Bárbara Baltarejo, in Público
Há quem opte por trabalhar nas férias a troco de alojamento e refeições. Gastam menos dinheiro, fazem amigos para a vida e trazem na bagagem experiências novas — palavra de quem já o experimentou.
Já te imaginaste a dar uma mãozinha nas obras de um espaço de retiro na Eslovénia ou ajudar com as tarefas diárias de um santuário animal no Havai (EUA), em troca de alojamento e refeições? É mais ou menos isto que acontece com as experiências de work exchange, que permitem viajar a baixo custo em troca de trabalho voluntário. Entre as plataformas mais antigas de work exchange conta-se a Workaway. Reunimos algumas das perguntas mais comuns e falámos com um viajante para te dar as melhores respostas.
O que é o Workaway?
O Workaway é um site — ou uma espécie de comunidade online, como se auto-intitula — que serve de ponte de contacto entre pessoas interessadas em viajar e pessoas com projectos em diferentes partes do mundo que querem acolher e receber ajuda para determinadas tarefas. Em troca pelo teu conhecimento ou capacidades tens benefícios, como alojamento ou comida. É o chamado win-win (ou seja, saem os dois lados a ganhar).
É gratuito?
Embora a ideia do work exchange seja também poupar dinheiro, usar a Workaway tem um custo. Isto porque, se é a primeira vez que vais usar a plataforma, vais precisar de te juntar à comunidade. Tens de criar um perfil de “workawayer” e pagar uma anuidade de 49 euros se planeias embarcar nesta aventura sozinho (ou de 59 euros se vais viajar em dupla ou casal).
Além disso, o valor das passagens para o teu destino de voluntariado também não fica coberto pela plataforma.
Contudo, diz quem sabe que compensa usar estas plataformas. Pedro Cunha, 29 anos, esteve, em 2018, na Costa Rica durante três meses com a namorada, Ana Teresa Capucho e diz que “se não fosse o Workaway” talvez não tivesse conseguido fazer a viagem.
O objectivo do casal era “viajar com um orçamento muito reduzido” e, ao mesmo tempo, conseguir ter “uma experiência” que lhes dissesse “alguma coisa profissionalmente” uma vez que são os dois biólogos. Num destino de natureza, a missão foi cumprida com sucesso.
Para quem é esta plataforma?
Qualquer pessoa a pode utilizar. A única restrição que é imposta está relacionada com a idade — só te podes registar se tiveres mais do que 18 anos, até porque a maioria dos países só aceita voluntários acima dessa idade.
Ainda assim, as crianças ou jovens abaixo dessa idade também podem aventurar-se no voluntariado além-fronteiras, só precisam de viajar com um adulto. Basta estar atento às descrições das experiências e ver se aceitam crianças.
Posso viajar para qualquer lado do mundo?
Quase. De acordo com as pessoas que já usaram a Workaway, uma das grandes vantagens é precisamente a variedade de destinos. Europa, Médio Oriente, América do Norte ou África — por ser uma das plataformas mais antigas deste género, há experiências em quase todos os pontos do globo, em cerca de 170 países.
Assim, se já tens um destino de sonho em mente podes pesquisar directamente por experiências lá. Em alternativa, podes explorar possibilidades tendo como critério, por exemplo, o tipo de trabalho que gostavas de fazer.
É possível arranjar trabalho pago?
Não é bem o objectivo da Workaway, que se foca mais na troca de experiências, mas é possível encontrar alguns trabalhos pagos. Há quem ofereça dinheiro e experiências que não são voluntariado. Estas ofertas costumam focar-se em trabalhos mais especializados como web design, gestão de redes sociais, guia turístico ou professor de línguas.
E se queres rentabilizar ao máximo as tuas capacidades, então usa os filtros da pesquisa para encontrar experiências remuneradas e lembra-te de dar a conhecer a tua experiência no teu perfil (mais ou menos como fazes no Linkedin).
Estas experiências são seguras?
Como em todas as viagens, depende. O conselho de quem já experimentou é “investigar bem os sítios”, procurando comentários “até em diferentes plataformas”, adverte Pedro.
A comunicação também é importante. Já que o Workaway permite estabelecer conversas entre os hosts e os viajantes, deve tirar-se proveito dessa ferramenta para “falar com as pessoas” e “perceber as expectativas” que têm de quem vão receber.
Pedro conta que, numa das suas três experiências pela Costa Rica, lhe pediram para estar na recepção de um hostel. No entanto, “não queria nada atender clientes” porque essa tinha sido a sua função antes de viajar. “Falei logo com eles e sugeriram outra tarefa”, diz.
No caso de experiências de longa duração, como estadias de várias semanas ou até de um mês, também é importante pensar em alternativas ou num plano B. Outras dicas do viajante para se sentir mais seguro passam por “estar em sítios com alguma internet” e “ter sempre dados móveis e um cartão com internet” para o caso da conexão fixa falhar.
O que ganhas ao viajar desta forma?
Acima de tudo, as experiências que guardas para o resto da vida. Primeiro, o voluntariado em troca de alojamento e comida permite-te poupar dinheiro e, assim, viajar mais tempo. À equação dos benefícios somam-se novas amizades: “Há quatro ou cinco meses fomos a Berlim e encontramo-nos com uma das raparigas que esteve no hostel durante um mês connosco”, recorda Pedro.
Em termos laborais, também pode ser uma mais-valia — dá-te mais experiência e pode abrir-te outras oportunidades. Também foi o caso de Pedro: “Acho que mostra que a pessoa está disposta a aprender coisas novas, a sair da zona de conforto e tem alguma flexibilidade”, conclui.
E se correr mal? O que fazer?
Por muito bem planeada que esteja a tua viagem, há sempre a hipótese de algo correr mal. Basta pensar no caso dos destinos mais afectados pelas alterações climáticas — podes ter de enfrentar um temporal, chuvas torrenciais ou outras condições atmosféricas adversas. Mas também pode ser algo mais mundano: imagina que não gostas do trabalho que estás a fazer ou que as condições do alojamento que te é oferecido não correspondem ao que esperavas.
O que fazer? Activa o plano B, que preparaste antes da viagem. Ou pede ajuda à Workaway, que tem um serviço de emergência que garante “ajuda a encontrar um novo host na área onde estás” ou, em alternativa, “três noites gratuitas num hostel próximo”, lê-se.
Podes contar ainda com uma equipa de apoio disponível 24 horas que te vai esclarecer dúvidas e aconselhar consoante a tua situação.
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15.5.23
15.3.21
Eles precisam do nosso apoio
António Barreto, opinião, in Público on-line
Não é só a economia que necessita de dinheiro e de circulação, é a sociedade que necessita de compaixão.
O governo precisa do nosso apoio. Tem entre mãos uma das piores crises da história de Portugal. E não sabe muito bem lidar com ela. Habituado à preocupação com a imagem, treinado para a propaganda e obcecado com as relações públicas, tem revelado insegurança, alguma incompetência e excessiva flutuação de pontos de vista. Vai buscar dinheiro à Europa, mas sabe que não chega e que apenas poderá ajudar a resolver problemas passageiros. Precisa de investimento privado nacional e estrangeiro. Precisa de investimento público. Precisa de sensatez das oposições. Muitos governantes, dirigentes e técnicos quase deixaram de ter vida pessoal, estão exaustos e deram o seu melhor. Só que o melhor não chegou. Precisam de apoio da população. Era bom que o merecessem, mas que precisam de apoio, ninguém duvida.
O Presidente precisa do nosso apoio. O que poderia ser, entre todos, o mandato mais alegre, festivo e afectuoso, transforma-se num pesadelo de fogos florestais e pandemia. De acordo com a Constituição e as leis, é ele a autoridade máxima do estado de urgência. Mas está sozinho. Sem partido. Sem organização. Sem movimento. Sem poder real. Sem meios nem instrumentos. Mas com enorme responsabilidade. E se tem muita influência, necessita de apoio para a transformar em poder real e em soluções práticas. Mas também necessita de apoio para evitar uma alteração dos poderes constitucionais e não se deixar cair em tentações.
O Parlamento precisa do nosso apoio. Está perdido em discussões aparentemente úteis, mas sem efeitos reais no combate à crise. Tem-se distraído com manobras de diversão destinadas a dar prova de vida. Cometeu a obscenidade de aprovar uma lei da eutanásia em plena crise, com milhares de mortos e dezenas de milhares de doentes. O Parlamento precisa de apoio para que esta sua lei insensata seja considerada inconstitucional. Ou que, pelo menos, distinga entre eutanásia e suicídio assistido ou entre vontade própria e decisão exterior. Os deputados precisam de apoio para transformarem o seu papel em acção eficaz, em impulso dado à sociedade e em representação efectiva e humanizada dos povos que os elegeram. Os deputados precisam do nosso apoio para perceberem que, se o perigo vem de fora, a fragilidade da democracia vem de dentro.
Os partidos de esquerda precisam do nosso apoio. Parecem perdidos em conjecturas, lutas e rivalidades. Especialistas em combate, estão pouco calhados para a construção. Acham que precisam do fascismo para sobreviver, que precisam do nazismo para ter uma justificação e que precisam das ditaduras de extrema-direita para terem uma razão de ser. Não precisam de nada disso. Precisam do nosso apoio para se sentirem mais seguros, mais dedicados aos problemas e aos povos e menos preocupados consigo próprios.
Os partidos da direita precisam do nosso apoio. Para perceberem que a sua vulnerabilidade pode ser fatal. Que a sua incompetência é dramática. Que é também da sua incapacidade que pode vir mal à democracia.
Os médicos e os enfermeiros precisam do nosso apoio. Tanto no SNS como nos hospitais privados, estão a viver o ano de uma vida, a crise de um século. Correndo eles próprios todos os riscos, chegaram à exaustão e ao fim das suas energias. E mesmo assim continuam. Já não é só profissão. Já não é só dever. Mais do que gratidão, precisam do nosso reconhecimento. Precisam do nosso apoio para continuar, por mais um ano, a dar tudo o que têm e não têm.
Os cuidadores de velhos e os voluntários que distribuem comida quente precisam do nosso apoio. Sem eles, nos lares ou a domicílio, nas ruas e nos bairros mais pobres, muitos teriam morrido de doença, fome e solidão. Precisam do nosso apoio porque nada ou quase nada receberam, a não ser mais trabalho e mais dor.
Os polícias, os militares, os guardas, os bombeiros e os condutores de ambulâncias precisam do nosso apoio. Sem ajudas logísticas suficientes, sem organização à altura, sem meios de urgência, com equipamento desadequado, sem treinos para as emergências, sem reconhecimento colectivo e público, todos eles precisam do nosso apoio. Devemos-lhes a segurança das nossas vidas.
Os juízes e os funcionários judiciais precisam do nosso apoio. Sem meios, com a falta de audiências presenciais, sem poder recorrer a julgamentos públicos, vítimas da desconfiança gerada por estranhas nomeações e sob o anátema dos obscuros e tortuosos grandes processos políticos, financeiros e de corrupção política, precisam do nosso apoio para prosseguir a sua actividade cada vez mais silenciosa e invisível, mas absolutamente indispensável.
Professores, docentes e educadores precisam do nosso apoio. Com ou sem alunos, com e sem aulas presenciais, com e sem computadores e sistemas, estes profissionais viveram um ano inesquecível de sofrimento e exaustão, de riscos e incertezas. São eles a quem se entregam os maiores valores das nossas vidas, os filhos. São eles os primeiros de quem nos queixamos quando a falta de meios, a desordem legislativa, a paranóia regulamentar, a enxurrada de directivas, a obsessão dos despachos normativos e a turbulência mental de um ministério desnorteado perturbam a nossa vida colectiva.
Os empregados dos supermercados e das mercearias, as brigadas de limpeza urbana, os funcionários das empresas de entrega a domicílio de toda a espécie de bens e os carteiros precisam do nosso apoio. São os empregados e trabalhadores dos sectores mais úteis e indispensáveis à nossa vida, nestas circunstâncias de confinamento. Precisam do nosso apoio porque foram também eles que nos mantiveram vivos durante este ano. Porque vamos continuar a precisar deles no próximo.
Os trabalhadores de milhares de empresas em perigo precisam do nosso apoio. Não só os trabalhadores, como também os patrões e os empresários. É indispensável que a economia não saia desta crise apenas com despojos de guerra e restos exauridos de organizações condenadas. Quase não há capital, quase não há esperança e quase não há energia para recomeçar. Precisam do nosso apoio sob todas as formas, públicas e privadas, com e sem reembolso, pois sem eles é o futuro que perdemos.
Desempregados, despedidos, em layoff, suspensos, à procura de emprego e pobres, todos precisam do nosso apoio. Quanto mais não seja para sobreviver. Precisam de apoios directos em dinheiro. De ajudas de todas a espécie, para sobreviver, para educar os filhos e para relançar obras e trabalhos depois das vacinas. Não é só a economia que necessita de dinheiro e de circulação, é a sociedade que necessita de compaixão.
Não é só a economia que necessita de dinheiro e de circulação, é a sociedade que necessita de compaixão.
O governo precisa do nosso apoio. Tem entre mãos uma das piores crises da história de Portugal. E não sabe muito bem lidar com ela. Habituado à preocupação com a imagem, treinado para a propaganda e obcecado com as relações públicas, tem revelado insegurança, alguma incompetência e excessiva flutuação de pontos de vista. Vai buscar dinheiro à Europa, mas sabe que não chega e que apenas poderá ajudar a resolver problemas passageiros. Precisa de investimento privado nacional e estrangeiro. Precisa de investimento público. Precisa de sensatez das oposições. Muitos governantes, dirigentes e técnicos quase deixaram de ter vida pessoal, estão exaustos e deram o seu melhor. Só que o melhor não chegou. Precisam de apoio da população. Era bom que o merecessem, mas que precisam de apoio, ninguém duvida.
O Presidente precisa do nosso apoio. O que poderia ser, entre todos, o mandato mais alegre, festivo e afectuoso, transforma-se num pesadelo de fogos florestais e pandemia. De acordo com a Constituição e as leis, é ele a autoridade máxima do estado de urgência. Mas está sozinho. Sem partido. Sem organização. Sem movimento. Sem poder real. Sem meios nem instrumentos. Mas com enorme responsabilidade. E se tem muita influência, necessita de apoio para a transformar em poder real e em soluções práticas. Mas também necessita de apoio para evitar uma alteração dos poderes constitucionais e não se deixar cair em tentações.
O Parlamento precisa do nosso apoio. Está perdido em discussões aparentemente úteis, mas sem efeitos reais no combate à crise. Tem-se distraído com manobras de diversão destinadas a dar prova de vida. Cometeu a obscenidade de aprovar uma lei da eutanásia em plena crise, com milhares de mortos e dezenas de milhares de doentes. O Parlamento precisa de apoio para que esta sua lei insensata seja considerada inconstitucional. Ou que, pelo menos, distinga entre eutanásia e suicídio assistido ou entre vontade própria e decisão exterior. Os deputados precisam de apoio para transformarem o seu papel em acção eficaz, em impulso dado à sociedade e em representação efectiva e humanizada dos povos que os elegeram. Os deputados precisam do nosso apoio para perceberem que, se o perigo vem de fora, a fragilidade da democracia vem de dentro.
Os partidos de esquerda precisam do nosso apoio. Parecem perdidos em conjecturas, lutas e rivalidades. Especialistas em combate, estão pouco calhados para a construção. Acham que precisam do fascismo para sobreviver, que precisam do nazismo para ter uma justificação e que precisam das ditaduras de extrema-direita para terem uma razão de ser. Não precisam de nada disso. Precisam do nosso apoio para se sentirem mais seguros, mais dedicados aos problemas e aos povos e menos preocupados consigo próprios.
Os partidos da direita precisam do nosso apoio. Para perceberem que a sua vulnerabilidade pode ser fatal. Que a sua incompetência é dramática. Que é também da sua incapacidade que pode vir mal à democracia.
Os médicos e os enfermeiros precisam do nosso apoio. Tanto no SNS como nos hospitais privados, estão a viver o ano de uma vida, a crise de um século. Correndo eles próprios todos os riscos, chegaram à exaustão e ao fim das suas energias. E mesmo assim continuam. Já não é só profissão. Já não é só dever. Mais do que gratidão, precisam do nosso reconhecimento. Precisam do nosso apoio para continuar, por mais um ano, a dar tudo o que têm e não têm.
Os cuidadores de velhos e os voluntários que distribuem comida quente precisam do nosso apoio. Sem eles, nos lares ou a domicílio, nas ruas e nos bairros mais pobres, muitos teriam morrido de doença, fome e solidão. Precisam do nosso apoio porque nada ou quase nada receberam, a não ser mais trabalho e mais dor.
Os polícias, os militares, os guardas, os bombeiros e os condutores de ambulâncias precisam do nosso apoio. Sem ajudas logísticas suficientes, sem organização à altura, sem meios de urgência, com equipamento desadequado, sem treinos para as emergências, sem reconhecimento colectivo e público, todos eles precisam do nosso apoio. Devemos-lhes a segurança das nossas vidas.
Os juízes e os funcionários judiciais precisam do nosso apoio. Sem meios, com a falta de audiências presenciais, sem poder recorrer a julgamentos públicos, vítimas da desconfiança gerada por estranhas nomeações e sob o anátema dos obscuros e tortuosos grandes processos políticos, financeiros e de corrupção política, precisam do nosso apoio para prosseguir a sua actividade cada vez mais silenciosa e invisível, mas absolutamente indispensável.
Professores, docentes e educadores precisam do nosso apoio. Com ou sem alunos, com e sem aulas presenciais, com e sem computadores e sistemas, estes profissionais viveram um ano inesquecível de sofrimento e exaustão, de riscos e incertezas. São eles a quem se entregam os maiores valores das nossas vidas, os filhos. São eles os primeiros de quem nos queixamos quando a falta de meios, a desordem legislativa, a paranóia regulamentar, a enxurrada de directivas, a obsessão dos despachos normativos e a turbulência mental de um ministério desnorteado perturbam a nossa vida colectiva.
Os empregados dos supermercados e das mercearias, as brigadas de limpeza urbana, os funcionários das empresas de entrega a domicílio de toda a espécie de bens e os carteiros precisam do nosso apoio. São os empregados e trabalhadores dos sectores mais úteis e indispensáveis à nossa vida, nestas circunstâncias de confinamento. Precisam do nosso apoio porque foram também eles que nos mantiveram vivos durante este ano. Porque vamos continuar a precisar deles no próximo.
Os trabalhadores de milhares de empresas em perigo precisam do nosso apoio. Não só os trabalhadores, como também os patrões e os empresários. É indispensável que a economia não saia desta crise apenas com despojos de guerra e restos exauridos de organizações condenadas. Quase não há capital, quase não há esperança e quase não há energia para recomeçar. Precisam do nosso apoio sob todas as formas, públicas e privadas, com e sem reembolso, pois sem eles é o futuro que perdemos.
Desempregados, despedidos, em layoff, suspensos, à procura de emprego e pobres, todos precisam do nosso apoio. Quanto mais não seja para sobreviver. Precisam de apoios directos em dinheiro. De ajudas de todas a espécie, para sobreviver, para educar os filhos e para relançar obras e trabalhos depois das vacinas. Não é só a economia que necessita de dinheiro e de circulação, é a sociedade que necessita de compaixão.
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