O projeto de intervenção social "Stand4Good", desenvolvido em parceria com a Universidade do Porto, vai atribuir bolsas a 20 estudantes de licenciatura ou mestrado integrado.
O projeto de intervenção social ‘Stand4Good’, desenvolvido em parceria com a Universidade do Porto e lançado esta quinta-feira, vai atribuir bolsas a 20 estudantes de licenciatura ou mestrado integrado que ultrapassam o limiar para a atribuição das bolsas sociais.
A associação ‘Stand4Good’ inicia hoje o seu trabalho com o lançamento de uma plataforma e de um projeto-piloto, com a mesma designação, que visa apoiar jovens universitários em “situação de vulnerabilidade” por via das circunstâncias de carências económicas em que vivem.
No atual contexto são muitos os jovens universitários que, fruto do impacto que a covid-19 está a ter na situação económica das famílias, veem a continuidade dos seus estudos comprometida, fator que contribui para o agravamento dos ciclos de pobreza e exclusão social na região Norte e em todo o país”.
Nesse sentido, o projeto, desenvolvido em parceria com a Universidade do Porto (U.Porto) vai atribuir apoios aos primeiros 20 estudantes de licenciatura ou mestrado integrado da academia que ultrapassam o limiar para a atribuição das bolsas de ação social e cumprem os critérios de elegibilidade definidos.
Paralelamente, vai também acompanhar “de forma próxima” os alunos durante o seu percurso, proporcionando um programa de mentoria – para trabalhar competências de desenvolvimento pessoal e profissional — e um programa de bolsas de estágio e integração profissional.
Este projeto-piloto tem a duração de dois anos letivos, de 2020 a 2022, e visa assim “promover a empregabilidade jovem e a quebra do ciclo de pobreza e exclusão social”.
Citada no comunicado, Mafalda Teixeira Bastos, cofundadora da ‘Stand4Good’, afirma que a associação e consequentemente, o projeto nascem para “garantir que as oportunidades são realmente de todos”.
O atual contexto de pandemia vem acentuar de forma expressiva as desigualdades já existentes, com muitas famílias a perderem grande parte do seu rendimento e muitos jovens a terem de abandonar o ensino superior. A ‘Stand4Good’ nasce precisamente para combater esta problemática”.
Também no comunicado, José Castro Lopes, pró-reitor da U.Porto responsável pelo pelouro da Ação Social, afirma que estas bolsas serão “um complemento importante” aos apoios que a universidade “tem vindo a proporcionar aos estudantes mais atingidos pelas consequências económicas da pandemia”.
No final do projeto, a associação vai realizar uma avaliação de impacto, com o intuito de “replicar e escalar o projeto” e apoiar mais jovens que se encontrem em risco de abandono académico por circunstâncias de carência económica.
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16.6.20
Pressupostos para uma intervenção social no âmbito do combate à pobreza
Padre Jardim Moreira (Opinião), in Público on-line
Há pressupostos e condições para exigirmos o exercício verdadeiro da democracia, da defesa das vítimas da injustiça e não prioritariamente na defesa das elites.
Tendo em conta o momento crítico que atravessamos, o aumento intenso da pobreza, sobretudo dos grupos mais vulneráveis, a EAPN Portugal/Rede Europeia Anti Pobreza propõe uma reflexão sobre os desafios colocados às entidades com responsabilidades sociais, no que respeita a enfrentar este problema complexo, de natureza multidisciplinar, gerador de exclusão e de perda oportunidades e de capacidades.
Apesar do investimento em políticas sociais, nas duas últimas décadas em Portugal, os indicadores de pobreza monetária e de desigualdades são ainda bastante elevados, sendo Portugal um dos países europeus com taxas de incidência de pobreza mais altas. Não obstante o esforço redistributivo da proteção social dos últimos anos, do qual resultou alguma redução das desigualdades, da pobreza e exclusão social, este permanece como um dos grandes desafios que Portugal tem de enfrentar.
De acordo com um estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) de 2018, Portugal é dos países desenvolvidos onde é mais difícil sair da pobreza ou, do outro lado, deixar de ser rico. Tendo em conta a mobilidade de rendimentos de uma geração para a seguinte, bem como o nível de desigualdade salarial em Portugal, pode demorar cinco gerações para que as crianças de uma família na base da distribuição de rendimentos consigam um salário médio.
Porque é que é assim?
Pensamos que não tem sido considerado que a pobreza tem causas multidimensionais, e não basta apenas uma resposta monetária. O conceito de pobreza multidimensional refere-se à experiência e ao impacto da pobreza no percurso de vida das pessoas. As pessoas experienciam a pobreza como uma série de privações, não apenas como ‘dinheiro insuficiente’ – ou outras coisas, mas experiências, oportunidades, serviços e ambientes que outras pessoas aceitam como normais. Estas privações podem incluir desemprego e baixa intensidade laboral, recursos financeiros, acesso a educação de qualidade e a cuidados de saúde, integração social, apoio familiar, condições de alojamento e residência. As pessoas em situação de pobreza também podem ser vítimas de estigma, vergonha, discriminação, isolamento e exclusão da vida social, consequências negativas de decisões restritivas ou de curta duração, pior saúde mental e física e uma esperança de vida mais reduzida. Por outro lado, o impacto da pobreza multidimensional pode ser mitigado nos seus efeitos através de fatores pessoais, relacionais, sociais e culturais de apoio ou que diminuem danos, criam resiliência e resistência. Episódios de pobreza frequentes, pobreza muito profunda ou pobreza persistente (i.e que dura um longo período), pode enfraquecer a resiliência das pessoas, reforçando a sua pobreza e isolamento.
Será indispensável uma resposta pluridimensional, que conte com a participação das próprias pessoas em situação de pobreza. Lembramos o aforismo: “nada por nós sem nós” e todos os atores que intervêm aos vários níveis territoriais, bem como um cuidado acompanhamento de proximidade.
Taxa de pobreza e exclusão baixou e Portugal alcançou média da União Europeia
Trabalhamos já há vários anos, com uma equipa de âmbito nacional, composta de alguns dos melhores especialistas na matéria, na apresentação de uma estratégia nacional de luta contra a pobreza.
Temos assistido, e bem, a uma grande sensibilidade por parte das autarquias e muitas juntas de freguesia, organizações sociais públicas e privadas, empresas e sociedade civil, a responder, cada um a seu modo, aos problemas e carências de muitos portugueses, nesta hora de pandemia que enfrentamos.
Penso que são pressupostos e condições que propiciam uma nova intervenção para uma sociedade mais respeitadora dos direitos humanos de todos os portugueses; de exigirmos o exercício verdadeiro da democracia, da defesa das vítimas da injustiça e não prioritariamente na defesa das elites.
Sabemos que muitos cidadãos (ãs) portugueses, vivem hoje em condições que não são compatíveis com a dignidade humana e com uma sociedade democrática; estamos conscientes de que uma parte considerável da população portuguesa não vê satisfeitas as suas necessidades básicas em domínios como educação, saúde, habitação, justiça, emprego e proteção social. Sabe-se que as diversas formas de desigualdade (de rendimento, de riqueza, de poder, etc) se entrelaçam e se reforçam mutuamente.
Cáritas e Banco Alimentar preocupados com aumento da pobreza “envergonhada” e do desemprego
Os pressupostos essenciais do combate à pobreza são a participação, a intervenção em parceria, a abordagem territorial e a intervenção integrada (Jordi Estivill). Sendo todos eles importantes para o êxito da intervenção social, entendemos que existem, ainda fortes limitações, sobretudo quanto à participação e quanto à ação integrada, que devem ser corrigidas.
De facto, frequentemente, combinam-se na mesma pessoa ou na mesma família vários problemas a necessitar de apoio, como insuficiência de recursos, baixa escolarização e qualificações, emprego precário, habitação degradada, desarticulação familiar, saúde debilitada, dificuldade no acesso à justiça e aos serviços.
A multidimensionalidade do fenómeno da pobreza tem de ser reconhecida pelos programas, e dar lugar a respostas integradas que mobilizam competências e recursos de diversas especialidades e parcerias. A promoção do acesso de todos os cidadãos a um conjunto de direitos sociais, designadamente, a um rendimento mínimo, ao mercado de trabalho, à proteção social, à educação e formação, à habitação, a cuidados de saúde, a serviços e equipamentos sociais, constitui um desafio estratégico e exige uma articulação de políticas que conjugam três pilares da inclusão ativa: (1) Favorecer a melhoria do rendimento, (2) Apoiar a integração socioprofissional, (3) Proporcionar mais e melhor acesso a serviços.
Uma estratégia de luta contra a pobreza requer medidas de carácter transversal e a avaliação dos efeitos (positivos e ou negativos) que as políticas poderão ter sobre a pobreza e a exclusão social.
O sistema judicial é um instrumento central no exercício da democracia “como instrumento de adensamento da cidadania “
Diversos estudos têm demonstrado que as categorias sociais mais vulneráveis evidenciam uma maior dificuldade no exercício do direito, o que indica uma desigualdade da proteção dos interesses sociais, ou seja, uma desigualdade jurídica dos cidadãos. Por parte, dos mais desfavorecidos, também se traduz num maior desconhecimento dos direitos e uma maior propensão para a resignação, e pela sua fragilidade linguística enfrentam dificuldades acrescidas.
A pobreza e a desigualdade em Portugal constituem problemas profundos e multidimensionais que requerem uma ação política para serem erradicadas. A EAPN Portugal acredita que é hora de concretizar uma Estratégia Nacional que mude positiva e eficazmente o destino de quase dois milhões de pessoas em Portugal.
Portugal tem uma das maiores desigualdades salariais entre géneros
Mantemo-nos disponíveis para cooperar com as entidades nacionais, regionais e locais na procura de soluções e iniciativas para a superação da profunda crise económica e social que estamos a vivenciar, nomeadamente através do desenvolvimento de projetos experimentais junto de populações afetadas por situações de depressão social e pressão económica, nas suas várias vertentes, tendo em vista assegurar um acompanhamento próximo, inteligente e inovador. O combate à pobreza e exclusão social exige-nos, mais do que nunca, essa coragem transformadora e urgente.
Presidente da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza
Há pressupostos e condições para exigirmos o exercício verdadeiro da democracia, da defesa das vítimas da injustiça e não prioritariamente na defesa das elites.
Tendo em conta o momento crítico que atravessamos, o aumento intenso da pobreza, sobretudo dos grupos mais vulneráveis, a EAPN Portugal/Rede Europeia Anti Pobreza propõe uma reflexão sobre os desafios colocados às entidades com responsabilidades sociais, no que respeita a enfrentar este problema complexo, de natureza multidisciplinar, gerador de exclusão e de perda oportunidades e de capacidades.
Apesar do investimento em políticas sociais, nas duas últimas décadas em Portugal, os indicadores de pobreza monetária e de desigualdades são ainda bastante elevados, sendo Portugal um dos países europeus com taxas de incidência de pobreza mais altas. Não obstante o esforço redistributivo da proteção social dos últimos anos, do qual resultou alguma redução das desigualdades, da pobreza e exclusão social, este permanece como um dos grandes desafios que Portugal tem de enfrentar.
De acordo com um estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) de 2018, Portugal é dos países desenvolvidos onde é mais difícil sair da pobreza ou, do outro lado, deixar de ser rico. Tendo em conta a mobilidade de rendimentos de uma geração para a seguinte, bem como o nível de desigualdade salarial em Portugal, pode demorar cinco gerações para que as crianças de uma família na base da distribuição de rendimentos consigam um salário médio.
Porque é que é assim?
Pensamos que não tem sido considerado que a pobreza tem causas multidimensionais, e não basta apenas uma resposta monetária. O conceito de pobreza multidimensional refere-se à experiência e ao impacto da pobreza no percurso de vida das pessoas. As pessoas experienciam a pobreza como uma série de privações, não apenas como ‘dinheiro insuficiente’ – ou outras coisas, mas experiências, oportunidades, serviços e ambientes que outras pessoas aceitam como normais. Estas privações podem incluir desemprego e baixa intensidade laboral, recursos financeiros, acesso a educação de qualidade e a cuidados de saúde, integração social, apoio familiar, condições de alojamento e residência. As pessoas em situação de pobreza também podem ser vítimas de estigma, vergonha, discriminação, isolamento e exclusão da vida social, consequências negativas de decisões restritivas ou de curta duração, pior saúde mental e física e uma esperança de vida mais reduzida. Por outro lado, o impacto da pobreza multidimensional pode ser mitigado nos seus efeitos através de fatores pessoais, relacionais, sociais e culturais de apoio ou que diminuem danos, criam resiliência e resistência. Episódios de pobreza frequentes, pobreza muito profunda ou pobreza persistente (i.e que dura um longo período), pode enfraquecer a resiliência das pessoas, reforçando a sua pobreza e isolamento.
Será indispensável uma resposta pluridimensional, que conte com a participação das próprias pessoas em situação de pobreza. Lembramos o aforismo: “nada por nós sem nós” e todos os atores que intervêm aos vários níveis territoriais, bem como um cuidado acompanhamento de proximidade.
Taxa de pobreza e exclusão baixou e Portugal alcançou média da União Europeia
Trabalhamos já há vários anos, com uma equipa de âmbito nacional, composta de alguns dos melhores especialistas na matéria, na apresentação de uma estratégia nacional de luta contra a pobreza.
Temos assistido, e bem, a uma grande sensibilidade por parte das autarquias e muitas juntas de freguesia, organizações sociais públicas e privadas, empresas e sociedade civil, a responder, cada um a seu modo, aos problemas e carências de muitos portugueses, nesta hora de pandemia que enfrentamos.
Penso que são pressupostos e condições que propiciam uma nova intervenção para uma sociedade mais respeitadora dos direitos humanos de todos os portugueses; de exigirmos o exercício verdadeiro da democracia, da defesa das vítimas da injustiça e não prioritariamente na defesa das elites.
Sabemos que muitos cidadãos (ãs) portugueses, vivem hoje em condições que não são compatíveis com a dignidade humana e com uma sociedade democrática; estamos conscientes de que uma parte considerável da população portuguesa não vê satisfeitas as suas necessidades básicas em domínios como educação, saúde, habitação, justiça, emprego e proteção social. Sabe-se que as diversas formas de desigualdade (de rendimento, de riqueza, de poder, etc) se entrelaçam e se reforçam mutuamente.
Cáritas e Banco Alimentar preocupados com aumento da pobreza “envergonhada” e do desemprego
Os pressupostos essenciais do combate à pobreza são a participação, a intervenção em parceria, a abordagem territorial e a intervenção integrada (Jordi Estivill). Sendo todos eles importantes para o êxito da intervenção social, entendemos que existem, ainda fortes limitações, sobretudo quanto à participação e quanto à ação integrada, que devem ser corrigidas.
De facto, frequentemente, combinam-se na mesma pessoa ou na mesma família vários problemas a necessitar de apoio, como insuficiência de recursos, baixa escolarização e qualificações, emprego precário, habitação degradada, desarticulação familiar, saúde debilitada, dificuldade no acesso à justiça e aos serviços.
A multidimensionalidade do fenómeno da pobreza tem de ser reconhecida pelos programas, e dar lugar a respostas integradas que mobilizam competências e recursos de diversas especialidades e parcerias. A promoção do acesso de todos os cidadãos a um conjunto de direitos sociais, designadamente, a um rendimento mínimo, ao mercado de trabalho, à proteção social, à educação e formação, à habitação, a cuidados de saúde, a serviços e equipamentos sociais, constitui um desafio estratégico e exige uma articulação de políticas que conjugam três pilares da inclusão ativa: (1) Favorecer a melhoria do rendimento, (2) Apoiar a integração socioprofissional, (3) Proporcionar mais e melhor acesso a serviços.
Uma estratégia de luta contra a pobreza requer medidas de carácter transversal e a avaliação dos efeitos (positivos e ou negativos) que as políticas poderão ter sobre a pobreza e a exclusão social.
O sistema judicial é um instrumento central no exercício da democracia “como instrumento de adensamento da cidadania “
Diversos estudos têm demonstrado que as categorias sociais mais vulneráveis evidenciam uma maior dificuldade no exercício do direito, o que indica uma desigualdade da proteção dos interesses sociais, ou seja, uma desigualdade jurídica dos cidadãos. Por parte, dos mais desfavorecidos, também se traduz num maior desconhecimento dos direitos e uma maior propensão para a resignação, e pela sua fragilidade linguística enfrentam dificuldades acrescidas.
A pobreza e a desigualdade em Portugal constituem problemas profundos e multidimensionais que requerem uma ação política para serem erradicadas. A EAPN Portugal acredita que é hora de concretizar uma Estratégia Nacional que mude positiva e eficazmente o destino de quase dois milhões de pessoas em Portugal.
Portugal tem uma das maiores desigualdades salariais entre géneros
Mantemo-nos disponíveis para cooperar com as entidades nacionais, regionais e locais na procura de soluções e iniciativas para a superação da profunda crise económica e social que estamos a vivenciar, nomeadamente através do desenvolvimento de projetos experimentais junto de populações afetadas por situações de depressão social e pressão económica, nas suas várias vertentes, tendo em vista assegurar um acompanhamento próximo, inteligente e inovador. O combate à pobreza e exclusão social exige-nos, mais do que nunca, essa coragem transformadora e urgente.
Presidente da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza
4.7.19
Projeto da Misericórdia de Mogadouro vence Prémio Maria José Nogueira Pinto
in RR
O Projeto de Apoio Domiciliário à Demência, da Santa Casa da Misericórdia de Magadouro, quer apostar em dispositivos de geolocalização para pessoas com demência
Foto:
A 7ª edição do Prémio Maria José Nogueira Pinto atribuiu o primeiro prémio, no valor de 10 mil euros, ao Projeto de Apoio Domiciliário à Demência (PADD), da Santa Casa da Misericórdia de Magadouro.
Com o prémio, a Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro pretende desenvolver o PADD, com dispositivos de geolocalização para pessoas com demência, de forma a dar independência e segurança aos doentes, reduzindo o risco de fuga e de desaparecimento associado a períodos de confusão mental e comprometimento cognitivo, característicos da doença.
O PADD tem como objetivo o diagnóstico, acompanhamento e monitorização dos vários casos de demência sinalizados na região para adiar a institucionalização dos doentes.
Distinguido pelo júri como melhor iniciativa, por corresponder ao conceito de “socialmente responsável na comunidade onde nos inserimos”, o projecto é o que melhor se enquadra nos valores defendidos por Maria José Nogueira Pinto, antiga deputada do CDS.
No mundo existem 50 milhões de pessoas com demência e o número de novos casos tem aumentado de forma global. Para ajudar a controlar o elevado número de casos registados no município de Mogadouro, em Bragança, a Santa Casa da Misericórdia lançou o PADD como uma resposta preventiva à institucionalização, garantindo apoio ao domicílio para doentes e cuidadores.
O projeto é gratuito para os utentes e dispõe de neurologistas, enfermeiros, psicólogos clínicos e profissionais de animação sociocultural.
Nesta edição, o júri decidiu atribuir também quatro Menções Honrosas aos projetos: “Ser mais Família”, da Associação de Ajuda ao Recém-Nascido, às “Oficinas do Sabor”, da Associação Vale de Acór, ao “Clube da Batucada”, da Casa do Povo de São Bartolomeu de Messines, e ao “Horto Monástico”, da InovTerra - Associação para o Desenvolvimento Local.
Este ano, o Prémio Maria José Nogueira Pinto em Responsabilidade Social analisou 107 candidaturas, de projetos inseridos em várias áreas de intervenção social, provenientes de instituições privadas de vários pontos do país.
A Cerimónia Pública de Atribuição da 7ª Edição do Prémio Maria José Nogueira Pinto realiza-se hoje, dia 4 de julho, no Teatro Thalia, em Lisboa, pelas 16h00 e terá como convidada especial Maria Antónia Palla.
O Projeto de Apoio Domiciliário à Demência, da Santa Casa da Misericórdia de Magadouro, quer apostar em dispositivos de geolocalização para pessoas com demência
Foto:
A 7ª edição do Prémio Maria José Nogueira Pinto atribuiu o primeiro prémio, no valor de 10 mil euros, ao Projeto de Apoio Domiciliário à Demência (PADD), da Santa Casa da Misericórdia de Magadouro.
Com o prémio, a Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro pretende desenvolver o PADD, com dispositivos de geolocalização para pessoas com demência, de forma a dar independência e segurança aos doentes, reduzindo o risco de fuga e de desaparecimento associado a períodos de confusão mental e comprometimento cognitivo, característicos da doença.
O PADD tem como objetivo o diagnóstico, acompanhamento e monitorização dos vários casos de demência sinalizados na região para adiar a institucionalização dos doentes.
Distinguido pelo júri como melhor iniciativa, por corresponder ao conceito de “socialmente responsável na comunidade onde nos inserimos”, o projecto é o que melhor se enquadra nos valores defendidos por Maria José Nogueira Pinto, antiga deputada do CDS.
No mundo existem 50 milhões de pessoas com demência e o número de novos casos tem aumentado de forma global. Para ajudar a controlar o elevado número de casos registados no município de Mogadouro, em Bragança, a Santa Casa da Misericórdia lançou o PADD como uma resposta preventiva à institucionalização, garantindo apoio ao domicílio para doentes e cuidadores.
O projeto é gratuito para os utentes e dispõe de neurologistas, enfermeiros, psicólogos clínicos e profissionais de animação sociocultural.
Nesta edição, o júri decidiu atribuir também quatro Menções Honrosas aos projetos: “Ser mais Família”, da Associação de Ajuda ao Recém-Nascido, às “Oficinas do Sabor”, da Associação Vale de Acór, ao “Clube da Batucada”, da Casa do Povo de São Bartolomeu de Messines, e ao “Horto Monástico”, da InovTerra - Associação para o Desenvolvimento Local.
Este ano, o Prémio Maria José Nogueira Pinto em Responsabilidade Social analisou 107 candidaturas, de projetos inseridos em várias áreas de intervenção social, provenientes de instituições privadas de vários pontos do país.
A Cerimónia Pública de Atribuição da 7ª Edição do Prémio Maria José Nogueira Pinto realiza-se hoje, dia 4 de julho, no Teatro Thalia, em Lisboa, pelas 16h00 e terá como convidada especial Maria Antónia Palla.
1.8.17
"Em muitos países uma ONG é apenas um serviço de entrega de comida"
Helena Tecedeiro, in Diário de Notícias
Numa passagem por Portugal para um curso de verão na Fundação Gulbenkian, Deborah Hardoon, responsável pela Investigação da Oxfam Reino Unido, destacou a importância de ter dados fiáveis para dar credibilidade ao trabalho de uma ONG
Quanto esforço é que uma ONG como a Oxfam coloca na investigação?
No nosso caso, o esforço que pomos na investigação é muito elevado. Se olhar para a nossa estratégia e falar com os dirigentes da organização, é muito claro que é crítico para a nossa credibilidade e para a gestão de riscos basearmo-nos em provas fortes. Quer olhemos para a resposta humanitária, para o desenvolvimento a longo prazo ou para a defesa de causas, a investigação que sustenta esse trabalho é fundamental. Como investigadora, acho que podemos sempre fazer mais. Mas, pelo menos, na Oxfam há vontade clara de investir na busca de provas que sustentem o que fazemos.
Quais os maiores desafios na investigação para uma ONG como a Oxfam?
Há muitos desafios. O primeiro é encontrar a pergunta à qual queremos responder. Porque estamos a lidar com situações muito complexas. E a complexidade e mudança sistémica significam que temos de olhar para os problemas de uma perspetiva multidinâmica. Isso torna muito difícil identificar uma pergunta específica para a nossa análise; uma pergunta que verdadeiramente ajude a gerir um programa e encontrar uma solução. O segundo é que quando fazemos investigação junto de uma comunidade, em países em desenvolvimento, com pessoas que vivem na pobreza, isolados e marginalizados, queremos saber a sua história. Queremos descobrir o que se passa, como estão a ser afetados e o que podemos fazer para ajudar. Mas também temos de respeitar que são indivíduos com vidas e histórias próprias. Por isso, temos de garantir que temos o consentimento de que precisamos da sua parte. Não basta que fique implícito que dão a sua autorização, têm de dizer especificamente que não se importam e até querem que fiquemos a saber as suas histórias. E que compreendem e autorizam que a sua fotografia seja usada em material que vai servir para chamar a atenção para a sua situação. Faz parte da ética da investigação. O terceiro desafio é que as respostas que obtemos tendem a ser muito matizadas. Nunca podemos ter a certeza de que, se agirmos de certa forma, teremos um determinado resultado. Depende sempre. Depende do contexto. E, em termos de campanhas, isso não vai convencer ninguém. Por isso, temos de encontrar uma forma de traduzir as conclusões a que chegamos e estão cheias de nuances e complexidades e torná-las suficientemente poderosas para impor a mudança.
Há muitas suspeitas quando se fala do trabalho das ONG. É difícil ter uma verdadeira força na sociedade?
O impacto da nossa investigação depende do que estamos a analisar e de quem queremos influenciar. Os relatórios que nos últimos três anos a Oxfam publicou em janeiro antes do Fórum de Davos são dirigidos a uma audiência global - os media, o seu público, os líderes mundiais, o Papa, toda a gente. Esses relatórios têm sido muito poderosos a chegar a estas audiências. Durante esse processo fomos desafiados por várias organizações, sobretudo as que questionavam o argumento central dos nossos relatórios - que a desigualdade é uma coisa má e que temos de encontrar formas alternativas de gerir a nossa economia de maneira a que os mais pobres não fiquem para trás. Há grupos nos extremos neoliberais que acham que esse argumento prejudica o modelo económico que lhes é querido. Mas ficamos felizes por poder discutir com quem nos questiona. Em vez de publicarmos um relatório e de ele desaparecer, os críticos mantêm o assunto vivo. A nossa estatística principal era que oito milionários tinham tanto dinheiro como a metade mais pobre do planeta. Alguns críticos achavam que na soma da segunda metade mais pobre do planeta não devíamos incluir a dívida. Foi neste ponto que surgiu a maior desconfiança em relação ao relatório. Noutros casos o desafio surge quando as ONG tentam fazer um trabalho que pareça mais político. A maioria dos governos não se preocupa que as ONG levem comida a pessoas esfomeadas mas começam a preocupar-se quando essas ONG se envolvem na política. Em muitos países em desenvolvimento uma ONG internacional não pode fazer campanha, é apenas um serviço de entrega de comida.
Dar dinheiro é muitas vez mais eficaz do que dar comida, mas essa estratégia não passa facilmente para o público. Há alguma forma de convencer quem quer ajudar que uma estratégia funciona?
Desde 1981, quando a ideia surgiu, evoluímos bastante. E hoje muitos concordam que dar dinheiro é melhor do que dar alimentos quando falamos de desastres humanitários. Eu não trabalho na resposta humanitária, não sei bem em que ponto estamos. Mas ao longo dos anos foi por provarmos que o dinheiro era o que melhor funcionava através dos dados que recolhemos que se conseguiu ultrapassar em parte essa relutância. Se os dadores insistissem em agir contra os factos iam parecer ignorantes. A investigação é muito importante. Mas temos de entender a para dinâmica, os interesses instalados e que algumas organizações estão relutantes em abandonar o que sabem.
Trabalhou para a Transparency International no Índice da Corrupção. Diria que este mudou a forma como a justiça lida com a corrupção na política?
O índice foi publicado pela primeira vez em 1994 e na altura ninguém falava em corrupção. O Banco Mundial dizia que não existia, era uma palavra proibida. Na altura, o índice pôs no papel que a corrupção existia e que podíamos medi-la. Foi um trabalho fantástico para chamar a atenção. Ao longo dos anos passou a cobrir mais países e a ter mais impacto mediático. Quando chegámos aos anos 2000, a corrupção já está na agenda e começou a haver esforços por parte das instituições para a conter. Comecei a trabalhar na Transparency International em 2011 e havia muitos doadores interessados em financiar esforços anticorrupção. Hoje o índice é uma referência, já não é revolucionário, como foi há 20 anos. Porque já cumpriu o seu papel.
Numa passagem por Portugal para um curso de verão na Fundação Gulbenkian, Deborah Hardoon, responsável pela Investigação da Oxfam Reino Unido, destacou a importância de ter dados fiáveis para dar credibilidade ao trabalho de uma ONG
Quanto esforço é que uma ONG como a Oxfam coloca na investigação?
No nosso caso, o esforço que pomos na investigação é muito elevado. Se olhar para a nossa estratégia e falar com os dirigentes da organização, é muito claro que é crítico para a nossa credibilidade e para a gestão de riscos basearmo-nos em provas fortes. Quer olhemos para a resposta humanitária, para o desenvolvimento a longo prazo ou para a defesa de causas, a investigação que sustenta esse trabalho é fundamental. Como investigadora, acho que podemos sempre fazer mais. Mas, pelo menos, na Oxfam há vontade clara de investir na busca de provas que sustentem o que fazemos.
Quais os maiores desafios na investigação para uma ONG como a Oxfam?
Há muitos desafios. O primeiro é encontrar a pergunta à qual queremos responder. Porque estamos a lidar com situações muito complexas. E a complexidade e mudança sistémica significam que temos de olhar para os problemas de uma perspetiva multidinâmica. Isso torna muito difícil identificar uma pergunta específica para a nossa análise; uma pergunta que verdadeiramente ajude a gerir um programa e encontrar uma solução. O segundo é que quando fazemos investigação junto de uma comunidade, em países em desenvolvimento, com pessoas que vivem na pobreza, isolados e marginalizados, queremos saber a sua história. Queremos descobrir o que se passa, como estão a ser afetados e o que podemos fazer para ajudar. Mas também temos de respeitar que são indivíduos com vidas e histórias próprias. Por isso, temos de garantir que temos o consentimento de que precisamos da sua parte. Não basta que fique implícito que dão a sua autorização, têm de dizer especificamente que não se importam e até querem que fiquemos a saber as suas histórias. E que compreendem e autorizam que a sua fotografia seja usada em material que vai servir para chamar a atenção para a sua situação. Faz parte da ética da investigação. O terceiro desafio é que as respostas que obtemos tendem a ser muito matizadas. Nunca podemos ter a certeza de que, se agirmos de certa forma, teremos um determinado resultado. Depende sempre. Depende do contexto. E, em termos de campanhas, isso não vai convencer ninguém. Por isso, temos de encontrar uma forma de traduzir as conclusões a que chegamos e estão cheias de nuances e complexidades e torná-las suficientemente poderosas para impor a mudança.
Há muitas suspeitas quando se fala do trabalho das ONG. É difícil ter uma verdadeira força na sociedade?
O impacto da nossa investigação depende do que estamos a analisar e de quem queremos influenciar. Os relatórios que nos últimos três anos a Oxfam publicou em janeiro antes do Fórum de Davos são dirigidos a uma audiência global - os media, o seu público, os líderes mundiais, o Papa, toda a gente. Esses relatórios têm sido muito poderosos a chegar a estas audiências. Durante esse processo fomos desafiados por várias organizações, sobretudo as que questionavam o argumento central dos nossos relatórios - que a desigualdade é uma coisa má e que temos de encontrar formas alternativas de gerir a nossa economia de maneira a que os mais pobres não fiquem para trás. Há grupos nos extremos neoliberais que acham que esse argumento prejudica o modelo económico que lhes é querido. Mas ficamos felizes por poder discutir com quem nos questiona. Em vez de publicarmos um relatório e de ele desaparecer, os críticos mantêm o assunto vivo. A nossa estatística principal era que oito milionários tinham tanto dinheiro como a metade mais pobre do planeta. Alguns críticos achavam que na soma da segunda metade mais pobre do planeta não devíamos incluir a dívida. Foi neste ponto que surgiu a maior desconfiança em relação ao relatório. Noutros casos o desafio surge quando as ONG tentam fazer um trabalho que pareça mais político. A maioria dos governos não se preocupa que as ONG levem comida a pessoas esfomeadas mas começam a preocupar-se quando essas ONG se envolvem na política. Em muitos países em desenvolvimento uma ONG internacional não pode fazer campanha, é apenas um serviço de entrega de comida.
Dar dinheiro é muitas vez mais eficaz do que dar comida, mas essa estratégia não passa facilmente para o público. Há alguma forma de convencer quem quer ajudar que uma estratégia funciona?
Desde 1981, quando a ideia surgiu, evoluímos bastante. E hoje muitos concordam que dar dinheiro é melhor do que dar alimentos quando falamos de desastres humanitários. Eu não trabalho na resposta humanitária, não sei bem em que ponto estamos. Mas ao longo dos anos foi por provarmos que o dinheiro era o que melhor funcionava através dos dados que recolhemos que se conseguiu ultrapassar em parte essa relutância. Se os dadores insistissem em agir contra os factos iam parecer ignorantes. A investigação é muito importante. Mas temos de entender a para dinâmica, os interesses instalados e que algumas organizações estão relutantes em abandonar o que sabem.
Trabalhou para a Transparency International no Índice da Corrupção. Diria que este mudou a forma como a justiça lida com a corrupção na política?
O índice foi publicado pela primeira vez em 1994 e na altura ninguém falava em corrupção. O Banco Mundial dizia que não existia, era uma palavra proibida. Na altura, o índice pôs no papel que a corrupção existia e que podíamos medi-la. Foi um trabalho fantástico para chamar a atenção. Ao longo dos anos passou a cobrir mais países e a ter mais impacto mediático. Quando chegámos aos anos 2000, a corrupção já está na agenda e começou a haver esforços por parte das instituições para a conter. Comecei a trabalhar na Transparency International em 2011 e havia muitos doadores interessados em financiar esforços anticorrupção. Hoje o índice é uma referência, já não é revolucionário, como foi há 20 anos. Porque já cumpriu o seu papel.
26.7.17
Pobreza na cidade de Lisboa, uma responsabilidade de todos
in Câmara Municipal de Lisboa
O vereador dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, João Afonso, e o presidente da Rede Europeia Anti - Pobreza Portugal, Agostinho Cesário Jardim Moreira, assinaram um protocolo de cooperação, no dia 26 de julho, durante um Encontro que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
"Há pobreza em Lisboa e este acordo tem por missão lembrar que essa realidade existe através de trabalho conjunto de recolha de dados que irão permitir definir estratégias e políticas de combate à pobreza e exclusão social na cidade", disse o responsável pelo pelouro dos Direitos Sociais da CML.
Também para o o presidente da Rede Europeia Anti - Pobreza Portugal, Agostinho Cesário Jardim, com este protocolo "cumpre-se mais uma etapa no combate à pobreza e que seja um exemplo que inspire outros concelhos do país a seguirem o mesmo caminho".
O Encontro, subordinado ao tema “ Pobreza na cidade de Lisboa, uma responsabilidade de todos “ e que contou com a presença do diretor do Observatório de Luta Contra a Pobreza, na cidade de Lisboa, Sérgio Aires, pretendeu dar a conhecer o protocolo de colaboração entre a autarquia e a EAPNe que visa apoiar o Observatório de Luta Contra a Pobreza, na cidade de Lisboa.
Este protocolo vai permitir contribuir para um melhor conhecimento da realidade socioeconómica da população de Lisboa, em particular dos fenómenos de pobreza e exclusão social. Através do reforço e estabilização da cooperação entre a autarquia e o Observatório de luta contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, nomeadamente pelo desenvolvimento e aprofundamento conjunto de instrumentos, e sua disseminação, junto dos diversos agentes sociais da cidade, de modo a dotá-los de mais e melhor conhecimento sobre as dinâmicas sociais, contribuindo, assim, para uma melhor atuação no combate à pobreza e exclusão social.
Encontros imediatos de muitos degraus
Pretende ainda, promover, com os diferentes atores da cidade (incluindo os principais interessados, ou seja, as pessoas diretamente afetadas pela pobreza e exclusão social), debates em torno das principais prioridades de atuação, tendo por base uma monitorização dos resultados alcançados, estimulando a reflexão e amplificando o conhecimento, de forma a alcançar os necessários consensos capazes de dar corpo a recomendações no sentido da experimentação e modelação corresponsável de políticas públicas mais eficazes.
Em suma, Lisboa pretende ser “Uma cidade informada, que promova a democratização do acesso à informação e o conhecimento qualificado para todos os cidadãos e cidadãs, de modo a permitir a participação e o exercício da cidadania plena.”, (Declaração “Lisboa Cidade com Direitos”).
O vereador dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, João Afonso, e o presidente da Rede Europeia Anti - Pobreza Portugal, Agostinho Cesário Jardim Moreira, assinaram um protocolo de cooperação, no dia 26 de julho, durante um Encontro que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
"Há pobreza em Lisboa e este acordo tem por missão lembrar que essa realidade existe através de trabalho conjunto de recolha de dados que irão permitir definir estratégias e políticas de combate à pobreza e exclusão social na cidade", disse o responsável pelo pelouro dos Direitos Sociais da CML.
Também para o o presidente da Rede Europeia Anti - Pobreza Portugal, Agostinho Cesário Jardim, com este protocolo "cumpre-se mais uma etapa no combate à pobreza e que seja um exemplo que inspire outros concelhos do país a seguirem o mesmo caminho".
O Encontro, subordinado ao tema “ Pobreza na cidade de Lisboa, uma responsabilidade de todos “ e que contou com a presença do diretor do Observatório de Luta Contra a Pobreza, na cidade de Lisboa, Sérgio Aires, pretendeu dar a conhecer o protocolo de colaboração entre a autarquia e a EAPNe que visa apoiar o Observatório de Luta Contra a Pobreza, na cidade de Lisboa.
Este protocolo vai permitir contribuir para um melhor conhecimento da realidade socioeconómica da população de Lisboa, em particular dos fenómenos de pobreza e exclusão social. Através do reforço e estabilização da cooperação entre a autarquia e o Observatório de luta contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, nomeadamente pelo desenvolvimento e aprofundamento conjunto de instrumentos, e sua disseminação, junto dos diversos agentes sociais da cidade, de modo a dotá-los de mais e melhor conhecimento sobre as dinâmicas sociais, contribuindo, assim, para uma melhor atuação no combate à pobreza e exclusão social.
Encontros imediatos de muitos degraus
Pretende ainda, promover, com os diferentes atores da cidade (incluindo os principais interessados, ou seja, as pessoas diretamente afetadas pela pobreza e exclusão social), debates em torno das principais prioridades de atuação, tendo por base uma monitorização dos resultados alcançados, estimulando a reflexão e amplificando o conhecimento, de forma a alcançar os necessários consensos capazes de dar corpo a recomendações no sentido da experimentação e modelação corresponsável de políticas públicas mais eficazes.
Em suma, Lisboa pretende ser “Uma cidade informada, que promova a democratização do acesso à informação e o conhecimento qualificado para todos os cidadãos e cidadãs, de modo a permitir a participação e o exercício da cidadania plena.”, (Declaração “Lisboa Cidade com Direitos”).
9.9.14
Rede Europeia Anti Pobreza lança manual sobre prácticas positivas na área social
in iOnline
O projecto "Para além da crise: optimismo, criatividade e capacitação" foi promovido pelo Núcleo Distrital de Leiria em parceria com várias entidades que integram o Conselho Local de Acção Social da Rede Social de Leiria e associados da EAPN Portugal
A Rede Europeia Anti Pobreza Portugal (EAPN) lança no sábado, em Leiria, um manual sobre práticas positivas na intervenção social para apoiar os profissionais desta área que trabalham junto de famílias vulneráveis.
À agência Lusa, Patrícia Grilo, técnica do Núcleo Distrital de Leiria da EAPN, explicou que o "Manual - Práticas Colaborativas e Positivas na Intervenção Social" pretende ser "um instrumento de trabalho para profissionais da área social", de que exemplificou os assistentes sociais, psicólogos, sociólogos e educadores sociais, que "trabalham, sobretudo, com famílias em situação de vulnerabilidade social".
"Pretendemos que os profissionais da área social conheçam e apropriem as abordagens colaborativas e positivas, que sublinham o diálogo, a colaboração, a aprendizagem mútua, o ênfase nas soluções, nas capacidades e competências, mais do que nos problemas e nos défices", referiu Patrícia Grilo, para quem "estas abordagens permitem, com maior sucesso, envolver as famílias em situação socialmente vulnerável, ajudando-as a superar os desafios que as assolam diariamente".
A técnica adiantou que o manual está estruturado em duas partes, sendo que a primeira "é composta por três artigos que abordam quer a complexidade na intervenção social, quer as abordagens que permitem responder a essa complexidade".
"A segunda parte do manual apresenta e descreve as atividades que integraram o projeto 'Para além da crise: otimismo, criatividade e capacitação', da qual resultou este manual, bem como materiais, dinâmicas de grupo e alguns dos exercícios que foram sendo utilizados nas diversas sessões", adiantou.
À pergunta se existem poucos instrumentos de apoio para profissionais da área social, Patrícia Grilo, uma das autoras do manual, referiu que "há muita literatura e investigação", mas "poucos instrumentos que expliquem e exemplifiquem" como se pode colocar em prática estas abordagens.
O projeto "Para além da crise: otimismo, criatividade e capacitação" foi promovido pelo Núcleo Distrital de Leiria em parceria com várias entidades que integram o Conselho Local de Ação Social da Rede Social de Leiria e associados da EAPN Portugal.
Tinha como objetivos "fomentar espaços de participação e interação conjuntos entre os diferentes atores que trabalham na luta contra a pobreza e a exclusão social", desde dirigentes, técnicos ou pessoas em situação vulnerável, "orientar a intervenção social para uma abordagem centrada nas soluções, nas capacidades e nas competências de todos os atores" e disseminar a iniciativa "através da divulgação do material utilizado nas diversas ações desenvolvidas e publicação de artigos".
Além de Patrícia Grilo, são autoras deste manual, apresentado às 16:00 na Fnac Leiria, Catarina Rivero, Sofia Rodrigues e Liliana Sousa.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela Agência Lusa
O projecto "Para além da crise: optimismo, criatividade e capacitação" foi promovido pelo Núcleo Distrital de Leiria em parceria com várias entidades que integram o Conselho Local de Acção Social da Rede Social de Leiria e associados da EAPN Portugal
A Rede Europeia Anti Pobreza Portugal (EAPN) lança no sábado, em Leiria, um manual sobre práticas positivas na intervenção social para apoiar os profissionais desta área que trabalham junto de famílias vulneráveis.
À agência Lusa, Patrícia Grilo, técnica do Núcleo Distrital de Leiria da EAPN, explicou que o "Manual - Práticas Colaborativas e Positivas na Intervenção Social" pretende ser "um instrumento de trabalho para profissionais da área social", de que exemplificou os assistentes sociais, psicólogos, sociólogos e educadores sociais, que "trabalham, sobretudo, com famílias em situação de vulnerabilidade social".
"Pretendemos que os profissionais da área social conheçam e apropriem as abordagens colaborativas e positivas, que sublinham o diálogo, a colaboração, a aprendizagem mútua, o ênfase nas soluções, nas capacidades e competências, mais do que nos problemas e nos défices", referiu Patrícia Grilo, para quem "estas abordagens permitem, com maior sucesso, envolver as famílias em situação socialmente vulnerável, ajudando-as a superar os desafios que as assolam diariamente".
A técnica adiantou que o manual está estruturado em duas partes, sendo que a primeira "é composta por três artigos que abordam quer a complexidade na intervenção social, quer as abordagens que permitem responder a essa complexidade".
"A segunda parte do manual apresenta e descreve as atividades que integraram o projeto 'Para além da crise: otimismo, criatividade e capacitação', da qual resultou este manual, bem como materiais, dinâmicas de grupo e alguns dos exercícios que foram sendo utilizados nas diversas sessões", adiantou.
À pergunta se existem poucos instrumentos de apoio para profissionais da área social, Patrícia Grilo, uma das autoras do manual, referiu que "há muita literatura e investigação", mas "poucos instrumentos que expliquem e exemplifiquem" como se pode colocar em prática estas abordagens.
O projeto "Para além da crise: otimismo, criatividade e capacitação" foi promovido pelo Núcleo Distrital de Leiria em parceria com várias entidades que integram o Conselho Local de Ação Social da Rede Social de Leiria e associados da EAPN Portugal.
Tinha como objetivos "fomentar espaços de participação e interação conjuntos entre os diferentes atores que trabalham na luta contra a pobreza e a exclusão social", desde dirigentes, técnicos ou pessoas em situação vulnerável, "orientar a intervenção social para uma abordagem centrada nas soluções, nas capacidades e nas competências de todos os atores" e disseminar a iniciativa "através da divulgação do material utilizado nas diversas ações desenvolvidas e publicação de artigos".
Além de Patrícia Grilo, são autoras deste manual, apresentado às 16:00 na Fnac Leiria, Catarina Rivero, Sofia Rodrigues e Liliana Sousa.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela Agência Lusa
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