Mostrar mensagens com a etiqueta Tráfico de mulheres. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tráfico de mulheres. Mostrar todas as mensagens

30.3.16

Tráfico sexual castiga mulheres

In "Destak"

A maioria das vítimas de tráfico para fins sexuais é do sexo feminino, o que exige apoios específicos, alerta estudo.

A esmagadora maioria das vítimas de tráfico para fins sexuais é do sexo feminino. A percentagem chega aos 96%, revela um estudo realizado por um grupo de investigadores da Universidade de Lancaster, no reino Unido, apoiado pela Comissão Europeia. Quanto aos homens, representam a maioria das vítimas de trabalhos forçados (74%).

O que significa que o apoio dado a estas vítimas tem que ser diferente, até porque, confirma o relatório, os efeitos de longo prazo resultantes da exploração sexual são também eles diferentes, incluindo infeções (até pelo vírus da sida) e ferimentos que por vezes nunca se transformam em cicatriz.

Sylvia Walby, professora de sociologia e presidente do grupo de investigação de género da UNESCO, uma das autoras do documento, deixa conselhos para as forças de autoridades que lidam com estas situações.

«É preciso que tenham uma linguagem, políticas e práticas específicas para cada género». E embora o tráfico deve ser entendido como uma violação dos direitos fundamentais, «o quadro dos direitos fundamentais deve dar mais espaço para o reconhecimento da especificidade das experiências das mulheres»

11.12.15

Freiras infiltram-se em bordéis para combater a escravidão

Pedro Rainho, in "Jornal I"

Rezar já não era suficiente. Para combater o tráfico de seres humanos - sobretudo, de mulheres - e a escravidão um grupo de freiras decidiu despir os hábitos e infiltrar-se em bordeis para resgatar vítimas das redes organizadas. O grupo de freiras (são cerca de 1100 dedicadas a esta missão) partiu literalmente para o terreno para combater o tráfico de mulheres que, depois de apanhadas nestas redes internacionais, são sexualmente exploradas e deixadas reféns, sem meios próprios para escapar. Estima-se que haja cerca de 73 milhões de pessoas vítimas de tráfico humano.

A maior parte- os números oficiais apontam para 70% - são mulheres. E a maior parte delas acaba transformada em escrava sexual. O objectivo das freiras, numa missão delineada em 2009, foi entrar no mundo da exploração sexual, infiltran- do-se em bordéis e cruzando-se com estas mulheres.

Actualmente, estão presentes em 80 países. "Estas irmãs não confiam em ninguém. Elas não confiam nos governos, não confiam em corporações, e não confiam na polícia local. Em alguns casos, elas não podem sequer confiar no clero masculino", refere John Studzinski, um banqueiro e filatropo que preside à Talitha Kum. É em torno desta organização (cujo nome se pode traduzir por pequena menina, levanta-te) que se reúnem as freiras envolvidas na missão. É um trabalho quase sem rede e que vive emergido no mais profundo secretismo. As freiras estão perfeitamente nos bordéis e nas ruas onde trabalham para resgatar as mulheres sexualmente exploradas e ninguém, além das pessoas ajudadas, conhece a sua verdadeira identidade. A vida das freiras depende dessa absoluta reserva. "Não pretendo ser sensacionalista, mas estou a tentar sublinhar o facto de que o mundo perdeu a sua inocência e as forças negras permanecem activas", explicava John Studzinski. Há dois anos, quando se assinalava o Dia Internacional contra o Tráfico, já a coordenadora da organização, Estrella Castalone, destacava a importância desta missão. "Sabemos que a escravatura tem um rosto feminino. Isso força-nos, a nós, mulheres religiosas, a juntarmos mãos e parar isto." As freiras também recolhem dinheiro para "comprar" crianças.

Aqueles menores, vendidos pelos pais em países como o Brasil, as Filipinas, Índia e várias nações africanas ficam a salvo de um futuro não muito diferente do das mulheres envolvidas nas redes de exploração. A organização estabeleceu "uma nova rede de casas para crianças de todo o mundo que, de outra forma, seriam vendidas para a escravidão. É chocante, mas é real", volta a destacar Studzinski. "Estas irmãs não confiam em ninguém. Elas não confiam nos governos, não confiam em corporações e não confiam na policial local. Em alguns casos, elas não podem sequer confiar no clero masculino" John Studzinski

23.5.13

Há mulheres em Portugal vendidas por 35 mil euros

Gina Pereira, in Jornal de Notícias

Mulheres vítimas de exploração sexual vendidas por 35 mil euros; sem-abrigo raptados para trabalho escravo em Espanha; falsas agências de emprego: a ponta do icebergue do tráfico em Portugal.

As estatísticas oficiais contam apenas uma pequena parte da triste história do tráfico e exploração de seres humanos em Portugal. Dois investigadores do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais (IEEI) decidiram pôr mãos à obra e, em dois anos, identificaram 115 vítimas de tráfico humano. Só 11% tinham sido identificadas pelos órgãos de polícia criminal: 98 não estavam sinalizadas.

7.3.13

Crise aumenta tráfico e violência contra as mulheres

Mafalda Ganhão e Maria Romero, in Expresso

É o que os portugueses pensam e responderam no inquérito do Parlamento Europeu sobre "Mulheres e desigualdades de género no contexto da crise".

A violência contra as mulheres e o tráfico de mulheres e a prostituição são as desigualdades de género que os portugueses consideram ter-se agravado mais como consequência da crise.

As duas são as áreas em que as respostas portuguesas mais se afastam da das da União Europeia (UE) no seu todo, segundo o inquérito realizado pelo Parlamento Europeu a propósito do "Dia Internacional da Mulher", que se assinala sexta-feira, e cujo objectivo é avaliar como responderam as mulheres à crise.

Em primeiro lugar, num "empate", os cidadãos da União Europeia destacam as maiores dificuldades para as mulheres em conciliar a sua vida privada com a profissional e a disparidade salarial entre homens e mulheres, com o respetivo impacto no desenvolvimento da carreira.

Na avaliação de quais devem ser as prioridades considerando as próximas eleições europeias, em 2014, os portugueses voltam a destacar a violência contra as mulheres, enquanto na média europeia surge o combate à disparidade salarial entre homens e mulheres.

Já a persistência dos estereótipos sexistas é, para os portugueses e na média geral da UE, uma questão menos preocupante. Só 5% dos inquiridos a enumeram como prioridade.

Diferentes critérios de recrutamento para homens e mulheres

Embora com percentagens diferentes, a entrada tardia dos jovens licenciados no mercado de trabalho é considerada a pior consequência da crise para portugueses e demais parceiros europeus. . Em segundo lugar é referido o aumento do trabalho precário (ver percentagens exatas na infografia)

Na avaliação das diferenças nos critérios de recrutamento de homens e mulheres, os portugueses aproximam-se da média dos restantes parceiros europeus: o facto de ter, a flexibilidade em termos de horas de trabalho e a aparência física são citadas como os aspectos mais levados em conta quando se recruta uma mulher. A idade aparece em quarto lugar, praticamente a par com o nível de habilitações.

No caso dos homens, portugueses e UE também elencam os mesmos critérios: experiência profissional, nível de habilitações e flexibilidade em termos de horas de trabalho. Só 10% dos portugueses e 7% na média europeia consideram relevante, para o efeito, o facto de ter filhos.

Os portugueses voltam a estar de acordo com a média dos seus parceiros europeus quando em causa está a medida considerada mais eficaz para se sair da crise: promover a formação contínua para as pessoas no trabalho.

20.3.12

Encontro em Setúbal - «Às voltas com… o tráfico de mulheres»

in Rostos on-line

Às voltas com… o tráfico de mulheres” é o tema de uma sessão do Ciclo de Conversas Interculturais a realizar no dia 23, às 21h30, na Capricho Setubalense, em Setúbal, iniciativa aberta a toda a população do programa “Março Mulher 2012”.

O encontro, de entrada livre, é promovido pela Câmara Municipal em parceria com a Associação Cabo-Verdiana de Setúbal, a Rede Europeia Antipobreza – Núcleo de Setúbal e MDM – Movimento Democrático de Mulheres.

A sessão, de caráter informal e que apela a uma participação ativa de todos os intervenientes, é dinamizada por Sandra Benfica e Patrícia Guimarães, do MDM, no âmbito do projeto “Tráfico de Mulheres – Romper Silêncios”, desenvolvido por aquela organização.

“Às voltas com… o tráfico de mulheres” tem como base de discussão o tráfico de seres humanos, uma das atividades criminosas mais lucrativas em todo o mundo em que cerca de 80 por cento das vítimas são do sexo feminino.

A iniciativa, um debate participado com a duração aproximada de duas horas, pretende sensibilizar os cidadãos para a temática e aprofundar o conhecimento na comunidade sobre esta prática criminosa.

O Ciclo de Conversas Interculturais tem como objetivos a partilha de experiências e a troca de saberes entre técnicos municipais e a sociedade em geral, sempre numa perspetiva intercultural.