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30.8.19

Escola de Fornelos quer reabrir com métodos de aprendizagem pioneiros e inovadores

Natacha Cunha Destaque, in ExpressoFafe.pt

A Escola de Fornelos ambiciona ser reativada no próximo ano letivo, com um projeto pioneiro em Portugal, orientado pela Comunidade de Aprendizagem 7 Pétalas.

Apresentando-se como uma “Escola do Futuro”, o projeto piloto aposta em métodos pedagógicos inovadores centrados no desenvolvimento bio-integral do ser humano, tendo como princípios a Felicidade, a Sustentabilidade e a Cultura de Paz.
Segundo os responsáveis, esta escola diferencia-se por procurar o sucesso escolar respeitando as características singulares de cada aluno. “Para isso, implementa um sistema colaborativo que se gere pelos ritmos e interesses de cada criança, que trabalha conteúdos relevantes em vez de disciplinas, que fomenta a criatividade, que utiliza as novas tecnologias e que promove o contacto com a natureza e o mundo exterior humanizado. A escola tem ainda por base a participação da família e da comunidade envolvente”, explicam.

“Contribuir para uma geração de cidadãos mais autónomos, conscientes e íntegros, perseverantes, inovadores, solidários, livres e felizes é o objetivo”, acrescentam.

O projeto assume-se como um convite pedagógico flexível em que as ‘7 Pétalas’ representam diferentes áreas de crescimento: o bem-estar físico e desporto (não competitivo); a área cognitiva articulada de alto nível académico; a área social e multi- cultural; as artes; a ecologia; as ciências aplicadas (produção e workshops) e o desenvolvimento pessoal.

Depois de ter merecido aprovação do Agrupamento de Escolas Montelongo, onde surge integrado, o projeto aguarda aprovação do Ministério da Educação e ganha força no âmbito da autonomia e flexibilidade curricular defendidos pelo Governo.
Segundo os responsáveis pelo projeto, cerca de vinte alunos estão já na lista de interessados a integrar a turma, a maior parte proveniente de fora do concelho de Fafe, como Guimarães, Vizela, Braga, Barcelos e Póvoa de Varzim. “Algumas famílias mostraram mesmo interesse em virem para cá viver, pela oportunidade de educarem os seus filhos desta forma inovadora”, revelam ao Expresso de Fafe.

Os responsáveis sublinham que esta é uma escola pública para qualquer criança dos 3 aos 13 anos, mas alertam que “não é uma escola para qualquer pai, que deverá estar alinhado com os princípios aqui defendidos”.

O projeto é um dos setes do género a implementar em Portugal, com o impulso e orientação do especialista em educação Professor José Pacheco, que esteve recentemente em Fafe no âmbito do “Ciclo de Encontros FAFéDUCAÇÃO”.

21.2.18

Reinventar a educação para enfrentar o futuro

in Jornal de Notícias

TONY WAGNER
Diretor do Laboratório de Inovação da Universidade de Harvard


Como todos os revolucionários, Tony Wagner eliminou a palavra "medo" do seu vocabulário. E incentiva professores, educadores e instituições a fazer o mesmo. Devemos reinventar a educação e dar um sentido moral a tudo o que fazemos.

Tony Wagner é um revolucionário. Mas para isso não precisa de levantar a voz, fazer comícios ou recitar slogans. Ele prefere a análise rigorosa e a honestidade intelectual. Não é em vão que é um dos maiores especialistas do mundo em educação. Diretor do Laboratório de Inovação da Universidade de Harvard, Wagner é assessor de inúmeras instituições educacionais e agências públicas. E quando fala sobre educação, sabe do que está a falar, pois trabalhou como professor do ensino secundário e catedrático. Ou seja, não é um teórico, mas alguém que esteve na sala de aula.

A revolução apresentada por este professor reside na necessidade de mudar o modelo educacional atual para que os jovens possam enfrentar com garantias o futuro que os aguarda. Wagner argumenta que devemos repensar o papel da escola, já que o conhecimento está em todo o lado e acessível a todos, pelo que deixou de ser essencial ter uma pessoa para o transmitir. Assim, bons professores devem mudar o papel que desempenharam até agora para se tornarem a força motriz por trás do talento dos seus alunos. A curiosidade e a criação artística, diz ele, estão inscritas no DNA do ser humano, por isso devemos perguntar-nos o que fazemos de errado com as crianças para que percam essas inquietudes quando se tornam adultos.

Como todo o verdadeiro revolucionário, Tony Wagner baniu a palavra "medo" do seu vocabulário. E incentiva professores, educadores e instituições a fazer o mesmo. Devemos reinventar a educação e dar um sentido moral a tudo o que fazemos.

13.3.17

«De estômago cheio os alunos podem aprender»

Texto Juliana Batista, in Fátima Missionária

Estudantes quenianos recebem diariamente refeições quentes. A alimentação torna possível que as crianças consigam concentrar-se para poder

Os responsáveis do Programa Mundial de Alimentação (PMA) e do governo queniano garantem refeições quentes 1,5 milhão de alunos todos os dias. Muitos dos estudantes beneficiados vivem em regiões áridas e semi-áridas. As refeições chegam também a meio milhão de pessoas que vivem em áreas de difícil acesso e àquelas que vivem em acampamentos informais de Nairobi, a capital.

A forma como esta iniciativa vigora no estado de Turkana mostra como é que ela funciona: os responsáveis por 113 escolas primárias têm acesso aos fundos do PMA e do governo para comprar os alimentos na região, promovendo assim a economia e a agricultura local.

Os membros do Programa Mundial de Alimentação recordam que as refeições fornecidas aos alunos «protegem as crianças da fome e oferecem nutrientes essenciais para o desenvolvimento físico e mental». «De estômago cheio, os alunos podem concentrar-se em aprender», dizem, citados pela Rádio ONU.

23.7.15

Crianças pobres têm mais dificuldades de aprendizagem

Por Notícias Ao Minuto

Crescer num ambiente de carência pode influenciar o desenvolvimento do cérebro.

"A pobreza influencia o rendimento escolar". Esta é a conclusão de um estudo a que o El Pais teve acesso e em que se conclui que crescer num ambiente de carência pode influenciar o desenvolvimento do cérebro.

O trabalho mostra que as partes do cérebro responsáveis pelos processos essenciais para a aprendizagem são vulneráveis a circunstâncias de grande pobreza, como o stress, a escassa estimulação e a fraca nutrição. Estas questões, defendem, influenciam em 20% o baixo rendimento dos menores com poucos recursos.

As conclusões resultam de uma análise às ressonâncias magnéticas realizadas ao longo da infância de 400 crianças e em que se verificou que o cérebro destas se desenvolvia muito menos nos casos das crianças mais pobres. Esse desenvolvimento era mais evidente no lóbulo frontal, temporal e no hipocampo, considerada a principal sede da memória.

Estas conclusões devem, segundo os investigadores das universidades de Michigan, Duke e Wisconsin, levar à aplicação de mais políticas públicas para diminuir as desigualdades, havendo sempre a necessidade de lembrar os pais que, independentemente das suas posses, devem estimular os filhos para a educação.

Mas esta não é a primeira vez que a pobreza é associada às fracas capacidades cognitivas das crianças. Em 2013, uma investigação com o nome ‘Neurologia da Miséria’ (termo usado pelos investigadores) desvendou os principais impactos que uma infância pobre pode ter para uma criança. Segundo o estudo em questão, crescer num clima de miséria tem efeitos negativos no cérebro, sendo o hipocampo a zona mais afectada.