Tiago Varzim, in EcoOnline
O Governo vai apresentar o Programa de Estabilidade 2021-2025 e responder às questões dos deputados. Há três partidos com projetos de resolução sobre o documento.
Com um crescimento do PIB de 4% este ano e um défice orçamental de 4,5% do PIB, o Programa de Estabilidade 2021-2025 entregue a 15 de abril perspetiva o que serão os próximos anos de retoma pós-pandemia com a economia a expandir 4,9% em 2022, recuperando totalmente da Covid-19. Esta é a esperança do Governo com base no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e a continuação do processo de vacinação. Contudo, os partidos têm dúvidas com o PSD, CDS e PCP a apresentar projetos de resolução onde tecem críticas ao documento do Executivo. Esta quinta-feira deu-se o confronto entre o Executivo e os deputados e, apesar de o Programa de Estabilidade não ter de ser votado, é expectável que haja divisão entre as bancadas parlamentares.
No debate, o ministro das Finanças, João Leão, admitiu que a taxa de desemprego anual de 2021 pode ficar abaixo dos 7,3% estimados pelo Governo no Programa de Estabilidade 2021-2025. Esta expectativa surge após o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter adiantado que a taxa ficou nos 6,5% em março, surpreendendo pela positiva o Ministério das Finanças: “A taxa de desemprego anunciada hoje pelo INE [Instituto Nacional de Estatística] está em valores muito abaixo do que eram expectáveis”, reconheceu.
Desemprego cai para 6,5%. Está em mínimos de maio de 2020
“Olhe para a taxa de desemprego: 6,5%”, disse, respondendo a Afonso Oliveira (PSD), para depois acrescentar que “provavelmente até vai ficar, no cômputo do ano, abaixo do que temos no nosso Programa de Estabilidade“. Para o ministro esta é a medida de “eficácia” dos apoios do Governo, algo que repetiu diversas vezes durante o debate.
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3.5.21
29.3.21
Banco de Portugal vê desemprego a subir apenas até 7,7%, quando em dezembro apontava para 8,8%
Sónia Lourenço, in Expresso
O banco central reviu em baixa as suas projeções para a evolução da taxa de desemprego em Portugal, que deve subir até aos 7,7% este ano, começando a descer, de forma lenta, a partir de 2022. Ainda assim, em 2023, ainda estará acima do valor registado em 2019"O impacto da crise permanece bastante contido nos indicadores de desemprego". A frase é de Mário Centeno, governador do Banco de Portugal (BdP), que esta sexta-feira apresentou as novas projeções da instituição para a economia portuguesa.
Projeções onde o BdP reviu em alta o perfil do Produto Interno Bruto e do emprego entre 2021 e 2023, e, simultaneamente, reviu em baixa o perfil do desemprego.
No que toca à taxa de desemprego, o banco central espera que suba dos 6,8% registados em 2020, para 7,7% em 2021. Isto quando em dezembro esperava que a taxa de desemprego subisse até aos 8,8% este ano. Depois, o BdP espera uma descida da taxa de desemprego, mas de forma lenta: 7,6% em 2022 (em dezembro apontava para 8,1%) e 7,2% em 2023 (em dezembro esperava 7,4%).
Contudo, isto significa que no final do horizonte de projeção, a taxa de desemprego em Portugal ainda vai ficar acima do nível pré-crise, isto é, do valor registado em 2019, quando estava nos 6,5%. O BdP frisa, contudo, que a subida do desemprego nesta crise vai ficar "muito aquém da observada na crise de 2011-13".
"A retoma da atividade traduz-se numa melhoria no mercado de trabalho, com um crescimento médio do emprego de 0,8% e uma redução da taxa de desemprego a partir de 2022", lê-se no Boletim Económico de março do BdP.
O banco central destaca que "as medidas de política adotadas contribuíram para atenuar a diminuição do emprego em 2020, que foi muito mais mitigada do que a redução das horas trabalhadas (-1,7% e -9,2%, respetivamente).
E adianta que "com a recuperação da atividade antecipa-se que as empresas recorram, numa primeira fase, aos trabalhadores que têm disponíveis para dar resposta ao aumento da procura". Por isso, a projeção é que as horas trabalhadas cresçam acima do emprego especialmente em 2021 e 2022.
"A evolução moderada do emprego também reflete os desafios demográficos e a retoma gradual nos segmentos mais afetados pela crise, nomeadamente nos setores mais expostos aos contactos pessoais, mais intensivos em trabalho e com menor possibilidade de recorrer ao teletrabalho, bem como nos indivíduos mais jovens, com níveis de qualificação mais baixos e com vínculos temporários", escreve o BdP.
O banco central deixa uma última nota: "Apesar do sucesso das medidas de política em mitigar os impactos negativos da crise pandémica no mercado de trabalho, antecipa-se que existam alguns efeitos mais prolongados, decorrentes de eventuais alterações nas preferências dos agentes (por exemplo, compras eletrónicas, viagens de negócios e teletrabalho) e da necessidade de realocação de fatores produtivos entre setores".
Mário Centeno também deixou essa mensagem: "É provável que haja alguma reafetação de recursos numa fase mais adiantada da recuperação".
25.2.14
Comissão Europeia. Emprego em Portugal só vai crescer em 2015
Por Ana Suspiro, in iOnline
Bruxelas vai actualizações previsões na 11ª avaliação
A criação de emprego em Portugal só deverá crescer a partir de 2015, de acordo com as previsões de Inverno da Comissão Europeia, hoje divulgadas. Bruxelas diz que a taxa de desemprego em Portugal ainda vai aumentar este ano para 16,8%, só esperando uma descida ligeira em 2015 para 16,5%, ano em que o emprego deverá crescer 0,4%.
As previsões da Comissão para Portugal ainda têm por base a décima avaliação ao país, mas serão actualizadas na missão da troika que está em curso. Por isso, a projecção para o crescimento económico mantém-se para já nos 0,8% para este ano e nos 1,5% para 2014.
Para este ano, Bruxelas antecipa uma retoma ainda moderada no investimento que deverá subir 1,2%, acelerando em 2015 para 3,7%. As previsões para o défice público mantém as metas previstas no programa de assistência para 2014 e 2015. Já a dívida pública foi revista em alta para 2013 quanto atingiu 129,4%, devendo começar a baxar este ano para 126,6% do PIB. A inflação irá acelerar ligeiramente em 2014, para 0,8%, taxa que deverá chegar aos 1,3% em 2015.
As previsões prevêm a continuação da recuperação económica na maioria dos Estados-Membros da União Europeia, com uma taxa de crescimento estimada de 1,5% este ano. Na zona euro, o crescimento ficará nos 1,2%, avançando para 1,8% em 2015.
O vice-presidente da Comissão Europeia, Olli Rehn, deixa o aviso: O "pior da crise pode agora ter sido ultrapassado, mas isto não é um convite para complacências, dada a recuperação continuar a ser modesta. Para tornar a recuperação mais forte e criar mais empregos, temos de manter a execução das reformas económicas".
Bruxelas vai actualizações previsões na 11ª avaliação
A criação de emprego em Portugal só deverá crescer a partir de 2015, de acordo com as previsões de Inverno da Comissão Europeia, hoje divulgadas. Bruxelas diz que a taxa de desemprego em Portugal ainda vai aumentar este ano para 16,8%, só esperando uma descida ligeira em 2015 para 16,5%, ano em que o emprego deverá crescer 0,4%.
As previsões da Comissão para Portugal ainda têm por base a décima avaliação ao país, mas serão actualizadas na missão da troika que está em curso. Por isso, a projecção para o crescimento económico mantém-se para já nos 0,8% para este ano e nos 1,5% para 2014.
Para este ano, Bruxelas antecipa uma retoma ainda moderada no investimento que deverá subir 1,2%, acelerando em 2015 para 3,7%. As previsões para o défice público mantém as metas previstas no programa de assistência para 2014 e 2015. Já a dívida pública foi revista em alta para 2013 quanto atingiu 129,4%, devendo começar a baxar este ano para 126,6% do PIB. A inflação irá acelerar ligeiramente em 2014, para 0,8%, taxa que deverá chegar aos 1,3% em 2015.
As previsões prevêm a continuação da recuperação económica na maioria dos Estados-Membros da União Europeia, com uma taxa de crescimento estimada de 1,5% este ano. Na zona euro, o crescimento ficará nos 1,2%, avançando para 1,8% em 2015.
O vice-presidente da Comissão Europeia, Olli Rehn, deixa o aviso: O "pior da crise pode agora ter sido ultrapassado, mas isto não é um convite para complacências, dada a recuperação continuar a ser modesta. Para tornar a recuperação mais forte e criar mais empregos, temos de manter a execução das reformas económicas".
20.2.14
OCDE faz 'mea culpa'
por Luís Gonçalves, in Sol
Em 2009 estimou que a economia portuguesa iria estagnar no ano seguinte, mas Portugal cresceu 1,9%. Em 2010, previu um crescimento de 0,8% para 2011 e houve uma recessão de 1,3%. Já com a troika em Portugal, avançou uma queda do PIB de 1,5% em 2012, que seria o dobro (3,2%).
Depois do FMI, foi a vez da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) fazer na semana passada um mea culpa sobre os erros de previsão económica.
A OCDE admite ter sido demasiado optimista no ritmo da retoma e ter subestimado o efeito da austeridade nas economias em crise. Os erros nos países da periferia do euro chegaram a atingir um desvio de 2,6 pontos percentuais do PIB.
A organização diz que vai mudar os métodos de cálculo.
Em 2009 estimou que a economia portuguesa iria estagnar no ano seguinte, mas Portugal cresceu 1,9%. Em 2010, previu um crescimento de 0,8% para 2011 e houve uma recessão de 1,3%. Já com a troika em Portugal, avançou uma queda do PIB de 1,5% em 2012, que seria o dobro (3,2%).
Depois do FMI, foi a vez da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) fazer na semana passada um mea culpa sobre os erros de previsão económica.
A OCDE admite ter sido demasiado optimista no ritmo da retoma e ter subestimado o efeito da austeridade nas economias em crise. Os erros nos países da periferia do euro chegaram a atingir um desvio de 2,6 pontos percentuais do PIB.
A organização diz que vai mudar os métodos de cálculo.
11.3.13
OCDE aponta para retoma do crescimento na zona euro
in iOnline
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê, para os próximos meses, ritmos de crescimento desiguais nas maiores economias mundiais, com sinais de recuperação da zona euro e abrandamento no Brasil, China e Índia.
Segundo os indicadores compósitos hoje divulgados, que antecipam pontos de viragem na atividade económica face à tendência seguida, Portugal manteve o progresso registado nos últimos meses, subindo de 99,4 pontos em dezembro para 99,7 pontos em janeiro, aproximando-se da média de longo prazo de 100 pontos, enquanto Espanha estabilizou nos 101,1.
A OCDE salienta a retoma na zona euro, sobretudo na Alemanha, que avançou de 99,2 para 99,6 pontos, enquanto os indicadores relativos a França e a Itália mostram que não é expectável novo declínio no crescimento.
No Reino Unido, o crescimento aproxima-se também da tendência de longo prazo, mas avança a um ritmo mais lento, ao contrário do que é esperado para os Estados Unidos e para o Japão que veem reforçadas as suas perspetivas económicas.
Na China, na Índia e, em menor grau, no Brasil, os indicadores apontam para uma desaceleração da atividade económica, tal como no Canadá, onde se prevê crescimento débil.
A Rússia segue uma tendência oposta, semelhante à do conjunto dos 33 países que integram a OCDE, com os indicadores a anteciparem um fortalecimento da economia.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê, para os próximos meses, ritmos de crescimento desiguais nas maiores economias mundiais, com sinais de recuperação da zona euro e abrandamento no Brasil, China e Índia.
Segundo os indicadores compósitos hoje divulgados, que antecipam pontos de viragem na atividade económica face à tendência seguida, Portugal manteve o progresso registado nos últimos meses, subindo de 99,4 pontos em dezembro para 99,7 pontos em janeiro, aproximando-se da média de longo prazo de 100 pontos, enquanto Espanha estabilizou nos 101,1.
A OCDE salienta a retoma na zona euro, sobretudo na Alemanha, que avançou de 99,2 para 99,6 pontos, enquanto os indicadores relativos a França e a Itália mostram que não é expectável novo declínio no crescimento.
No Reino Unido, o crescimento aproxima-se também da tendência de longo prazo, mas avança a um ritmo mais lento, ao contrário do que é esperado para os Estados Unidos e para o Japão que veem reforçadas as suas perspetivas económicas.
Na China, na Índia e, em menor grau, no Brasil, os indicadores apontam para uma desaceleração da atividade económica, tal como no Canadá, onde se prevê crescimento débil.
A Rússia segue uma tendência oposta, semelhante à do conjunto dos 33 países que integram a OCDE, com os indicadores a anteciparem um fortalecimento da economia.
4.4.12
Taxa de desemprego atinge o pico este ano e recua para 12,4% até 2015
Sara Antunes, in Negócios online
A taxa de desemprego em Portugal deverá atingir o pico este ano, acima dos 14%, mas nos próximos anos recuará. Ainda assim, a percentagem de pessoas desempregadas continuará a ser superior a 13% nos próximos dois anos e de 12,4%, em 2015.
As estimativas são da troika e constam no relatório da terceira avaliação do programa de ajuste financeiro de Portugal.
Assim, a taxa de desemprego em Portugal deverá subir para um valor médio anual de 14,4%, recuando para os 13,9% em 2013, de acordo com o método de cálculo do Eurostat.
Em 2014, esta taxa deverá permanecer nos 13,1% e só no ano seguinte deverá quebrar a fasquia dos 13%, situando-se nos 12,4%. Estes valores correspondem a taxas de desemprego médias anuais.
As últimas estimativas da troika, feitas na segunda revisão do programa de ajuda, eram menos pessimistas. E apontavam para uma taxa de desemprego média de 13,8%, este ano, 13% em 2013 e 12,5%, em 2014. Para 2015, a estimativa era que esta taxa recuasse para 11,6%.
A taxa de desemprego tem vindo a aumentar progressivamente desde 2010, tendo atingido níveis nunca vistos este ano. A taxa de desemprego, em Fevereiro, atingiu os 15%, de acordo com dados do Eurostat.
Apesar das descidas registadas nos próximos anos, quando se chegar a 2015, a taxa de desemprego não deverá conseguir recuperar até aos níveis de 2010, ano em que a taxa média foi de 11%.Partilhar
A taxa de desemprego em Portugal deverá atingir o pico este ano, acima dos 14%, mas nos próximos anos recuará. Ainda assim, a percentagem de pessoas desempregadas continuará a ser superior a 13% nos próximos dois anos e de 12,4%, em 2015.
As estimativas são da troika e constam no relatório da terceira avaliação do programa de ajuste financeiro de Portugal.
Assim, a taxa de desemprego em Portugal deverá subir para um valor médio anual de 14,4%, recuando para os 13,9% em 2013, de acordo com o método de cálculo do Eurostat.
Em 2014, esta taxa deverá permanecer nos 13,1% e só no ano seguinte deverá quebrar a fasquia dos 13%, situando-se nos 12,4%. Estes valores correspondem a taxas de desemprego médias anuais.
As últimas estimativas da troika, feitas na segunda revisão do programa de ajuda, eram menos pessimistas. E apontavam para uma taxa de desemprego média de 13,8%, este ano, 13% em 2013 e 12,5%, em 2014. Para 2015, a estimativa era que esta taxa recuasse para 11,6%.
A taxa de desemprego tem vindo a aumentar progressivamente desde 2010, tendo atingido níveis nunca vistos este ano. A taxa de desemprego, em Fevereiro, atingiu os 15%, de acordo com dados do Eurostat.
Apesar das descidas registadas nos próximos anos, quando se chegar a 2015, a taxa de desemprego não deverá conseguir recuperar até aos níveis de 2010, ano em que a taxa média foi de 11%.Partilhar
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