18.1.10

Mortes caem 36 por cento em 12 anos com tratamentos

in Diário de Notícias

Os casos de sida, bem como as mortes associadas, estão a diminuir em Portugal, dizem os dados oficiais. Em 1996, ano que constituiu o pico de mortalidade da doença, houve 1109 mortes, das quais 917 em homens. Já em 2008, a contagem descia a 708 (547 em homens), segundo dados do Instituto nacional de Estatística (INE).

A melhoria dos resultados deve-se ao acesso mais atempado ao diagnóstico e sobretudo ao aumento dos tratamentos com os medicamentos antiretrovirais.

De acordo com informação de 15 de Dezembro, em menos de sete anos, o número de casos caiu para metade. Em 2000 (ano de diagnóstico), foram contabilizados 1048 casos, quando em 2007 havia 585 (541 em 2008).

Os dados de 2009 ainda são pouco fiáveis, uma vez que "até ao fim do ano ainda ficam cerca de metade dos casos por notificar. Geralmente ainda há dados a chegar até um a dois anos depois", frisa Henrique Barros, coordenador nacional para a infecção HIV.

Por outro lado, Segundo o Instituto Nacional de Saúde dr. Ricardo Jorge (INSA), parece não haver uma descida do número de casos de portadores assintomáticos, grupo que é o principal indicador da evolução da infecção. Desde 2001 que ronda os mil casos anuais.

Mas o coordenador acredita que este indicador permite também apontar para uma evolução positiva: "Nos últimos anos aumentámos o esforço de diagnóstico. Se os números se mantêm quer dizer que a infecção estará a diminuir. Triplicámos os testes nos centros de rastreio e em utilizadores de drogas. Neste grupo, por exemplo, 30% eram testados e agora são 70%".