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4.4.22

Um milhão para desenvolvimento social em Loulé

 in Guadiana Digital

A câmara municipal de Loulé vai investir mais de um milhão de euros no programa de apoio ao desenvolvimento social, soube-se durante a apresentação a trinta e dois parceiros sociais no concelho do «Programa de Apoio ao Desenvolvimento Social de Loulé 2022»,

Para a autarquia, o programa que é «instrumento determinante para que as IPSS possam levar por diante as suas atividades», tem, para o ano em curso, uma dotação orçamental superior a 1 milhão de euros. e «vem na senda dos programas que a Câmara Municipal de Loulé começou a desenvolver em 2016».

As medidas abrangem as atividades correntes permitem a cada entidade institucional obter um limite máximo de 20.000€, a manutenção e renovação de edifícios, a eficiência energética, por forma a melhorar as instalações das instituições, numa aposta que vai ao encontro das políticas de sustentabilidade promovidas pelo Município. Neste ano, é contemplado também o apoio às obras de adaptação dos sistemas de controlo da legionela, uma situação de saúde pública que pode causar problemas às instituições e aos utentes.

Foi igualmente abordada a questão da aquisição de equipamentos informáticos e outros equipamentos fundamentais, assim como apoio à aquisição de viaturas, destinado às instituições que fazem transporte de utentes ou apoio domiciliário e que necessitem de uma viatura para o desenvolvimento dessas respostas sociais. Vai também haver apoios extraordinários, nomeadamente a programas de apoio e emergência alimentar.

As candidaturas ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Social de Loulé 2022 decorrerão durante o mês de abril, enquanto que em maio e início de junho as mesmas serão analisadas e submetidas a reunião de Câmara, sendo depois celebrados os contratos-programa. A execução das medidas decorrerá durante o segundo semestre do ano.

O presidente da câmara municipal, Vítor Aleixo sublinhou que os seus objetivos têm em vista que as IPSS sejam robustas, com boas condições para poderem prestar um trabalho social que é absolutamente imprescindível até «porque queremos um concelho inclusivo, coeso e sustentável».

Referindo-se à possibilidade de as instituições receberem vítimas refugiadas da guerra na Ucrânia, pediu a máxima atenção e o máximo carinho. «Olhem para a situação do ponto de vista humanitário, pois são pessoas que partiram das suas terras, onde tinham vidas organizadas e eram felizes».

Vítor Aleixo fez ainda um balanço daquela que tem sido a Estratégia Municipal de Habitação de Loulé, nomeadamente dos doze pedidos de apoio gerados no âmbito da parceria com o IHRU, na ordem dos 15 milhões de euros, para resolver os problemas no concelho.

O presidente da Câmara Municipal de Loulé deixou, por último, uma nota em relação às políticas para responder aos problemas dos idosos, bem como as novas abordagens para o envelhecimento ativo que tiveram um momento alto com a recente inauguração, na aldeia de Alte, do Observatório Nacional do Envelhecimento.


8.1.21

União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social de Évora alerta para «dificuldade em captar recursos humanos»

in Agência Ecclesia

Tiago Abalroado fala em profissionais «no limite»

Vila Viçosa, 07 jan 2021 (Ecclesia) – O presidente União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social de Évora (UDIPSS-Évora) disse hoje à Agência ECCLESIA que existe “dificuldade em captar recursos humanos” para reforçar as equipas na resposta à pandemia.

“Verificamos nas instituições que não conseguimos captar voluntários, nem outros profissionais, que possam reforçar as equipas, não sei se por receio, se também por escassez de recursos humanos. As instituições estão com grande dificuldade em captar recursos humanos”, explicou Tiago Abalroado.

O responsável realça que se esperava um reforço das equipas para “responder de outra maneira” à pandemia de Covid-19, mas tem sido impossível captar profissionais mais operacionais, ajudantes de ação direta, auxiliares de ação médica, nem enfermeiros e profissionais qualificados, ou seja, “todo o tipo de profissões, de tarefas, que é necessário desenvolver” nas instituições.

“Verificamos que os profissionais do serviço público de saúde estão no limite, não esticam, e não conseguem fazer muito mais,; os funcionários das IPSS igualmente, estão no limite, têm-se desdobrado, voluntariado para fazer mais horas, ficar dentro das instituições vários dias, tem havido um esforço significativo”, salientou.

O presidente União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social de Évora exemplificou que a Cruz Vermelha, “nestas regiões do interior, está também a ter muita dificuldade” na constituição das equipas de apoio.

A vacinação contra a Covid-19 nos lares de idosos em Portugal continental começou esta segunda-feira e Tiago Abalroado salientou que estão a trabalhar “na implementação ao nível do território alentejano para todos os utentes e colaboradores das IPSS”.

“Houve um contacto prévio da Administração Regional de Saúde no final do ano passado para as IPSS identificarem as listagens dos colaboradores e dos utentes a vacinar e, neste momento já se iniciaram no terreno e existem vários utentes e colaboradores no primeiro passo”, apontou.

O responsável adiantou que têm “procurado manter uma articulação muito estreita com as IPSS da região” e, em particular do Distrito de Évora, onde “existe um número muito acentuado de surtos ativos”.

“É muito complicado responder celeremente a todas as necessidades das instituições e das comunidades, os surtos estão por todos os concelhos e numa fatia muito considerável dos lares de idosos, apesar de termos as visitas suspensas os colaboradores continuam a entrar e sair diariamente. É natural que quando existe uma grande preponderância de infeção nas comunidades possa ser transmitida para os lares apesar de todas as medidas de proteção e segurança”, indicou o também representante da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) no Alentejo.

Tiago Abalroado, também presidente da IPSS UNITATE – Associação de Desenvolvimento da Economia Social, revela que até agora registaram “um caso” numa estrutura residencial, na localidade da Vendinha.

“Procuramos diariamente ter as trancas à porta ao máximo, garantir todas as medidas de segurança e proteção do plano de contingência, temos um forte envolvimento do trabalhadores, e tem sido isso que tem permitido que não houvesse uma expansão deste caso e termos resistido à entrada do vírus nas nossas estruturas e respostas sociais”, concluiu.


11.5.20

Projeto social de quarta geração já arrancou em Mesão Frio

in Notícias de Vila Real

Iniciou, em Mesão Frio, na passada segunda-feira, dia 4 de maio, o Contrato Local de Desenvolvimento Social – CLDS 4G «Porta D`Ouro», tendo como entidade executora a Santa Casa da Misericórdia. O projeto, cujo financiamento é de 420 mil euros, inclui ações a desenvolver nos eixos de intervenção 1 e 2: emprego, formação e qualificação e intervenção familiar e parental, preventiva da pobreza infantil.

O CLDS-4G pretende promover a inclusão social da população que revele maiores níveis de fragilidade social, de forma multissetorial e integrada. Pretende, de igual forma, promover ações no combate à pobreza e à exclusão social, com especial atenção à população afetada pelo desemprego. São, também, objetivos do programa, aumentar os níveis de coesão social, potenciar a congregação de esforços entre os setores público e privado para a execução de projetos e desenvolver instrumentos de planeamento existentes de dimensão municipal.

Com todos os constrangimentos que o COVID- 19 veio trazer às vidas da população, as iniciativas do CLDS 4G «Porta D’Ouro», em sinergia com o desempenho de instituições locais serão, indubitavelmente, um apoio para fazer face às dificuldades acrescidas, sentidas nesta fase de pandemia e ir ao encontro das efetivas necessidades da comunidade local.

23.4.20

Vive-se "tragédia humana inimaginável" em lares e instituições na Europa

in JN

Quase metade das mortes por Covid-19 na Europa foram pessoas que estavam em instituições como lares de idosos, afirmou, esta quinta-feira, o diretor regional da Organização Mundial de Saúde.

"Uma tragédia humana inimaginável" neste setor, disse, numa conferência de imprensa virtual a partir da sede regional europeia da OMS. Hans Kluge salientou que "a maneira como muitas instituições prestam os seus cuidados dá ao vírus caminhos para se propagar".

"O papel do setor público, responsável por não deixar ninguém para trás, não pode ser sobrestimado", considerou, declarando que as instituições precisam de planos rigorosos para evitar o contágio e que os utentes de lares têm que ser "uma prioridade" na realização de testes para despistar qualquer caso suspeito.

14.12.15

Instituições querem halibitar para o emprego

in O Notícias da Trofa

Mil e noventa e cinco dias de inclusão social. Esta é a proposta do projeto Trofa 3G – Motor de Oportunidades, que “nasceu da Rede Social, sendo um projeto da Trofa para a Trofa”. A entidade promotora do projeto é a Delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), que tem como entidades parceiras a Associação Empresarial do Baixo Ave (AEBA) e Associação de Solidariedade e Ação Social (ASAS) de Santo Tirso. As ações a desenvolver pelas entidades têm como eixos de intervenção o Emprego, Formação e qualificação (Eixo 1), Intervenção familiar e parental, preventiva da pobreza infantil (Eixo 2) e Capacitação da comunidade e das instituições (Eixo 3).

A presidente Daniela Esteves, da Delegação da Trofa da CVP, contou que, “após tomar conhecimento da abertura dos Contratos Locais de Desenvolvimento Social (CLDS), decidiu apresentar este projeto por entender que “reunia as condições para coordenar e ser também uma entidade executora”, uma vez que têm “competências técnicas necessárias” para “desenvolver e pôr no terreno estas ações a que se propuseram”. “Temos a coordenadora Carla Lima que já tem provas dadas como uma excelente técnica, altamente competente e dinâmica. Não quis deixar de fazer um consórcio com entidades que já têm provas dadas no nosso Município, nomeadamente a AEBA e a ASAS, que permitiria que todos juntos pudéssemos ter um melhor desempenho”, completou.

Ao longo de “três anos” – projeto já está a ser posto em prática desde o dia 1 de outubro e termina a 30 de setembro de 2018 -, vão ser desenvolvidas “22 ações” com os objetivos de “habilitar as pessoas para determinadas áreas, nomeadamente o emprego, a formação, parentalidade”, entre outras. “Vamos estar diariamente e permanentemente durante três anos no terreno e achamos que no final o objetivo vai ser encontrar um concelho mais capaz e, com estas dinâmicas, mais habilitado”, referiu.

Já Helena Oliveira, presidente ASAS Santo Tirso, referiu que “o papel” da associação tem a ver com “as competências parentais, da pobreza infantil e da inclusão dos jovens”, pretendendo, com esta parceria, “cumprir os objetivos traçados, seguir o mesmo rumo e ter confiança uns nos outros”. “Carla Lima está a cem por cento neste projeto, é uma excelente coordenadora e uma dinamizadora fantástica”, acrescentou.
Mafalda Cunha, vice-presidente executiva da AEBA, avançou que “não vai abdicar do rigor e da competência”, pois quando se fala em “projetos na questão da igualdade de oportunidades”, se “não forem verdadeiramente exigentes, esses projetos têm depois algumas limitações de continuidade”. “Nós propomo-nos a não passar a mão no pelo dos promotores e nos candidatos a emprego, mas sim a criar verdadeiras condições de igualdade, formando, abrindo portas e, sobretudo, exigindo o compromisso por parte dos candidatos com estes princípios e valores”, enumerou, asseverando que, “dentro destes públicos, ditos mais desfavorecidos”, pretende “colocá-los em igualdade de oportunidades”, fazendo com que se “comprometam e a agarrem”.

A vice-presidente executiva garantiu que “nunca esteve tão fácil para os empregos, para quem verdadeiramente queira trabalhar e tem o compromisso assumido com a estrutura que lhe paga e com a equipa onde pretende integrar”. “Se formos ao nosso GIP (Gabinete de Inserção Profissional) temos inúmeras oportunidades e pedidos. Que não seja desculpa o transporte, os filhos e aquilo que hoje em dia é muito fácil entre os públicos mais desfavorecidos”, terminou.

Objetivos do projeto Trofa 3G – Motor de Oportunidades

- Promover a criação de circuitos de produção, divulgação e comercialização de produtos locais e ou regionais de modo a potenciar o território e a empregabilidade;
- Promover o desenvolvimento de instrumentos facilitadores tendo em vista a mobilidade de pessoas a serviços de utilidade pública, a nível local, reduzindo o isolamento e a exclusão social;
- Promover o desenvolvimento de instrumentos capacitadores das instituições da economia social, fomentando a implementação de serviços partilhados que permitam uma maior racionalidade de recursos e a eficácia de gestão;
- Promover a inclusão social dos cidadãos, de forma multissetorial e integrada, através de ações, a executar em parceria, que permitam contribuir para o aumento da empregabilidade, para o combate a situações críticas de pobreza, particularmente da infantil, da exclusão social de territórios vulneráveis, envelhecidos ou fortemente atingidos por calamidades
- Concretizar medidas que promovam a inclusão ativa das pessoas com deficiência e incapacidade, bem como a capacitação das instituições.