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11.9.23

Portugal com 4.ª maior taxa da UE de pessoas que não conseguem aquecer a casa

Por Lusa, in ECO

Antes de Portugal, Bulgária, Chipre e Grécia são os únicos países da UE nos quais uma fatia maior da população do tem dificuldade a aquecer a casa.


Portugal registou, em 2022, a quarta maior taxa da União Europeia (17,5%) de pessoas que não conseguiram aquecer devidamente as suas casas, com a média da União Europeia (UE) a ficar-se no 9,3%, segundo o Eurostat.

De acordo com dados divulgados, o número de pessoas com dificuldades em pagar o aquecimento da casa aumentou na UE 2,4 pontos percentuais face a 2021.


Entre os Estados-membros, a Bulgária (22,5%) registou a maior percentagem de pessoas com dificuldades em aquecer a sua casa, seguindo-se Chipre (19,2%), Grécia (18,7%), Portugal e Lituânia (17,5% cada), Espanha (17,1%) e Roménia (15,2%).

No extremo oposto, com as menores taxas, estão a Finlândia (1,4%), o Luxemburgo (2,1%), a Eslovénia (2,6%), a Áustria (2,7%), a República Checa (2,9%), a Suécia (3,3%) e a Estónia (3,4%).


A crise dos preços da energia agravou-se em 2022, com a invasão da Ucrânia pela Rússia (em 24 de fevereiro), o que levou a UE a adotar medidas para controlar os aumentos e acabar com a dependência energética face a Moscovo.


28.4.23

Portugal liderou crescimento económico na Europa no primeiro trimestre

Sónia M Lourenço e Carlos Esteves, in Expresso



O Produto Interno Bruto (PIB) português avançou 2,5% em termos homólogos nos primeiros três meses deste ano, o terceiro melhor registo entre os países da União Europeia (UE) para os quais já há dados disponíveis, segundo o Eurostat. Já o crescimento em cadeia, de 1,6%, foi o mais alto da UE


O crescimento da economia portuguesa no primeiro trimestre deste ano surpreendeu pela positiva, superou a média da zona euro e da União Europeia (UE), e foi mesmo um dos mais elevados entre os países da UE para os quais já há dados disponíveis. Os números publicados esta sexta-feira pelo Eurostat mostram que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) português foi a terceira maior em termos homólogos, sendo mesmo a mais elevada em cadeia, ou seja, na comparação com os três meses anteriores.

Olhemos para os números. Nos primeiros três meses de 2023, o PIB português avançou 2,5% em termos homólogos, ou seja, por comparação com o mesmo período do ano passado, indica a estimativa rápida publicada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e, também, pelo Eurostat.

Este valor é quase o dobro do crescimento homólogo de 1,3% estimado pelo Eurostat tanto para a zona euro como para o conjunto da UE.


A expansão do PIB português no primeiro trimestre deste ano, em termos homólogos, é a terceira maior entre os países da UE para os quais já há dados disponíveis.

À frente de Portugal ficam apenas a vizinha Espanha (3,8%) e a Irlanda (2,6%).

Nota ainda para a Alemanha, que, segundo o Eurostat, ficou no vermelho. Os dados publicados esta sexta-feira pela autoridade estatística da UE indicam que a maior economia europeia caiu 0,1% em termos homólogos nos primeiros três meses de 2023.

CRESCIMENTO EM CADEIA DA ECONOMIA PORTUGUESA FOI O MAIS ALTO DA UE

Numa análise em cadeia, ou seja, por comparação com o trimestre anterior, o desempenho da economia portuguesa nos primeiros três meses deste ano, fica ainda melhor colocado na UE.

O PIB português avançou 1,6%, o que compara com 0,3% no conjunto da UE, e apenas 0,1% na zona euro.


O crescimento em cadeia português foi mesmo o mais elevado entre os países para os quais já há dados disponíveis, segundo o Eurostat.

No extremo oposto ficaram Irlanda e Áustria, com contrações de 2,7% e de 0,3%, respetivamente.

28.10.22

Quase uma em cada 4 crianças portuguesas em risco de pobreza e exclusão social

7.10.22

Portugal entre os países da UE onde os preços das casas mais aumentaram na última década

Rafaela Burd Relvas, in Público online

Entre 2010 e o segundo trimestre de 2022, os preços das casas aumentaram 48% na União Europeia. Em Portugal, o crescimento foi próximo de 80% neste período.

Desde 2010, os preços das casas na União Europeia aumentaram quase 50% e, em alguns países, chegaram a mais do que duplicar durante este período. Em Portugal, os valores aumentaram a um ritmo muito superior àquele que foi registado a nível europeu e o mercado imobiliário português está, assim, entre aqueles que mais valorizaram ao longo da última década.

Os dados são do Eurostat, que publica, esta sexta-feira, os valores mais actualizados do índice de preços da habitação, relativos ao segundo trimestre deste ano. Nesse período, os preços das casas no conjunto da União Europeia aumentaram 9,9% em relação ao segundo trimestre do ano passado, valor em linha com as subidas que já haviam sido registadas nos trimestres anteriores.

Já numa análise temporal mais alargada, torna-se evidente aquela que tem sido a dinâmica no mercado imobiliário residencial na Europa, cujos preços estão a aumentar, ininterruptamente, desde o início de 2014. Recuando até ao início desta série estatística, o Eurostat dá conta de que, entre 2010 e o segundo trimestre de 2022, os preços das casas aumentaram, em média, 48% na União Europeia e 42% contabilizando apenas os países da zona euro.

Portugal, onde o movimento de crescimento dos preços também tem sido contínuo nos últimos anos, ultrapassa largamente este valor, ao registar uma subida de 77,3% entre 2010 e o segundo trimestre deste ano, naquele que é um dos crescimentos mais acelerados entre os países da União Europeia.

Mesmo assim, há vários casos onde o agravamento do custo da habitação é ainda mais evidente do que em Portugal. Segundo o Eurostat, Estónia, Hungria, Luxemburgo, Letónia, Lituânia, Chéquia e Áustria viram os preços das casas mais do que duplicar no período em análise, com o aumento a aproximar-se dos 200% no caso da Estónia.

Em sentido contrário, só há três países onde se regista uma queda dos preços entre 2010 e 2022, ainda que ligeira: Chipre, Itália e Grécia, país onde esta redução é mais acentuada, chegando aos 23%.
Rendas crescem menos

Na análise publicada esta sexta-feira, o Eurostat ilustra, ainda, o crescimento das rendas ao longo deste período, um indicador que também aumentou a ritmo acelerado, mas muito abaixo daquilo que se verificou no caso dos preços de venda.

Entre 2010 e o segundo trimestre de 2022, as rendas praticadas no conjunto da União Europeia aumentaram uma média de 18%. Ainda assim, importa notar que, ao longo deste período, o aumento das rendas foi constante, sem nunca ter sido interrompido por uma queda em qualquer dos trimestres em análise. Já os preços das casas vendidas sofreram uma quebra abrupta em 2011, altura da última crise financeira, antes de voltarem à rota de crescimento iniciada em 2014.

Também neste caso, Portugal volta a destacar-se da média da União Europeia, ao registar um aumento do índice de preços das rendas próximo de 30% entre 2010 e o segundo trimestre de 2022.

Já a Grécia é o único país onde se registou uma redução do valor das rendas no período em análise, em torno de 25%.

19.9.22

Luxemburgo. Mais de 20% da população em risco de pobreza ou exclusão social em 2021

in Contacto

Já na UE, 21,7% da população estava em 2021 em risco de pobreza ou exclusão social.

De 2020 para 2021, a percentagem de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social aumentou no Luxemburgo, de 19,9% para 21,1%. Esta ligeira subida acompanha a tendência europeia, segundo dados divulgados pelo Eurostat.

Luxemburgo. 79% das famílias sofrem com encargos da habitação


De facto, em 2021, 21,7% da população da União Europeia (UE) estava em risco de pobreza ou exclusão social, uma ligeira subida face aos 21,6% do ano anterior.

Das 95,4 milhões de pessoas na UE (94,8 milhões em 2020) em risco de pobreza, cerca de 5,9 milhões (1,3% do total da população da UE) vivia em agregados expostos simultaneamente aos três riscos de pobreza e exclusão social: risco de pobreza, ou vivendo em agregados com intensidade laboral ‘per capita’ muito reduzida ou em situação de privação material e social severa.

Portugal com 22,4% da população nesta condição

Em 2021, 27 milhões estavam em situação de privação material ou social severa e 29,3 milhões viviam em agregados com baixa intensidade laboral.

A Roménia (34%), a Bulgária (32%), Grécia e Espanha (28% cada) foram os Estados-membros com maiores taxas de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social.

Há cada vez mais gente sem acesso à saúde no Luxemburgo


Em contraste, as menores taxas de pessoas em risco foram registadas na República Checa (11%), Eslovénia (13%) e Finlândia (14%).

Em Portugal, havia em 2021 22,4% de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social (20,0% em 2020), a oitava maior taxa entre os Estados-membros e acima da média da UE (21,7%).

(Com Lusa)

26.8.22

A pobreza não se instrumentaliza

João Moreira de Campos, opinião,  in Público on-line

O crescimento do produto não se traduz automaticamente no aumento do bem-estar material de que usufruem os habitantes de um dado território.

O debate em torno da capacidade existente na economia nacional para gerar riqueza tem vindo a intensificar-se em diferentes esferas. Não raras vezes, os argumentos apresentados baseiam-se nos níveis registados noutros países, a partir dos quais se equacionam os putativos fatores que possibilitam ritmos de crescimento mais elevados. Neste sentido, o Produto Interno Bruto é tido como a principal métrica do sucesso das opções coletivas tomadas e das políticas públicas implementadas, conferindo à noção de pobreza relativa um lugar central nas narrativas construídas. Pressupõe-se, assim, que uma inferior capacidade para produzir riqueza corresponde a um menor bem-estar material de que usufruem as pessoas residentes em Portugal, por comparação com o que se observa em latitudes distintas.

Os termos de comparação escolhidos passam, com frequência, pela Irlanda, os três Estados comummente associados ao mar Báltico e, desde há pouco tempo, a Roménia. Na sequência da adesão à União Europeia, oficializada em janeiro de 2007, a criação de riqueza na Roménia tem crescido a uma taxa média anual que ronda os 3%, excluindo o efeito da inflação, o que a aproxima do montante produzido por residente em Portugal, caso não sejam consideradas as diferenças entre os níveis de preços praticados em ambos os países.

A alicerçar tal crescimento encontra-se o gradual dinamismo de atividades terciárias como as turísticas, de transporte e armazenagem, o comércio ou serviços de informação e comunicação, para além da progressiva integração nas cadeias de valor globais. No entanto, a expansão acelerada do produto tem sido acompanhada por persistentes défices orçamentais e da balança corrente, entre outros desequilíbrios económicos, dos quais se destacam o reduzido grau de cumprimento das obrigações fiscais, a profunda desigualdade no acesso à educação e a elevada percentagem da população em risco de pobreza ou de exclusão social.

De acordo com os dados publicados pelo Eurostat, no ano de 2019, cerca de 36,3% dos residentes em território romeno estavam em risco de pobreza, enfrentavam situações de privação material e social severas ou habitavam em agregados domésticos cuja intensidade laboral era diminuta. Não obstante a tendência descendente observada nos anos precedentes, esta percentagem continuava a ser substancialmente superior à média estimada para o conjunto da União Europeia, a qual coincidia com o valor calculado para Portugal (21,1%).

Ora, apesar de a riqueza criada por residente na Roménia se aproximar do montante produzido em Portugal, excluídas as diferenças entre os níveis de preços praticados em ambos os países, mantém-se uma disparidade assinalável no que concerne à proporção da população em risco de pobreza ou de exclusão social. Por conseguinte, é possível perceber que o crescimento do produto não se traduz automaticamente no aumento do bem-estar material de que usufruem os habitantes de um dado território.

Tal distinção torna-se cada vez mais relevante, conforme a noção de pobreza vai assumindo um lugar central nas narrativas construídas acerca do sucesso das opções coletivas tomadas e das políticas públicas implementadas. A utilização indevida dos conceitos suscita o risco de instrumentalização, que é indesejável, se não mesmo imoral. É, então, fundamental a plena compreensão dos seus significados, dos indicadores que lhes são associados e aos quais se recorre para retratar as condições de vida das pessoas, assim como do que diferencia a criação e a distribuição de riqueza.
A utilização indevida dos conceitos [de riqueza e pobreza] suscita o risco de instrumentalização, que é indesejável, se não mesmo imoral
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À semelhança do que já foi sucintamente referido, entende-se que alguém está em risco de pobreza ou de exclusão social caso aufira um rendimento equivalente inferior a 60% do rendimento mediano nacional, não possua as condições necessárias para dispor de um nível de vida adequado ou faça parte de um agregado doméstico no qual os membros em idade ativa trabalham menos de 21% do tempo em que o podem fazer. Desta feita, é percetível que a pobreza monetária constitui apenas uma das três dimensões tidas em conta, pese embora seja muitas vezes confundida com o próprio indicador.

Não só importa proceder a tal destrinça, como é relevante explicitar que, por norma, se avalia a pobreza monetária na ausência e após a realização das denominadas transferências sociais. Deste conjunto fazem parte, por exemplo, as pensões de velhice e de sobrevivência, o subsídio de desemprego, o abono de família ou o rendimento social de inserção. Imaginando um contexto no qual não houvesse lugar à realização de qualquer transferência social, perto de 44% dos residentes em território nacional encontrar-se-iam em risco de pobreza.

A alusão a este valor é feita, em diversas ocasiões, sem a necessária menção à subjacente exclusão do pagamento de pensões de velhice e de sobrevivência. É certo que o progressivo envelhecimento da população contribui para o aumento da dependência face ao sistema previdencial da Segurança Social – em 2003, a taxa de risco de pobreza era de, aproximadamente, 41% –, porém, se considerado o rendimento das pessoas após a atribuição de pensões, constata-se uma diminuição quase consecutiva da quantidade relativa de habitantes em Portugal a enfrentar tal risco, de 2013 a 2019.

Um flagelo como a pobreza não pode ser instrumentalizado, servindo de arma de arremesso entre interlocutores que preconizam formas de organização coletiva díspares. A sua erradicação implica o entendimento generalizado das múltiplas dimensões que a constituem, o que não beneficia da utilização indevida dos conceitos estipulados, com o mero intuito de persuadir. Importa, então, apelar a que se evite o recurso inapropriado a métricas e termos concebidos para ilustrar situações de profundo infortúnio. Só a compreensão deste fenómeno e da sua complexidade permitirão definir políticas públicas eficazes, que resultem no incremento da coesão e da dignidade na nossa comunidade.

O autor escreve segundo o novo acordo ortográfico


Docente da Católica Porto Business School

1.8.22

Desemprego na zona euro desce para 6,6% em junho face ao mesmo mês de 2021

in o Observador

A taxa de desemprego na zona euro fixou-se em 6,6% em junho passado. Portugal ficou abaixo da média da média, com 6,1%, menos do que o período homólogo de 2021 (quando esta se fixou em 6,7%).

A taxa de desemprego na zona euro fixou-se em 6,6% em junho passado, abaixo dos 7,9% do período homólogo de 2021 e estável face à percentagem registada em maio deste ano, anunciou esta segunda-feira o Eurostat.

De acordo com os dados publicados pelo gabinete estatístico comunitário, Eurostat, na variação homóloga, registou-se então uma descida na taxa de desemprego (corrigida de sazonalidade) de 7,9% para 6,6%, respetivamente entre junho de 2021 e o mesmo mês de 2022.

Já na variação em cadeia, este foi o terceiro mês consecutivo em que a taxa de desemprego na zona euro foi de 6,6%, o que já tinha acontecido também em abril e maio.

Portugal ficou abaixo da média da zona euro, ao registar uma taxa de desemprego de 6,1% em junho de 2022, menos do que o período homólogo de 2021 (quando esta se fixou em 6,7%) e ligeiramente acima do mês passado (6%).

Como é calculada a inflação?


No conjunto da União Europeia (UE), a taxa de desemprego foi de 6% em junho deste ano, também abaixo dos 7,2% do mesmo mês de 2021 e estável face à percentagem de maio.

Em números absolutos, o Eurostat estima que 12,9 milhões de homens e mulheres na UE, dos quais 10,9 milhões na zona euro, estavam desempregados em junho de 2022.

Em comparação com junho de 2021, o desemprego diminuiu 2,3 milhões na UE e 1,9 milhões na zona do euro.

Já no que toca ao desemprego juvenil, em junho de 2022, 2,5 milhões de jovens (menores de 25 anos) estavam desempregados na UE, dos quais dois milhões na zona euro.

Por percentagem, em junho de 2022, a taxa de desemprego juvenil era de 13,6% tanto na UE como na zona euro, contra 16,8% no conjunto da União e 17,1% na área da moeda única no período homólogo de 2021 e 13,3% e 13,2% no mês anterior.

Em comparação com maio de 2022, o desemprego juvenil aumentou em 59 mil na UE e em 64 mil na zona do euro, enquanto face a junho de 2021, o desemprego juvenil diminuiu em 527 mil na UE e em 450 mil na zona do euro.

Por género, a taxa de desemprego era, em junho, de 6,4% na UE para as mulheres e de 5,7% para os homens.

20.7.22

Inflação acelera para 8,6% na zona euro e dispara para 9,6% na União Europeia em junho

Pedro Carreira Garcia, in Expresso

A taxa de inflação harmonizada na zona euro acelerou em junho para os 8,6%, face aos 8,1% registados em maio. Portugal tem a 9.ª taxa mais baixa dos 27

A taxa de inflação harmonizada na zona euro acelerou em junho para os 8,6%, face aos 8,1% registados em maio, divulgou esta terça-feira, 19 de julho, o Eurostat. Nos 27 países da União Europeia (UE), a aceleração foi ainda maior: em junho, a taxa de inflação foi de 9,6%, crescendo face aos 8,8% registados em maio.

Em junho de 2021, a taxa de inflação harmonizada era de 1,9% na zona euro e de 2,2% na UE.

A taxa de inflação harmonizada na zona euro acelerou em junho para os 8,6%, face aos 8,1% registados em maio, divulgou esta terça-feira, 19 de julho, o Eurostat. Nos 27 países da União Europeia (UE), a aceleração foi ainda maior: em junho, a taxa de inflação foi de 9,6%, crescendo face aos 8,8% registados em maio.

Em junho de 2021, a taxa de inflação harmonizada era de 1,9% na zona euro e de 2,2% na UE.

O índice harmonizado de preços no consumidor, ou IHPC - que permite comparações entre Estados-Membros - de Portugal foi de 9% em junho, a 9.ª mais baixa entre os 27 países da UE e 8.ª entre os 19 países da zona euro. Ficou, assim, acima da média da zona euro mas abaixo da média da UE.

As taxas de inflação anuais mais baixas foram, em junho, as de Malta, com 6,1%, França, com 6,5%, e Finlândia, com 8,1%. As mais altas foram as da Letónia, com 19,2%, da Lituânia, com 20,5%, e a da Estónia, com 22%.

A taxa de inflação só abrandou em dois Estados-Membros face a maio: na Alemanha e nos Países Baixos.

Os maiores contributos para a taxa de inflação de junho na zona euro foram os preços da energia, representando 4,19 pontos percentuais; seguidos dos dos bens alimentares, álcool e tabaco, contribuindo com 1,88 pontos percentuais; os dos serviços, com 1,42 pontos percentuais; e bens industriais não-energéticos, com 1,15 pontos percentuais.

14.7.22

Chegada do verão empurra subida de preços para lá da média do euro

Maria Caetano, in DN

Além dos combustíveis dos transportes, que voltaram a subir após uma redução em maio, os preços de alojamentos, pacotes de férias e bilhetes de avião dispararam e fizeram acelerar os custos do cabaz das compras nacionais.

Achegada do verão foi no último mês a acha a atiçar o combustível da inflação, levando a subida nacional de preços a ultrapassar a da média da Zona Euro pela primeira vez em quatro anos e meio. Desde o final de 2017 que tal não acontecia.

Em junho, os preços suportados pelos consumidores domésticos ficaram 8,7% acima de um ano antes, segundo dados confirmados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística. Já o cabaz de compras que inclui a procura de estrangeiros, usado para comparações europeias, subiu de preços em 9%, quatro décimas acima da média dos 19 países da moeda única.

Segundo o INE, o índice harmonizado de preços no consumidor português registou em junho uma variação mensal de 1,1%, com o mesmo indicador para o conjunto da Zona Euro a ser de 0,8%.

Já excluindo componentes mais voláteis e sensíveis a choques, a energia e os produtos alimentares não-transformados, tem-se a inflação subjacente, que em Portugal tem andado à frente dos registos da área do euro já desde o arranque deste ano. Este indicador, cuja subida aponta para um acréscimo de preços mais persistente e alargado, marcava aumentos homólogos na ordem dos 6,6% em junho, contra apenas 4,6% na média do euro.

O distanciamento do ritmo de subida de preços português relativamente àquele que ocorre no bloco da moeda única tem vindo a ser notado pelo INE. O indicador harmonizado que permite as comparações é importante, designadamente, por pesar nas avaliações da inflação pelo Banco Central Europeu, que neste mês se prepara para subir juros pela primeira vez em mais de uma década e que tem de assegurar que a política monetária que conduz é adequada a todos os países do euro.

Neste indicador compilado pelo Eurostat, contam de forma mais significativa as despesas em viagens, excursões e alojamento, preços que em Portugal dispararam com a chegada a junho, mostra a evolução detalhada das diferentes componentes de compras.

Turismo dispara

Os índices do INE indicam que a maior subida mensal de preços ocorreu em junho nas passagens de avião, que encareceram 20,3%, e estão agora 60,1% mais caras do que um ano antes. A segunda maior subida ocorreu nos alojamentos, que reagiram à chegada do verão com aumentos de preços de 13,7% e estão hoje 41,6% mais caros do que um ano antes. As férias organizadas também passaram a custar mais 13%, com os preços cobrados pelas agências de viagens a situarem-se 31,3% acima daqueles que eram praticados em junho do ano passado.

A recuperação do turismo está a traduzir-se, assim, também numa subida considerável de preços que alimenta a inflação. Mas, os combustíveis - em particular, a gasolina e o gasóleo usados no transporte das famílias - continuam ainda a sustentar também a aceleração.

Os preços de gasóleo e da gasolina subiram 9% para as famílias em junho, revertendo descidas que coincidiram com os cortes de ISP no mês anterior.

Nova subida nas bombas

Em junho, os preços de combustíveis usados no transporte pessoal voltaram a aumentar, com uma subida de 9% para novos máximos. O aumento mais do que que reverteu uma descida de 3,5% observada em maio, mês em que passou a ser aplicada pelo governo uma redução em imposto sobre produtos petrolíferos equivalente à passagem do IVA sobre os combustíveis para a taxa intermédia. Entretanto, face há um ano, os custos são 34,7% superiores.

Os combustíveis líquidos usados em casa também ficaram 8% mais caros no últimos mês, situando-se 62,5% acima de um ano antes.

Já o gás das habitações sofreu um ligeiro recuo mensal de 0,6%, estando ainda 38,9% acima dos preços de há um ano.

O preço da eletricidade não mexeu em junho. Está 23,6% mais caro do que no ano passado.

Na alimentação, a secção mais pesada dos orçamentos familiares, a subida mensal de preços foi de 1,1%, colocando os gastos com esta parte do cabaz 13,2% acima daqueles que eram feitos há um ano.

Nesta secção, óleos e gordura são os bens que mais têm encarecido. Contudo, em junho, estes preços conheceram uma redução ligeira de 0,3%. Ainda assim, estão 42,6% acima de há um ano.
Também açúcar e refrigerantes conheceram reduções mensais de 1,2% e 0,4%, respetivamente.

Em sentido contrário, junho fica marcado por um aumento de preços na fruta de 3,5%, a maior subida na despesa alimentar das famílias. Em termos homólogos, porém, os preços estão apenas 2,7% acima daqueles que foram recolhidos pelo INE em junho de 2021.

Para os consumidores domésticos, a subida mensal global de preços foi de 0,8%. Retirando, no entanto, energia e produtos alimentares não transformados, o aumento é bem mais contido, de 0,3%, A inflação mensal subjacente para o consumidor português foi menor do que a registada em maio (0,7%).

11.7.22

População total da UE baixa para os 446,8 milhões devido à pandemia

in Público

Verificou-se também, pelo segundo ano consecutivo, uma situação de mudança natural negativa, com mais mortes do que nascimentos, “muito provavelmente devido ao impacto da pandemia”. O número total da população da União Europeia (UE) voltou a baixar este ano para 446,8 milhões de pessoas, anunciou esta segunda-feira o serviço estatístico comunitário, o Eurostat, atribuindo a redução à pandemia de covid-19.

Numa publicação a propósito do Dia Mundial da População, que se assinala esta segunda-feira, o Eurostat divulga que, “após um primeiro declínio no crescimento da população em 2020 devido ao impacto da pandemia de covid-19, a população da UE diminuiu novamente em 2021, de 447 milhões a 1 de Janeiro de 2021 para 446,8 a 1 de Janeiro de 2022”.

De acordo com o serviço estatístico europeu, verificou-se também, pelo segundo ano consecutivo, uma situação de mudança natural negativa, com mais mortes do que nascimentos, “muito provavelmente devido ao impacto da pandemia”.

Assim, a primeira estimativa sobre este ano indica que se registaram, na UE, mais 531.000 mortes em 2020 do que em 2019, a comparar com 113.000 mais mortes em 2021 do que em 2020.

A população da UE cresceu de 354,5 milhões em 1960 para 446,8 milhões a 1 de Janeiro de 2022, um aumento de 92,3 milhões de pessoas, mas este crescimento tem vindo a diminuir gradualmente nas últimas décadas.

De acordo com o Eurostat, a população da UE aumentou, em média, em cerca de 700 mil pessoas por ano durante o período de 2005 a 2022, em comparação com um aumento médio de cerca de três milhões de pessoas por ano durante a década de 1960.

Por país, a população de cada Estado-membro da UE variava, no início deste ano, entre cinco milhões em Malta e 83,2 milhões na Alemanha.

A Alemanha, França e Itália, em conjunto, representavam, a 1 de Janeiro de 2022, quase metade (47%) da população total da UE.

Portugal ficava a meio da tabela, sendo o 12.º país com mais população entre os 27 Estados-membros.

28.10.21

Um em cada cinco portugueses está em risco de pobreza, revela novo indicador

Natália Faria, in Público on-line

Eurostat divulgou esta quinta-feira os novos indicadores do risco de pobreza e exclusão social. O alargamento do conceito foi mais notório entre os idosos, cuja taxa de risco de pobreza e exclusão social subiu de 20,2% para 21,4% no ano passado.

São, afinal, 20% os portugueses que estão em risco de pobreza ou exclusão social, segundo os dados revelados esta quinta-feira pelo Eurostat, relativos a 2020. Os últimos indicadores do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos ao mesmo período temporal, apontavam para uma taxa de ligeiramente inferior, de 19,8% (2.037 milhares de pessoas), mas a adopção de um novo indicador inflacionou esta realidade estatística. Deste modo, a proporção das crianças e jovens até aos 18 anos de idade em risco de pobreza ou exclusão social aumenta para os 21,9% (eram 21,6%). Mas a mudança mais visível observa-se nos idosos, cuja taxa aumentou dos 20,2% para os 21,4%.

“No novo indicador, a privação material severa passa a considerar 13 em vez de nove itens (e altera o nome para privação material e social severa) e a intensidade laboral per capita muito reduzida passa a abranger as pessoas até aos 64 anos (antes considerava apenas idades até aos 59 anos), explicitou ao PÚBLICO Ernestina Baptista, do gabinete de comunicação do INE, acrescentando que o novo inquérito sobre o rendimento e condições de vida dos portugueses, cuja divulgação está aprazada para o dia 26 de Novembro, irá já “descrever e apresentar os resultados para o novo indicador” usado para quantificar a população que está em risco de pobreza e exclusão social.

Para melhor compreender esta alteração recorde-se que no conceito de risco de pobreza cabem todos os indivíduos cujo rendimento fica abaixo dos 60% do rendimento mediano por adulto de cada país. Na prática, este risco de pobreza não mede por si só a riqueza de cada um, limitando-se a separar a população entre os que vivem abaixo ou acima daquela linha, numa proporção que vai variando consoante a evolução dos salários mínimos e médios de cada país.

Para apurar a taxa do risco de pobreza e exclusão social, somavam-se aos ameaçados pelo risco de pobreza os indivíduos abaixo dos 60 anos de idade com intensidade laboral per capita muito reduzida, isto é, que viviam em agregados familiares em que os adultos entre os 18 e os 59 anos de idade (excluindo estudantes) trabalhavam em média menos de 20% do tempo de trabalho disponível. E a estes somavam-se ainda os submergidos em situações de privação material severa, ou seja, com dificuldades em aceder a pelo menos três de um conjunto de nove itens, entre os quais se incluem a capacidade de fazer face a uma despesa inesperada de custo próximo do valor da linha de pobreza (504 euros, em 2019), de pagar uma semana de férias ou de custear uma refeição de carne ou peixe a cada dois dias, de manter a casa aquecida ou a existência de contas em atraso relativas às despesas essenciais.

A actualização dos conceitos deu-se, portanto, nestes dois campos, alargando-se o universo considerado na intensidade laboral à faixa etária dos 64 anos e somando quatro novos itens ao conceito de privação material. Neste campo, passou a avaliar-se também o acesso à Internet, a capacidade de custear a necessária renovação do vestuário, a posse de pelo menos dois pares de calçado adequados à estação e a capacidade de gastar pequenas quantias em actividades de lazer, além da possibilidade de reunião com familiares ou amigos para uma bebida ou refeição pelo menos uma vez por mês.

Mais de 24% das crianças e jovens em risco

À luz dos novos indicadores adoptados pelo Eurostat, a União Europeia somava no ano passado 24,2% das crianças e jovens abaixo dos 18 anos de idade em risco de pobreza ou exclusão social. Nos adultos com idades entre os 18 e os 64 anos a taxa descia para os 21,7%, baixando para os 20,4% entre os que tinham 65 ou mais anos de idade. Na fotografia europeia que retrata o risco de pobreza ou exclusão entre crianças e jovens, a Roménia surge destacada por somar 41,5% das suas crianças e jovens em risco de pobreza ou exclusão social, seguindo-se a Bulgária (36,2%), a Espanha (31,8%) e a Grécia (31,5%). Mais a Norte, a Eslovénia e a República Checa destacam-se por serem os países em que aquela taxa é mais baixa: 12,1% e 12,9%, respectivamente. Estão, aliás, acima da Dinamarca e da Finlândia, países onde a taxa de pobreza ou exclusão social de crianças e jovens se fixava no ano passado nos 13,5% e 14,5%, respectivamente.

Na Europa, a escolaridade dos pais continua a ser um factor determinante no que toca ao risco de pobreza dos mais novos. A prova é que entre as crianças filhas de pais com baixa escolaridade a taxa de risco de pobreza fixava-se em 2020 nos 50,5%, baixando drasticamente para os 7,7% entre aquelas cujos pais possuem uma escolaridade elevada.

Igualmente determinante parece ser o local onde se nasce. Entre as crianças com pelo menos um dos progenitores imigrantes a taxa de pobreza era de 32,9%, contra os 15,3% registados entre os menores cujos pais eram ambos nativos do país.

À semelhança de anos anteriores, e do que se passa, de resto, em Portugal, as famílias monoparentais com crianças dependentes surgem como as mais marcadas pelo risco de pobreza ou exclusão social: 42,1%, na média europeia. Muito acima, portanto, da taxa de 15,7% das famílias compostas por dois adultos sem crianças dependentes (até 18 anos ou entre os 18 e os 24 anos desde que sem actividade económica e que continuem a residir com pelo menos um dos pais). “Genericamente, o risco de pobreza ou exclusão para um adulto com crianças dependentes está 19,9 pontos percentuais acima do das diferentes famílias sem crianças dependentes (42,1% contra 22,3%)”, precisa o Eurostat.

Nos agregados familiares com crianças e com intensidade laboral reduzida (cabem aqui todos os adultos que trabalharam em média menos 20% do tempo de trabalho possível) o risco de pobreza ameaça 71,9 famílias em cada 100. Entre as famílias com baixa intensidade laboral sem crianças dependentes, aquela taxa baixa para os 52,5%.

O destaque do gabinete estatístico da União Europeia enfatiza, de igual modo, aquilo que já se sabe, isto é, as crianças que crescem em risco de pobreza ou exclusão social têm menores probabilidades de terem bom desempenho escolar e de gozarem de boa saúde, correndo assim muitos maiores riscos de, uma vez adultos, ficarem desempregados, pobres e socialmente excluídos.

O risco de pobreza e exclusão social entre as crianças e jovens vem diminuindo nos últimos anos. Entre 2015 e 2020, desceu de 27,5% para os referidos 24,2%. “No entanto, em quatro estados-membros o risco de pobreza ou exclusão social para as crianças era mais alto em 2020 do que em 2015, nomeadamente na Alemanha, Luxemburgo, Suécia e França”, aponta o Eurostat.

26.10.21

Risco de pobreza ou exclusão social atingiu 96,5 milhões na UE

in Nexo

Relatório do gabinete de estatísticas da União Europeia mostra efeito dos programas sociais e de transferência de renda

Em 2020, 21,9% de toda a população da União Europeia vivia em risco de pobreza ou exclusão social. Na prática, significa que 96,5 milhões de pessoas receberam, naquele ano, uma renda inferior ao limiar de risco de pobreza, sofreram privação material e social severa ou viviam em famílias que sofreram com desemprego. Cerca de 5,9 milhões de pessoas vivenciavam todas essas situações simultaneamente.

Os dados foram levantados e divulgados pela Eurostat, o gabinete de estatísticas da União Europeia. A pesquisa também fez um recorte das parcelas da população mais vulneráveis, e concluiu, por exemplo, que as mulheres correm mais riscos de sofrerem com a exclusão e a pobreza do que os homens. Menores de 18 anos e pessoas com filhos também estão entre os mais afetados.

Embora o risco de pobreza e exclusão social seja quase sempre resultado da combinação de diversos fatores, a Eurostat destacou que a condição de trabalho “é, sem surpresa, uma das principais características socioeconômicas que impactam” neste sentido. Em 2020, enquanto 11,8% dos empregados e 19,2% dos aposentados corriam o risco de sofrer com pobreza ou exclusão, esse risco era de 66,2% para desempregados e 42,9% para inativos.

A pesquisa também aponta o papel dos programas sociais e de transferência de renda na mitigação do problema, destacando que estes “fornecem um meio importante para combater a pobreza monetária”. Antes da implementação desses programas em 2020, o risco de pobreza na União Europeia era de 25,4%. Com a efetivação desses programas, o risco foi reduzido a 17,1%.

Entre os países que encabeçam a lista de pessoas em vulnerabilidade na União Europeia estão Romênia, Bulgária e Grécia. Na outra ponta, dos países com menor número de habitantes em risco de pobreza ou exclusão social, aparecem República Tcheca, Eslováquia e Eslovênia.

7.7.21

Risco de pobreza em Portugal aumenta em 2020

in Idealista.pt


Portugal é um dos nove países da UE que teve um agravamento do risco de pobreza em termos homólogos, segundo o Eurostat.
Eurostat

O risco de pobreza aumentou em Portugal em 2020, ano marcado pelo aparecimento da pandemia da Covid-19, face a 2019. Portugal foi, de resto, um dos nove países europeus que teve um agravamento do risco de pobreza entre os cidadãos dos 18 anos 64 anos em termos homólogos. Em causa estão dados divulgados esta segunda-feira (5 de julho de 2021) pelo Eurostat.

Segundo o gabinete de estatísticas da União Europeia (UE), “em comparação com 2019, entre os Estados-membros com dados estatisticamente significativos, foram observados aumentos da taxa de risco de pobreza da população em idade ativa em Portugal, Grécia, Espanha, Itália, Irlanda, Eslovénia, Bulgária, Áustria e Suécia”.

As estimativas divulgadas pelo Eurostat apontam, no entanto, para que, no conjunto do bloco, a taxa de risco de pobreza se tenha mantido em níveis estáveis.

“Na UE, o rendimento familiar disponível, bem como a taxa de risco de pobreza, permaneceram estáveis em 2020, apesar da situação variar entre os Estados-membros”, conclui.


6.7.21

Eurostat: Risco de pobreza entre população ativa em Portugal agravou-se em 2020

in iOnline

Dados do Eurostat revelam que a taxa de risco também subiu na Suécia e na Áustria.

Em ano de pandemia, Portugal foi um dos nove países europeus que registaram um aumento do risco de pobreza, face a 2019, entre a população em idade ativa, 18-64 anos de idade, segundo dados do Eurostat, divulgados esta segunda-feira.

“Em comparação com 2019, entre os Estados-Membros com dados estatisticamente significativos, foram registados aumentos da taxa de risco de pobreza da população em idade ativa em Portugal, Grécia, Espanha, Itália, Irlanda, Eslovénia, Bulgária, Áustria e Suécia”, esclarece o gabinete de estatísticas da União Europeia.

Já no conjunto do bloco comunitário, o risco de pobreza manteve-se estável em 2020, à exceção da Estónia, onde o indicador em questão diminuiu.

Os dados do Eurostat revelaram ainda que o rendimento médio disponível das famílias se manteve estável. Contudo, o rendimento médio de trabalho para a população em idade ativa caiu 7% face a 2019.

“As perdas de rendimento de trabalho deveram-se em grande parte ao aumento sem precedentes do número de trabalhadores ausentes do trabalho ou com horários reduzidos”, lê-se no comunicado enviado com os novos dados.

Por outro lado, sublinha o Eurostat, os apoios governamentais “ajudaram a compensar o impacto da crise da covid-19 sobre o rendimento disponível das famílias”.

16.4.21

Portugal com taxa de emprego acima da média da UE, segundo a Eurostat

in Executive Digest

O mercado de trabalho em toda a UE recuperou ligeiramente no último trimestre de 2020. De acordo com o Eurostat, Portugal registou, nos últimos três meses do ano, uma subida de 0,7% na taxa de emprego face ao trimestre anterior.

O Eurostat avança ainda que a taxa de emprego na UE das pessoas com idades compreendidas entre os 20 e os 64 anos situou-se nos 72,6% no quarto trimestre de 2020, o que representa um acréscimo de 0,3% face ao terceiro trimestre de 2020.

As alterações na taxa de emprego entre o terceiro e o quarto trimestre de 2020 variaram entre muitos dos Estados-Membros da UE. Segundo o gabinete estatístico europeu, a maior subida foi registada no Luxemburgo (+2,1%) e na Estónia (+1,2%). Mas enquanto o emprego aumentou em 18 Estados-Membros da UE, cinco registaram um decréscimo: Eslováquia e Bélgica (ambos -0,3%), Áustria (-0,2%), Hungria e Chipre (ambos -0,1%).


15.3.21

Portugal com maior subida do emprego no quarto trimestre

Rosa Soares, in Público on-line

O PIB caiu 0,7% na zona euro e 0,5% na União Europeia, face ao trimestre anterior. Portugal registou uma das maiores descidas (-6,1%).

Portugal e a Estónia registaram a maior subida do emprego em cadeia (1,9%) no quarto trimestre de 2020, seguidos de Espanha (1,2%), bem acima da média de 0,3% na zona euro e de 0,4% na União Europeia (UE).

De acordo com a estimativa do Eurostat, divulgada nesta terça-feira, no acumulado de 2020, a taxa de emprego caiu 1,6% na zona euro e 1,5% na UE, contrariando o crescimento de 1,2% e 1% em 2019.

Em comparação com o quarto trimestre de 2019, o emprego diminuiu 1,9% na zona euro e 1,6% na UE entre Outubro e Dezembro de 2020, registando um abrandamento face às quebras de 2,1% e 2%, respectivamente, no terceiro trimestre de 2020.

Na variação homóloga, a taxa de emprego teve o maior recuo em Espanha (-4,2%), Estónia (-4,0%) e Letónia (-3,4%) e avançou 1,7% no Luxemburgo e 0,8% na Polónia.

Em Portugal, a taxa de emprego recuou 0,6% entre Outubro e Dezembro face ao período homólogo de 2019.

Segundo o gabinete estatístico europeu, no quarto trimestre de 2020, o PIB corrigido de sazonalidade diminuiu 0,7% na área do euro e 0,5% na UE face ao trimestre anterior. Portugal registou uma das maiores descidas, de 6,1%.

As quedas contrariam a forte recuperação no terceiro trimestre de 2020 (+12,5% na área do euro e + 11,6% na UE), depois das maiores quedas desde a série histórica iniciada em 1995 observadas no segundo trimestre de 2020 (-11,6% na área do euro e -11,2% na UE).

No conjunto do ano de 2020, o PIB caiu 6,6% na área do euro e 6,2% na UE, após + 1,3% e + 1,6% respectivamente em 2019.

4.3.21

Espanha e Polónia estão nos extremos opostos do desemprego na União Europeia

Luís Villalobos, in Público on-line

Média europeia da taxa de desemprego fixou-se nos 7,3% em Janeiro, segundo o Eurostat, mas em Espanha este indicador está nos 16% e na Polónia está nos 3,1%.

A taxa de desemprego na União Europeia (UE) situou-se nos 7,3% em Janeiro deste ano, segundo os dados divulgados esta quinta-feira pelo Eurostat, o que representa uma subida de apenas 0,7 pontos percentuais face a Janeiro de 2020, com os efeitos da pandemia de covid-19 a serem mitigados pelas medidas de apoio à economia (mesmo assim, foi interrompida a tendência de descida que se verificava desde 2013).

A taxa de 7,3% é idêntica à registada no mês anterior. O mesmo aconteceu com a taxa na zona euro, que se situou nos 8,1%. Esta média, no entanto, esconde realidades distintas no seio da UE, cabendo o pior resultado a Espanha, com uma taxa de 16%.

Na realidade, essa posição até pode caber à Grécia, mas os dados de Janeiro ainda não foram divulgados por Atenas. Estes são os únicos Estados membros onde o desemprego está nos dois dígitos. No lado oposto está a Polónia, com 3,1%, seguindo-se a Chéquia com 3,2% e a Holanda com 3,6%.

Já Portugal está sensivelmente a meio da tabela, mas abaixo da média, com 7,2%. Segundo o Eurostat, havia 15,6 milhões de pessoas desempregadas na UE no passado mês de Janeiro, das quais 13,3 milhões estavam em países da zona euro.

Os dados mostram que houve também um aumento do desemprego jovem (mais ligados a contratos a prazo, que estão na linha da frente da pandemia), e que no caso de Espanha chega aos 39,9%. Aqui, o melhor retrato não é da Polónia, com 14,3%, mas sim da Alemanha, com 6,2%.

No caso de Portugal, a taxa de desemprego entre os jovens (menos de 25 anos) está nos 24,6%, quando a média na UE está nos 16,9% e na zona euro é de 17,1% (contra 15% e 15,6% em Janeiro de 2020, respectivamente). De acordo com o gabinete de estatística europeu, havia em Janeiro 2,9 milhões de jovens desempregos na UE, dos quais 2,3 milhões na zona euro.


11.1.21

Portugal foi o terceiro país da UE onde o desemprego mais caiu em novembro

Nuno Carregueiro, in Jornal de Negócios

A taxa de desemprego em Portugal está agora já 1,1 pontos percentuais abaixo da média da Zona Euro, uma das distâncias mais alargadas dos últimos tempos.

A taxa de desemprego desceu em Portugal pelo terceiro mês consecutivo em novembro, ficando ainda mais abaixo da média europeia, de acordo com os dados revelados esta sexta-feira pelo Eurostat.

Tal como o INE tinha já revelado ontem, Portugal atingiu uma taxa de desemprego de 7,2% em novembro, menos três décimas do que em outubro, mês em que tinha descido cinco décimas. Face a agosto a redução acumulada é de nove décimas, sendo que comparando novembro de 2020 com novembro de 2019 o agravamento é de cinco décimas.

Olhando apenas para a variação entre novembro e outubro deste ano, a redução da taxa de desemprego em Portugal foi a terceira mais acentuada entre todos os países da União Europeia. Apenas Itália (descida de 6 décimas para 8,9%) e Chipre (descida de 1,7 pontos percentuais para 7,8%) conseguiram reduções mais acentuadas, enquanto a Croácia e a Holanda (tal como Portugal) também baixaram três décimas.

Na Zona Euro a taxa de desemprego situou-se em 8,3% em novembro, o que representa uma descida de uma décima face a outubro. Na União Europeia também desceu uma décima para 7,5%.

A taxa de desemprego em Portugal está agora já 1,1 pontos percentuais abaixo da média da Zona Euro, uma das distâncias mais alargadas dos últimos tempos. Em agosto, quando o desemprego atingiu um máximo de 8,1% em Portugal, a diferença para a taxa da Zona Euro era de apenas cinco décimas.

Os dados ontem revelados pelo INE mostram uma tendência de recuperação no mercado de trabalho em Portugal, embora com menos força. Em outubro foram criados 35,7 mil postos de trabalho face a setembro. Já os dados provisórios para novembro indicam nova criação de emprego, mas mais curta: houve mais 27 mil pessoas empregadas.

Com as medidas de apoio ao emprego no terreno, como por exemplo o lay-off, e a existência ainda de restrições ao funcionamento da economia, o indicador da taxa de desemprego perde algum significado, conforme explicou já o INE.

7.10.20

Preço das casas sobe em Portugal acima da média europeia

in Público on-line

O preço das habitações aumentou 7,8% em Portugal no segundo trimestre face a idêntico período de 2109, acima da média da zona euro e da União Europeia.

O preço das habitações aumentou no segundo trimestre 5,0% na zona euro e 5,2% na União Europeia (UE), face ao período homólogo, com Portugal a subir acima da média (7,8%), segundo divulga esta quarta-feira o Eurostat.

De acordo com o boletim do gabinete estatístico europeu, face aos primeiros três meses do ano, o preço das habitações progrediu 1,7% na zona euro e 1,5% na UE, tendo Portugal registado um aumento abaixo da média (0,8%).


Entre os Estados-membros, as maiores subidas homólogas dos preços das casas foram observadas no Luxemburgo (13,3%), na Polónia (10,9%) e na Eslováquia (9,7%), tendo o indicador recuado na Hungria (-5,6%) e em Chipre (-2,9%).

Face ao primeiro trimestre, entre Abril e Junho, os preços das habitações conheceram as maiores subidas no Luxemburgo (4,4%), em Itália (3,1%) e na Áustria (2,5%), com a Hungria (-7,4%), a Estónia (-5,8%), a Letónia (-2,3%), a Bulgária (-1,1%) e a Irlanda (-0,1%) a registarem recuos.

Em relação à Hungria, o Eurostat assinala que os dados são uma estimativa provisória, com um elevado grau de incerteza.

3.6.20

Desemprego fixa-se nos 7,3% na zona euro e 6,6% na UE em abril, revela Eurostat

in o Observador

Na zona euro, a taxa de desemprego avançou face à de 7,1% de março, mas ficou abaixo da de 7,6% registada em abril de 2019. Na União Europeia, os 6,6% de abril comparam-se com os 6,4% de março.

A taxa de desemprego foi de 7,3% na zona euro e 6,6% na União Europeia, em abril, segundo mês das medidas de confinamento devido à Covid-19 na maior parte dos Estados-membros, estima esta quarta-feira o Eurostat.

Na zona euro, a taxa de desemprego avançou face à de 7,1% de março, mas ficou abaixo da de 7,6% registada em abril de 2019. Na União Europeia (UE), os 6,6% de abril comparam-se com os 6,4% de março e os 6,8% homólogos.
O gabinete estatístico europeu não faz, neste boletim, as habituais comparações por Estado-membro e alerta que estes dados não espelham a realidade, uma vez que as estimativas são baseadas na definição padrão de desemprego da Organização Mundial do Trabalho, que designa como desempregadas as pessoas sem trabalho e que estavam ativamente à procura de um emprego nas quatro semanas anteriores.

Devido às medidas de confinamento adotadas já me março para conter a pandemia da Covid-19, houve uma grande subida nos pedidos de subsídio de desemprego na UE, mas as pessoas inscritas nos respetivos organismos estavam impedidas de procurar um novo trabalho devido ao confinamento ou por terem que ficar como cuidadores dos filhos, sem poderem trabalhar.