15.10.11

Portugueses devem ser mais competitivos, diz Belmiro de Azevedo

in Público on-line

Belmiro de Azevedo disse hoje que o que está a acontecer na Grécia pode ser um sinal de alerta para os portugueses, que devem tornar a sua economia competitiva usando as vantagens comparativas de que esta dispõe.

“O que está a acontecer na Grécia pode ser factor muito importante para nós, assustando as pessoas no bom sentido”, afirmou hoje o líder da Sonae, numa conferência organizada pelo núcleo jovem da SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, em Lisboa.

Para o empresário, apesar de Portugal estar numa “profunda crise e desesperança aliadas a orientações muito erradas da governação” e de o país já não “poder fugir a meia década perdida”, a crise deve ser olhada como “oportunidade”.

Para isso, o empresário diz que têm de ser feitas grandes mudanças “aproveitando as vantagens comparativas”, os sectores do mar e da floresta, porque apesar de estas “não durarem sempre são o que ajuda a sair da crise mais rapidamente”.

Portugal “tem de aumentar a sua competitividade, produzir mais, aumentar exportações e diminuir importações”, afirmou, acrescentando que Portugal tem de apostar em sectores que “criem emprego sem exigir investimentos gigantescos”.

O líder da Sonae dedicou ainda parte importante do discurso ao sistema de ensino, reiterando por diversas vezes que tem de haver uma “adaptação entre o que se ensina e o que o país precisa”, e apelou a que os cidadãos tenham uma “cultura de trabalho, mérito, qualidade e inovação constante”, recusando “a ilusão e o clientelismo”.

Belmiro de Azevedo deixou ainda palavras de incentivo ao Governo, afirmando que é essencial que na actual crise o “valor da coerência é obrigatório” e que “existem indícios de que o primeiro-ministro poderá seguir esse caminho”.

Pedro Passos Coelho terá de “ser um exemplo e não travar à primeira contrariedade”, afirmou.

O empresário recusou ainda “um novo ciclo de mentira e ilusões” pela parte dos governantes.