In "Cais"
Se a música tem a força de mover multidões, porque não canalizar essa energia para ajudar uma causa? É a partir desta premissa que surge a ideia da iniciativa CAIS + Música + Ajuda, um conjunto de concertos a acontecer durante o primeiro semestre do ano, em vários locais do país. Estão já confirmadas atuações de alguns dos principais nomes do panorama musical nacional.
A música é dos elementos motores de uma sociedade.
Acompanha o quotidiano de cada indivíduo de uma forma próxima e constante, mais do que qualquer outra arte. É por isso que tantas vezes consegue mover e reunir pessoas à volta de um artista ou banda num concerto ou festival.
O mais recente projeto da Associação CAIS, + Música + Ajuda é um auténtico festival de música que, ao longo de 6 meses, em vários pontos culturais do país, vai agregar o poder desta arte em prol de uma causa social - promover a angariação de fundos e apoios para a Associação.
Através da música, a ideia é despertar a importância de desenvolver uma sociedade cada vez mais ativa e participativa com causas sociais. Martim Rodrigues, promotor do projeto + Música + Ajuda, conta como nasceu esta iniciativa: "Surge a vontade de fazer alguma coisa diferente, algo onde possamos ouvir o artista a tocar o que gosta, numa sala pequena, e ao mesmo tempo apoiar uma instituição e a CAIS é a Associação que reúne os requisitos necessários para dar força a uma iniciativa cultural e social como este projeto de música" Procurando angariar fundos, apoios de mecenas e voluntários que possam contribuir para o desenvolvimento da Associação, Conceição Cordeiro, refere que "ter um registo de energia positiva da música, num contexto complicado, é fantástico". A Diretora-Executiva da Associação CAIS explica a importância do + Música + Ajuda para a instituição.
"Ao mesmo tempo que envolvemos as pessoas, damos a conhecer o trabalho desenvolvido pela Associação, que faz muito mais para além da Revista, por isso este projeto surgiu na altura certa".
O projeto + Música + Ajuda pode ser considerado o primeiro festival em prol de uma causa social em Portugal. De Janeiro até Junho, em algumas salas icónicas do pais, irão ter lugar concertos intimistas que servirão de rampa de lançamento para o grande espetáculo de encerramento a realizar-se no primeiro fim-de-semana de Junho, no Estádio do Restelo, em Lisboa.
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5.2.16
27.3.14
Depois de ter "empobrecido" o país, Passos aposta nas políticas sociais
in RR
Passos Coelho diz que o Executivo vai apoiar nesta área, mas o director da CAIS lamenta que tal só agora aconteça. "Os políticos, durante estes anos, não estiveram nada bem."
O primeiro-ministro garante que o Governo vai olhar pelas políticas sociais, mas o director da associação CAIS lamenta que a promessa de Passos Coelho tenha chegado tão tarde.
Em declarações à Renascença, Henrique Pinto acusa o Governo de só querer apostar nas políticas sociais depois de "empobrecido" grande parte da população portuguesa.
"Lamento e, de alguma maneira, denuncio que, durante estes anos, tenhamos empobrecido o país para agora nos passar pela cabeça que temos de combater a pobreza, as desigualdades e a exclusão social", critica.
O director da CAIS (Círculo de Apoio à integração dos Sem-abrigo) aponta o dedo. "A culpa é de quem governa, a culpa é de quem tem assento parlamentar e apoia o Governo. Creio que os políticos durante estes anos não estiveram nada bem no que toca a estas questões", diz.
Um em cada dez portugueses não tem dinheiro para renda ou refeição com carne e quase dois milhões estão em risco de pobreza, revelou segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística.
"O que estes números do INE revelam é que há de facto um empobrecimento maior de Portugal", reage Henrique Pinto. "Estamos em 2012 com 18,7% de pessoas no limiar da pobreza. Oxalá o primeiro-ministro e o Governo façam alguma coisa. Eu apostaria num aumento do abono, na revisão das propinas e do Rendimento Social de Inserção".
Passos Coelho diz que o Executivo vai apoiar nesta área, mas o director da CAIS lamenta que tal só agora aconteça. "Os políticos, durante estes anos, não estiveram nada bem."
O primeiro-ministro garante que o Governo vai olhar pelas políticas sociais, mas o director da associação CAIS lamenta que a promessa de Passos Coelho tenha chegado tão tarde.
Em declarações à Renascença, Henrique Pinto acusa o Governo de só querer apostar nas políticas sociais depois de "empobrecido" grande parte da população portuguesa.
"Lamento e, de alguma maneira, denuncio que, durante estes anos, tenhamos empobrecido o país para agora nos passar pela cabeça que temos de combater a pobreza, as desigualdades e a exclusão social", critica.
O director da CAIS (Círculo de Apoio à integração dos Sem-abrigo) aponta o dedo. "A culpa é de quem governa, a culpa é de quem tem assento parlamentar e apoia o Governo. Creio que os políticos durante estes anos não estiveram nada bem no que toca a estas questões", diz.
Um em cada dez portugueses não tem dinheiro para renda ou refeição com carne e quase dois milhões estão em risco de pobreza, revelou segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística.
"O que estes números do INE revelam é que há de facto um empobrecimento maior de Portugal", reage Henrique Pinto. "Estamos em 2012 com 18,7% de pessoas no limiar da pobreza. Oxalá o primeiro-ministro e o Governo façam alguma coisa. Eu apostaria num aumento do abono, na revisão das propinas e do Rendimento Social de Inserção".
15.1.13
Presidente do Parlamento Europeu visita a Associação CAIS
Por Ana Tomás, in iOnline
O Presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, visita esta sexta-feira a Associação Cais.
A passagem pela organização é paralela ao programa da primeira visita oficial a Portugal do responsável, eleito em Janeiro de 2012.
Da visita constam encontros oficiais com o Presidente da República, Cavaco Silva, a Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, os líderes dos grupos parlamentares e os presidentes das comissões parlamentares dos Assuntos Europeus e dos Negócios Estrangeiros.
Martin Schulz encontra-se esta quinta-feira com o secretário-geral do PS, António José Seguro, num jantar de trabalho.
No encontro, o líder do PS e o presidente do Parlamento Europeu deverão abordar essencialmente assuntos europeus - matéria em que o PS tem insistido numa "clarificação" que ponha fim a uma conjuntura de "ambiguidade".
O Presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, visita esta sexta-feira a Associação Cais.
A passagem pela organização é paralela ao programa da primeira visita oficial a Portugal do responsável, eleito em Janeiro de 2012.
Da visita constam encontros oficiais com o Presidente da República, Cavaco Silva, a Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, os líderes dos grupos parlamentares e os presidentes das comissões parlamentares dos Assuntos Europeus e dos Negócios Estrangeiros.
Martin Schulz encontra-se esta quinta-feira com o secretário-geral do PS, António José Seguro, num jantar de trabalho.
No encontro, o líder do PS e o presidente do Parlamento Europeu deverão abordar essencialmente assuntos europeus - matéria em que o PS tem insistido numa "clarificação" que ponha fim a uma conjuntura de "ambiguidade".
27.11.12
CAIS recebe prémio europeu e inédito para Portugal
Raquel Pinto, in Expresso
Comité Económico e Social Europeu distinguiu a associação portuguesa com o 'Civil Society Prize' por cinco projetos de "empregabilidade social" no âmbito da área em que se posicionam - a pobreza severa e os sem-abrigo.
A Associação CAIS foi distinguida pelo Comité Económico e Social Europeu (CESE) com o 'Civil Society Prize' por cinco projetos de "empregabilidade social" no âmbito da área em que se posicionam - a pobreza severa e os sem-abrigo.
Ir além da "impessoal solidariedade da esmola". É desta forma que Henrique Pinto, diretor da CAIS, caracteriza ao Expresso o trabalho que é desenvolvido ao longo de 18 anos, que se completam em dezembro.
A notícia do segundo prémio, no valor de 10 mil euros, chegou-lhe na passada semana e revela que "é a primeira vez que uma associação portuguesa recebe um prémio do Comité Económico e Social Europeu".
Contato direto para "resconstruir" físico e mente
Fala da importância na associação pelo "acolhimento direto das pessoas ao invés do apoio à distância" para que seja possível a "reconstrução física e mental" de quem ajudam.
"É possível trabalhar a auto-estima, os afetos, a harmonia, fazerem as pazes com a sua história de vida", sublinha Henrique Pinto, acrescentando que depois investem na "procura de uma casa" para quem não a tem, na "recuperação de competências pessoais e profissionais em espaços de formação com formadores voluntários" no sentido de "ingressarem no mercado".
Prémio revela que "vamos no bom sentido"
"É o reconhecimento de um bom trabalho, que vamos no bom sentido, estimula-nos e enche-nos de orgulho", diz o dirigente e enumera em forma de resumo os princípios da associação: "acolher pessoalmente, formar e requalificar, e encontrar trabalho". Um trabalho que "não os leve à precariedade, mesmo que pareça simples ou marginal", ressalva.
Henrique Pinto esclarece ao Expresso que os cinco projetos a que se candidataram ao prémio europeu são a lavagem a seco dos automóveis, reciclagem de resíduos, a venda da revista CAIS, engraxadores e a prestação de serviço de tarefeiro para funcionários de empresas. As funções são todas desempenhadas pelos utentes, no caminho do trabalho e conseguir o sustento económico.
Criatividade, inovação e empreendedorismo social
Para Henrique Pinto, as organizações têm que aprender a serem "criativas e inovadoras, o empreendedorismo social". É preciso "criar internamente mecanismos de auto-sustentação. Não podem correr o risco de entrar em falência" por falta de ajuda do Estado social ou falhas nos acordos de cooperação. E assume: "não devíamos ter medo. É preciso ter a ideia de lucro e reinvesti-la. Para gerar emprego e por sua vez riqueza, frisa e revela ao Expresso que está a ser estudado um novo formato editorial e um novo design para a revista CAIS.
O responsável aponta os números conseguidos com a revista CAIS - feita com a "generosidade" de colaboradores voluntários fora da associação e sem publicidade -, que tem uma tiragem anual de 15 mil exemplares: "São 7 milhões de euros em 18 anos, dos quais cinco milhões foram distribuídos aos vendedores, um milhão ficou para a CAIS e o restante para entidades parceiras".
O papel das comunidades
Não há resultados de 2012, mas em 2011 a associação prestou auxílio a 400 pessoas, conseguindo que 34 se integrassem no mercado laboral.
Henrique Pinto deixa ainda a mensagem da importância interventiva que as comunidades deveriam assumir para a identificação e resolução de situações de risco e o seu papel de coesão social.
"As organizações só deveriam fazer sentido quando as comunidades precisam delas. Olhar para os seres com necessidades e satisfazê-las não é esse o caminho para aliviar a pobreza", defende. Na sua opinião falta a perspetiva de "têm talento, um potencial único e como torná-lo em sustento".
O prémio vai ser apresentado amanhã, em Lisboa, numa conferência de imprensa no Conselho Económico Social. A 12 de dezembro decorre a cerimónia em Bruxelas numa sessão plenária do CES.
Comité Económico e Social Europeu distinguiu a associação portuguesa com o 'Civil Society Prize' por cinco projetos de "empregabilidade social" no âmbito da área em que se posicionam - a pobreza severa e os sem-abrigo.
A Associação CAIS foi distinguida pelo Comité Económico e Social Europeu (CESE) com o 'Civil Society Prize' por cinco projetos de "empregabilidade social" no âmbito da área em que se posicionam - a pobreza severa e os sem-abrigo.
Ir além da "impessoal solidariedade da esmola". É desta forma que Henrique Pinto, diretor da CAIS, caracteriza ao Expresso o trabalho que é desenvolvido ao longo de 18 anos, que se completam em dezembro.
A notícia do segundo prémio, no valor de 10 mil euros, chegou-lhe na passada semana e revela que "é a primeira vez que uma associação portuguesa recebe um prémio do Comité Económico e Social Europeu".
Contato direto para "resconstruir" físico e mente
Fala da importância na associação pelo "acolhimento direto das pessoas ao invés do apoio à distância" para que seja possível a "reconstrução física e mental" de quem ajudam.
"É possível trabalhar a auto-estima, os afetos, a harmonia, fazerem as pazes com a sua história de vida", sublinha Henrique Pinto, acrescentando que depois investem na "procura de uma casa" para quem não a tem, na "recuperação de competências pessoais e profissionais em espaços de formação com formadores voluntários" no sentido de "ingressarem no mercado".
Prémio revela que "vamos no bom sentido"
"É o reconhecimento de um bom trabalho, que vamos no bom sentido, estimula-nos e enche-nos de orgulho", diz o dirigente e enumera em forma de resumo os princípios da associação: "acolher pessoalmente, formar e requalificar, e encontrar trabalho". Um trabalho que "não os leve à precariedade, mesmo que pareça simples ou marginal", ressalva.
Henrique Pinto esclarece ao Expresso que os cinco projetos a que se candidataram ao prémio europeu são a lavagem a seco dos automóveis, reciclagem de resíduos, a venda da revista CAIS, engraxadores e a prestação de serviço de tarefeiro para funcionários de empresas. As funções são todas desempenhadas pelos utentes, no caminho do trabalho e conseguir o sustento económico.
Criatividade, inovação e empreendedorismo social
Para Henrique Pinto, as organizações têm que aprender a serem "criativas e inovadoras, o empreendedorismo social". É preciso "criar internamente mecanismos de auto-sustentação. Não podem correr o risco de entrar em falência" por falta de ajuda do Estado social ou falhas nos acordos de cooperação. E assume: "não devíamos ter medo. É preciso ter a ideia de lucro e reinvesti-la. Para gerar emprego e por sua vez riqueza, frisa e revela ao Expresso que está a ser estudado um novo formato editorial e um novo design para a revista CAIS.
O responsável aponta os números conseguidos com a revista CAIS - feita com a "generosidade" de colaboradores voluntários fora da associação e sem publicidade -, que tem uma tiragem anual de 15 mil exemplares: "São 7 milhões de euros em 18 anos, dos quais cinco milhões foram distribuídos aos vendedores, um milhão ficou para a CAIS e o restante para entidades parceiras".
O papel das comunidades
Não há resultados de 2012, mas em 2011 a associação prestou auxílio a 400 pessoas, conseguindo que 34 se integrassem no mercado laboral.
Henrique Pinto deixa ainda a mensagem da importância interventiva que as comunidades deveriam assumir para a identificação e resolução de situações de risco e o seu papel de coesão social.
"As organizações só deveriam fazer sentido quando as comunidades precisam delas. Olhar para os seres com necessidades e satisfazê-las não é esse o caminho para aliviar a pobreza", defende. Na sua opinião falta a perspetiva de "têm talento, um potencial único e como torná-lo em sustento".
O prémio vai ser apresentado amanhã, em Lisboa, numa conferência de imprensa no Conselho Económico Social. A 12 de dezembro decorre a cerimónia em Bruxelas numa sessão plenária do CES.
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