8.1.10

Indicadores avançados da OCDE sinalizam reforço da recuperação mundial

Por Paulo Miguel Madeira, in Público On-line

Em Novembro a zona euro continuava em expansão, segundo a OCDE


Os indicadores avançados da OCDE continuaram a subir em Novembro em quase todas as grandes áreas consideradas, reforçando as tendências de recuperação ou mesmo de expansão da actividade económica, como no caso da zona euro, que já tinham sido detectadas nos meses anteriores.

Em Portugal, com o indicador a revelar em 99,96, a situação em Novembro mantinha-se como em Outubro, no limiar entre entre recuperação e expansão. O mínimo nacional deste indicador, durante a recessão causada pela crise internacional, foi atingido em Março, e deste então tem apresentado uma melhoria continuada.

O organização, cujos 30 países membros constituem o essencial das economias desenvolvidas, está no seu conjunto em recuperação, tal como as principais economias que não a integram mas para as quais também calcula estes indicadores – o Brasil, a Rússia, a Índia e a China.

Na zona euro, a situação de expansão detectada em Setembro continuou a reforçar-se em Novembro, estando agora o indicador em 104,6, face a 103,5 em Outubro e 102,3 em Setembro. Além das suas três principais economias (Alemanha, França e Itália), também a do Reino Unido era considerada em expansão em Novembro.

Fora desta área, só a economia do Canadá está em situação expansão, iniciada em Outubro e que se reforçou em Novembro, com o indicador a passar de 102,1 para 103,1.

O indicador avançado da OCDE foi concebido para detectar sinais iniciais de pontos de viragem nos ciclos económicos, dando os seus valores informação apenas qualitativa. Valores crescentes e acima de cem indicam uma expansão da economia; valores decrescentes acima de cem, uma desaceleração; valores decrescentes inferiores a cem, uma contracção; e valores crescentes inferiores a cem uma recuperação, de acordo com a classificação da organização.