in Diário de Notícias
Não só nasceram menos 4562 empresas, uma quebra de 15%, como foi declarado insolvente um total de 1251 sociedades.
O número de falências aumentou, em Portugal, quase 50%, tendo 2009 fechado com mais 410 empresas declaradas insolventes em tribunal do que em 2008. No total, desapareceram 1251 empresas. Em contrapartida, nasceram 30 412 novas sociedades, o que, mesmo assim, corresponde a um quebra de 15% face a 2008. Em termos de sectores, os mais atingidos foram a construção, com um peso de 17,3% no total de acções de insolvência, comércio por grosso (15,3% das acções), têxtil, vestuário, couro e calçado (14,3%), e o comércio a retalho (13%).
Estes são os dados do Estudo Anual de Insolvências e Constituições de Empresas da Coface, empresa que opera na área dos seguros de crédito e da informação e rating, e que indicam os credores estiveram menos disponíveis, em 2009, para aceder a viabilizar empresas. Isto porque o plano de insolvência, a medida judicial em que os credores aceitam um projecto de viabilização, diminuiu o seu peso no total das decisões, passando de 9,2% dos casos em 2008 para 6,4% o ano passado.
Também o número de empresas a apresentarem-se à insolvência aumentou cerca de 50%, passando de 979 para 1467 acções, mas continuam a ser, maioritariamente, os credores a requerer as insolvências, segundo a Coface, "por vezes como forma de pressão para o pagamento de dívidas por acordo", já que a lei permite apresentar este tipo de acção com valores relativamente baixos, "que não colocam em causa a solvência da empresa". Assim, das 4450 acções, 52,9% foram requeridas por terceiros, um aumento de 284 casos face a 2008, correspondente a 20,9%. O Porto foi a região com mais acções (26,3%), seguido de Lisboa (18,3%), Braga (15,6%) e Aveiro (9%).


