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21.10.15

“A Pobreza Não” assinala Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

in Local.pt

VIZELA – Como forma de comemorar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se assinala a 17 de outubro, a Câmara Municipal de Vizela associa-se à campanha nacional “A Pobreza Não”, promovida pela EAPN – Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal.

Trata-se de uma campanha publicitária de sensibilização, de âmbito nacional, sobre a Pobreza e que pretende ativar a responsabilidade social de cada cidadão, bem como a responsabilidade coletiva para a necessidade de construirmos uma sociedade inclusiva, livre de pobreza e que assegure a dignidade e o respeito pelos Direitos Humanos.

A campanha estará presente em mais de 125 concelhos aderentes, através da afixação de cartazes com imagens e mensagens de sensibilização para a situação de pobreza em que vivem muitas famílias e pessoas.

As imagens da Campanha foram cedidas por fotógrafos de renome nacional – Adriano Miranda, Lara Jacinto, Rui Farinha, Sérgio Aires e Paulo Pimenta – que colaboram com a EAPN pro bono e a parte criativa de produção das mensagens é da autoria de Miguel Januário, um dos grafitters mais conceituados do panorama nacional.

Rede anti-pobreza pede medidas que vão à raiz do problema

Olga Telo Cordeiro, in Nordeste

Associação promoveu em Bragança acção de sensibilização no dia internacional pela erradicação da pobreza


As políticas de combate à pobreza não são as mais adequadas para terminar com as situações de carência económica. Quem o afirma é Ivone Florêncio, Técnica do núcleo de Bragança da EAPN – a Rede Europeia Anti-pobreza Portugal, para quem as medidas assistencialistas e os poderes atribuídos a instituições sociais não resolvem as causas que estão na base das situações de pobreza. “As instituições só podem aplicar as medidas que são criadas, e que vão no sentido do assistencialismo, como dar comida ou roupa, não são medidas que actuem nas causas da pobreza”, frisa a responsável.

De acordo com Ivone Florêncio, este ciclo só será quebrado quando as políticas visarem combater o que está na origem das situações de carência económica, sustentando que “enquanto se criarem apenas medidas paliativas e de emergência social, as pessoas vão manter-se necessitadas daquele apoio a vida inteira, porque a sua situação não foi alterada”. De acordo com os dados mais recentes, em Portugal há mais de 2 milhões de pessoas a viver abaixo do limiar de pobreza, ou seja, com menos de 411 euros por mês. Não há dados sobre o distrito, mas de acordo com a técnica do núcleo de Bragança, que trabalha com a maioria das instituições da cidade, “o número de pobreza tem aumentado, o número de procura e de famílias à procura de apoio crescente de famílias”.

O passado sábado, dia 17, foi o dia internacional para a erradicação da pobreza e para assinalar a data a entidade fez uma campanha em Bragança em que pedia que fossem escritas num mural propostas “para combater a pobreza, a exclusão social e defender os direitos humanos”. As sugestões de transeuntes e de utentes de instituições de solidariedade social de Bragança vão ser avaliadas e algumas delas poderão servir de base de trabalhos e projectos postas em prática pela EAPN. A juntar a esta acção de rua, a entidade apostou numa campanha com muppies que está nas ruas de sete municípios do distrito.

Mealhada sensibiliza para a luta contra a pobreza e exclusão social

por Frederico Ribeiro, in Local.pt

A Câmara Municipal da Mealhada associou-se, mais um ano, à Semana pelo Combate à Pobreza e à Exclusão Social, levando a cabo várias atividades temáticas – tais como passeios, oficinas, idas ao cinema e à piscina, rastreios de saúde, palestras e tertúlias, campanhas de angariação –, de 10 a 17 de outubro, um pouco por todo o concelho. Uma iniciativa que procurou dar a conhecer à comunidade local que este flagelo também atinge famílias deste município e que é preciso que todos façamos algo para as incluir e integrar na sociedade. A Câmara Municipal da Mealhada pretendeu, deste forma, não só colocar o assunto na ordem do dia e promover a discussão sobre a temática, mas sobretudo sensibilizar e mobilizar a comunidade local para a luta contra este fenómeno.

Sessões gratuitas de cinema, idas às Piscinas Municipais, passeios pela Mata Nacional do Buçaco, atividades no recém-inaugurado Centro de Interpretação Ambiental, ações de voluntariado, oficinas, tertúlias e sessões informativas sobre as temáticas, rastreios de saúde, apresentações de projetos de saúde, campanhas de angariação e assinaturas de protocolos no âmbito da ação social. Foi assim, muito preenchida e diversificada, a Semana pelo Combate à Pobreza e à Exclusão Social no concelho da Mealhada. Uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal, dirigida sobretudo aos utentes do Serviço de Ação Social da autarquia, que procurou, essencialmente, alertar a sociedade para esta problemática, sensibilizando a população da Mealhada para esta causa e mobilizando-a a lutar contra este fenómeno.

“Quero agradecer aos parceiros, aos funcionários da autarquia, especialmente aos do Serviço de Ação Social, que foram inexcedíveis. Mas, especialmente, quero agradecer às famílias que vivem este flagelo e se disponibilizaram a trabalhar connosco esta temática, que deram a cara por esta luta que, sendo também deles, é de toda a sociedade. Para eles, um agradecimento especial, pela coragem, pela entrega. E, por eles, reforço o compromisso de que tudo continuaremos a fazer, nas mais diversas áreas, para minimizar o seu sofrimento, o sofrimento de todas as famílias que vivem na pobreza pelas mais diferentes razões e circunstâncias”, afirmou a vereador da Ação Social da Câmara Municipal da Mealhada, Arminda Martins.

A iniciativa da Câmara Municipal proporcionou também a todos os utentes do Serviço de Ação Social da autarquia desfrutarem de algumas experiências pela primeira vez. Houve quem nunca tivesse ido ao cinema, quem nunca tivesse ido à piscina, quem nunca se tivesse maquilhado. Houve quem se sentisse muito útil a fazer voluntariado, quem descobrisse como gosta de aprender coisas sobre o ambiente e a natureza, ou a confecionar pratos deliciosos e económicos, quem agradecesse pelos rastreios de saúde. “É de realçar a coragem das pessoas que participaram nas nossas atividades. Pessoas com muita dificuldade de se exporem, mas com muita força de vontade e que mostraram uma gratidão enorme por quem, com eles, luta contra este fenómeno”, sublinhou a vereadora Arminda Martins.

O programa da Semana pelo Combate à Pobreza e à Exclusão Social contou ainda com uma campanha de angariação que se encontra a decorrer até ao próximo dia 30 de novembro mas que, segundo a vereadora da Ação Social, já está a dar os seus frutos, o que “mostra a preocupação da comunidade”. Trata-se de uma campanha de recolha de têxteis, que irá reverter a favor dos agregados beneficiários da Loja Social da Mealhada. Quem quiser participar, pode fazê-lo entregando os bens na Loja Social da Mealhada, todos os dias úteis da semana, exceto às terças e quintas de manhã.

A Mealhada associou-se, assim, à Semana Pelo Combate à Pobreza e à Exclusão Social, um evento que tem vindo a ser dinamizado pela EAPN Portugal/ Rede Europeia Anti Pobreza, desde a celebração do Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social, em 2010. Uma iniciativa de âmbito nacional, que pretende sensibilizar a sociedade portuguesa para esta problemática. A autarquia da Mealhada, ao associar-se a esta campanha, pretendeu dar o seu contributo, sensibilizando a população da Mealhada para esta causa e mobilizando-a a lutar contra este fenómeno. Foram parceiros desta iniciativa a Fundação Mata do Buçaco, a Escola Profissional Vasconcellos Lebre, o Intermarché, a Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direitos dos Filhos e o Hospital da Misericórdia da Mealhada.

Câmara assina protocolos de âmbito social
Durante a Semana pelo Combate à Pobreza e à Exclusão Social, a Câmara Municipal da Mealhada assinou dois protocolos de cooperação, na tarde de dia 14 de outubro, com a H Sarah Trading Lda, uma empresa preparada e vocacionada para a recolha e tratamento de roupas, calçado e brinquedos usados, e com a ACOP – Associação de Consumidores de Portugal, associação que tem como missão assegurar a informação ao consumidor sobre os seus direitos e a cobertura constitucional desses direitos do consumidor.

O protocolo de cooperação assinado com a H Sarah Trading Lda prevê que essa empresa coloque equipamentos destinados à recolha de roupa, calçado e brinquedos em vários locais do município e se responsabilize pela sua manutenção, bem como assegure a recolha dos bens doados e garanta que, após um processo de triagem e avaliação dos bens, assegure que todos os que não se encontrem em condições sejam reciclados em estrito respeito pela legislação ambiental aplicável. A empresa garante ainda o fornecimento continuado de roupa, calçado e brinquedos aos serviços de Ação Social da Câmara Municipal, bem como se compromete a efetuar um donativo trimestralmente à Loja Social da Mealhada, na proporção de 100€ por tonelada recolhida, valor que será convertido em produtos de primeira necessidade, indicados pela Câmara Municipal.

Já o protocolo de cooperação assinado com a ACOP prevê que a criação de um Gabinete de Atendimento ao Consumidor, a funcionar no edifício dos serviços de Ação Social da autarquia, para receção das questões solicitadas pelos munícipes, sejam por via presencial ou outro meio, questões essas que serão remetidas posteriormente a ACOP. Já a associação fica obrigada a estar disponível, das 9h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h dos dias úteis, por meio de linha direta (telefone) ou via correio eletrónico, para os contactos indispensáveis com o município, de forma a assegurar o serviço de informação ao consumidor, prestando a informação solicitada a cada passo. A ACOP fica ainda com a obrigação de atendimento direto ao consumidor, quer nas instalações da ACOP em Coimbra ou através de videoconferência, dentro do horário acima referido.

20.10.15

Portalegre: "Árvores Mágicas...Em rede" invadiram Jardim Corredoura

in Rádio Portalegre

Portalegre: "Árvores Mágicas...Em rede" invadiram Jardim Corredoura Detalhes Publicado em 17-10-2015 Largas dezenas de pessoas estiveram presentes, esta sexta-feira, no evento "Árvores Mágicas. em Rede", organizado pela Rede Europeia Anti Pobreza, que assinalou o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. A iniciativa desafiou 45 instituições locais a decorar as árvores do Jardim da Corredoura contra a pobreza e a exclusão social. Para o Diretor Distrital da Segurança Social, João Carlos Laranjo, o problema da pobreza não se resolve "despejando" dinheiro para os pobres, mas sim na necessidade de convidá-los a participar na resolução dos seus problemas. A presidente da Câmara de Portalegre, Adelaide Teixeira, teve também a oportunidade de comunicar às largas de dezenas de pessoas presentes no evento que a autarquia está no "terreno" para tentar resolver o fenómeno da pobreza. Também os municípios de Nisa, Arronches e Castelo de Vide se quiseram juntar a este evento de âmbito nacional, vestindo as árvores dos seus jardins de forma a dizer "Pobreza Não". No final do evento, Isabel Lourinho, técnica do Núcleo de Portalegre da Rede Europeia Anti pobreza, disse estar emocionada pelo sucesso do evento que mobilizou tantas pessoas e instituições a lutar conta a exclusão social. Em Portalegre, o evento de solidariedade social contou ainda com as atuações da Banda Euterpe, que acompanhou o lançamento dos balões, da Cerci e da Universidade Sénior da Escola Silvina Candeias. Marina Barreta

EAPN Portugal assinala Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

in Rádio Elvas

Para assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza que se comemora hoje, a EAPN Portugal está a desenvolver, em parceria com outras instituições, a campanha nacional "A Pobreza Não...". A campanha tem como objetivo a sensibilização para as múltiplas questões da pobreza e o foco para deste ano está centrado em 5 imagens que remetem para 5 mensagens e conta já com a adesão de mais de 125 municípios que disponibilizaram cerca de 400 suportes publicitários nos diferentes concelhos envolvidos nesta campanha. A EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza, é uma entidade sem fins lucrativos que tem como missão defender os direitos humanos fundamentais e garantir que todos tenham as condições necessárias ao exercício da cidadania e a uma vida digna, promovendo a luta contra a pobreza e a exclusão social, o trabalho em rede e o envolvimento de toda a sociedade civil a qual procura concretizar através de uma metodologia de trabalho em rede com todos os "atores" nos processos de pobreza e exclusão social.

EAPN Portugal e Instituto Politécnico de Setúbal Comemoram Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

in Rostos on-line

Hoje, dia 19 de outubro decorre o seminário “Olhares sobre a Pobreza no seculo XXI”, iniciativa promovida EAPN Portugal/Núcleo Distrital de Setúbal e o Instituto Politécnico de Setúbal.

Integrado na Iniciativa pelo Combate à Pobreza e à Exclusão Social que se assinala entre os dias 10 e 19 de Outubro e nas comemorações do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza – 17 de Outubro, este evento visa sensibilizar cidadãos e cidadãs para as situações de pobreza no seu meio envolvente, desconstruindo eventuais estereótipos e apelando à consciencialização individual e coletiva sobre os factos e números relacionados com a pobreza e a exclusão social. Procura-se assim promover a responsabilidade de todos na resolução destes fenómenos e uma cultura de solidariedade e cooperação para a erradicação da pobreza.

16.10.15

Crise humanitária faz temer "futuro de forte instabilidade"

in Notícias ao Minuto

A Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal alertou hoje para "a urgência de travar" o flagelo da pobreza a nível mundial e advertiu que a atual crise humanitária refletida na vaga de refugiados faz "temer um futuro de forte instabilidade".

O alerta da EAPN Portugal surge na véspera do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, data aproveitada pela organização para reiterar que "é crucial" que Portugal defina uma estratégia nacional para erradicar a pobreza" e advertir que "o sonho de uma Europa social" se encontra "seriamente em risco".

"A crise humanitária que vivemos, na sequência de guerras e conflitos, tendo como consequência mais visível uma enorme vaga de refugiados, e a incerteza na tomada de decisão por parte dos líderes europeus face a este fenómeno, as consequentes manifestações xenófobas" um pouco por toda a Europa, "levam-nos a temer um futuro de forte instabilidade e desesperança", afirma a rede numa mensagem em que assinala a data.

Para a EAPN, a pobreza não é um problema de escassez de recursos: "se evitarmos a ganância e o desperdício e partilharmos o que temos de forma equitativa e sustentável, através de uma distribuição mais justa, é possível erradicar a pobreza".

"Não se trata de utopia, trata-se de encarar o problema de uma outra forma, focando a atenção na estabilidade económica e social ao nível global, numa lógica de desenvolvimento sustentável", sustentou, lembrando que este objetivo foi reafirmado pelas Nações Unidas.

Analisando a realidade portuguesa, a organização defende que é preciso olhar para além dos números. "Se olharmos apenas para os números (...) ficaremos assustados com as crianças que, em Portugal, se encontram em risco de pobreza e ou exclusão social" e com os níveis da emigração e do desemprego jovem.

"Estamos a falar das novas gerações, daquelas que irão escrever o futuro de Portugal" e que "não têm uma herança muito promissora", lamenta.

Volta-se a "temer o pior" quando se olha para o índice elevadíssimo de envelhecimento da população, para o desemprego de longa duração e para o número "surpreendentemente alto" de trabalhadores pobres.

Em Portugal, "a mão-de-obra é mal paga e o emprego precário predomina, levando ao aumento das desigualdades", principalmente nas mulheres.

A rede afirma que "este é o retrato breve do país real" e que exige uma resposta eficaz.

"Contamos com todos os portugueses e, especialmente, com aqueles que experienciam a pobreza todos os dias e que chamamos a nós para que se façam ouvir. Não para impressionar mas para despertar a consciência coletiva, particularmente a política que não pode, de forma nenhuma, alegar desconhecimento para a falta de ação", defende no comunicado o presidente da EAPN-Portugal, padre Jardim Moreira.

Crise humanitária refletida nos refugiados faz temer "futuro de forte instabilidade" - EAPN

in Lusa

A Rede Europeia Anti-Pobreza Portugal alertou hoje para "a urgência de travar" o flagelo da pobreza a nível mundial e advertiu que a atual crise humanitária refletida na vaga de refugiados faz "temer um futuro de forte instabilidade".

O alerta da EAPN Portugal surge na véspera do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, data aproveitada pela organização para reiterar que "é crucial" que Portugal defina uma estratégia nacional para erradicar a pobreza" e advertir que "o sonho de uma Europa social" se encontra "seriamente em risco".

"A crise humanitária que vivemos, na sequência de guerras e conflitos, tendo como consequência mais visível uma enorme vaga de refugiados, e a incerteza na tomada de decisão por parte dos líderes europeus face a este fenómeno, as consequentes manifestações xenófobas" um pouco por toda a Europa, "levam-nos a temer um futuro de forte instabilidade e desesperança", afirma a rede numa mensagem em que assinala a data.

Para a EAPN, a pobreza não é um problema de escassez de recursos: "se evitarmos a ganância e o desperdício e partilharmos o que temos de forma equitativa e sustentável, através de uma distribuição mais justa, é possível erradicar a pobreza".

"Não se trata de utopia, trata-se de encarar o problema de uma outra forma, focando a atenção na estabilidade económica e social ao nível global, numa lógica de desenvolvimento sustentável", sustentou, lembrando que este objetivo foi reafirmado pelas Nações Unidas.

Analisando a realidade portuguesa, a organização defende que é preciso olhar para além dos números. "Se olharmos apenas para os números (...) ficaremos assustados com as crianças que, em Portugal, se encontram em risco de pobreza e ou exclusão social" e com os níveis da emigração e do desemprego jovem.

"Estamos a falar das novas gerações, daquelas que irão escrever o futuro de Portugal" e que "não têm uma herança muito promissora", lamenta.

Volta-se a "temer o pior" quando se olha para o índice elevadíssimo de envelhecimento da população, para o desemprego de longa duração e para o número "surpreendentemente alto" de trabalhadores pobres.

Em Portugal, "a mão-de-obra é mal paga e o emprego precário predomina, levando ao aumento das desigualdades", principalmente nas mulheres.

A rede afirma que "este é o retrato breve do país real" e que exige uma resposta eficaz.

"Contamos com todos os portugueses e, especialmente, com aqueles que experienciam a pobreza todos os dias e que chamamos a nós para que se façam ouvir. Não para impressionar mas para despertar a consciência coletiva, particularmente a política que não pode, de forma nenhuma, alegar desconhecimento para a falta de ação", defende no comunicado o presidente da EAPN-Portugal, padre Jardim Moreira.

HN//GC

Lusa/fim




URL: http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/crise-humanitaria-refletida-nos-refugiados-faz-temer-futuro-de-forte-instabilidade-eapn_19852384.html

Temas: Causas






































































































































































































































15.10.15

Combate à pobreza não tem sido "uma prioridade" na Europa

in TVI24

Presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza diz que “o objetivo da inclusão social é secundarizado pelo do crescimento”

O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN Europa), Sérgio Aires, afirmou esta terça-feira que o combate à pobreza não tem sido uma prioridade dos governos europeus, que adotaram um modelo de crescimento económico que privilegia o lucro.

“Não nos parece que nos últimos quatro, cinco, seis anos o combate à pobreza tenha sido uma prioridade e quando olhamos para a estratégia europeia ‘Europa 2020’ e todos os outros mecanismos de governação europeia” constata-se que “o objetivo da inclusão social é secundarizado pelo objetivo do crescimento”, disse Sérgio Aires à agência Lusa.

Esse crescimento está muitas vezes “preparado para ser feito à custa da redução de direitos em termos de proteção social e garantias de proteção ao cidadão”, sublinhou Sérgio Aires.

O papel da Europa no mundo relativamente ao combate à pobreza vai estar em debate hoje e na quarta-feira, na Figueira da Foz, no VII Fórum Nacional de Combate à Pobreza e Exclusão Social, promovido pela EAPN Portugal para assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza (17 de outubro).

Segundo o presidente da EAPN Europa, o continente europeu, particularmente a União Europeia não tem conseguido combater este problema.

A situação de passar de “85 milhões de pobres em 2010 para 123 milhões em 2013” devia “fazer soar todas as campainhas da União Europeia e devia fazer com que os nossos dirigentes considerassem que este [combate à pobreza] é o primeiro objetivo”, frisou.

Advertiu, a este propósito, que “sem coesão social muito dificilmente haverá crescimento” ou então existirá “um crescimento que não é seguramente aquele que salvará as pessoas da pobreza”.

Mas os países com taxas de pobreza e de risco de pobreza mais altas sentirão mais dificuldade em fazer face a este fenómeno, que é global.

“Esse é um dos problemas que temos de ter em consideração e que muitas vezes é mal-encarado. Ou seja, pensa-se que a pobreza é um problema português, mas o problema da pobreza em Portugal não é um problema exclusivamente nacional”, salientou.

As suas causas estão também relacionadas com “o contexto internacional e o mundo em que vivemos”: “Se Portugal tem uma economia relativamente débil não se deve apenas à nossa responsabilidade, mas a muitas decisões que foram tomadas ao mais alto nível em termos globais”.

Para Sérgio Aires, a causa do problema na Europa deve-se ao modelo económico adotado pelos governos, que “não põe em primeira instância o bem-estar das pessoas, mas o lucro de alguns em detrimento da pobreza dos outros”.

“O tipo de crescimento que a Europa quer ter está tendencialmente a ser feito à custa da vida das pessoas e do seu bem-estar, nomeadamente pela redução da prestação social, que é um caso paradigmático”, comentou.

“A proteção social, que é fundamental para a economia poder crescer, está hoje sob suspeita. É aí que se tem feito grandes cortes em todos os países, particularmente naqueles que mais têm sido afetados pela austeridade”, lamentou.

Mealhada adere à semana pelo combate pelo combate à pobreza e exclusão social

por Frederico Ribeiro, in Local.pt

A Câmara Municipal da Mealhada está a promover, até ao próximo dia 17 de outubro, uma série de atividades de sensibilização para a problemática da pobreza e da exclusão social, que vão decorrer um pouco por todo o concelho. A Mealhada associa-se, assim, à Semana Pelo Combate à Pobreza e à Exclusão Social, um evento que tem vindo a ser dinamizado pela EAPN Portugal/ Rede Europeia Anti Pobreza, desde a celebração do Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social, em 2010.

Uma iniciativa de âmbito nacional, que pretende sensibilizar a sociedade portuguesa para esta problemática. A autarquia da Mealhada, ao associar-se a esta campanha, pretende dar o seu contributo, sensibilizando a população da Mealhada para esta causa e mobilizando-a a lutar contra este fenómeno.

O objetivo é mobilizar a sociedade portuguesa para a luta contra a pobreza e exclusão social, sensibilizando-a para a compreensão deste fenómeno e para questões que envolvam a violação dos Direitos Humanos. Para isso, a Câmara Municipal da Mealhada associa-se às comemorações nacionais da Semana Pelo Combate à Pobreza e à Exclusão Social, que estão a decorrer desde o passado sábado, dia 10, até dia 17 de outubro, promovendo um conjunto de iniciativas de luta contra estas problemáticas, que vão envolver a comunidade civil, os agentes sociais locais e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Vaticano: Papa associa-se a Dia Mundial para a Erradicação da Miséria

in Agência Ecclésia

Francisco defende direito ao desenvolvimento de todas as pessoas e pede combate à «pobreza extrema»

Cidade do Vaticano, 14 out 2015 (Ecclesia) - O Papa associou-se hoje no Vaticano ao Dia Mundial para a Erradicação da Miséria, que se celebra a 17 de outubro, e defendeu os direitos “fundamentais” de todos os seres humanos.

“Este dia propõe-se aumentar os esforços para eliminar a pobreza extrema e a discriminação, assegurando que cada um possa exercitar plenamente os seus direitos fundamentais”, disse Francisco, durante a audiência pública que decorreu na Praça de São Pedro, perante cerca de 30 mil pessoas.

“Estamos todos convidados a tornar nossa esta intenção, para que a caridade de Cristo chegue e alivie os irmãos e irmãs mais pobres e abandonados”, acrescentou.

Para assinalar esta data, a EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza está a organizar a campanha nacional ‘A pobreza não…’, que pretende sensibilizar para “as múltiplas questões da pobreza”.

Ainda hoje, o Papa enviou uma mensagem aos participantes no III Fórum Mundial do Desenvolvimento Económico Local, que decorre em Turim, considerando “urgente e indispensável” a concretização da ‘Agenda 2030’, da ONU.

“A medida e o indicador mais simples e adequado para o cumprimento da nova agenda para o desenvolvimento será o acesso efetivo, prático e imediato, para todos, aos bens materiais e espirituais indispensáveis”, precisou.

Entre esses bens estão a habitação, o trabalho digno, a alimentação, a água potável, a liberdade religiosa e a “liberdade de espírito e de educação.

Segundo o Papa, a única forma de atingir estes objetivos é “trabalhar a nível local”.

“As recorrentes crises mundiais demonstraram que as decisões económicas que procuram promover o progresso de todos através da criação de novos consumos e do aumento permanente do lucro são insustentáveis para o próprio andamento da economia global”, alertou.

Nesse sentido, falou mesmo de decisões “imorais” que deixam de fora das preocupações económicas a questão do que é “correto” e do “bem comum”.

Francisco apela por isso à criação de economias e empresas “livres” da ideologia, de “manipulações” políticas e da lei do “lucro a todo o custo”, para que possam estar “verdadeiramente ao serviço de todos e reintegrem os excluídos na vida social”.

OC