in Jornal de Notícias
A equipa portuguesa chegou ontem ao Haiti, tendo acabado de montar o seu acampamento provisório num terreno do aeroporto de Port-au-Prince cerca das 3,30 horas locais (8,30 horas em Portugal), atrasando o início do trabalho humanitário.
As equipas médicas estavam, ontem, prontas para entrar no terreno, onde ainda há muito para fazer depois da tragédia. "Já estamos habituados a estes compassos de espera. É normal e não há qualquer problema, porque vai continuar a haver muito trabalho para fazer durante muito tempo", contou à Lusa Fernando Nobre, da AMI.
No aeroporto, o barulho constante da chegada e partida dos aviões e dos camiões que transportam ajuda e equipamento parecem não afectar os portugueses, que estão instalados em onze tendas, mesmo ao lado dos israelitas e perto da equipa de Porto Rico.
Passavam poucos minutos das 19 horas locais (meia-noite em Portugal), quando Port-au-Prince surgiu nas pequenas janelas do C-130 da Força Aérea que transportou a equipa portuguesa.
Numa cidade "apagada" pela falta de electricidade, eram visíveis pequenos focos de luz conseguidos graças aos geradores e a fogueiras. Depois de uma hora a voar em redor do aeroporto à espera de autorização para estacionar, o C-130 aterrou finalmente no aeroporto internacional Toussant Louverture, onde se encontram muitas outras equipas humanitárias.
Entretanto, o secretário de Estado da Cooperação, João Cravinho, revelou, em Bruxelas, que Portugal deverá aumentar a sua ajuda ao Haiti de acordo com as necessidade locais.


