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3.2.23

Município de Fornos de Algodres lança “Cheque Reabilitação”

in Jornal O Interior

No âmbito do Plano de Desenvolvimento Estratégico do Município de Fornos de Algodres foi implementado o Programa Municipal “Cheque Reabilitação”, cujo objetivo é melhorar a qualidade de vida dos fornenses, em especial dos idosos e pessoas com baixo rendimento.

«Usufruir de um envelhecimento ativo, saudável, com a devida autonomia e independência constitui hoje a maior premissa de responsabilidade individual e coletiva que se traduz num significativo desenvolvimento económico do país e do nosso concelho em particular», justifica a autarquia em comunicado enviado a O INTERIOR. Para Manuel Fonseca, presidente da Câmara de Fornos de Algodres, este é um apoio que pretende «colmatar algumas deficiências que o Sistema Nacional de Saúde (SNS) tem» porque «o que acontece muitas vezes é que o SNS não consegue, nos primeiros dias, depois da prescrição médica, arranjar um fisioterapeuta que consiga dar resposta às pessoas que necessitam de fisioterapeuta». 

O edil acrescenta que que este apoio só é dado «se nos primeiros 15 dias não for possível arranjar forma, através do SNS, que esse utente tenha as suas sessões de fisioterapia».
Para além disso, a autarquia «também avaliará em termos sociais a situação» de cada beneficiário. Prevê-se que esta medida abranja cerca de 100 utentes que terão 50 por cento do valor das 10 primeiras sessões de fisioterapia pagas pelo município. «Vamos ver o que vai acontecer este ano e, naturalmente, para o próximo iremos avaliar em termos financeiros o impacto que esta medida tem no orçamento da Câmara», que tem destinados cerca de 10 mil euros para a aplicação do “Cheque Reabilitação”.

2.2.22

ESTADO PORTUGUÊS REFORÇA E ALARGA APOIOS AOS IDOSOS QUE VIVEM SOZINHOS

Por Andrea Trevisan, in Revista Dignus

Assembleia da República lança decreto-lei que apoia os idosos que vivem sozinhos e em estado de carência. Serviços de saúde e auxílio de equipas especializadas reforçados.

Reforçar as equipas de apoio domiciliário, garantindo um acompanhamento mais próximo dos cidadãos e promover mecanismos destinados às autarquias são algumas das medidas que constam na resolução da Assembleia da República (AR).

Esta quarta-feira (dia 01/02/2022), foi publicada em Diário da República (DR), uma resolução da AR que incentiva o Governo a criar medidas mais eficazes de apoio aos idosos que vivem sozinhos ou que estejam isolados. Esta resolução, aprovada no Parlamento a 14 de maio de 2021, aconselha fortemente o Executivo a reforçar as equipas de apoio domiciliário em termos de serviços de saúde, garantindo, assim, um acompanhamento mais próximo dos cidadãos. Nesse sentido, a Assembleia da República recomenta o Governo a fortalecer as equipas de apoio domiciliário (ao nível da saúde), por forma a garantir uma resposta eficaz aos idosos, em particular àqueles que se encontram em situações de maior e mais grave vulnerabilidade. Pretende-se, também, garantir um acompanhamento mais próximo, bem como um contacto permanente (bimensal) entre as unidades de cuidados de saúde primários e os utentes com mais de 65 anos. É vital, para a AR que seja dada uma resposta adequada ao nível da saúde mental, em particular no que concerne à população idosa e, para isso, será necessário reforçar os recursos humanos dos cuidados de saúde primários. A resolução n.º 111/2021 propõe também que sejam desenvolvidos mecanismos de apoio exclusivamente destinados à população idosa, tais como: o acesso à alimentação, medicamentos e energia.

Por outro lado, o Parlamento referiu, ainda, que o Estado deverá apurar as situações em que o apoio aos idosos dependentes seja realizado exclusivamente por cuidadores de idade avançada, nomeadamente cônjuges, elaborando, para tal, um plano que permita dar uma resposta célere aos idosos dependentes perante alguma adversidade que possa ocorrer com os cuidadores. Foi proposta a implementação e promoção de programas, (sempre em estreita articulação com as autarquias), que incentivem as pessoas próximas dos idosos, e incentive as atividades de comércio de porta a porta, permitindo o acesso a bens básicos.

26.7.21

Fundação São João de Deus aposta em projeto de envelhecimento ativo

Ana Lisboa, in RR

"Somos por si - Estamos todos on" destina-se aos idosos que não se identificam com as habituais respostas sociais, como é o caso dos centros de dia.

O projeto "Somos por si - Estamos todos on" pretende ir ao encontro das necessidades dos idosos no que se refere à socialização e participação em atividades do seu interesse.

É importante que os idosos estejam ativos para não perderem as suas capacidades, por exemplo, mentais, cognitivas, de mobilidade, de autonomia, entre outras.

É por isso que a Fundação São João de Deus acredita que ao empenhar-se no envelhecimento ativo está a contribuir para uma maior qualidade de vida dos mais velhos, admite a coordenadora da delegação de Lisboa.

Sandra Silva afirma que "ao investirmos na organização de experiências positivas, ao potenciarmos as relações sociais, ao permitirmos a autonomia digital, ao favorecermos a atividade física e a estimulação cognitiva, que é o que acontece com o projeto "Somos por si - Estamos todos on", estamos a promover a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas mais velhas".

Cada pessoa tem as suas necessidades e a Fundação esforça-se por ir ao encontro desses desejos. "Há pessoas que gostam de caminhadas, porque lhes permite fazer um pouco de exercício físico. Outras pessoas sentem necessidade de fazer algo pela sua memória e participam em sessões de estimulação cognitiva. Outras apreciam a componente cultural e gostam das visitas culturais".

Nesse sentido, são disponibilizadas uma série de oficinas e muitas outras atividades. Por exemplo "oficinas de informática e de inclusão digital, onde são abordados temas da segurança digital, das receitas eletrónicas, de como fazer compras online". Esta responsável explica que "o objetivo é combater a iliteracia digital que a pandemia evidenciou neste grupo etário".

Há ainda as oficinas criativas, a reciclagem, artesanato, culinária, jardins. "Estamos a acompanhar a companhia do crochet e costura, em que um grupo de senhoras confeciona artigos solidários".

Realizam ainda caminhadas todos os meses "para recordar a importância de fazer exercício". Todas as semanas "estão previstas visitas a museus e monumentos, bem como as sessões de estimulação cognitiva".

Estas iniciativas estiveram suspensas durante o período de confinamento por causa da pandemia. Mas mesmo nessa altura, a Fundação acompanhou estes idosos através de contactos telefónicos. Foi ainda ativada "uma linha gratuita de apoio psicológico, o 'Escutatório'. Criámos também um grupo de amigos de São João de Deus através do whatsapp que se mantém ativo e muito dinâmico até ao momento. E partilhámos também nas redes sociais mensagens motivadoras, fotografias de eventos realizados antes da pandemia com a tónica que recordar é viver".

Todos os que participam neste projeto de envelhecimento ativo não se identificam com as tradicionais respostas sociais. São pessoas "autónomas e independentes, que têm uma média de idades que ronda os 70/75 anos. Algumas com formação académica superior, outras com a quarta classe. O que os une é a vontade de poderem continuar a viver de forma autónoma, sem dependência de outras pessoas".

Este projeto da Fundação São João de Deus destina-se aos idosos residentes nas freguesias do concelho de Lisboa e tem o apoio da autarquia.

Quem quiser inscrever-se pode fazê-lo para lisboa@fsjd.pt ou pelos telefones 968 529 268 ou ainda 217 213 300.

24.7.17

 Miguel Nogueira Miguel Nogueira Miguel Nogueira Miguel Nogueira Miguel Nogueira Projeto "Porto. Importa-se" combate isolamento dos idosos nos bairros sociais

in Porto.pt

A Câmara do Porto está a implementar um projeto solidário de intervenção técnica e social direta junto dos seus inquilinos mais idosos e em situação de isolamento. "Porto. Importa-se" chega ao terreno para responder a um universo de mais de 2.000 pessoas e sem se assumir como resposta de fim de linha, mas antes enquanto processo continuado, formador de uma rede alargada de parceiros e serviços de proximidade.

O projeto foi esta semana apresentado pela Domus Social e vai ao encontro de cidadãos sozinhos com mais 70 anos e casais com mais de 75
anos. Surge para "colmatar dificuldades sentidas por este público-alvo".

Na sua apresentação, o presidente da Câmara, citando o exemplo escandinavo, manifestou a importância de esta intervenção resultar em "visitas periódicas", instaladas na rotina, aos idosos "antes de estes se encontrarem em estado de perigo", de dependência. Ou seja, a intenção não é aparecer quando já pouco pode ser feito, mas atuar atenta e consistentemente no sentido de se dar aos inquilinos seniores do Município maior qualidade de vida.

O "Porto. Importa-se" está a obedecer a uma metodologia de implementação que parte do reconhecimento profundo da realidade da população
visada nos bairros de habitação social da cidade. Rui Moreira alertou, a propósito, que o trabalho de recolha dever ser feito através de uma "amostragem absoluta" que permita realizar o retrato "fidedigno da realidade dos idosos visados no estudo".

E há já dados concretos: os mais de 2.000 cidadãos a quem se destina o projeto são formados por 1.592 idosos em situação de isolamento e 586 casais seniores.

Este trabalho assenta em objetivos orientadores, estabelecidos a partir do levantamento dos problemas dos idosos nos bairros de habitação
social da cidade, em particular os problemas habitacionais.

Identificar as respostas sociais por territórios envolventes integradores dos bairros e promover e articular a mediação entre a população
idosa e as diferentes respostas sociais são desígnios definidos, bem como a necessidade de complementar as respostas formais institucionais prestadas à população com um serviço de voluntariado alargado, contando, na sua base, com colaboradores da autarquia. Tem ainda como propósito criar uma plataforma de informação e comunicação em rede, entre os técnicos de apoio ao projeto.

Desenvolvido com o apoio técnico do Instituto Superior de Serviço Social (ISSSP) e em parceria com as Juntas de Freguesia e estruturas
locais de solidariedade social, o "Porto. Importa-se" obedece a um cronograma de implementação.

Elaboração e aplicação do inquérito de orientação de todo o trabalho, colocação de equipas no terreno e construção de uma rede alargada de parcerias e serviços da comunidade, bem como a criação da referida plataforma de informação, que se deseja dinâmica, são etapas de um processo iniciado este mês que será avaliado, com apresentação de resultados finais, em junho de 2019.

Conforme explica a Domus Social, neste projeto "os problemas e constrangimentos diagnosticados serão abordados e resolvidos numa lógica de
intervenção em rede, com partenariados sólidos e sustentáveis. Por outro lado, pretende-se fomentar as potencialidades locais e as redes solidárias locais, formais e informais, considerando intervenções a longo prazo, sustentadas na capacidade já instalada no território e aproveitando eficazmente os recursos" da empresa municipal, na resposta aos problemas dos moradores idosos.

Com método e em rede, "Porto. Importa-se" afirma no nome a intenção: valer a quem precisa, chegar a tempo e apresentar respostas eficazes que não deixam os afetos de fora.

16.6.16

Estratégia para ajuda a idosos passa por mais apoio domiciliário

In "Renascença"

"Esta desgraça é uma desgraça anunciada", diz o presidente da União das Misericórdias, na reacção aos números divulgados pela GNR sobre idosos em isolamento.

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel Lemos, diz que o elevado número de idosos isolados resulta de vários anos de ausência de estratégia para este grupo vulnerável.

Dados revelados pela GNR, esta quinta-feira, apontam para e existência, em Portugal, de mais de 43 mil pessoas nessa situação e Manuel Lemos não os considera surpreendentes, porque "esta desgraça é uma desgraça anunciada".

"Garanto-lhe que, para o ano, os números vão ser muito maiores, porque é o resultado de muitos anos e vários governos que, de uma maneira ou de outra, empurraram com a barriga para a frente em muitos aspectos sociais e não apenas económicos", critica.

Para o presidente da UMP, incrementar o apoio aos idosos deve ser encarado como "um desígnio nacional" que deveria por passar, no imediato, por "reforçar o apoio em casa", um trabalho em que o papel das autarquias "é fundamental".

Nestas declarações à renascença, Manuel Lemos faz ainda questão de lembrar "uma frase que o Papa Francisco disse há algum tempo numa das homilias que faz em Santa Marta": "Um povo que não cuide dos seus avós é um povo que não tem futuro porque não tem memória".

"Temos todos aqui um dever e, por isso, falo em desígnio nacional, porque é isso: é mesmo um povo que fica sem cultura, porque não tem memória", remata.

Apoio domiciliário é caro
Na mesma linha, o presidente da CNIS - Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade denuncia a falta de programas específicos de apoio aos idosos que vivem isolados.

O padre Lino Maia diz que conseguir "maior apoio poderá passar pelas instituições de solidariedade, mas, para isso, essas instituições também precisam de meios".

Para o presidente da CNIS, instituições e Governo devem esforçar-se para encontrarem em conjunto um programa que torne mais efectivo o apoio domiciliário aos idosos, mas Lino Maia lembra que "o apoio domiciliário é mais generoso, mais caro", tanto mais que não se cinge "à afeição, ao tratamento da roupa ou da higiene da casa".

8.6.16

Desafios dos idosos em debate no congresso das Misericórdias

In "Sic Notícias"

Os principais desafios que os idosos enfrentam no atual contexto socioeconómico e as fragilidades do envelhecimento vão estar em debate no XII Congresso Nacional da União da Misericórdias Portuguesas (UMP), que começa esta quinta-feira no Fundão.

Como vão ser os próximos 25 anos? O que vai significar "ser velho"? Como integrar melhor as respostas sociais de todas as áreas, da saúde à segurança social, são alguns dos temas que as Misericórdias vão debater com base na sua experiência nesta área.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da UMP, Manuel Lemos, afirmou que o congresso, que decorre até sábado, vai "olhar para o envelhecimento de uma forma integrada, o cidadão como um todo".

"O próprio Estado olha muitas vezes para o idoso como quase o cortando às fatias. Uma coisa é o idoso doente, outra coisa é o idoso pensionista, outra coisa é o idoso dependente, como se o envelhecimento não fosse um processo natural", disse Manuel Lemos.

E, frisou, "é muito mais natural quanto tem aumentado de uma forma fantástica a esperança de vida", o que "é muito bom para cada um de nós".


Contudo, disse Manuel Lemos, também tem aumentado "outras coisas": "Ter muitos anos não é mau, até é bom. O que é mau é quando vêm as fragilidades".


No congresso irão ser debatidas questões práticas ligadas ao envelhecimento, como o apoio domiciliários versus institucionalização, o consumo e a mobilidade dos idosos.

"Um país que tem muitos mais idosos não tem particularidades no consumo", "Se há muitas mais pessoas idosas a atravessar as ruas, o tempo dos semáforos não devia ser diferente", questionou Manuel Lemos.

Relativamente à questão do apoio domiciliário e dos lares, o responsável comentou que todos defendem que a base do sistema tem de ser o apoio domiciliário, mas, questionou, como se faz este apoio?

"Há um número enorme de apoios domiciliários que apenas se fazem cinco dias por semana, como se ao sábado e ao domingo os idosos não precisassem de comer, beber ou tomar banho", disse, sublinhando que são questões que precisam de ser debatidas.

O congresso também irá tentar perceber como vão ser os próximos 25 anos "perante um envelhecimento cada vez mais ativo e onde as novas tecnologias terão um papel de destaque".

A este propósito, Manuel Lemos observou que "hoje as pessoas vivem quase um terço da sua vida depois da reforma", devendo manter-se ativas.

"Manter-se ativo é bom para a saúde, é bom para o envelhecimento e pode e deve ser bom para o país", sublinhou.

No encontro serão também debatidos os temas "economia social como fator de desenvolvimento, de solidariedade e de coesão na Europa", "o sistema atual e as fragilidades de cuidados continuados" e a sustentabilidade e inovação do sistema de cuidados integrados, com o tema "Fundos comunitários, inovação e solidariedade".

20.4.16

Quem cuide de idosos em casa vai ter direito a horários flexíveis

Marta Santos Silva, in "Diário de Notícias"

O objetivo das medidas é que os idosos fiquem em casa com a família o máximo de tempo possível

O Governo prepara um novo estatuto laboral para as pessoas que cuidarem de idosos em casa, de forma a incentivar que os idosos fiquem junto da família o máximo de tempo possível. O estatuto de "cuidador informal" possibilitará acesso a horários de trabalho flexíveis e outros apoios.

Como explicou esta segunda-feira à TSF Manuel Lopes, Coordenador da Reforma do Serviço Nacional de Saúde na Área dos Cuidados Continuados Integrados, um familiar que cuide de um idoso dependente terá direito não só a horários flexíveis, mas também a certos benefícios fiscais.

Para Manuel Lopes, a reforma no sistema seria muito semelhante a alguns dos benefícios que já existem para quem cuida de crianças. "Nós criámos um sistema de apoio que flexibiliza o horário dos pais e conseguimos apoio; aqui o fenómeno é idêntico, até porque a sociedade portuguesa está cada vez mais envelhecida", explicou.

À rádio TSF, porém, o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, manifestou alguma preocupação relativamente com este estatuto de "cuidador informal". Porque a maior parte das empresas em Portugal são pequenas e médias, dificultando a flexibilização de horários por não existirem funcionários suficientes para compensar as ausência.

Mas João Vieira Lopes disse compreender a urgência de encontrar uma solução para as famílias nestas circunstâncias, já tendo sido notado que muitos trabalhadores têm dificuldade em cuidar dos seus idosos. O Ministério da Saúde estima que mais de 48 mil portugueses idosos estejam em casa, dependentes.

Rendimentos de famílias carenciadas reforçados em 135 milhões

O responsável do Ministério da Saúde Manuel Lopes sublinha que está comprovado que ficar em casa junto da família durante o máximo tempo possível, desde que receba os cuidados adequados, é a melhor opção para um idoso, garantido maior qualidade de vida e sendo simultaneamente menos dispendioso para o Estado.

17.3.16

Rede de cuidadores informais deve arrancar de forma estruturada no próximo ano

In "Portugal Sénior"

Os cuidadores informais são pessoas que apoiam idosos ou dependentes nos seus domicílios.

O ministro da Saúde estimou hoje que no próximo ano esteja em condições de arrancar uma rede estruturada de cuidadores informais, constituída por pessoas que apoiem idosos ou dependentes nos seus domicílios.

“Atribuímos aos cuidados informais uma grande importância. Cada vez mais, com o envelhecimento da população, é preciso criar condições para que os idosos e as pessoas com dependência fiquem em sua casa e possam ser apoiadas, naturalmente com o apoio dos serviços de saúde e do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, afirmou o ministro Adalberto Campos Fernandes à agência Lusa.

Os cuidadores informais, a sua formação, capacitação e alargamento no país, fazem parte do Programa Nacional para a Saúde, Literacia e Autocuidados que hoje foi apresentado pelo Governo, numa sessão pública em Lisboa. “Julgamos haver condições no próximo ano de avançar para a definição do estatuto do cuidador informal e será muito bom para o conjunto de respostas de saúde”, estimou o ministro.

Quem cuide de idosos em casa vai ter direito a horários flexíveis
A ideia é criar no país uma rede de pessoas – em regime de voluntariado, a nível familiar ou comunitário – que estejam dispostas a dar o seu tempo para ajudar idosos ou dependentes no seu domicílio e assim “diminuir a pressão e recurso inapropriado aos hospitais por falta de apoio e isolamento”.

“Começaremos a agregar essa rede [no próximo ano]. Queremos dar capacidade de formação e este é um projeto a médio prazo”, afirmou Adalberto Campos Fernandes. No âmbito do Programa Nacional para a Educação em Saúde serão ainda desenvolvidas aplicações de telemóvel para promover a vida ativa e prevenir as dependências nos jovens.

União das Mutualidades quer criar Estatuto do Cuidador Informal
Entre os vários temas abrangidos por este programa, destaca-se a preparação e o apoio a prestadores informais em cuidados domiciliários, a prevenção da diabetes ou da obesidade e a promoção da saúde mental, do envelhecimento saudável e da utilização racional e segura do medicamento.

Por isso mesmo, a tutela propõe-se colocar no centro da primeira fase de desenvolvimento do projeto a “noção de «vida ativa», física, intelectual e afetivamente”. Em concreto, entre 2016 e 2017, serão desenvolvidas campanhas, em diversos meios comunicacionais e promocionais, que explorem “todas as oportunidades para promover o conceito de «vida ativa»”.

O Programa Nacional para a Saúde, Literacia e Autocuidados tem como principal objetivo capacitar os cidadãos a tomar decisões informadas sobre a saúde, ciente de que existem em Portugal baixos níveis de literacia em saúde, segundo apontam alguns estudos.

8.1.16

Banco de Voluntariado de Almeirim trabalha há um ano no apoio a idosos e crianças

In "O Mirante"

A ideia já era antiga mas só em Novembro de 2014 foi formalmente concretizada. O projecto funciona em instalações do município e conta com 37 voluntários actualmente. O Banco Local de Voluntariado de Almeirim comemorou em Novembro um ano de existência. Neste momento conta com 37 voluntários que prestam apoio a idosos do concelho e na área da infância em instituições como o Centro Paroquial de Bem-Estar Social, Associação Cristã Reinserção e Apoio Social, Centro de Recuperação e Inserção de Almeirim (CRIAL), Santa Casa da Misericórdia, Associação de Solidariedade de Benfica do Ribatejo e no museu e loja social da autarquia. Para além deste trabalho directo com as instituições, colaboram noutras actividades de carácter pontual, como campanhas de recolha e distribuição de alimentos no âmbito do Fundo de Emergência Alimentar a Carenciados (FEAC), programa da responsabilidade da Câmara de Almeirim em articulação com a Segurança Social. "A ideia de formar o Banco Local de Voluntariado já era antiga, mas só em Novembro de 2014 foi possível concretizar este projecto no âmbito da Rede Social concelhia", diz Maria do Rosário Lopes, responsável pela organização. A sede do banco funciona no Gabinete de Acção Social do município e também é a autarquia que assegura o- meios logísticos e de recursos humanos indispensáveis ao funcionamento dessa estrutura. Qualquer pessoa pode ser voluntária. Pa- ra isso basta preencher uma ficha de inscrição disponibilizada pelo Gabinete de Acção Social da autarquia. Posteriormente é efectuada uma entrevista, com a psicóloga do banco, que irá ter em conta as aptidões e competências individuais e as características do perfil procurado pelas entidades e instituições disponíveis para os acolher. O gabinete também recebe as candidaturas das instituições que querem acolher voluntários. O Banco de Voluntariado de Almeirim desenvolve ainda algumas iniciativas a nível de formação no sentido de ir promovendo a divulgação e aprofundamento de conhecimentos sobre as questões inerentes à temática, bem como na organização de espaços de encontro e partilha de experiências entre os voluntários. "Um dos maiores constrangimentos sentidos tem a ver com alguma dificuldade das instituições disponíveis para acolher e íntegrar os voluntários". As instituições não abundam e são quase todas no mesmo tipo de áreas de intervenção, "o que tem limitado a integração de todos os voluntários, razão pela qual existem alguns voluntários em lista de espera a aguardar a inserção", explica Maria do Rosário Lopes. Outra dificuldade prende-se com o facto de continuar a persistir ainda algum desconhecimento da existência do banco, quer por parte das entidades, quer dos próprios voluntários

18.11.13

Mais idosos apoiados

Joana Ferreira da Costa, in Sol

Projecto da paróquia de S. Nicolau, na baixa de Lisboa, ajuda 114 idosos que vivem isolados.

Mais de uma centena de idosos que vivem sozinhos no centro da capital estão a receber visitas semanais de voluntários e a entrega de compras e remédios em casa. O projecto poderá ser agora replicado noutras cidades.

[leia aqui a reportagem na íntegra]