Marta Caldeira, in Correio do Minho
Há um ano que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso apoia os agregados familiares mais carenciados do concelho, com uma comparticipação das rendas das suas habitações. Até agora estão 70 famílias a usufruir do apoio.
Desde que o programa iniciou no início do ano passado, chegaram aos serviços técnicos da autarquia um total de 94 processos, sendo que destes 70 foram deferidos positivamente, e 24 encontram-se neste momento em avaliação.
Refira-se que esta comparticipação financeira pode variar entre 50 e 100 euros, por mês, de acordo com os três escalões definidos, embora o apoio nunca seja superior a 50 por cento do valor da renda dos candidatos seleccionados.
Analisando os dados, metade das 70 famílias que se encontram a usufruir deste apoio social, tem o escalão máximo, subsidiando a autarquia povoense a metade da renda que cada uma destas famílias paga.
As famílias que mais beneficiam desta benesse têm em média três a quatro elementos no agregado familiar, mas tal como explica Fátima Moreira, vereadora do pelouro social na Câmara da Póvoa de Lanhoso, “há também muitos idosos que estão a ser apoiados, bem como pessoas que vivem sozinhas”.
“A maior parte das pessoas que precisa desta ajuda é do centro da vila da Póvoa d e Lanhoso e das freguesias de maior dimensão”, indicou a responsável autárquica, assinalando que a situação denota “que há muito pouco mercado de arrendamento nas freguesias mais rurais”.
Também este ano a autarquia vai disponibilizar 80 mil euros do orçamento municipal para dar continuidade a esta medida, que no caso das famílias já selecionadas vigora até um ano, mas pode estender-se por muito mais tempo, no caso de necessidade.
O combate à pobreza e à exclusão social vai continuar a ser uma das bandeiras das políticas sociais da autarquia da Póvoa de Lanhoso durante este ano, que assistirá a um reforço dos apoios prestados, principalmente às famílias carenciadas com menores e aos idosos, tal como avançou ao jornal ‘Correio do Minho’ Fátima Moreira.
Um desses novos apoios sociais que a vereadora espera iniciar muito em breve é, precisamente, o apoio à recuperação de habitações degradadas.
“Já está a ser criada uma equipa que vai analisar o caso dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção, no sentido de fazer o levantamento das situa-ções mais frágeis para conseguir dar mais conforto habitacional a quem não o tem, sobretudo, se nesses lares viverem crianças, idosos e deficientes”, assinalou.


