Rita Marques Costa, in Público on-line
Sérgio Aires, director do Observatório de Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, defende que é preciso ouvir mais as pessoas de modo a desenhar políticas que sejam realmente úteis.
Quais são as principais conclusões a que chegam nesta fase do barómetro?
As pessoas mexem-se. Mas nem todas, porque a nem todas lhes é permitido o movimento na direcção do emprego ou noutras direcções de iniciativas individuais. Quanto às que se tentam mexer, têm sempre o trânsito um pouco condicionado. Quando ingressam no mercado de trabalho, entram pela porta pequena, ou têm actividades relativamente parciais. Os salários que as pessoas ganham não as fazem sair da situação de pobreza ou de risco de pobreza.
Outra conclusão prende-se com o facto de as políticas públicas de combate à pobreza terem um efeito assistencial, de ajuda em vários universos, mas não conseguirem tirar as pessoas da pobreza.
As políticas falham?
Algumas poderão estar a falhar ou ser menos adequadas, ou precisarem de ser revistas... Mas uma das coisas muito importantes é a participação das pessoas. Uma das recomendações permanentes do barómetro é que as pessoas sejam ouvidas. O respeito por aquilo que elas dizem e por aquilo que lhes acontece é muito pouco vertido nas políticas. Há muitos indicadores que nos indicam que ouvir as pessoas de forma mais atenta, seja a nível local ou central, poderia ajudar a ter melhores políticas.
No estudo só são entrevistadas pessoas de Lisboa. É possível extrapolar a realidade que encontraram para outros territórios?
É natural que se replicássemos este estudo noutro concelho com características semelhantes fôssemos encontrar as mesmas circunstâncias. Mas a economia que existe noutros sítios é diferente [da da capital]. Lisboa tem um problema: quase toda a economia são serviços e estão cada vez mais qualificados. O que deixa ficar muita gente de fora a nível de qualificação e da idade — "Tenho 50 anos, mas sou muito nova para reforma e muito velha para trabalhar", como dizem algumas pessoas.
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12.3.18
19.9.16
Seminário em Lisboa por cidades justas
Texto Juliana Batista, in Fátima Missionária
A APAV dinamiza na capital portuguesa um seminário para refletir sobre formas de acabar com todas as formas de violência
Tendo em vista o combate a «todas e quaisquer formas de discriminação e de intolerância» a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) organiza, no próximo dia 10 de outubro, o «Seminário (in)tolerância e discriminação: cidades justas e seguras para tod@s».
O colóquio terá lugar no auditório do Centro de Informação Urbana de Lisboa, a partir das 10h00. Até às 16h30, o seminário será uma oportunidade para dar respostas a questões como – «Quais são as melhores práticas (…) para a prevenção e combate à violência motivada pelo racismo e todas as formas de intolerância? Quais os direitos e serviços de apoio disponíveis para aqueles/as que foram vítimas de violência motivada pelo racismo ou pelo discurso de ódio?»
Entre os oradores estão Catarina Marcelino, Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, João Lázaro, presidente da APAV, Luísa Malhó, do Alto Comissariado para as Migrações, Ojeaku Nwabuzo, investigador sénior na Rede Europeia Antirracismo, Sérgio Aires, da Rede Europeia Anti-Pobreza e Elizabete Brasil, da União de Mulheres Alternativa e Resposta.
O seminário decorre no âmbito da parceria com o European Forum for Urban Security (EFUS) para o desenvolvimento do projeto «Just and Safe Cities for All: local actions to prevent and combat racism and all forms of intolerance», que tem como objetivo sensibilizar e informar as comunidades locais sobre o problema da violência motivada pelo racismo e todas as formas de intolerância. As inscrições podem ser feitas online.
A APAV dinamiza na capital portuguesa um seminário para refletir sobre formas de acabar com todas as formas de violência
Tendo em vista o combate a «todas e quaisquer formas de discriminação e de intolerância» a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) organiza, no próximo dia 10 de outubro, o «Seminário (in)tolerância e discriminação: cidades justas e seguras para tod@s».
O colóquio terá lugar no auditório do Centro de Informação Urbana de Lisboa, a partir das 10h00. Até às 16h30, o seminário será uma oportunidade para dar respostas a questões como – «Quais são as melhores práticas (…) para a prevenção e combate à violência motivada pelo racismo e todas as formas de intolerância? Quais os direitos e serviços de apoio disponíveis para aqueles/as que foram vítimas de violência motivada pelo racismo ou pelo discurso de ódio?»
Entre os oradores estão Catarina Marcelino, Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, João Lázaro, presidente da APAV, Luísa Malhó, do Alto Comissariado para as Migrações, Ojeaku Nwabuzo, investigador sénior na Rede Europeia Antirracismo, Sérgio Aires, da Rede Europeia Anti-Pobreza e Elizabete Brasil, da União de Mulheres Alternativa e Resposta.
O seminário decorre no âmbito da parceria com o European Forum for Urban Security (EFUS) para o desenvolvimento do projeto «Just and Safe Cities for All: local actions to prevent and combat racism and all forms of intolerance», que tem como objetivo sensibilizar e informar as comunidades locais sobre o problema da violência motivada pelo racismo e todas as formas de intolerância. As inscrições podem ser feitas online.
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