Tavira e da cantina da Escola EB1 da Horta do Carmo».
Quanto às pessoas em situação de sem-abrigo, a edilidade implementou um sistema de alojamento provisório de 20 camas, todas elas ocupadas neste momento, em quartos modulares/contentores, fornecendo alimentação diária e kits de higiene.
Durante este período, a Câmara realojou mais seis pessoas sem-abrigo em residências partilhadas.
Em termos de educação, a autarquia promoveu a abertura de duas cantinas escolares, também em regime de takeaway, para que os alunos possam usufruir de refeições diárias. 60 alunos do pré-escolar e do 1º ciclo do Ensino Básico do concelho procuraram este apoio.
A par desta medida, a Câmara Municipal assegura a abertura das escolas, uma vez por semana, para que as crianças tenham acesso ao serviço de fotocópias e impressões.
Ainda com o intuito de facilitar o estudo em casa, encontra-se em fase de procedimento a aquisição de 239 tablets, 68 computadores e 43 routers.
A ideia é distribuir o material pelos alunos mais carenciados.
Medidas de apoio tomadas em tempos de pandemia
A Câmara de Tavira reforçou o apoio social em tempos de pandemia da Covid-19, distribuindo refeições por quem mais precisa e dando alojamento aos sem-abrigo.
A autarquia implementou um serviço de refeições gratuitas, em regime de takeaway, em todas as freguesias. Este auxílio é realizado com a colaboração do Centro Social de Nossa Senhora das Dores (Santa Catarina da Fonte do Bispo), Centro Paroquial de Cachopo, Centro Social de Santo Estêvão, Casa do Povo da Luz e Centro Humanitário da Cruz Vermelha Portuguesa e resulta na distribuição de mais de 80 refeições diárias.
Na cidade de Tavira, são fornecidas, todos os dias, 113 refeições, numa cooperação com o Centro Humanitário da Cruz Vermelha.
A isto junta-se a criação de um voucher de Suplemento Essencial (VSE). 240 famílias beneficiam, agora, da entrega de um conjunto de senhas que lhes possibilita comprarem bens alimentares essenciais.
O apoio à Fundação Irene Rolo também foi reforçado. A autarquia atribuiu um apoio financeiro de €5.720 a esta instituição com o objetivo de manter o fornecimento das refeições diárias, no âmbito do projeto Chefe à Porta.
Além destes apoios já em vigor, a Câmara de Tavira prevê, caso a situação de carência alimentar persista ou evolua, avançar com a disponibilização diária de mais 500 refeições a quente em regime de takeaway,
Para o efeito, relembra, «terá de contar com a ajuda da Santa Casa da Misericórdia de Tavira, do Centro Humanitário de Tavira e da cantina da Escola EB1 da Horta do Carmo».
Quanto às pessoas em situação de sem-abrigo, a edilidade implementou um sistema de alojamento provisório de 20 camas, todas elas ocupadas neste momento, em quartos modulares/contentores, fornecendo alimentação diária e kits de higiene.
Durante este período, a Câmara realojou mais seis pessoas sem-abrigo em residências partilhadas.
Em termos de educação, a autarquia promoveu a abertura de duas cantinas escolares, também em regime de takeaway, para que os alunos possam usufruir de refeições diárias. 60 alunos do pré-escolar e do 1º ciclo do Ensino Básico do concelho procuraram este apoio.
A par desta medida, a Câmara Municipal assegura a abertura das escolas, uma vez por semana, para que as crianças tenham acesso ao serviço de fotocópias e impressões.
Ainda com o intuito de facilitar o estudo em casa, encontra-se em fase de procedimento a aquisição de 239 tablets, 68 computadores e 43 routers.
A ideia é distribuir o material pelos alunos mais carenciados.
4.5.20
Circos querem apoios após “mês negro”. Autarquias ajudam famílias carenciadas
Miguel Dantas (Texto) e Paulo Pimenta (Fotografias), in Público on-line
Empresários e artistas duvidam da capacidade de sobrevivência de muitos circos. Em alguns pontos do país, são as autarquias a assegurar a alimentação de famílias com filhos menores.
Dois camelos alimentam-se tranquilamente perto de uma estrada deserta. A poucos metros, três tigres adultos dormitam no interior de uma estrutura metálica rectangular. Além dos animais, quem passe pela freguesia de Lago, no concelho de Braga, verá ainda dezenas de camiões e roulottes parados. Apesar de o ímpeto itinerante ter sido momentaneamente travado pela pandemia, o movimento no circo Cláudio é constante. No topo da pequena subida de terra onde se encontram os veículos, o proprietário do circo, Claudio Torralvo, discute com o staff a alimentação dos felinos. É dia de nova viagem ao centro de distribuição de carne mais próximo: desta vez, compram cerca de 200 quilos, apenas suficiente para uma semana de alimentação. A esta despesa fixa juntam-se custos com o feno, vitaminas e cuidados veterinários.
“Este mês foi negro. Vai ser difícil conseguir sobreviver nesta situação porque vivíamos do público. Temos a época alta do Natal e depois as outras com menos procura, mas dava para sobreviver. Com os tigres, gasto cerca de 2500 euros mensais com a alimentação. Se for a juntar os restantes animais os gastos chegam aos 3500 euros mensais”, explica Claudio Torralvo, artista de circo desde nascença e membro da quinta geração de uma das famílias circenses mais conhecidas em Portugal.
A comunidade LGBT do Uganda (re)encontrou as perseguições num campo de refugiados do Quénia
O espaço onde os veículos e os animais estão instalados foi cedido sem contrapartidas financeiras por um conhecido de Claudio. O empresário diz nunca ter vivido um período tão difícil, mas garante que a sua situação até é das melhores. “Alguns colegas meus estão a ser alimentados pelas câmaras municipais, que também fornecem alimentação aos animais. Não duvide das minhas palavras: muitos circos vão fechar. E depois quero ver o que vão fazer com os animais”, alerta.
O empresário formou este circo há praticamente 20 anos. Fê-lo com o objectivo de juntar os familiares que, tal como ele, trabalhavam em diferentes circos espalhados pela Europa. Os primeiros dez anos de actividade não podiam ter corrido melhor: a colecção impressionante de animais selvagens valia sempre casa cheia ao fim-de-semana. Além dos tigres que agora detém, chegou a exibir hipopótamos, elefantes e até tubarões: “Posso montar todas as atracções possíveis mas, depois de um ano, tornam-se repetitivas. Os números de animais, contudo, podem manter-se durante décadas. Éramos um grande sucesso, especialmente em Espanha.”
Após 2010, porém, Claudio começou a notar uma diminuição na afluência do público. Os responsáveis? Os movimentos de defesa dos animais, que agora chama à conversa: “Ainda ninguém veio ver se os animais precisam de ajuda. Onde é que andam esses defensores de animais agora?”
Ao contrário da esmagadora maioria dos artistas em Portugal, Dani Silva não nasceu no circo. Tampouco aperfeiçoou um número que lhe permitisse subir à pista e recolher os aplausos do público. O jovem de 23 anos, natural de Braga, estudou electromecânica de equipamentos industriais, mas sempre soube que queria fazer do circo a sua vida. A paixão começou em criança e uma visita do circo à cidade dos arcebispos foi o rastilho para uma nova vida. “Há três anos, o circo Flic-Flac foi à minha terra e precisava de ajuda com alguns trabalhos de manutenção”, relembra o jovem. Nesta vida itinerante acompanha-o a companheira e o filho com um ano de idade. O rendimento mensal do agregado familiar ronda os 400 euros.
Ciente das carências de algumas famílias com filhos menores, a Câmara Municipal de Viana do Castelo decidiu oferecer refeições aos artistas e colaboradores do circo mais desfavorecidos. “Estamos a dar apoio ao circo desde o dia 25 de Março, com alimentação e cabazes. Durante a semana são alimentados pela cantina das nossas escolas. Percebemos que tinham dificuldades porque, quando vieram levantar as licenças, já não podiam ser realizados este tipo de espectáculos [devido ao estado de emergência]. Estas famílias não tinham lugar para onde ir. Pedimos aos nossos serviços sociais para fazerem um acompanhamento regular para que não existam dificuldades”, adiantou ao PÚBLICO o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa.
Dani Silva é um dos que recebe os apoios municipais. “Trazem-nos aqui a comida”, descreve, enquanto nos guia até à sua caravana. Num pequeno espaço faz toda a sua vida: sala de estar e cozinha estão paredes-meias com o quarto onde a cama é partilhada com a esposa e o bebé. Fora da caravana ergueu uma pequena tenda para fazer um espaço exterior onde pode brincar com o filho. “Não me sinto sufocado aqui. Gosto do circo e não me arrependo de ter saído [de casa]. Posso dizer que me tratam melhor do que muita gente da minha família”, afirma, de sorriso nos lábios.
Após abandonar o espaço onde vive, o bracarense mostra energicamente o complexo jogo de Tetris que permitiu acomodar no menor espaço possível as 40 viaturas do circo Flic-Flac e do circo Cristal que, desde o Natal, estão a fazer uma digressão conjunta. No centro do terreno da marina de Viana do Castelo onde estão instaladas as famílias, ergue-se uma lona azul que serve de espaço de treino para os artistas. De um lado está uma cama elástica, uma bicicleta elíptica e brinquedos de criança espalhados pelo chão. No lado oposto da estrutura está uma mesa com um baralho de cartas, desgastado pelos inúmeros jogos de sueca disputados nos últimos dois meses de inactividade.
“Como os artistas ganham todos por espectáculo, há algumas famílias com dificuldades”, admite Amílcar Carvalho, proprietário do Flic-Flac. Ao contrário do circo Cláudio, os espectáculos instalados em Viana do Castelo não usam animais. Contudo, apesar de não terem essa despesa com alimentação e cuidados veterinários, Amílcar prevê que a electricidade, água e o imposto único de circulação das viaturas causarão um rombo grande quando for levantado o estado de emergência: “Estamos a sobreviver com o dinheiro que poupamos. Tivemos sorte de, nas semanas antes da pandemia, termos feito boas casas. Mas, a este ritmo, aguentamos o circo mais um mês.”
Circos vão pedir subsídios
Era com orgulho que, nos últimos anos, os proprietários assumiam que os circos conseguiam sobreviver sem apoios do Estado. Porém, a situação agravou-se exponencialmente e está já a ser construída uma entidade com o objectivo de pedir ao Ministério da Cultura apoios para os circos tradicionais. A Associação Portuguesa de Empresas e Artistas de Circo (APEAC) está neste momento a ser montada e Carlos Carvalho, director do Circolândia e um dos fundadores do grupo, diz ao PÚBLICO que o objectivo passa por “colocar o circo onde ele deveria estar”.
“Os circos não têm direito aos subsídios na área da Cultura. É o único país do mundo onde isto acontece. É um facto também que nunca houve muita união entre o pessoal do circo, mas esta pandemia uniu as pessoas. Estamos a ser alvo de injustiças há muitos anos e claro que em tempo de crise [a situação] agrava-se muito mais”, explica Carlos Carvalho. O impulsionador e porta-voz provisório da APEAC diz que há uma “grande adesão” dos circos a este movimento.
Apesar dos contactos feitos pelo PÚBLICO, o Ministério da Cultura não prestou qualquer esclarecimento sobre as questões relacionadas com as actividades e reivindicações dos empresários de circo.
Apesar de apoiar totalmente a ideia, Claudio Torralvo não esconde algum pessimismo quanto ao objectivo de pedir subsídios ao Ministério da Cultura, mas diz que a necessidade é tanta que até estaria disposto a abdicar dos animais, caso fosse assegurada a subsistência da actividade: “Aceitaria, com muito custo, porque muitas terras estão a proibir a utilização de animais no espectáculo. Mas repare numa coisa: o público de circo gosta de animais. E para serem expostos têm de ser bem tratados, não acha?”
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Também Amílcar Carvalho, do Flic-Flac, considera que será difícil captar os apoios do Estado, afirmando que tão importante quanto os apoios do Governo seria que os custos das licenças aplicadas pelos municípios fossem suavizados.
Carlos Carvalho é sensível à apreensão dos colegas, mas acredita que a APEAC terá capacidade de fazer a diferença: “As pessoas estão um bocado resignadas, porque [a falta de apoios] acontece há muitos e muitos anos. Mas temos fé que este movimento vá mudar alguma coisa.”
Empresários e artistas duvidam da capacidade de sobrevivência de muitos circos. Em alguns pontos do país, são as autarquias a assegurar a alimentação de famílias com filhos menores.
Dois camelos alimentam-se tranquilamente perto de uma estrada deserta. A poucos metros, três tigres adultos dormitam no interior de uma estrutura metálica rectangular. Além dos animais, quem passe pela freguesia de Lago, no concelho de Braga, verá ainda dezenas de camiões e roulottes parados. Apesar de o ímpeto itinerante ter sido momentaneamente travado pela pandemia, o movimento no circo Cláudio é constante. No topo da pequena subida de terra onde se encontram os veículos, o proprietário do circo, Claudio Torralvo, discute com o staff a alimentação dos felinos. É dia de nova viagem ao centro de distribuição de carne mais próximo: desta vez, compram cerca de 200 quilos, apenas suficiente para uma semana de alimentação. A esta despesa fixa juntam-se custos com o feno, vitaminas e cuidados veterinários.
“Este mês foi negro. Vai ser difícil conseguir sobreviver nesta situação porque vivíamos do público. Temos a época alta do Natal e depois as outras com menos procura, mas dava para sobreviver. Com os tigres, gasto cerca de 2500 euros mensais com a alimentação. Se for a juntar os restantes animais os gastos chegam aos 3500 euros mensais”, explica Claudio Torralvo, artista de circo desde nascença e membro da quinta geração de uma das famílias circenses mais conhecidas em Portugal.
A comunidade LGBT do Uganda (re)encontrou as perseguições num campo de refugiados do Quénia
O espaço onde os veículos e os animais estão instalados foi cedido sem contrapartidas financeiras por um conhecido de Claudio. O empresário diz nunca ter vivido um período tão difícil, mas garante que a sua situação até é das melhores. “Alguns colegas meus estão a ser alimentados pelas câmaras municipais, que também fornecem alimentação aos animais. Não duvide das minhas palavras: muitos circos vão fechar. E depois quero ver o que vão fazer com os animais”, alerta.
O empresário formou este circo há praticamente 20 anos. Fê-lo com o objectivo de juntar os familiares que, tal como ele, trabalhavam em diferentes circos espalhados pela Europa. Os primeiros dez anos de actividade não podiam ter corrido melhor: a colecção impressionante de animais selvagens valia sempre casa cheia ao fim-de-semana. Além dos tigres que agora detém, chegou a exibir hipopótamos, elefantes e até tubarões: “Posso montar todas as atracções possíveis mas, depois de um ano, tornam-se repetitivas. Os números de animais, contudo, podem manter-se durante décadas. Éramos um grande sucesso, especialmente em Espanha.”
Após 2010, porém, Claudio começou a notar uma diminuição na afluência do público. Os responsáveis? Os movimentos de defesa dos animais, que agora chama à conversa: “Ainda ninguém veio ver se os animais precisam de ajuda. Onde é que andam esses defensores de animais agora?”
Ao contrário da esmagadora maioria dos artistas em Portugal, Dani Silva não nasceu no circo. Tampouco aperfeiçoou um número que lhe permitisse subir à pista e recolher os aplausos do público. O jovem de 23 anos, natural de Braga, estudou electromecânica de equipamentos industriais, mas sempre soube que queria fazer do circo a sua vida. A paixão começou em criança e uma visita do circo à cidade dos arcebispos foi o rastilho para uma nova vida. “Há três anos, o circo Flic-Flac foi à minha terra e precisava de ajuda com alguns trabalhos de manutenção”, relembra o jovem. Nesta vida itinerante acompanha-o a companheira e o filho com um ano de idade. O rendimento mensal do agregado familiar ronda os 400 euros.
Ciente das carências de algumas famílias com filhos menores, a Câmara Municipal de Viana do Castelo decidiu oferecer refeições aos artistas e colaboradores do circo mais desfavorecidos. “Estamos a dar apoio ao circo desde o dia 25 de Março, com alimentação e cabazes. Durante a semana são alimentados pela cantina das nossas escolas. Percebemos que tinham dificuldades porque, quando vieram levantar as licenças, já não podiam ser realizados este tipo de espectáculos [devido ao estado de emergência]. Estas famílias não tinham lugar para onde ir. Pedimos aos nossos serviços sociais para fazerem um acompanhamento regular para que não existam dificuldades”, adiantou ao PÚBLICO o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa.
Dani Silva é um dos que recebe os apoios municipais. “Trazem-nos aqui a comida”, descreve, enquanto nos guia até à sua caravana. Num pequeno espaço faz toda a sua vida: sala de estar e cozinha estão paredes-meias com o quarto onde a cama é partilhada com a esposa e o bebé. Fora da caravana ergueu uma pequena tenda para fazer um espaço exterior onde pode brincar com o filho. “Não me sinto sufocado aqui. Gosto do circo e não me arrependo de ter saído [de casa]. Posso dizer que me tratam melhor do que muita gente da minha família”, afirma, de sorriso nos lábios.
Após abandonar o espaço onde vive, o bracarense mostra energicamente o complexo jogo de Tetris que permitiu acomodar no menor espaço possível as 40 viaturas do circo Flic-Flac e do circo Cristal que, desde o Natal, estão a fazer uma digressão conjunta. No centro do terreno da marina de Viana do Castelo onde estão instaladas as famílias, ergue-se uma lona azul que serve de espaço de treino para os artistas. De um lado está uma cama elástica, uma bicicleta elíptica e brinquedos de criança espalhados pelo chão. No lado oposto da estrutura está uma mesa com um baralho de cartas, desgastado pelos inúmeros jogos de sueca disputados nos últimos dois meses de inactividade.
“Como os artistas ganham todos por espectáculo, há algumas famílias com dificuldades”, admite Amílcar Carvalho, proprietário do Flic-Flac. Ao contrário do circo Cláudio, os espectáculos instalados em Viana do Castelo não usam animais. Contudo, apesar de não terem essa despesa com alimentação e cuidados veterinários, Amílcar prevê que a electricidade, água e o imposto único de circulação das viaturas causarão um rombo grande quando for levantado o estado de emergência: “Estamos a sobreviver com o dinheiro que poupamos. Tivemos sorte de, nas semanas antes da pandemia, termos feito boas casas. Mas, a este ritmo, aguentamos o circo mais um mês.”
Circos vão pedir subsídios
Era com orgulho que, nos últimos anos, os proprietários assumiam que os circos conseguiam sobreviver sem apoios do Estado. Porém, a situação agravou-se exponencialmente e está já a ser construída uma entidade com o objectivo de pedir ao Ministério da Cultura apoios para os circos tradicionais. A Associação Portuguesa de Empresas e Artistas de Circo (APEAC) está neste momento a ser montada e Carlos Carvalho, director do Circolândia e um dos fundadores do grupo, diz ao PÚBLICO que o objectivo passa por “colocar o circo onde ele deveria estar”.
“Os circos não têm direito aos subsídios na área da Cultura. É o único país do mundo onde isto acontece. É um facto também que nunca houve muita união entre o pessoal do circo, mas esta pandemia uniu as pessoas. Estamos a ser alvo de injustiças há muitos anos e claro que em tempo de crise [a situação] agrava-se muito mais”, explica Carlos Carvalho. O impulsionador e porta-voz provisório da APEAC diz que há uma “grande adesão” dos circos a este movimento.
Apesar dos contactos feitos pelo PÚBLICO, o Ministério da Cultura não prestou qualquer esclarecimento sobre as questões relacionadas com as actividades e reivindicações dos empresários de circo.
Apesar de apoiar totalmente a ideia, Claudio Torralvo não esconde algum pessimismo quanto ao objectivo de pedir subsídios ao Ministério da Cultura, mas diz que a necessidade é tanta que até estaria disposto a abdicar dos animais, caso fosse assegurada a subsistência da actividade: “Aceitaria, com muito custo, porque muitas terras estão a proibir a utilização de animais no espectáculo. Mas repare numa coisa: o público de circo gosta de animais. E para serem expostos têm de ser bem tratados, não acha?”
LER MAIS
Covid-19: circo parado na Figueira da Foz vive da solidariedade dos cidadãos
Acrobata português participa em festival de circo na China
Também Amílcar Carvalho, do Flic-Flac, considera que será difícil captar os apoios do Estado, afirmando que tão importante quanto os apoios do Governo seria que os custos das licenças aplicadas pelos municípios fossem suavizados.
Carlos Carvalho é sensível à apreensão dos colegas, mas acredita que a APEAC terá capacidade de fazer a diferença: “As pessoas estão um bocado resignadas, porque [a falta de apoios] acontece há muitos e muitos anos. Mas temos fé que este movimento vá mudar alguma coisa.”
29.4.20
Rede de Apoio Psicológico já fez 110 atendimentos em Guimarães
in Notícias ao Minuto
A Rede de Apoio Psicológico criada pela Câmara de Guimarães para colmatar o problema de isolamento social em tempos de pandemia já realizou 110 atendimentos, anunciou hoje o município.
Em comunicado, o município refere que sintomatologia de humor deprimido e de ansiedade, sensação de isolamento e desespero, dificuldades na gestão de rotinas novas e da acumulação da tarefa de cuidador com as já habituais, dificuldades na gestão de processos de luto e de doença própria estão na base das problemáticas detetadas.
As problemáticas estão a ser acompanhadas através de sugestões e estratégias "devidamente elencadas".
A rede dispõe de 18 psicólogos, entre cinco técnicos municipais, 11 provenientes dos agrupamentos de escolas e uma voluntária de uma instituição privada, todos em regime de voluntariado.
As consultas ocorrem em modalidade de atendimento telefónico, que é articulado com os técnicos da rede e cuja regularidade de contacto vai sendo definida pelos psicólogos de acordo com as situações em questão.
"Quando se observa a necessidade de um apoio mais intensivo, é encaminhado para os serviços de psicologia das entidades parceiras", acrescenta o comunicado.
A referenciação resulta da indicação dos técnicos da Comissões Sociais Inter-Freguesias (CISF), que recebem os diferentes pedidos de apoio e promovem a ativação das respostas necessárias.
Após a referenciação, os psicólogos contactam os munícipes e estabelecem então a regularidade do apoio.
Esta rede articula ainda, quando necessário, com os Serviços de Psicologia do Hospital Senhora da Oliveira, da Associação de Psicologia da Universidade do Minho e dos serviços de medicina P5 da Universidade do Minho.
A Rede de Apoio Psicológico criada pela Câmara de Guimarães para colmatar o problema de isolamento social em tempos de pandemia já realizou 110 atendimentos, anunciou hoje o município.
Em comunicado, o município refere que sintomatologia de humor deprimido e de ansiedade, sensação de isolamento e desespero, dificuldades na gestão de rotinas novas e da acumulação da tarefa de cuidador com as já habituais, dificuldades na gestão de processos de luto e de doença própria estão na base das problemáticas detetadas.
As problemáticas estão a ser acompanhadas através de sugestões e estratégias "devidamente elencadas".
A rede dispõe de 18 psicólogos, entre cinco técnicos municipais, 11 provenientes dos agrupamentos de escolas e uma voluntária de uma instituição privada, todos em regime de voluntariado.
As consultas ocorrem em modalidade de atendimento telefónico, que é articulado com os técnicos da rede e cuja regularidade de contacto vai sendo definida pelos psicólogos de acordo com as situações em questão.
"Quando se observa a necessidade de um apoio mais intensivo, é encaminhado para os serviços de psicologia das entidades parceiras", acrescenta o comunicado.
A referenciação resulta da indicação dos técnicos da Comissões Sociais Inter-Freguesias (CISF), que recebem os diferentes pedidos de apoio e promovem a ativação das respostas necessárias.
Após a referenciação, os psicólogos contactam os munícipes e estabelecem então a regularidade do apoio.
Esta rede articula ainda, quando necessário, com os Serviços de Psicologia do Hospital Senhora da Oliveira, da Associação de Psicologia da Universidade do Minho e dos serviços de medicina P5 da Universidade do Minho.
24.4.20
Câmara de Santa Cruz reabre candidaturas a programas sociais
Erica Franco, DNoticias
“Atendendo ao actual contexto da covid 19, verifica-se um conjunto de consequências para a vida das famílias, sobretudo ao nível sócio-económico, antevendo-se um cenário de incerteza, de desemprego e de precariedade social (...) porque estão a agravar-se alguns problemas sociais e, se não tivermos uma actuação imediata, o sofrimento de várias famílias poderá ser maior, a Câmara Municipal de Santa Cruz decidiu reabrir as candidaturas ao fundo social de emergência temporário, com o objectivo de receber as candidaturas dos agregados familiares que estejam com dificuldades de subsistência ao nível do acesso a bens alimentares, pagamento de crédito à habitação e educação, pagamento da conta de electricidade, da água potável, etc”, sustenta a autarquia em nota de imprensa.
O prazo de candidatura a este fundo reabre na próxima segunda-feira (dia 27 de Abril) e decorrerá até final de Maio.
Na mesma nota o executivo santa-cruzense explica optou também assinar um protocolo com a Associação Dignitude, o qual visa o acesso ao cartão Abem, “de modo mais simples e célere, do que aquele que vinha sendo até ao momento, pois não obriga à entrega imediata da documentação para a aprovação do processo de apoio e tem aplicação mais rápida desde que haja comprovação da situação clínica”.
O prazo de candidatura para este programa de apoio inicia-se também na segunda-feira e vigorará durante três meses, “podendo ser renovado, caso se mantenha o actual cenário de pandemia”, assegura a autarquia.
“O caminho faz-se caminhando e a nossa missão é responder de modo mais eficiente e célere às necessidades dos munícipes mais carenciados e que estejam a passar por dificuldades sociais, na sequência do cenário cada vez mais assustador provocado por esta pandemia”, conclui a nota da Câmara.
“Atendendo ao actual contexto da covid 19, verifica-se um conjunto de consequências para a vida das famílias, sobretudo ao nível sócio-económico, antevendo-se um cenário de incerteza, de desemprego e de precariedade social (...) porque estão a agravar-se alguns problemas sociais e, se não tivermos uma actuação imediata, o sofrimento de várias famílias poderá ser maior, a Câmara Municipal de Santa Cruz decidiu reabrir as candidaturas ao fundo social de emergência temporário, com o objectivo de receber as candidaturas dos agregados familiares que estejam com dificuldades de subsistência ao nível do acesso a bens alimentares, pagamento de crédito à habitação e educação, pagamento da conta de electricidade, da água potável, etc”, sustenta a autarquia em nota de imprensa.
O prazo de candidatura a este fundo reabre na próxima segunda-feira (dia 27 de Abril) e decorrerá até final de Maio.
Na mesma nota o executivo santa-cruzense explica optou também assinar um protocolo com a Associação Dignitude, o qual visa o acesso ao cartão Abem, “de modo mais simples e célere, do que aquele que vinha sendo até ao momento, pois não obriga à entrega imediata da documentação para a aprovação do processo de apoio e tem aplicação mais rápida desde que haja comprovação da situação clínica”.
O prazo de candidatura para este programa de apoio inicia-se também na segunda-feira e vigorará durante três meses, “podendo ser renovado, caso se mantenha o actual cenário de pandemia”, assegura a autarquia.
“O caminho faz-se caminhando e a nossa missão é responder de modo mais eficiente e célere às necessidades dos munícipes mais carenciados e que estejam a passar por dificuldades sociais, na sequência do cenário cada vez mais assustador provocado por esta pandemia”, conclui a nota da Câmara.
16.4.20
Ponta Delgada com espaço para acolhimento de sem-abrigo
in Dnotícias
A Câmara de Ponta Delgada, nos Açores, cedeu um espaço que permite acolher e garantir refeições até 38 pessoas sem-abrigo na maior cidade açoriana, foi hoje anunciado.
Numa nota enviada às redações, a autarquia explica que, “na sequência da confirmação de um caso covid-19 entre a população sem-abrigo de Ponta Delgada, a Câmara Municipal cedeu um espaço disponibilizado pelo Núcleo de São Miguel do Corpo Nacional de Escutas que pode acolher até um total de 38 pessoas”.
“O vereador da Ação Social da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Paulo Mendes, na resposta ao pedido feito à autarquia pelo Instituto de Segurança Social dos Açores, afirma que, decorrente da atual situação e da necessidade de conjugação de esforços e meios, o município está disponível para ceder o espaço para o acolhimento das pessoas mais vulneráveis, bem como garantir as respetivas refeições”, lê-se na nota.
A autarquia, na ilha de São Miguel, refere, contudo, que “para a segurança da população em geral e para que a quarentena seja respeitada por todos os utentes, a cedência do espaço implica a garantia de policiamento permanente no mesmo”.
É também necessário “o acompanhamento de profissionais de saúde junto dos utentes dependentes de algum tipo de consumo e/ou com patologia associada e de uma equipa qualificada de uma das associações que trabalham na área”.
Segundo o vereador da Ação Social, citado na nota, “face ao potencial do contágio, sobretudo depois de identificado um caso positivo, é de mais absoluta importância que se realizem com urgência os testes junto deste público mais vulnerável do concelho de Ponta Delgada, para que os serviços competentes da área da saúde possam decidir sobre as condições da quarentena”.
A Autoridade de Saúde Regional anunciou no início desta semana ter detetado um caso positivo de covid-19 num sem-abrigo, na ilha de São Miguel, estando ainda a identificar os contactos próximos para detetar a origem da infeção.
No total já foram confirmados 101 casos de covid-19 nos Açores, 87 dos quais estão ativos, tendo ocorrido 10 recuperações (cinco na Terceira, quatro em São Miguel e uma em São Jorge) e quatro mortes (em São Miguel), segundo o balanço mais recente, de terça-feira.
A ilha de São Miguel é a que registou mais casos até ao momento (64), seguindo-se Terceira (11), Pico (10), São Jorge (sete), Faial (cinco) e Graciosa (quatro).
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 124 mil mortos e infetou quase dois milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Em Portugal, segundo o balanço feito na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registam-se 567 mortos, mais 32 do que na segunda-feira (+6,%), e 17.448 casos de infeção confirmados, o que representa um aumento de 514 (+3%).
No Alentejo, segundo a DGS, há 155 casos de infeção confirmados e ainda não se registou qualquer morte por covid-19.
A Câmara de Ponta Delgada, nos Açores, cedeu um espaço que permite acolher e garantir refeições até 38 pessoas sem-abrigo na maior cidade açoriana, foi hoje anunciado.
Numa nota enviada às redações, a autarquia explica que, “na sequência da confirmação de um caso covid-19 entre a população sem-abrigo de Ponta Delgada, a Câmara Municipal cedeu um espaço disponibilizado pelo Núcleo de São Miguel do Corpo Nacional de Escutas que pode acolher até um total de 38 pessoas”.
“O vereador da Ação Social da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Paulo Mendes, na resposta ao pedido feito à autarquia pelo Instituto de Segurança Social dos Açores, afirma que, decorrente da atual situação e da necessidade de conjugação de esforços e meios, o município está disponível para ceder o espaço para o acolhimento das pessoas mais vulneráveis, bem como garantir as respetivas refeições”, lê-se na nota.
A autarquia, na ilha de São Miguel, refere, contudo, que “para a segurança da população em geral e para que a quarentena seja respeitada por todos os utentes, a cedência do espaço implica a garantia de policiamento permanente no mesmo”.
É também necessário “o acompanhamento de profissionais de saúde junto dos utentes dependentes de algum tipo de consumo e/ou com patologia associada e de uma equipa qualificada de uma das associações que trabalham na área”.
Segundo o vereador da Ação Social, citado na nota, “face ao potencial do contágio, sobretudo depois de identificado um caso positivo, é de mais absoluta importância que se realizem com urgência os testes junto deste público mais vulnerável do concelho de Ponta Delgada, para que os serviços competentes da área da saúde possam decidir sobre as condições da quarentena”.
A Autoridade de Saúde Regional anunciou no início desta semana ter detetado um caso positivo de covid-19 num sem-abrigo, na ilha de São Miguel, estando ainda a identificar os contactos próximos para detetar a origem da infeção.
No total já foram confirmados 101 casos de covid-19 nos Açores, 87 dos quais estão ativos, tendo ocorrido 10 recuperações (cinco na Terceira, quatro em São Miguel e uma em São Jorge) e quatro mortes (em São Miguel), segundo o balanço mais recente, de terça-feira.
A ilha de São Miguel é a que registou mais casos até ao momento (64), seguindo-se Terceira (11), Pico (10), São Jorge (sete), Faial (cinco) e Graciosa (quatro).
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 124 mil mortos e infetou quase dois milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Em Portugal, segundo o balanço feito na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registam-se 567 mortos, mais 32 do que na segunda-feira (+6,%), e 17.448 casos de infeção confirmados, o que representa um aumento de 514 (+3%).
No Alentejo, segundo a DGS, há 155 casos de infeção confirmados e ainda não se registou qualquer morte por covid-19.
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