A Organização Não-Governamental (ONG) Oxfam disse esta segunda-feira que bastam duas semanas dos lucros obtidos pelos bilionários do setor alimentar para garantir o financiamento pedido pela ONU para combater a fome na África Oriental."Uma quantidade monstruosa de riqueza está a ser acumulada no topo das cadeias globais de abastecimento alimentar", disse Hanna Saarinen, responsável pela política alimentar da Oxfam espanhola, citada pela agência espanhola de notícias Efe, acrescentando que bastariam duas semanas dos lucros dos bilionários da indústria alimentar para financiar todo o apelo da ONU para responder à crise da fome na África Oriental, que enfrenta atualmente défices de financiamento.
A ONG salientou que os bilionários neste setor aumentaram a sua riqueza coletiva em 382 mil milhões de dólares (cerca de 377 mil milhões de euros) desde 2020, enquanto o apelo lançado pela ONU é de um total de 6,2 mil milhões de dólares (cerca de 6,12 mil milhões de euros), que recebeu apenas 16% do financiamento pedido.
"Embora o aumento dos preços dos alimentos esteja a contribuir para uma catástrofe crescente que está a deixar milhões de pessoas incapazes de se alimentarem, os líderes mundiais estão a caminhar na direção errada, são como sonâmbulos rumo a um desastre humanitário", advertiu a responsável.
"Precisamos de um novo sistema alimentar mundial para acabar verdadeiramente com a fome; um sistema que funcione para todos, e uma boa opção seria tributar os super-ricos, que viram a sua riqueza disparar para níveis recorde nos últimos dois anos", defendeu.
Preço de cabaz mínimo subiu mais de 160%
A Oxfam salientou que as pessoas nos países da África Oriental gastam até 60% dos seus rendimentos em alimentos, numa região que também é fortemente dependente de alimentos importados. Os alimentos e bebidas representam 54% do índice de preços na Etiópia, enquanto na Somália os preços do milho eram seis vezes mais elevados do que os preços mundiais em maio face ao que custavam um ano antes.
De acordo com o comunicado de imprensa da Oxfam, nalgumas regiões da Somália os gastos com o cabaz alimentar mínimo subiram mais de 160% em comparação com 2021, com o preço de um quilo de sorgo 240% mais alto do que a média dos últimos cinco anos.
No caso da Etiópia, a inflação alimentar subiu 43,9% desde o ano passado, com os preços dos alimentos a subir 70% entre janeiro e maio deste ano, mais do dobro do aumento global.
No Quénia, o preço da farinha de milho, o principal alimento básico, duplicou em sete meses e subiu 50% só entre junho e julho, um aumento dos preços dos alimentos e da energia que aumentará a pobreza em 2,5%, empurrando um número estimado de 1,4 milhões de pessoas para a pobreza extrema.
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21.2.18
“Não podemos depender da chuva para produzir alimentos”
in Expresso
O engenheiro agrónomo que pôs em marcha o programa Fome Zero no Brasil — que em 2003 tirou da fome milhões de brasileiros — esteve em Lisboa para participar numa reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre agricultura familiar: “Em África, deveríamos estar a criar dez milhões de empregos por ano; como só são gerados três a quatro milhões”, o défice é enorme, e isso leva muitos jovens a arriscar a vida na “travessia do Sara e do Mediterrâneo. Por isso é que tentamos convencer os doadores a investir em África em vez de andarem a criar muros” na Europa.
As Nações Unidas defendem o Direito Humano à Alimentação Adequada, mas ainda existe fome em muitos locais do mundo. Porquê?
A fome passa pela guerra, pelos conflitos, e também pela falta de dinheiro que resulta do desemprego. Há produtos disponíveis ao contrário do que acontecia nos anos 60 em que países como a Índia, o Bangladesh, e outros tiveram grandes crescimentos populacionais e falta de alimentos para tantas pessoas. Só que agora muitos não têm dinheiro para os comprar.
Isso significa que os chamados países ricos deviam ajudar, investindo nesses países e ajudando a inverter o ciclo?
Em países como o Mali, o Chade, a Eritreia e outros há conflitos mas também há falta de emprego para os jovens. Nos países africanos temos um défice de seis milhões de empregos por ano; se formos à causa última, faltam políticas de desenvolvimento rural. O caminho passa por uma aposta na agricultura familiar que produz 80% dos alimentos consumidos no mundo e cria postos de trabalho.
A resposta alimentar aos refugiados de guerra está a ser suficiente?
O que conseguimos fazer em situações de emergência é dar a alimentação básica. Mas não conseguimos fazer mais do que isso por falta de recursos; as crianças e mulheres são as grandes vítimas destes processos...
Comida em quantidade significa alimentação apropriada?
Não, não significa. Basta lembrar que Portugal tem um problema de obesidade; já teve fome, agora não tem, mas a obesidade é sinal de má alimentação.
A CPLP está preocupada com o papel da indústria alimentar no combate à obesidade e ao desperdício alimentar?
A CPLP é a segunda comunidade de países a ter uma política agrícola comum, e quero lembrar que a primeira foi a União Europeia. Ao ter uma política agrícola comum considera a alimentação uma prioridade e a prova é que um país como Angola fez grandes progressos em termos de autonomia alimentar, embora tenha o problema de ter minas nos terrenos, que dificultam a agricultura em certas áreas. Mas há que estar atento ao desperdício alimentar; o que se desperdiça quase que daria para alimentar a população mundial que tem falta de alimentos.
Como é que se combate o desperdício?
Com educação alimentar. A indústria tem de ter um papel ativo; hoje fabricam-se porções muito grandes de alimentos, incluindo as bebidas, que quase ninguém consome por inteiro. Vai fora e é um desperdício.
A agricultura biológica é mesmo mais saudável?
Esperamos que sim. Eu próprio sinto diferença quando consumo produtos biológicos, porque tenho algumas alergias.
Pode vir a ser mais barata?
O preço ainda é alto porque se produz pouca quantidade. Se se produzir mais e os canais de distribuição mudarem, o preço cai. Em Itália, existe o programa Km 0, que incentiva restaurantes a utilizarem produtos locais isentos de impostos.
O clima está a mudar e isso vai afetar a produção de muitos alimentos. Como se faz agricultura com menos água?
Não podemos continuar a depender da chuva para produzir alimentos. Tem de se usar o sistema gota a gota que consome mil vezes menos água do que a rega por inundação.
Portugal é um exemplo em termos agrícolas?
Melhorou muito. Soube acrescentar valor aos produtos que produz tornando-os competitivos.
O homem da luta contra a fome é neto de um português
Nasceu nos EUA, filho de brasileiros, e a biografia oficial também lhe estabelece uma ligação a Itália. Mas José Graziano da Silva, “um brasileiro na elite da ONU”, como o retratou a revista “IstoÉ”, diz com orgulho que o seu tio-avô, António Gomes do Céu, foi “guarda dos Pinhais Reais de Leiria”. Tem 68 anos, é neto paterno de Maria Gomes do Céu e José Gomes da Silva, dois portugueses da zona de Leiria que emigraram para o Brasil. Quando era estudante trabalhou como fotógrafo no estado de São Paulo.
O engenheiro agrónomo que pôs em marcha o programa Fome Zero no Brasil — que em 2003 tirou da fome milhões de brasileiros — esteve em Lisboa para participar numa reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre agricultura familiar: “Em África, deveríamos estar a criar dez milhões de empregos por ano; como só são gerados três a quatro milhões”, o défice é enorme, e isso leva muitos jovens a arriscar a vida na “travessia do Sara e do Mediterrâneo. Por isso é que tentamos convencer os doadores a investir em África em vez de andarem a criar muros” na Europa.
As Nações Unidas defendem o Direito Humano à Alimentação Adequada, mas ainda existe fome em muitos locais do mundo. Porquê?
A fome passa pela guerra, pelos conflitos, e também pela falta de dinheiro que resulta do desemprego. Há produtos disponíveis ao contrário do que acontecia nos anos 60 em que países como a Índia, o Bangladesh, e outros tiveram grandes crescimentos populacionais e falta de alimentos para tantas pessoas. Só que agora muitos não têm dinheiro para os comprar.
Isso significa que os chamados países ricos deviam ajudar, investindo nesses países e ajudando a inverter o ciclo?
Em países como o Mali, o Chade, a Eritreia e outros há conflitos mas também há falta de emprego para os jovens. Nos países africanos temos um défice de seis milhões de empregos por ano; se formos à causa última, faltam políticas de desenvolvimento rural. O caminho passa por uma aposta na agricultura familiar que produz 80% dos alimentos consumidos no mundo e cria postos de trabalho.
A resposta alimentar aos refugiados de guerra está a ser suficiente?
O que conseguimos fazer em situações de emergência é dar a alimentação básica. Mas não conseguimos fazer mais do que isso por falta de recursos; as crianças e mulheres são as grandes vítimas destes processos...
Comida em quantidade significa alimentação apropriada?
Não, não significa. Basta lembrar que Portugal tem um problema de obesidade; já teve fome, agora não tem, mas a obesidade é sinal de má alimentação.
A CPLP está preocupada com o papel da indústria alimentar no combate à obesidade e ao desperdício alimentar?
A CPLP é a segunda comunidade de países a ter uma política agrícola comum, e quero lembrar que a primeira foi a União Europeia. Ao ter uma política agrícola comum considera a alimentação uma prioridade e a prova é que um país como Angola fez grandes progressos em termos de autonomia alimentar, embora tenha o problema de ter minas nos terrenos, que dificultam a agricultura em certas áreas. Mas há que estar atento ao desperdício alimentar; o que se desperdiça quase que daria para alimentar a população mundial que tem falta de alimentos.
Como é que se combate o desperdício?
Com educação alimentar. A indústria tem de ter um papel ativo; hoje fabricam-se porções muito grandes de alimentos, incluindo as bebidas, que quase ninguém consome por inteiro. Vai fora e é um desperdício.
A agricultura biológica é mesmo mais saudável?
Esperamos que sim. Eu próprio sinto diferença quando consumo produtos biológicos, porque tenho algumas alergias.
Pode vir a ser mais barata?
O preço ainda é alto porque se produz pouca quantidade. Se se produzir mais e os canais de distribuição mudarem, o preço cai. Em Itália, existe o programa Km 0, que incentiva restaurantes a utilizarem produtos locais isentos de impostos.
O clima está a mudar e isso vai afetar a produção de muitos alimentos. Como se faz agricultura com menos água?
Não podemos continuar a depender da chuva para produzir alimentos. Tem de se usar o sistema gota a gota que consome mil vezes menos água do que a rega por inundação.
Portugal é um exemplo em termos agrícolas?
Melhorou muito. Soube acrescentar valor aos produtos que produz tornando-os competitivos.
O homem da luta contra a fome é neto de um português
Nasceu nos EUA, filho de brasileiros, e a biografia oficial também lhe estabelece uma ligação a Itália. Mas José Graziano da Silva, “um brasileiro na elite da ONU”, como o retratou a revista “IstoÉ”, diz com orgulho que o seu tio-avô, António Gomes do Céu, foi “guarda dos Pinhais Reais de Leiria”. Tem 68 anos, é neto paterno de Maria Gomes do Céu e José Gomes da Silva, dois portugueses da zona de Leiria que emigraram para o Brasil. Quando era estudante trabalhou como fotógrafo no estado de São Paulo.
25.1.16
Três anos de luta contra a fome
Juliana Batista, in "Fátima Missionária"
A organização «Manos Unidas» vai reunir esforços para combater o problema da fome no mundo, no âmbito de uma campanha que terá a duração de três anos
A nova campanha trienal contra a fome da associação espanhola «Manos Unidas» arranca no início deste ano. Até 2018, a organização vai empenhar-se em dar uma resposta às causas e problemas que provocam a fome no mundo.
A organização identifica os motivos e as dificuldades que causam a fome partindo de uma tríplice perspetiva: o mau uso dos recursos alimentares e energéticos, um sistema económico internacional que exclui as faixas mais vulneráveis e estilos de vida e de consumo que aumentam a vulnerabilidade e a marginalização.
A «Manos Unidas» é uma organização não governamental da Igreja Católica que tem como missão fomentar o desenvolvimento. O Dia Nacional desta ONG será assinalado a 14 de fevereiro, com iniciativas e eventos em todo o território espanhol.
A organização «Manos Unidas» vai reunir esforços para combater o problema da fome no mundo, no âmbito de uma campanha que terá a duração de três anos
A nova campanha trienal contra a fome da associação espanhola «Manos Unidas» arranca no início deste ano. Até 2018, a organização vai empenhar-se em dar uma resposta às causas e problemas que provocam a fome no mundo.
A organização identifica os motivos e as dificuldades que causam a fome partindo de uma tríplice perspetiva: o mau uso dos recursos alimentares e energéticos, um sistema económico internacional que exclui as faixas mais vulneráveis e estilos de vida e de consumo que aumentam a vulnerabilidade e a marginalização.
A «Manos Unidas» é uma organização não governamental da Igreja Católica que tem como missão fomentar o desenvolvimento. O Dia Nacional desta ONG será assinalado a 14 de fevereiro, com iniciativas e eventos em todo o território espanhol.
22.1.16
D. Jorge incita à erradicação da fome em Braga
In "Diário do Minho"
O Arcebispo Primaz desafiou, ontem, os fiéis a assumirem «o combate para a erradicação da fome na cidade de Braga». D. Jorge Ortiga falava na capela de S. Sebastião das Carvalheiras, onde elogiou a recuperação do templo.
O Arcebispo Primaz desafiou, ontem, os fiéis a assumirem «o combate para a erradicação da fome na cidade de Braga». D. Jorge Ortiga falava na capela de S. Sebastião das Carvalheiras, onde elogiou a recuperação do templo.
3.12.15
Associação do bairro da Belavista, em Setúbal, denuncia casos de fome
Ana Luísa Rodrigues, Mário Piteira, Mário Santos, Pedro Pessoa, in "RTP"
O Centro Cultural Africano afirma que há pessoas com fome no bairro da Belavista, em Setúbal. 25 famílias perderam o apoio alimentar do centro porque faliram os restaurantes que doavam as refeições.
O Centro Cultural Africano afirma que há pessoas com fome no bairro da Belavista, em Setúbal. 25 famílias perderam o apoio alimentar do centro porque faliram os restaurantes que doavam as refeições.
11.11.15
“Jantar agarrado ao telemóvel não é uma família, é uma pensão"
In Rádio Renascença
Na audiência-geral desta quarta-feira, o Papa criticou também a desigualdade a nível global sobre o acesso aos alimentos.
O Papa voltou a pronunciar-se contra os excessos das sociedades contemporâneas. Na audiência-geral desta quarta-feira, no Vaticano, Francisco insurgiu-se contra o facto de muitos gastarem de mais, enquanto outros passam fome e lamentou a fraca convivência familiar.
Na mensagem dirigida aos cerca de 20 mil fiéis e peregrinos que marcaram presença na Praça S. Pedro, Francisco considerou que “a convivência é um termómetro seguro para medir a saúde das relações: se na família alguma coisa não está bem, ou há uma ferida escondida, à mesa, percebe-se logo”.
“Uma família que quase nunca come em conjunto ou que, à mesa, não fala mas vê a televisão ou olha para o ‘smartphone’, é uma família ‘pouco família’. Quando os filhos, à mesa, estão agarrados ao computador, ao telemóvel e não se ouvem uns aos outros, isto não é família, é uma pensão”, acrescentou.
Ainda a propósito da imagem de uma família reunida à mesa, o Papa Francisco lembrou ainda a desigualdade a nível global sobre o acesso aos alimentos.
“Nos países ricos somos induzidos a gastar dinheiro para comer excessivamente e, depois, somo-lo de novo para remediar o excesso. Este negócio insensato desvia a nossa atenção da verdadeira fome do corpo e da alma. Quando não há convivência, há egoísmo, cada um só pensa em si, ajudado pela publicidade que a reduziu a uma linguagem de lanches e guloseimas, enquanto tantos, demasiados irmãos e irmãs, ficam fora da mesa. Isto é uma vergonha!”, rematou.
Para o Papa argentino, a Eucaristia de uma “Igreja familiar” é capaz de restituir à comunidade a “levedura activa e a hospitalidade mútua”: “É uma escola de inclusão humana.”
Na audiência-geral desta quarta-feira, o Papa criticou também a desigualdade a nível global sobre o acesso aos alimentos.
O Papa voltou a pronunciar-se contra os excessos das sociedades contemporâneas. Na audiência-geral desta quarta-feira, no Vaticano, Francisco insurgiu-se contra o facto de muitos gastarem de mais, enquanto outros passam fome e lamentou a fraca convivência familiar.
Na mensagem dirigida aos cerca de 20 mil fiéis e peregrinos que marcaram presença na Praça S. Pedro, Francisco considerou que “a convivência é um termómetro seguro para medir a saúde das relações: se na família alguma coisa não está bem, ou há uma ferida escondida, à mesa, percebe-se logo”.
“Uma família que quase nunca come em conjunto ou que, à mesa, não fala mas vê a televisão ou olha para o ‘smartphone’, é uma família ‘pouco família’. Quando os filhos, à mesa, estão agarrados ao computador, ao telemóvel e não se ouvem uns aos outros, isto não é família, é uma pensão”, acrescentou.
Ainda a propósito da imagem de uma família reunida à mesa, o Papa Francisco lembrou ainda a desigualdade a nível global sobre o acesso aos alimentos.
“Nos países ricos somos induzidos a gastar dinheiro para comer excessivamente e, depois, somo-lo de novo para remediar o excesso. Este negócio insensato desvia a nossa atenção da verdadeira fome do corpo e da alma. Quando não há convivência, há egoísmo, cada um só pensa em si, ajudado pela publicidade que a reduziu a uma linguagem de lanches e guloseimas, enquanto tantos, demasiados irmãos e irmãs, ficam fora da mesa. Isto é uma vergonha!”, rematou.
Para o Papa argentino, a Eucaristia de uma “Igreja familiar” é capaz de restituir à comunidade a “levedura activa e a hospitalidade mútua”: “É uma escola de inclusão humana.”
2.11.15
Eliminar a fome é possível, diz Mattarella ao fim da Expo
In Notícias UOL
ROMA, 31 OUT (ANSA) - "O evento de hoje não é um adeus, mas uma passagem. O início de um novo empenho cívico", disse o presidente italiano, Sergio Matarella, durante o encerramento da Expo 2015, em Milão.
Segundo ele, o maior sucesso da exposição mundial foi ter ajudado a alimentação e a nutrição a se tornarem uma língua comum da população, uma "expressão de diálogo e de valorização da biodiversidade".
"Alimentar o planeta sem excluir ninguém é possível. Eliminar a fome é possível e representa um elemento indispensável para a construção da paz", concluiu.
ROMA, 31 OUT (ANSA) - "O evento de hoje não é um adeus, mas uma passagem. O início de um novo empenho cívico", disse o presidente italiano, Sergio Matarella, durante o encerramento da Expo 2015, em Milão.
Segundo ele, o maior sucesso da exposição mundial foi ter ajudado a alimentação e a nutrição a se tornarem uma língua comum da população, uma "expressão de diálogo e de valorização da biodiversidade".
"Alimentar o planeta sem excluir ninguém é possível. Eliminar a fome é possível e representa um elemento indispensável para a construção da paz", concluiu.
15.6.15
O combate à fome
por Francisco Sarsfield Cabral, in RR
Perto de 800 milhões de pessoas em todo o mundo são subalimentadas, segundo a FAO. Mas há uma diminuição de 167 milhões desde há dez anos e de 216 milhões desde 1990.
Continua o escândalo de o mundo já ter meios financeiros e técnicos para eliminar a fome, mas esta ainda afectar muita gente. Dito isto, há progressos que, embora insuficientes, apontam no sentido certo. A tão criticada globalização tirou da miséria centenas de milhões de pessoas, sobretudo na China.
Segundo o último relatório da FAO (a organização da ONU para a alimentação e a agricultura) ainda cerca de 10% da população mundial, perto de 800 milhões, é subalimentada. Mas há uma diminuição de 167 milhões desde há dez anos e de 216 milhões desde 1990.
Assim, e apesar do aumento demográfico mundial, de 1990 até hoje o número de pessoas com fome baixou de 18% para 11% da população mundial.
Esta melhoria não pode levar a um menor empenho internacional na redução da pobreza e no combate à fome. Na África ao Sul do Saara a situação é preocupante, bem como na Ásia do Sul. E as alterações climáticas podem pôr em causa a segurança alimentar.
Se nada for feito nesse domínio, 600 milhões adicionais de pessoas irão sofrer de fome daqui até 2080.
Perto de 800 milhões de pessoas em todo o mundo são subalimentadas, segundo a FAO. Mas há uma diminuição de 167 milhões desde há dez anos e de 216 milhões desde 1990.
Continua o escândalo de o mundo já ter meios financeiros e técnicos para eliminar a fome, mas esta ainda afectar muita gente. Dito isto, há progressos que, embora insuficientes, apontam no sentido certo. A tão criticada globalização tirou da miséria centenas de milhões de pessoas, sobretudo na China.
Segundo o último relatório da FAO (a organização da ONU para a alimentação e a agricultura) ainda cerca de 10% da população mundial, perto de 800 milhões, é subalimentada. Mas há uma diminuição de 167 milhões desde há dez anos e de 216 milhões desde 1990.
Assim, e apesar do aumento demográfico mundial, de 1990 até hoje o número de pessoas com fome baixou de 18% para 11% da população mundial.
Esta melhoria não pode levar a um menor empenho internacional na redução da pobreza e no combate à fome. Na África ao Sul do Saara a situação é preocupante, bem como na Ásia do Sul. E as alterações climáticas podem pôr em causa a segurança alimentar.
Se nada for feito nesse domínio, 600 milhões adicionais de pessoas irão sofrer de fome daqui até 2080.
5.3.14
Cáritas «combate a fome» na Expo 2015
Texto Juliana Batista, in Fátima Missionária
A Cáritas Internacional irá divulgar a campanha «Uma só Família Humana», investindo «toda a criatividade» no combate à fome no mundo, durante a exposição mundial de 2015
A Cáritas vai participar na Expo 2015, que irá realizar-se na cidade de Milão, em Itália, entre os meses de maio e outubro, com o tema «Nutrir o Planeta, Energia para a Vida». Na exposição universal, a organização humanitária vai divulgar a campanha «Uma só Família Humana», investindo «toda a criatividade» no combate à fome no mundo.
«[A Expo 2015] não poderia ser a primeira que promove a ideia de que só vivendo e agindo como uma única família humana solidária, justa e responsável, teremos energia para a vida e, sobretudo, alimento para todos?», perguntou Óscar Maradiaga, presidente da Cáritas Internacional, citado pela agência Ecclesia.
Em Milão, Óscar Maradiaga valorizou as exposições mundiais como «preciosas ocasiões» para a desenvolver a criatividade e para a inauguração de obras de arte e de monumentos que marcaram a história. «Foram estas vitrinas universais que fizeram nascer edifícios como a Torre Eiffel em Paris, o Atomium em Bruxelas ou o Palácio de Cristal em Londres, foram ocasiões para apresentar magníficas obras de arte, como o quadro ‘Guernica’ de Pablo Picasso dado a conhecer na Exposição Universal de Paris de 1937», disse.
O responsável pretende que estas exposições universais sejam também lembradas como um evento capaz de unir «toda a criatividade humana para combater a fome no mundo». Até 2025, a Cáritas Internacional promove uma campanha mundial na qual apela à erradicação da fome no mundo, alertando os governos, a Organização das Nações Unidas e todos os cidadãos para «o direito à alimentação».
A Cáritas Internacional irá divulgar a campanha «Uma só Família Humana», investindo «toda a criatividade» no combate à fome no mundo, durante a exposição mundial de 2015
A Cáritas vai participar na Expo 2015, que irá realizar-se na cidade de Milão, em Itália, entre os meses de maio e outubro, com o tema «Nutrir o Planeta, Energia para a Vida». Na exposição universal, a organização humanitária vai divulgar a campanha «Uma só Família Humana», investindo «toda a criatividade» no combate à fome no mundo.
«[A Expo 2015] não poderia ser a primeira que promove a ideia de que só vivendo e agindo como uma única família humana solidária, justa e responsável, teremos energia para a vida e, sobretudo, alimento para todos?», perguntou Óscar Maradiaga, presidente da Cáritas Internacional, citado pela agência Ecclesia.
Em Milão, Óscar Maradiaga valorizou as exposições mundiais como «preciosas ocasiões» para a desenvolver a criatividade e para a inauguração de obras de arte e de monumentos que marcaram a história. «Foram estas vitrinas universais que fizeram nascer edifícios como a Torre Eiffel em Paris, o Atomium em Bruxelas ou o Palácio de Cristal em Londres, foram ocasiões para apresentar magníficas obras de arte, como o quadro ‘Guernica’ de Pablo Picasso dado a conhecer na Exposição Universal de Paris de 1937», disse.
O responsável pretende que estas exposições universais sejam também lembradas como um evento capaz de unir «toda a criatividade humana para combater a fome no mundo». Até 2025, a Cáritas Internacional promove uma campanha mundial na qual apela à erradicação da fome no mundo, alertando os governos, a Organização das Nações Unidas e todos os cidadãos para «o direito à alimentação».
2.8.12
Algarve diz Não à Fome» com o apoio da AIHSA
in Barlavento
O C.A.S.A. Centro de Apoio ao Sem Abrigo – delegação do Algarve, com o apoio da A.I.H.S.A. leva a cabo entre 28 de julho e 5 de agosto a 3ª edição do «Algarve diz não à fome».
A campanha visa angariar fundos para esta IPSS, que não conta com qualquer apoio financeiro por parte das entidades oficiais e decorre em vários concelhos do Algarve junto dos estabelecimentos de restauração pelo 3ª ano consecutivo.
Para esta campanha, os restaurantes responderam de uma forma solidária, tendo em conta a grave crise que se atravessa pois são convidados a participar através do donativo de um pequeno valor (0,50€) por cada refeição servida naquele período, tendo havido restaurantes que também colaboram através da elaboração de um menu solidário e/ou de um donativo de vouchers refeição para ser usufruído no restaurante.
A AIHSA, atenta às dificuldades e problemas das famílias algarvias com dificuldades financeiras, associou-se mais uma vez ao evento através da divulgação do mesmo entre os seus associados apelando também à sua participação, podendo ser visível nos sites da AIHSA e do CASA.
Todos os estabelecimentos de restauração aderentes nos concelhos de Faro, Loulé, Tavira, São Brás, Olhão, vão estar devidamente identificados com um cartaz alusivo à campanha, em local visível.
O C.A.S.A. Centro de Apoio ao Sem Abrigo – delegação do Algarve, com o apoio da A.I.H.S.A. leva a cabo entre 28 de julho e 5 de agosto a 3ª edição do «Algarve diz não à fome».
A campanha visa angariar fundos para esta IPSS, que não conta com qualquer apoio financeiro por parte das entidades oficiais e decorre em vários concelhos do Algarve junto dos estabelecimentos de restauração pelo 3ª ano consecutivo.
Para esta campanha, os restaurantes responderam de uma forma solidária, tendo em conta a grave crise que se atravessa pois são convidados a participar através do donativo de um pequeno valor (0,50€) por cada refeição servida naquele período, tendo havido restaurantes que também colaboram através da elaboração de um menu solidário e/ou de um donativo de vouchers refeição para ser usufruído no restaurante.
A AIHSA, atenta às dificuldades e problemas das famílias algarvias com dificuldades financeiras, associou-se mais uma vez ao evento através da divulgação do mesmo entre os seus associados apelando também à sua participação, podendo ser visível nos sites da AIHSA e do CASA.
Todos os estabelecimentos de restauração aderentes nos concelhos de Faro, Loulé, Tavira, São Brás, Olhão, vão estar devidamente identificados com um cartaz alusivo à campanha, em local visível.
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