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13.7.20

Governo quer manter apoios às empresas para evitar mais miséria e desemprego

in Dinheiro Vivo

Ministro Adjunto e da Economia diz que já foram mobilizados quase 20 mil milhões de euros de apoio à economia, sob diversas formas

O ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, afirmou, esta quarta-feira, que pretende manter os apoios às empresas para evitar que se “precipite mais miséria, mais insolvências e mais desemprego”, após a visita à empresa MatCerâmica, na Batalha.

“Neste momento já mobilizámos quase 20 mil milhões de euros de apoio à economia sob diversas formas e vamos continuar a disponibilizar apoios, seja com mobilização de fundos europeus seja com o aumento da despesa pública, seja com o apoio ao investimento público. Nesta altura, a economia precisa de estímulos. Quando a procura se contraiu nos mercados internacionais e no mercado interno, é preciso sermos capazes de ajudar esta procura a recompor-se, para que as empresas e os trabalhadores possam manter um nível de ocupação. Não será aquele que tivemos no ano passado, mas que não seja tão baixo que precipite mais miséria, mais insolvências e mais desemprego”, sublinhou Pedro Siza Vieira. O Governo anunciou esta terça-feira o apoio de mil milhões de euros para micro e pequenas empresas. O ministro lembra que a reação nesta crise é diferente da anterior: “não houve uma retração do crédito”.

“Pelo contrário, estamos a fazer todos os esforços para que a liquidez continue a chegar às empresas. Fizemos um esforço muito grande para aliviar as empresas com os compromissos que têm com os bancos, através da moratória bancária, e é preciso continuar a apoiar o esforço de vendas com o reforço dos seguros de crédito à exportação. Com este tipo de enquadramento, o esforço dos empresários pode conhecer melhores resultados”, constatou o governante. Pedro Siza Vieira prefere não fazer antevisões como as que foram anunciadas por Bruxelas, que apontou que o Produto Interno Bruto (PIB) português deverá recuar 9,8% em 2020. “Não sou economista nem ministro das Finanças, não tenho de fazer previsões. Tenho de ajudar a criar as condições para que as empresas possam responder o melhor possível a todas as circunstâncias do mercado”, afirmou. “Olhando para as projeções, aquilo que vemos é que a Comissão Europeia estima que o pior momento do ano tenha sido o segundo trimestre”, acrescentou o ministro.

 “E já estima um crescimento neste terceiro trimestre com alguma importância e com uma continuação do nosso crescimento nos meses seguintes. Vamos esperar que a situação pandémica a nível mundial evolua positivamente. Vamos continuar a apoiar as nossas empresas, vamos ver o exemplo de empresários que vão à luta e que se apoiam no esforço dos seus trabalhadores, e tentar fazer com que a retoma seja segura e certa”, referiu ainda. A visita à MatCerâmica, em São Mamede, concelho da Batalha, no distrito de Leiria, serviu para “ouvir como é que passaram os momentos mais difíceis do confinamento e como se está agora a comportar um mercado, que ainda é incerto, mas que, apesar de tudo, está a reagir bastante bem”.

“Percebemos que a produção está sólida e que as perspetivas neste momento são positivas. Com alguma insegurança sobre os meses que se seguem, mas com a sensação de que o pior já passou. [Esta é] uma empresa, como outras do distrito, que investiram no passado, não só na melhoria dos processos produtivos, mas na marca, na inovação, no ‘design’, estão melhor preparadas para responder à retoma do mercado”, admitiu.

O director-geral da MatCerâmica, Marcelo Sousa, aproveitou a visita de Pedro Siza Vieira para contribuir com sugestões para novas medidas.

“A intenção é sermos úteis, para que a retoma seja o mais acelerada possível”, referiu o empresário, que entende que “é bom saber que alguns pontos já estão em agenda”, nomeadamente a questão do seguro de crédito.

“Somos uma empresa exportadora e há um conforto se tivemos ao nível dos seguros de crédito outro tipo de apoios, não só dos créditos das vendas, como o risco de fabrico, o cancelamento de encomendas, cujo momento é muito propício a isso, e que deixa muitas vezes as empresas sem o mínimo de segurança”, disse o diretor-geral.

4.6.20

Programa de estabilização terá apoio ao rendimento e linhas de crédito para empresas

Sofia Rodrigues e Maria Lopes, in Público on-line

O primeiro-ministro garante ainda que haverá medidas de combate ao desemprego jovem.

Assumindo que a actual crise tem custos económicos e sociais “absolutamente brutais”, o primeiro-ministro levantou um pouco do véu sobre as linhas do Programa de Estabilização Económica e Social, que é aprovado nesta quinta-feira em Conselho de Ministros. No debate quinzenal desta quarta-feira, sem concretizar medidas, António Costa colocou como pilar fundamental o apoio ao rendimento e à contratação pelas empresas.

Como preocupação central, apontou o apoio “aos rendimentos”, sobretudo os que se encontram “em carência absoluta ou em desemprego”, mas também de incentivo à “contratação e à manutenção de postos de trabalho”. Neste campo, o primeiro-ministro adiantou durante o debate quinzenal que haverá “medidas específicas de combate ao desemprego juvenil, em especial dos mais qualificados”, além de um reforço da acção social escolar, “quer no secundário, quer no superior, para que a perda de rendimentos das famílias não afecte o percurso educativo dos jovens”.

Outra das medidas destinadas aos mais jovens é a criação de uma linha “direccionada especificamente à reconversão de habitações afectas ao alojamento local para arrendamento acessível de longa duração, tendo em vista aumentar o número de fogos disponíveis no mercado de arrendamento”.

As principais linhas de intervenção do programa de estabilização passam por medidas de “âmbito institucional seja para resolver problemas relacionados com a necessidade de financiamento das regiões autónomas, seja para agilizar o licenciamento ou processos de contratação”. António Costa deixou ainda a garantia de que o programa terá novas linhas de crédito às micro, pequenas e médias empresas.

Sobre a dimensão económica da crise, o primeiro-ministro não adiantou números – esse cenário deverá ser vertido no orçamento suplementar a ser apresentado na próxima semana –, mas apontou estimativas para “queda recorde” do PIB e uma “subida exponencial” do desemprego.

Mais uma vez – e perante a insistência do PCP – o chefe de Governo rejeitou a austeridade, o “aumento de impostos e o corte de salários” como resposta a esta crise.

Os avisos de que não será tolerada austeridade têm vindo de todos os lados e os deputados socialistas não se cansam de repetir que não é essa a estratégia que o país deve seguir. António Costa parece preferir suavizar a ideia e veio agora pedir um “esforço colectivo” às famílias e empresas para a recuperação económica, que é uma tarefa que tem que ser assumida por toda a sociedade. Incluindo a classe política. “Espero que a forma exemplar como todo o sistema político soube reagir à pandemia seja a forma como se junta para o ciclo de recuperação, que abrangerá várias legislaturas. Desde o Bloco ao Chega, todos têm que dar o seu contributo para a recuperação económica e social do país.”

Sobre apoios concretos, António Costa não quis falar, remetendo sempre para o resultado do Conselho de Ministros. Foi o que respondeu a Catarina Martins e a Jerónimo de Sousa que o desafiaram a aprovar um apoio extraordinário aos trabalhadores que perderam rendimentos e não se encaixam nos critérios para as medidas actuais e que pretendem o reforço dos 219 euros estabelecidos para os trabalhadores independentes. O primeiro-ministro prefere analisar o assunto de forma estrutural e ver o que é preferível: “Ou encontrarmos um mecanismo de integração no sistema retributivo das várias situações informais ou robustecermos o valor.”

Ao pedido de alargamento para 1,5 salários mínimos do limite mínimo do valor para o pagamento do layoff (que iria assim até aos 952 euros) Costa vincou que está a ser estudado o regime a aplicar depois de 1 de Julho. Sobre o financiamento da Segurança Social, o novo orçamento irá assegurar a transferência para suportar o acréscimo de despesa não contributiva e a perda de receita contributiva de que o sistema padece desde Março.

Relativamente à situação da covid-19 na área metropolitana de Lisboa, o primeiro-ministro disse que as restrições que ainda se mantêm poderão ser levantadas “muito brevemente”.

29.4.20

Empresas de Vila Nova de Gaia terão sessões de esclarecimento online

in Dinheiro Vivo

Gaiurb criou um Gabinete de Apoio às Empresas e vai lançar um conjunto de vídeos e de webinars com temas diversificados

O preço das máscaras, gel e álcool, segundo a lei A empresa municipal Gaiurb, em Vila Nova de Gaia, acaba de lançar um conjunto de medidas de informação e apoio às empresas para ajudar a minimizar o impacto da Covid-19 junto do tecido empresarial do concelho. Com a criação de um Gabinete de Apoio às Empresas, que integra especialistas em diversas áreas, a Gaiurb garante aconselhamento jurídico, económico e de investimento num momento particularmente exigente na economia portuguesa, posicionando-se como um “parceiro ativo” na regeneração económica.

Paralelamente, e com o apoio da Acredita Portugal, a empresa municipal vai lançar um conjunto de vídeos explicativos e webinars com temas diversificados para empresários, profissionais liberais e empreendedores. Minimizar dificuldades relacionadas com “Linhas de crédito de apoio à economia destinadas exclusivamente ao financiamento das necessidades de tesouraria”, “Transição para a Economia Digital”, “Apoios Locais e Nacionais para o meu negócio” ou “Lançar a minha empresa” são alguns dos temas já agendados para esclarecimento digital.

Iniciativas que se juntam às medidas já adotadas pelo município de apoio ao sector empresarial, e que vão desde a isenção de taxas de ocupação pública à suspensão do corte de água, passando pela isenção de taxas municipais aos comerciantes e da derrama às PME.

As faturas da água poderão ser liquidas faseadamente. Recorde-se que Vila Nova de Gaia é um dos concelhos mais atingidos pela pandemia de covid-19. Dos mais de 24 mil casos confirmados em Portugal, 1.263 são de Vila Nova de Gaia, só suplantada por Lisboa, que tem 1.413 infetados. O Porto tem 1.211.