in Portugal Digital
Segundo o “Jornal de Negócios”, se a taxa de desemprego de 2017 for de 7%, em vez dos 7,6% estimados pelo Governo, o Orçamento do Estado terá um ganho de 230 milhões de euros.
A aceleração da queda da taxa de desemprego em Portugal poderá vir a ter resultados positivos nas contas do Estado português, nomeadamente criando uma folga orçamental que poderá ser aproveitada para a preparação do Orçamento do Estado para 2019.
Segundo a edição desta segunda-feira do “Jornal de Negócios”, se a taxa média de desemprego de 2018 ficar em torno de 7% (valor já alcançado em maio), em vez dos 7,6% projetados pelo Governo, o Orçamento do Estado ganhará uma folga de 230 milhões de euros.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) já projetou para junho uma taxa de desemprego provisória de 6,7%, um dos níveis mais baixos das últimas duas décadas.
A folga orçamental com a queda do desemprego vem das menores despesas do Estado com o pagamento de prestações sociais a quem está sem trabalho. Além disso, com mais população empregada, o Estado receberá também mais contribuições de Segurança Social.
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7.8.18
1.3.17
Desemprego em queda
Magalhães Afonso, in iOnline
O desemprego caiu para 10,2% em dezembro de 2016 e a estimativa para janeiro de 2017 é que se tenha mantido no mesmo valor.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE) a taxa de desemprego definitiva de dezembro de 2016 caiu para 10,2%, valor que compara com os 10,5% de novembro. O indicador mantém a tendência de queda desde o início do ano passado e já está no nível mais baixo desde março de 2009.
De acordo com o INE, “a população desempregada de dezembro foi estimada em 520,7 mil pessoas, tendo diminuído 3,2% em relação ao mês precedente (menos 17,3 mil pessoas), enquanto a população empregada foi estimada em 4 601,6 mil pessoas, tendo aumentado 0,4% (mais 16,9 mil pessoas) face ao mês anterior”. Entre os jovens, a taxa de desemprego fixou-se nos 26,2% em dezembro
A primeira estimativa do INE aponta para um desemprego de 10,2% em janeiro deste ano. A estimativa provisória da população desempregada em janeiro foi de 521,8 mil pessoas e a da população empregada foi de 4,593 milhões de pessoas.
Segundo o INE, a tendência é um pouco menos animadora: "a estimativa provisória da população empregada foi de 4 593,2 mil pessoas, tendo diminuído 0,2% (8,4 mil) face ao mês anterior (dezembro de 2016) e aumentado 0,2% (10,2 mil) em relação a três meses antes".
Entre os jovens, o desemprego terá caído no primeiro mês de 2017 para os 25,7%.
O desemprego caiu para 10,2% em dezembro de 2016 e a estimativa para janeiro de 2017 é que se tenha mantido no mesmo valor.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE) a taxa de desemprego definitiva de dezembro de 2016 caiu para 10,2%, valor que compara com os 10,5% de novembro. O indicador mantém a tendência de queda desde o início do ano passado e já está no nível mais baixo desde março de 2009.
De acordo com o INE, “a população desempregada de dezembro foi estimada em 520,7 mil pessoas, tendo diminuído 3,2% em relação ao mês precedente (menos 17,3 mil pessoas), enquanto a população empregada foi estimada em 4 601,6 mil pessoas, tendo aumentado 0,4% (mais 16,9 mil pessoas) face ao mês anterior”. Entre os jovens, a taxa de desemprego fixou-se nos 26,2% em dezembro
A primeira estimativa do INE aponta para um desemprego de 10,2% em janeiro deste ano. A estimativa provisória da população desempregada em janeiro foi de 521,8 mil pessoas e a da população empregada foi de 4,593 milhões de pessoas.
Segundo o INE, a tendência é um pouco menos animadora: "a estimativa provisória da população empregada foi de 4 593,2 mil pessoas, tendo diminuído 0,2% (8,4 mil) face ao mês anterior (dezembro de 2016) e aumentado 0,2% (10,2 mil) em relação a três meses antes".
Entre os jovens, o desemprego terá caído no primeiro mês de 2017 para os 25,7%.
22.7.16
Desemprego recua em junho para níveis de 2009
Lucília Tiago, in Dinheiro Vivo
Os centros de emprego tinham 511.642 desempregados inscritos em junho. É o número mais baixo dos últimos sete anos.
Desemprego recua em junho para níveis de 2009 O universo de desempregados inscritos no final do primeiro semestre deste ano reflete uma descida mensal (em maio havia registo de 534.642 pessoas sem trabalho), registando-se igualmente um recuo em termos homólogos. De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, a descida anual dos desempregados fez-se sentir em todos os níveis de instrução. Ou seja, o recuo face a junho de 2015 abrangeu tanto pessoas com os ensinos básico e secundário como os que têm habilitações de nível superior. A mesma informação mostra que junho é o terceiro mês consecutivo em que se regista uma descida do universo de desempregados inscritos, sendo necessário recuar a setembro de 2009 para encontrar um número mais baixo dos que os 511.642 agora contabilizados. Longa duração recua
Esta descida do número total de desempregados não aconteceu de forma igual para todos. No que diz respeito ao tempo de inscrição, o IEFP revela que os que estão sem trabalho há menos de um ano diminuíram 0,5% em termos homólogos, enquanto os que estão inscritos há mais de 12 meses (e que integram a categoria de desempregados de longa duração) registaram uma descida de 8,7%. Esta diferença poderá também ser justificada pelo facto de à medida que o tempo passa e se esgota o direito ao subsídio de desemprego, haver menos interesse por parte dos desempregados em se manter ligados ao centro de emprego. Principal causa Ao longo do mês de junho inscreveram-se nos centros de emprego 47.163 novos desempregados. O fim de trabalho não permanente, isto é a não renovação de contratos a prazo, foi responsável por quase metade destas novas chegadas (20.683). A estes somam-se 4.925 que foram despedidos (no âmbito de despedimentos coletivos ou de extinção de posto de trabalho). As rescisões por mútuo acordo motivaram 1397 inscrições
Os centros de emprego tinham 511.642 desempregados inscritos em junho. É o número mais baixo dos últimos sete anos.
Desemprego recua em junho para níveis de 2009 O universo de desempregados inscritos no final do primeiro semestre deste ano reflete uma descida mensal (em maio havia registo de 534.642 pessoas sem trabalho), registando-se igualmente um recuo em termos homólogos. De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, a descida anual dos desempregados fez-se sentir em todos os níveis de instrução. Ou seja, o recuo face a junho de 2015 abrangeu tanto pessoas com os ensinos básico e secundário como os que têm habilitações de nível superior. A mesma informação mostra que junho é o terceiro mês consecutivo em que se regista uma descida do universo de desempregados inscritos, sendo necessário recuar a setembro de 2009 para encontrar um número mais baixo dos que os 511.642 agora contabilizados. Longa duração recua
Esta descida do número total de desempregados não aconteceu de forma igual para todos. No que diz respeito ao tempo de inscrição, o IEFP revela que os que estão sem trabalho há menos de um ano diminuíram 0,5% em termos homólogos, enquanto os que estão inscritos há mais de 12 meses (e que integram a categoria de desempregados de longa duração) registaram uma descida de 8,7%. Esta diferença poderá também ser justificada pelo facto de à medida que o tempo passa e se esgota o direito ao subsídio de desemprego, haver menos interesse por parte dos desempregados em se manter ligados ao centro de emprego. Principal causa Ao longo do mês de junho inscreveram-se nos centros de emprego 47.163 novos desempregados. O fim de trabalho não permanente, isto é a não renovação de contratos a prazo, foi responsável por quase metade destas novas chegadas (20.683). A estes somam-se 4.925 que foram despedidos (no âmbito de despedimentos coletivos ou de extinção de posto de trabalho). As rescisões por mútuo acordo motivaram 1397 inscrições
1.9.14
Portugal entre os cinco países da UE com maior descida no desemprego
Ana Rute Silva, n Público on-line
Taxa de desemprego baixou de 16,3% para 14% num ano, valor que não era atingindo desde Novembro de 2011.
Portugal foi um dos cinco países da União Europeia a registar a maior descida na taxa de desemprego em Julho. Há um ano, no mesmo mês, o desemprego situava-se nos 16,3%. Agora está nos 14%, valor que não era atingido desde Novembro de 2011.
Os dados do Eurostat, divulgados nesta sexta-feira, mostram que a par de Portugal, também a Hungria, a Croácia, a Espanha e a Irlanda conseguiram as maiores descidas em Julho. Em Espanha, a taxa de desemprego reduziu de 26,2% para 24,5% mas o país vizinho continua a ter o segundo nível mais elevado de desemprego na Europa, depois da Grécia (com 27,3%). Finlândia, Itália e Luxemburgo foram os únicos países a registar aumentos no mês de Julho. Alemanha, Áustria têm a taxa mais reduzida (ambos com 4,9%).
Nos 28 estados membros a taxa situou-se nos 10,2% em Julho, estabilizando em comparação com o mês anterior, mas caindo face ao período homólogo (10,9%). Na zona euro, a taxa atingiu os 11,5%, mantendo a tendência de descida. O gabinete de estatísticas da União Europa estima que 24,8 milhões de homens e mulheres estejam no desemprego, 18,4 milhões dos quais na zona euro.
O desemprego continua a afectar de forma expressiva os mais jovens. Em Portugal a taxa situou-se nos 35,5% e foi menor do que a registada há um ano (37,6%). Em termos globais, a taxa de desemprego jovem situa-se nos 21,7% nos 28 países da UE, com Espanha, Itália e Portugal a registaram os níveis mais elevados. Em toda a Europa há mais de cinco milhões de jovens no desemprego, 3,3 milhões dos quais na zona euro.
Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, traçou ontem as previsões do Governo para o desemprego, revendo em baixa os números. Este ano, a taxa deverá situar-se nos 14,2%, em vez dos 15,4% inicialmente estimados no Orçamento do Estado. Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, acredita que a "trajectória do desemprego está a ir no caminho certo" e que a descida referida nos dados do Eurostat é "consolidada".
"Estes dados são muito importantes porque são os únicos que corrigem o efeito da sazonalidade", afirmou em declarações à agência Lusa, salientando que as séries do gabinete oficial de estatísticas da UE "não têm em conta a geração de empregos ligada ao turismo e às atividades de verão e, por isso, são ainda mais relevantes". "É uma boa notícia para os 125 mil portugueses que no último ano saíram do desemprego e um sinal de esperança para quem está no desemprego", disse.
Taxa de desemprego baixou de 16,3% para 14% num ano, valor que não era atingindo desde Novembro de 2011.
Portugal foi um dos cinco países da União Europeia a registar a maior descida na taxa de desemprego em Julho. Há um ano, no mesmo mês, o desemprego situava-se nos 16,3%. Agora está nos 14%, valor que não era atingido desde Novembro de 2011.
Os dados do Eurostat, divulgados nesta sexta-feira, mostram que a par de Portugal, também a Hungria, a Croácia, a Espanha e a Irlanda conseguiram as maiores descidas em Julho. Em Espanha, a taxa de desemprego reduziu de 26,2% para 24,5% mas o país vizinho continua a ter o segundo nível mais elevado de desemprego na Europa, depois da Grécia (com 27,3%). Finlândia, Itália e Luxemburgo foram os únicos países a registar aumentos no mês de Julho. Alemanha, Áustria têm a taxa mais reduzida (ambos com 4,9%).
Nos 28 estados membros a taxa situou-se nos 10,2% em Julho, estabilizando em comparação com o mês anterior, mas caindo face ao período homólogo (10,9%). Na zona euro, a taxa atingiu os 11,5%, mantendo a tendência de descida. O gabinete de estatísticas da União Europa estima que 24,8 milhões de homens e mulheres estejam no desemprego, 18,4 milhões dos quais na zona euro.
O desemprego continua a afectar de forma expressiva os mais jovens. Em Portugal a taxa situou-se nos 35,5% e foi menor do que a registada há um ano (37,6%). Em termos globais, a taxa de desemprego jovem situa-se nos 21,7% nos 28 países da UE, com Espanha, Itália e Portugal a registaram os níveis mais elevados. Em toda a Europa há mais de cinco milhões de jovens no desemprego, 3,3 milhões dos quais na zona euro.
Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, traçou ontem as previsões do Governo para o desemprego, revendo em baixa os números. Este ano, a taxa deverá situar-se nos 14,2%, em vez dos 15,4% inicialmente estimados no Orçamento do Estado. Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, acredita que a "trajectória do desemprego está a ir no caminho certo" e que a descida referida nos dados do Eurostat é "consolidada".
"Estes dados são muito importantes porque são os únicos que corrigem o efeito da sazonalidade", afirmou em declarações à agência Lusa, salientando que as séries do gabinete oficial de estatísticas da UE "não têm em conta a geração de empregos ligada ao turismo e às atividades de verão e, por isso, são ainda mais relevantes". "É uma boa notícia para os 125 mil portugueses que no último ano saíram do desemprego e um sinal de esperança para quem está no desemprego", disse.
14.5.14
Desemprego em Lisboa e no Algarve em Abril "desceu para níveis de 2012"
in iOnline
Pedro Mota Soares, que falava na Comissão Parlamentar de Segurança Social e Trabalho, afirmou que "os dados do IEFP de abril estão prestes a ficar fechados e são, novamente, positivos"
O ministro do Emprego e da Segurança Social antecipou hoje que os dados sobre o desemprego, que serão divulgados na sexta-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), "são novamente positivos" e desceram "para níveis de 2012".
Pedro Mota Soares, que falava na Comissão Parlamentar de Segurança Social e Trabalho, afirmou que "os dados do IEFP de abril estão prestes a ficar fechados e são, novamente, positivos".
De acordo com o ministro da tutela, os dados que serão divulgados pelo IEFP na sexta-feira "desceram para níveis de 2012".
Os dados "sairão esta semana, mas julgo poder adiantar que os dados dizem que na região de Lisboa e do Algarve o número de desempregados é inferior a abril de 2012".
"Pela primeira vez o desemprego baixa além dessa fasquia", sublinhou o ministro.
Mota Soares acrescentou ainda que "o número de desempregados que procuram os serviços de emprego, pelo segundo mês consecutivo, apresentam uma diminuição relativamente ao período homólogo".
De acordo com os últimos dados do IEFP, divulgados a 18 de abril, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego diminuiu 6,1% em março, face ao período homólogo, estando inscritas 689.825 pessoas ao todo.
Os dados do IEFP relativos a março revelam também uma queda face ao mês anterior, de 1,6%, o que representa menos 11.129 desempregados inscritos nos centros de emprego.
Estas 689.825 pessoas inscritas correspondem a 73,6% do total de pedidos de emprego registados no IEFP, que ascendem aos 936.858 pedidos.
Pedro Mota Soares, que falava na Comissão Parlamentar de Segurança Social e Trabalho, afirmou que "os dados do IEFP de abril estão prestes a ficar fechados e são, novamente, positivos"
O ministro do Emprego e da Segurança Social antecipou hoje que os dados sobre o desemprego, que serão divulgados na sexta-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), "são novamente positivos" e desceram "para níveis de 2012".
Pedro Mota Soares, que falava na Comissão Parlamentar de Segurança Social e Trabalho, afirmou que "os dados do IEFP de abril estão prestes a ficar fechados e são, novamente, positivos".
De acordo com o ministro da tutela, os dados que serão divulgados pelo IEFP na sexta-feira "desceram para níveis de 2012".
Os dados "sairão esta semana, mas julgo poder adiantar que os dados dizem que na região de Lisboa e do Algarve o número de desempregados é inferior a abril de 2012".
"Pela primeira vez o desemprego baixa além dessa fasquia", sublinhou o ministro.
Mota Soares acrescentou ainda que "o número de desempregados que procuram os serviços de emprego, pelo segundo mês consecutivo, apresentam uma diminuição relativamente ao período homólogo".
De acordo com os últimos dados do IEFP, divulgados a 18 de abril, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego diminuiu 6,1% em março, face ao período homólogo, estando inscritas 689.825 pessoas ao todo.
Os dados do IEFP relativos a março revelam também uma queda face ao mês anterior, de 1,6%, o que representa menos 11.129 desempregados inscritos nos centros de emprego.
Estas 689.825 pessoas inscritas correspondem a 73,6% do total de pedidos de emprego registados no IEFP, que ascendem aos 936.858 pedidos.
12.5.14
Oposição diz que descida do desemprego se deve à emigração
in TVI24
O PS afirmou que a «economia portuguesa está a caminho da estagnação», apontando alguns indicadores do primeiro trimestre como os dados do desemprego divulgados nesta sexta-feira.
Para o socialista Pedro Marques, a maioria do Governo poderá considerar como «muito positivos» os dados divulgados, mas considerou que essas afirmações estarão «longe da realidade» e que os «indicadores são preocupantes».
«A verdade é que o emprego caiu em mais de 40 mil postos de trabalho no primeiro trimestre em relação ao final do ano passado e a redução da taxa de desemprego a que se referirão certamente os partidos da maioria tem apenas uma explicação: uma queda brutal da população ativa», argumentou, em declarações aos jornalistas no parlamento.
O deputado referiu haver «mais 60 mil pessoas, que infelizmente deixaram de procurar trabalho ou emigraram apenas num trimestre».
Relativamente às declarações do primeiro-ministro durante o debate quinzenal sobre a possibilidade de nova subida de impostos no caso de nova decisão de inconstitucionalidade, os socialistas dizem-se «muito preocupados».
«Para uma nova decisão que eventualmente se adivinha, o primeiro-ministro já promete mais aumento de impostos para os portugueses. Assim não vamos lá», argumentou.
Pelo PCP, a deputada comunista Carla Cruz também criticou a «ameaça» do primeiro-ministro de aumentar impostos em caso de novos «chumbos» por parte do Tribunal Constitucional e lembrou os muitos desempregados escondidos das estatísticas.
«Esta nova informação junta-se ao aumento de impostos já contemplado no Documento de Estratégia Orçamental (DEO) e, portanto, esta é uma ameaça que o Governo quer fazer aos portugueses, que acontecerá caso o TC cumpra a Constituição da República», disse, na Assembleia, apelando ao voto na Coligação Democrática Unitária nas eleições europeias de 25 de maio «para derrotar» o executivo da maioria PSD/CDS-PP.
Quanto ao desemprego, Carla Cruz considerou que os «números não conseguem esconder que 70 mil portugueses estão em falsos empregos». «O Governo colocou-os em programas de formação profissional para esconder esta situação do desemprego. Escondeu outros 67 mil, que não contam na estatística, porque emigraram ou encontraram outra solução», alertou, falando de uma situação «dramática, que o país não consegue aguentar».
Igualmente o Bloco de Esquerda defendeu que a ligeira descida da taxa de desemprego está relacionada com o aumento da emigração e diminuição do número de portugueses com postos de trabalho.
«Não obstante esta ligeira descida dos dados do desemprego, menos 20 mil desempregados, continua a ser bastante e muitíssimo preocupante o número das pessoas que estão empregados e que estão a descer sucessivamente. O que significa que temos, se contarmos com os dados também da emigração, menos 42 mil pessoas empregadas, e mais 12.600 pessoas que emigraram», disse aos jornalistas Mariana Aiveca.
A deputada do BE adiantou que os dados do INE sobre o desemprego «não são nada animadores», sendo esta ligeira descida feita «à custa de menos pessoas com postos de trabalho».
«Há de facto uma destruição líquida de emprego e por isso esta pequena descida taxa do desemprego tem que ser vista à luz daquilo que são as pessoas empregadas e são menos», afirmou Mariana Aiveca.
O PS afirmou que a «economia portuguesa está a caminho da estagnação», apontando alguns indicadores do primeiro trimestre como os dados do desemprego divulgados nesta sexta-feira.
Para o socialista Pedro Marques, a maioria do Governo poderá considerar como «muito positivos» os dados divulgados, mas considerou que essas afirmações estarão «longe da realidade» e que os «indicadores são preocupantes».
«A verdade é que o emprego caiu em mais de 40 mil postos de trabalho no primeiro trimestre em relação ao final do ano passado e a redução da taxa de desemprego a que se referirão certamente os partidos da maioria tem apenas uma explicação: uma queda brutal da população ativa», argumentou, em declarações aos jornalistas no parlamento.
O deputado referiu haver «mais 60 mil pessoas, que infelizmente deixaram de procurar trabalho ou emigraram apenas num trimestre».
Relativamente às declarações do primeiro-ministro durante o debate quinzenal sobre a possibilidade de nova subida de impostos no caso de nova decisão de inconstitucionalidade, os socialistas dizem-se «muito preocupados».
«Para uma nova decisão que eventualmente se adivinha, o primeiro-ministro já promete mais aumento de impostos para os portugueses. Assim não vamos lá», argumentou.
Pelo PCP, a deputada comunista Carla Cruz também criticou a «ameaça» do primeiro-ministro de aumentar impostos em caso de novos «chumbos» por parte do Tribunal Constitucional e lembrou os muitos desempregados escondidos das estatísticas.
«Esta nova informação junta-se ao aumento de impostos já contemplado no Documento de Estratégia Orçamental (DEO) e, portanto, esta é uma ameaça que o Governo quer fazer aos portugueses, que acontecerá caso o TC cumpra a Constituição da República», disse, na Assembleia, apelando ao voto na Coligação Democrática Unitária nas eleições europeias de 25 de maio «para derrotar» o executivo da maioria PSD/CDS-PP.
Quanto ao desemprego, Carla Cruz considerou que os «números não conseguem esconder que 70 mil portugueses estão em falsos empregos». «O Governo colocou-os em programas de formação profissional para esconder esta situação do desemprego. Escondeu outros 67 mil, que não contam na estatística, porque emigraram ou encontraram outra solução», alertou, falando de uma situação «dramática, que o país não consegue aguentar».
Igualmente o Bloco de Esquerda defendeu que a ligeira descida da taxa de desemprego está relacionada com o aumento da emigração e diminuição do número de portugueses com postos de trabalho.
«Não obstante esta ligeira descida dos dados do desemprego, menos 20 mil desempregados, continua a ser bastante e muitíssimo preocupante o número das pessoas que estão empregados e que estão a descer sucessivamente. O que significa que temos, se contarmos com os dados também da emigração, menos 42 mil pessoas empregadas, e mais 12.600 pessoas que emigraram», disse aos jornalistas Mariana Aiveca.
A deputada do BE adiantou que os dados do INE sobre o desemprego «não são nada animadores», sendo esta ligeira descida feita «à custa de menos pessoas com postos de trabalho».
«Há de facto uma destruição líquida de emprego e por isso esta pequena descida taxa do desemprego tem que ser vista à luz daquilo que são as pessoas empregadas e são menos», afirmou Mariana Aiveca.
Descida do desemprego sinal de que cenários macroeconómicos para 2014 serão “melhorados”
in iOnline
O governante assumiu ainda que "é preciso continuar a trabalhar afincadamente" para que esta taxa continue a descer, mas mostrou-se confiante de que tal acontecerá, designadamente porque a "trajetória é muito positiva"
O ministro da Economia, António Pires de Lima, considerou hoje que o decréscimo da taxa desemprego verificado no primeiro trimestre deste ano "significa seguramente" que os cenários macroeconómicos traçados para 2014 "vão ser melhorados".
"Este é o trimestre mais difícil do ponto de vista económico, portanto o facto de termos uma taxa de 15,1% no primeiro trimestre significa, seguramente, que as expectativas que estavam traçadas nos cenários macroeconómicos vão ser melhoradas", disse.
António Pires de Lima falava, no Fundão, à margem do "Primeiro Encontro Centro de Serviços em Portugal organizado pelo Fórum de Serviços da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), em colaboração com a Câmara Municipal do Fundão, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a Portugal Outsourcing.
O ministro sublinhou que a taxa de desemprego em Portugal já chegou a ser de 17,7%, pelo que classificou os dados hoje conhecidos como "positivos" e bons indicadores do que se passará ao longo do ano.
"Na realidade, nós vamos viver durante o ano de 2014 com uma taxa de desemprego média, seguramente inferior a 15%", garantiu.
António Pires de Lima também realçou o facto de este ser o "quarto trimestre consecutivo" em que a taxa de desemprego regista uma diminuição.
"É uma das descidas mais substanciais, do ponto de vista homólogo, que alguma vez se conheceu. Quer dizer que, no primeiro trimestre de 2014 estavam a trabalhar em Portugal mais 72 mil pessoas do que em igual período do ano passado", reiterou.
O governante assumiu ainda que "é preciso continuar a trabalhar afincadamente" para que esta taxa continue a descer, mas mostrou-se confiante de que tal acontecerá, designadamente porque a "trajetória é muito positiva".
Questionado sobre os indicadores das exportações, António Pires de Lima recordou que gostaria de poder analisar dados de forma global, já que a informação disponibilizada se restringe aos bens de consumo e não inclui os serviços, dos quais, o governante disse ter indicação de que "serão dados muito positivos".
Durante o discurso, o ministro já tinha enaltecido a importância que a área dos serviços tem tido na "recuperação económica portuguesa", uma vez que, sublinhou, estes já representam 31% das exportações. Destes, as exportações de serviços qualificados (não inclui turismo) já ultrapassaram os 61%.
Números que também tinham sido destacados pelo presidente da CCP, João Vieira Lopes, que antes da sessão, e em reação à proposta enviada pelo Governo para os parceiros sociais sobre os contratos coletivos de trabalho, referiu que o CCP sempre defendeu que "o período de vigência até à caducidade dos contratos devia ser encurtado".
Sobre as restantes propostas disse que estão a ser analisadas "de modo a verificar onde é que é possível tentar fazer compromissos em termos de concertação social".
O governante assumiu ainda que "é preciso continuar a trabalhar afincadamente" para que esta taxa continue a descer, mas mostrou-se confiante de que tal acontecerá, designadamente porque a "trajetória é muito positiva"
O ministro da Economia, António Pires de Lima, considerou hoje que o decréscimo da taxa desemprego verificado no primeiro trimestre deste ano "significa seguramente" que os cenários macroeconómicos traçados para 2014 "vão ser melhorados".
"Este é o trimestre mais difícil do ponto de vista económico, portanto o facto de termos uma taxa de 15,1% no primeiro trimestre significa, seguramente, que as expectativas que estavam traçadas nos cenários macroeconómicos vão ser melhoradas", disse.
António Pires de Lima falava, no Fundão, à margem do "Primeiro Encontro Centro de Serviços em Portugal organizado pelo Fórum de Serviços da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), em colaboração com a Câmara Municipal do Fundão, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a Portugal Outsourcing.
O ministro sublinhou que a taxa de desemprego em Portugal já chegou a ser de 17,7%, pelo que classificou os dados hoje conhecidos como "positivos" e bons indicadores do que se passará ao longo do ano.
"Na realidade, nós vamos viver durante o ano de 2014 com uma taxa de desemprego média, seguramente inferior a 15%", garantiu.
António Pires de Lima também realçou o facto de este ser o "quarto trimestre consecutivo" em que a taxa de desemprego regista uma diminuição.
"É uma das descidas mais substanciais, do ponto de vista homólogo, que alguma vez se conheceu. Quer dizer que, no primeiro trimestre de 2014 estavam a trabalhar em Portugal mais 72 mil pessoas do que em igual período do ano passado", reiterou.
O governante assumiu ainda que "é preciso continuar a trabalhar afincadamente" para que esta taxa continue a descer, mas mostrou-se confiante de que tal acontecerá, designadamente porque a "trajetória é muito positiva".
Questionado sobre os indicadores das exportações, António Pires de Lima recordou que gostaria de poder analisar dados de forma global, já que a informação disponibilizada se restringe aos bens de consumo e não inclui os serviços, dos quais, o governante disse ter indicação de que "serão dados muito positivos".
Durante o discurso, o ministro já tinha enaltecido a importância que a área dos serviços tem tido na "recuperação económica portuguesa", uma vez que, sublinhou, estes já representam 31% das exportações. Destes, as exportações de serviços qualificados (não inclui turismo) já ultrapassaram os 61%.
Números que também tinham sido destacados pelo presidente da CCP, João Vieira Lopes, que antes da sessão, e em reação à proposta enviada pelo Governo para os parceiros sociais sobre os contratos coletivos de trabalho, referiu que o CCP sempre defendeu que "o período de vigência até à caducidade dos contratos devia ser encurtado".
Sobre as restantes propostas disse que estão a ser analisadas "de modo a verificar onde é que é possível tentar fazer compromissos em termos de concertação social".
5.11.12
Emigração poderá justificar quebra no desemprego
in Diário de Notícias
O secretário-geral da UGT, João Proença, desvalorizou hoje a quebra da taxa de desemprego estimada pelo Eurostat para Portugal em setembro, mas destacou a descida do desemprego entre os jovens, que atribuiu essencialmente à "grande emigração".
Para João Proença, a diminuição de 0,6 pontos percentuais para os 35,1% da taxa de desemprego dos jovens em setembro, em relação a agosto, pode ser vista como "positiva", tendo em conta sobretudo a altura do ano.
"Pode, no entanto, refletir uma tendência de grande emigração, especialmente entre os jovens licenciados", alertou o secretário-geral da UGT.
Em relação ao recuo da taxa de desemprego, que em setembro se fixou, segundo o Eurostat, nos 15,7%, uma décima abaixo de agosto, João Proença desvalorizou a descida, referindo tratar-se apenas de um efeito sazonal.
"O desemprego vai continuar a subir e para níveis insustentáveis", avisou.
Na UE, a taxa de desemprego foi de 10,6%, estável em relação ao mês anterior
As taxas de desemprego mais altas foram registadas em Espanha (25,8%), Grécia (25,1%, segundo dados de julho) e Portugal (15,7%).
As mais baixas verificaram-se na Áustria (4,4%), Luxemburgo (5,2), Alemanha e Holanda (ambas com 5,4%).
No que respeita ao desemprego juvenil, a Grécia apresenta a mais elevada taxa (55,6%, dados de julho), seguida da Espanha (54,2%), Portugal e Itália (35,1% cada).
Em setembro de 2011, a taxa de desemprego em Portugal foi de 13,1%, de 10,3% na zona euro e de 9,8 na UE, havendo subidas significativas na comparação homóloga.
O secretário-geral da UGT, João Proença, desvalorizou hoje a quebra da taxa de desemprego estimada pelo Eurostat para Portugal em setembro, mas destacou a descida do desemprego entre os jovens, que atribuiu essencialmente à "grande emigração".
Para João Proença, a diminuição de 0,6 pontos percentuais para os 35,1% da taxa de desemprego dos jovens em setembro, em relação a agosto, pode ser vista como "positiva", tendo em conta sobretudo a altura do ano.
"Pode, no entanto, refletir uma tendência de grande emigração, especialmente entre os jovens licenciados", alertou o secretário-geral da UGT.
Em relação ao recuo da taxa de desemprego, que em setembro se fixou, segundo o Eurostat, nos 15,7%, uma décima abaixo de agosto, João Proença desvalorizou a descida, referindo tratar-se apenas de um efeito sazonal.
"O desemprego vai continuar a subir e para níveis insustentáveis", avisou.
Na UE, a taxa de desemprego foi de 10,6%, estável em relação ao mês anterior
As taxas de desemprego mais altas foram registadas em Espanha (25,8%), Grécia (25,1%, segundo dados de julho) e Portugal (15,7%).
As mais baixas verificaram-se na Áustria (4,4%), Luxemburgo (5,2), Alemanha e Holanda (ambas com 5,4%).
No que respeita ao desemprego juvenil, a Grécia apresenta a mais elevada taxa (55,6%, dados de julho), seguida da Espanha (54,2%), Portugal e Itália (35,1% cada).
Em setembro de 2011, a taxa de desemprego em Portugal foi de 13,1%, de 10,3% na zona euro e de 9,8 na UE, havendo subidas significativas na comparação homóloga.
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