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23.1.14

Famílias não poupam tão pouco desde 2006

Ana Margarida Pinheiro, in Jornal de Notícias

O fluxo mensal de poupança parece estar a desacelerar, à medida que o consumo das famílias vai dando sinais de recuperação. Em novembro, o valor dos depósitos atingiu um mínimo de sete anos.

No mês de novembro de 2013, entraram nos cofres dos bancos 5,53 mil milhões de euros em poupanças. É preciso recuar até fevereiro de 2006, para se encontrar um volume de novas operações de depósito tão baixo, especialmente depois de no ano de 2012 o Banco de Portugal ter registado novas operações superiores a 10 mil milhões em certos meses. Em outubro, o volume de dinheiro poupado ascendeu a 6,08 mil milhões de euros. Contas feitas, em novembro os novos depósitos caíram 9% face ao mês anterior e 12,4% relativamente ao mesmo mês do ano anterior. Olhando para o mesmo mês de 2010, o último novembro antes do programa de ajustamento financeiro, os novos depósitos recuaram 28,6%.

20.6.13

Portugueses nunca pouparam tanto

in RR

É o que diz o indicador de poupança APFIPP da Universidade Católica.

A poupança das famílias atingiu um novo recorde em Maio. É o que revela o indicador de poupança da Universidade Católica.

Segundo estes dados, a poupança das famílias portuguesas já representa mais de 10% do Produto Interno Bruto, ou seja, da riqueza produzida no país.

O indicador de poupança APFIPP/Universidade Católica subiu de 124,7 pontos em Abril para 125,7 pontos em Maio, renovando o seu máximo histórico.

De acordo com a metodologia deste indicador, o valor registado em maio significa que a poupança das famílias portuguesas já representa mais de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) português.

O indicador de poupança APFIP/Universidade Católica procura antecipar a evolução da taxa de poupança das famílias portuguesas em percentagem do PIB e resulta da análise ao comportamento de um conjunto alargado de fontes estatísticas.

29.1.13

Poupança das famílias na zona euro sobe mas continua em mínimos

in Jornal de Notícias

A taxa de poupança das famílias na zona euro aumentou ligeiramente no terceiro trimestre de 2012, situando-se nos 13%, acima dos 12,9% observados nos três meses anteriores, segundo dados divulgados, esta terça-feira, pelo Eurostat.

Apesar da subida, a taxa de poupança das famílias dos países que partilham a moeda única continua nos valores mais baixos desde o início de 2001 (últimos dados disponibilizados pelo Eurostat), tendo apenas sido registadas taxas mais baixas no terceiro trimestre de 2011 e no segundo trimestre de 2012: 12,9% em ambos os trimestres.

Em 2012, no primeiro trimestre do ano, a taxa de poupança das famílias da zona euro situou-se nos 13%, recuando no trimestre seguinte para os 12,9% e voltando ao patamar dos 13% nos três meses seguintes. Os dados do quarto trimestre serão divulgados a 29 de abril.

Já na União Europeia (UE), a taxa de poupança também registou uma ligeira subida, aumentando de 11,1% no segundo trimestre de 2012 para 11,2% no terceiro trimestre, segundo dados das contas trimestrais do gabinete de estatísticas.

A taxa de poupança corresponde à percentagem do rendimento disponível bruto que as famílias reservam para o aforro.

O Eurostat não divulga dados por país.

31.10.12

Famílias europeias estão a poupar menos

in RR

Preços aumentaram em Portugal em quase 3%, segundo a OCDE.

O índice de poupança das famílias na zona euro recuou para o valor mais baixo desde 2001.

De acordo com o Eurostat a taxa de poupança baixou para 12,9% no segundo trimestre, tendo sido de 13.1% nos primeiros três meses do ano.

Já a inflação na Europa aumentou, segundo dados da OCDE, fixando-se nos 2,2% em Setembro. Portugal está acima da média, com aumentos de 2,9%.

Esta subida na OCDE (dos 2,1% verificados em Agosto) reflecte essencialmente o aumento dos preços dos produtos energéticos.

Na média dos 30 membros da organização (entre os quais Portugal), a taxa de inflação na energia disparou para os 5,1% em Setembro, dos 3,5% de Agosto, enquanto na alimentação abrandou para os 2,1% (face aos 2,2% do mês anterior).

Nos EUA, por sua vez, a inflação subiu dos 1,7% para os 2,0% em Setembro.

Portugueses regressam aos tempos da poupança

Marta Moitinho Oliveira, in Económico on-line

No final do segundo trimestre, em cada dez euros ganhos as famílias conseguiram poupar 1,09 euros. O reforço da poupança deve manter-se em 2013.

Na entrada de 2012, muitas famílias sabiam que o ano seria marcado por uma quebra do rendimento. O medo levou os portugueses a fazer uma escolha clara: viver abaixo das possibilidades e reforçar as poupanças. No final do segundo trimestre, a capacidade de poupança das famílias tinha subido 15% em relação ao ano anterior.

Em Junho de 2011, por cada dez euros ganhos uma família poupava 95 cêntimos. Um ano mais tarde, os portugueses reforçavam as poupanças e por cada dez euros recebidos guardavam mais de um euro, mais precisamente 1,09 euros. Um acréscimo de 14,7% face ao ano anterior, que surpreendeu até o primeiro-ministro.

O país está comprometido com a ‘troika' para baixar o endividamento externo e pôr as contas públicas em ordem. O primeiro desafio foi conseguido e as famílias deram uma ajuda preciosa. "A poupança cresceu ao longo deste ano a uma dimensão que não esperávamos", disse Pedro Passos Coelho, numa entrevista à RTP. "O que se passou", continuou, "é que muita gente, por receio ou por precaução, tinha dinheiro para gastar e não gastou. As pessoas podiam ter comprado automóveis! Tem um efeito positivo", admitiu o chefe de Governo, porque "saiu menos dinheiro do país, mas as receitas fiscais baixaram". Passos explicava assim porque motivo pôr as contas externas nos eixos prejudicou as contas do Estado.

E como conseguiram as famílias poupar em tempo de crise? Os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) ajudam a perceber. O rendimento disponível caiu 0,8%, devido ao efeito conjugado de dois factores. Por um lado, as remunerações recuaram 2,3%. Só os funcionários públicos ficaram sem os subsídios de férias e Natal. No entanto, por outro lado, aumentaram, por exemplo, as prestações sociais recebidas, onde se incluem os subsídios de desemprego.

A este corte juntou-se o efeito "precaução" de que falou Passos Coelho e o consumo caiu mais que o rendimento. Voltemos ao instituto estatístico. "O aumento da poupança reflectiu a redução da despesa de consumo final das famílias, em cerca de 1%, mais intensa que a diminuição do rendimento disponível (0,8%)". A taxa de poupança passou de 9,5% para 10,9% do rendimento disponível, no espaço de um ano.

Tendência de poupança veio para ficar
E 2013 como será? "Voltámos aos tempos da poupança", diz Rui Constantino, economista-chefe do Santander, que acredita que apesar do aumento da austeridade ainda há margem para aumentar a taxa de poupança. "As famílias devem manter o foco na poupança", afirma o economista. "As alterações que vão acontecer em prestações como o subsídio de desemprego vão levar as famílias a reforçar a poupança por motivos de precaução", admite Constantino. Além disso, "o cenário económico global é um factor que vai manter a pressão", salienta.

No Verão, o Banco de Portugal também apontava para uma subida dos níveis de poupança no próximo ano, sustentada pela obrigação de continuar a pagar a prestação da compra de casa. "Com efeito, para além da manutenção de elevados níveis de poupança associada à necessidade de fazer face às amortizações de crédito, as perspectivas de redução do rendimento permanente e a incerteza quanto à evolução das condições no mercado de trabalho deverão induzir uma reavaliação das decisões de consumo, incentivando um aumento da poupança por motivos de precaução", pode ler-se no relatório anual.

A afectar as decisões de consumo ou poupança estão factores como os preços - o Governo prevê um abrandamento da inflação -, a taxa de desemprego (que continua a subir), o aumento de impostos (só em 2013 são mais 2.800 milhões para os cofres do Estado) e os cortes nos subsídios de desemprego.

Para tomar as melhores decisões veja nas próximas páginas dicas de poupança.

Poupança financeira ao nível de 2010
Em cada dez euros, as famílias portuguesas pouparam 1,09 euros, mas apenas 70 cêntimos foram para aplicados em depósitos e outros tipos de poupança financeira. Os números do INE e do Banco de Portugal mostram que, a par do aumento da poupança corrente, também a poupança financeira está a aumentar. A poupança corrente tem em conta o que as famílias gastam para pagar o empréstimo da casa, encarando esta despesa como uma espécie de poupança forçada. Ou seja, se não existisse crédito à habitação este seria o montante guardado para adquirir habitação. Já a poupança financeira retira aquela despesa e mede apenas a poupança em investimentos como acções, depósitos, seguros entre outros. Se em Junho, em cada dez euros, 70 cêntimos eram poupados, um ano antes em cada dez euros as famílias aplicavam 53 cêntimos. É preciso recuar ao segundo trimestre de 2010 para encontrar um valor tão alto como o verificado no segundo trimestre deste ano. Antes do início da crise do ‘subprime', a poupança andava pelos 30 cêntimos em cada dez euros.

Presidente da APS: "Cultura financeira tem que crescer em Portugal"

por Lusa, texto publicado por Paula Mourato, in Diário de Notícias

Os portugueses têm que aprofundar o seu conhecimento sobre as matérias financeiras, uma área que ganha especial relevância em virtude da grave crise que afeta o país, defendeu o presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), Pedro Seixas Vale.

"Há pessoas com os mesmos rendimentos que os portugueses que poupam mais. É uma questão de educação e cultura financeira, que tem que crescer em Portugal", realçou à agência Lusa o responsável, no dia em que se celebra o Dia Mundial da Poupança.

"Além de não pouparem, o nível de endividamento das famílias portuguesas é elevadíssimo. Isto é um elemento de constrangimento ao investimento e é necessário avançar com um processo pedagógico sobre a importância da poupança", reforçou Seixas Vale.

O presidente da APS recordou um estudo recente sobre a poupança, sublinhando que "só um número muito pequeno de famílias poupa em Portugal. Apenas 20% das famílias são responsáveis por 80% da poupança".

E acrescentou: "As seguradoras têm um papel importante na poupança a longo prazo, sobretudo, no que toca à reforma, até porque a evolução do sistema de segurança social tem levado à queda sucessiva das prestações sociais".

Refira-se que a poupança dos portugueses ronda os 17 a 18 mil milhões de euros por ano.

A fatia de leão da poupança acumulada dos portugueses está nos depósitos (120 mil milhões de euros).

Os conselhos da DECO para poupar no dia-a-dia

in Jornal de Notícias

A queda do rendimento disponível das famílias, a par da subida do desemprego, torna a temática da poupança mais importante do que nunca, pelo que a DECO apresenta algumas dicas para facilitar a vida dos consumidores.

"Nas compras do dia-a-dia, o consumidor deve fazer uma lista de compras dos bens que necessita antes de sair de casa. Deve ir com tempo livre para fazer as compras, de forma a conseguir comparar os preços. Atenção que os preços mais baixos não estão na direção dos olhos", salientou à agência Lusa Fernanda Santos, coordenadora da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO).

De acordo com a responsável, "os produtos mais baratos não são de má qualidade" e é possível "poupar 800 euros se se optar por marcas próprias" da distribuição.

Aproveitar as promoções e os produtos de época e da região são outros dos conselhos que Fernanda Santos deixa aos consumidores, no Dia Mundial da Poupança, que se assinala esta quarta-feira.

"Quando se tem uma alimentação saudável, não é necessário pagar mais por alimentos enriquecidos", alertou.

A especialista lembrou que quem levar as refeições para o trabalho, tomando o pequeno-almoço em casa, poderá poupar sensivelmente 100 euros por mês.

"É preciso que as pessoas se habituem a cozinhar mais em casa, até porque a subida do IVA torna mais caras as refeições fora", realçou, acrescentando que também é recomendado "um melhor aproveitamento das sobras alimentares".

Em casa, a poupança de energia, água e gás, a par das telecomunicações, podem render muitos euros no final do mês, lembrou.

Já deixar de fumar (um maço por dia) pode equivaler a uma poupança de 120 euros por mês.

Utilizar mais os transportes públicos e andar a pé, em vez de depender em demasia do veículo próprio, também permite poupar, ainda mais numa altura em que os preços dos combustíveis estão muito elevados, sem esquecer os custos com as portagens e o estacionamento.

"Os pequenos gestos trazem uma poupança significativa", concluiu.

12.7.12

Famílias estão a poupar mais

in RR

A poupança das famílias está a aumentar há três meses consecutivos.

A poupança das famílias atingiu os 117% do PIB em Junho, que é o valor mais elevado pelo menos desde 2000, data em que se iniciou a série do indicador de poupança da APFIPP/Universidade Católica.

De acordo com a Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP)/Universidade Católica, o indicador da poupança subiu de 115,2 para 117% do PIB, entre Maio e Junho, mantendo a tendência observada nos últimos meses de continuação do aumento da poupança das famílias em percentagem do PIB.

Segundo a mesma fonte, a poupança das famílias está a aumentar há três meses consecutivos, sendo que, no mês de Junho, o indicador inclui as actualizações das contas nacionais sectoriais, que registaram revisões em alta da série da poupança das famílias em percentagem do PIB nos últimos trimestres.

O gráfico sobre a evolução do indicador de poupança demonstra que, desde 2000, data do início da série, a percentagem nunca tinha sido tão elevada como em Junho passado, tendo o valor mais aproximado ocorrido em meados de 2003.

No comunicado, a APFIPP/Universidade Católica refere que, em Portugal, o inquérito da Comissão Europeia aponta para uma ligeira melhoria na capacidade de poupança das famílias.

11.7.12

Poupança das famílias sobe à custa da queda do consumo

Por Pedro Crisóstomo, in Público on-line

Os efeitos da austeridade, a retracção no consumo privado e o receio de desemprego estão a levar as famílias portuguesas a poupar mais.

O indicador de poupança elaborado pela Associação Portuguesa dos Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP) e pela Universidade Católica voltou a aumentar em Junho e está ao nível mais alto desde meados de 2003.

O indicador atingiu em Junho 117 pontos, valor comparável com os 109,7 registados no mês anterior, o que indicia que a poupança das famílias em percentagem do Produto Interno Bruto continua a crescer.

Um valor de 125 neste indicador representa uma taxa de poupança de 10% do PIB. Mas, desde que a APFIPP e a Católica elaboram este indicador, ou seja, desde 2000, nunca foram registados “valores inferiores a 75 ou superiores a 120”.

Este indicador é o único que mede as poupanças das famílias mensalmente. Os dados do INE são trimestrais e divulgados só alguns meses mais tarde do período em análise.

De acordo com os números mais recentes, do final de Junho, mostram que a taxa de poupança das famílias face ao rendimento disponível aumentou no primeiro trimestre 0,8 pontos percentuais, para 10,8%, sobretudo à custa da queda do consumo privado.

O rendimento disponível manteve-se praticamente inalterado – com um aumento de 0,2%. E a capacidade de financiamento das famílias também subiu (0,7 pontos percentuais), para 5,1 % do PIB, revelam ainda os dados do INE.

5.7.12

Descida da taxa é boa para créditos à habitação e má para a poupança

in Jornal de Notícias

A descida das taxas de juro decidida, esta quinta-feira, pelo Banco Central Europeu traz boas notícias para quem tem créditos à habitação, mas é negativa para quem depósitos bancários, afirmou um economista do Banco Carregosa.

O gestor de ativos do Banco Carregosa, Rui Bárbara, destacou que a redução da taxa diretora do BCE para 0,75%, o valor mais baixo de sempre, é positivo para quem tem empréstimos, mas menos bom para os aforradores.

"Se, por um lado, vão baixar as taxas de crédito à habitação que já tinham sido contratadas, o que é positivo para quem tem empréstimos, por outro lado, não podemos descurar o facto de existirem muitos aforradores, que também dependem dos juros dos depósitos a prazo, que, no fundo, são as suas poupanças, para viverem. Essa baixa de taxa afeta negativamente essas pessoas que terão menos rendimento dos seus aforros", salientou o analista.

Ainda assim o balanço global é positivo, já que se está "a baixar o custo do dinheiro como um todo" para a economia da zona euro, que está em recessão.

No entanto, "para os países do Sul da Europa e, nomeadamente Portugal, as condições de acesso a novo crédito por parte dos particulares ou das empresas continua muito difícil, pela falta de liquidez que existe no mercado bancário português", reconhece Rui Bárbara.

Daí que, acrescentou, as empresas portuguesas estejam cada vez mais empenhadas nas emissões obrigacionistas diretas aos pequenos aforradores.

"As empresas, apesar de sólidas, estão com dificuldades em recorrer à banca e pagam taxas de juro que, não sendo exorbitantes, são atrativas para o pequeno investidor que vê as suas poupanças nos bancos terem baixas remunerações porque as taxas estão em queda", justificou.

Para o economista, a baixa da taxa de juro do BCE "não chega" para resolver o problema da falta de liquidez para as famílias e para as empresas, porque o problema da crise da dívida soberana dos países do Sul da Europa tem reflexos no sistema bancário.

"São precisas mais medidas para desbloquear a questão da liquidez", declarou, considerando necessária a criação de "uma entidade central europeia responsável pela supervisão e com capacidade de intervenção em toda a banca da zona euro, para aliviar a ligação negativa entre os problemas da divida publica dos países do Sul e o setor bancário desses países".

15.6.12

Poupança das famílias volta a crescer

Por Ana Rita Faria, in Público on-line

A crise económica e a instabilidade financeira estão a levar as famílias portuguesas a pouparem mais. Indicador está ao nível mais alto desde meados de 2003.

O indicador de poupança, elaborado pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP) e pela Universidade Católica, atingiu em Maio os 109,7 pontos, acima dos 104,9 registados em Abril. Este valor é mesmo o mais alto desde meados de 2003.

De acordo com a APFIPP e a Universidade Católica, “o indicador sugere que a poupança das famílias em percentagem do PIB [Produto Interno Bruto] retomou a tendência crescente”, isto numa altura em que as medidas de austeridade, a recessão e o desemprego elevado estarão a levar mais portugueses a poupar, com receio de futuras dificuldades económicas.

Além disso, destaca a APFIPP e a Católica, o principal índice da bolsa portuguesa – o PSI-20 – voltou a sofrer uma queda significativa em Maio, depois de uma estabilização temporária. “A desvalorização dos activos financeiros pode conduzir as famílias a aumentarem a poupança de forma a reporem o valor do seu património financeiro”, explicam.

O índice elaborado pela APFIPP e pela Universidade Católica remonta ao último trimestre de 2000, onde assume o valor de 100, equivalente a uma taxa de poupança de 8% do PIB. Cada 12,5 pontos do indicador representa cerca de 1% do PIB.

12.4.12

Acesso ao RSI vedado a quem tiver mais de 25 mil euros no banco

in Jornal de Notícias

As regras do Rendimento Social de Inserção foram, esta quinta-feira, significativamente alteradas pelo Governo, que restringiu os futuros beneficiários a um limite máximo de depósitos bancários para os 25 mil euros, contra 100 mil euros até aqui.

Entre as novas regras aprovadas em Conselho de Ministros, destaca-se a obrigatoriedade dos futuros beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) assinarem um contrato anual com o Estado com direitos, "mas também com deveres", disse o ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, destacando o "caráter transitório acentuado" pelas novas alterações no regime do subsídio.

O ministro, que esteve presente na conferência de imprensa no final da reunião do Governo, distinguiu entre os deveres a que os próximos beneficiários estarão sujeitos, a obrigatoriedade de procura de trabalho, a aceitação de trabalho socialmente útil e a escolaridade dos filhos, entre outros.

De acordo com uma estimativa do Governo, cerca de 60 mil atuais beneficiários do RSI vão passar a ser inscritos nos centros de emprego, disse ainda Mota Soares.

Não ficou expresso na exposição do ministro qual a parcela dos atuais 340 mil beneficiários do RSI que será abrangida pela alteração das atuais 240 vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais, que corresponde a 100 mil euros de depósitos bancários.

A redução será de 100 para 60 vezes o valor do IAS (atualmente em 418,22 euros), o que dá cerca de 25 mil euros, consagrada no novo regime para prova de condição de recursos.

"Relativamente à condição de recursos, o seu recálculo implicará o recálculo de todas as prestações, pelo que só nessa altura poderemos ter um número concreto das alterações", indicou à Lusa o gabinete de Mota Soares.

O que o ministro deixou claro, no entanto, é que todos os atuais beneficiários serão alvo desta operação de recálculo, pelo que o apertar da malha correspondente a uma redução para um quarto da condição de recursos terá efeitos na despesa relativamente rápidos.

Medidas como estas, sublinhou Pedro Mota Soares, servem para salvaguardar a sustentabilidade da Segurança Social: "Não estamos a governar para as próximas eleições, mas para as próximas gerações".

Estas medidas, vincou ainda o governante, já tinham sido anunciadas na preparação do Orçamento do Estado para 2012, já vinham a ser trabalhadas pelo Governo, "não são medidas adicionais, servem para cumprir o OE para este ano", onde estão já inscritas as previsões dos impactos destas alterações, que no caso do RSI implicam uma poupança de 70 milhões de euros.

O ministro disse ainda que o Governo não está a encarar medidas adicionais de salvaguarda da sustentabilidade da segurança social. "Parece óbvio", afirmou Pedro Mota Soares.

11.3.12

Poupança das famílias já está abaixo da média histórica

Por Ana Rita Faria, in Público on-line

Famílias têm cada vez mais dificuldades em poupar


As sucessivas dietas de austeridade e o desemprego recorde estão a levar as famílias portuguesas a poupar menos ou mesmo a consumir as suas poupanças.

O indicador de poupança, elaborado pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP) e pela Universidade Católica, atingiu em Janeiro os 93,1 pontos, o que compara com os 97,1 pontos registados em Dezembro.

Além disso, os números dos últimos meses foram revistos em baixa pela APFIPP e pela Católica e mostram que a poupança está em queda desde Novembro. Neste momento, o indicador está já ligeiramente abaixo da sua média histórica, que é de 95 pontos.

De acordo com a APFIPP e a Universidade Católica, “as expectativas de desemprego, registadas no inquérito às famílias da Comissão Europeia e corrigidas da sazonalidade, desceram ligeiramente em Janeiro, apesar de se manterem em níveis muito elevados.” Além disso, “a diminuição das expectativas de desemprego pode reduzir a necessidade de poupança das famílias por motivo de precaução.”

Desde Maio do ano passado que o indicador da poupança tinha vindo a subir, mostrando que, numa altura de austeridade e desemprego elevado, as famílias tentam poupar mais. Contudo, desde Novembro, os números deram sinais da tendência contrária. No mês passado, a APFIPP e a Católica escreviam que o aumento da poupança teria chegado ao fim e, neste momento, voltou a descer abaixo da média histórica.

Esta tendência reflecte o impacto das novas medidas de austeridade, como a eliminação dos subsídios de férias e de natal para funcionários públicos e pensionistas, a eliminação de várias deduções no IRS e o agravamento das taxas do IVA, devido à transição de determinados produtos das taxas reduzida e intermédias para a taxa normal. Isto irá reduzir ainda mais o rendimento disponível das famílias e pode mesmo inviabilizar a sua capacidade de poupar.

O índice elaborado pela APFIPP e pela Universidade Católica remonta ao último trimestre de 2000, onde assume o valor de 100, equivalente a uma taxa de poupança de 8% do PIB. Cada 12,5 pontos do indicador representa cerca de 1% do PIB.

Quase toda a poupança em Portugal é feita por apenas 20% das famílias

in Público on-line

Em Portugal existe uma elevada concentração da poupança, com quase 90% da poupança das famílias portuguesas a ser feita por apenas 20% dos agregados familiares, segundo um estudo promovido pela APS.

Na prática, isto significa que um quinto das famílias portuguesas é responsável pela esmagadora maioria da poupança feita no país, cuja taxa de poupança caiu de quase 24% do rendimento disponível, em 1985, para 10%, no final dos anos 90.

“Desde então tem estado estável, à excepção do período entre 2005 e 2008, no qual baixou para 7%. Esta queda terá resultado do aumento da taxa de juro neste período, à qual as famílias terão reagido, dado o elevado nível de endividamento, com a redução da poupança, em vez de reduzirem o consumo”, lê-se no estudo conduzido por vários especialistas das universidades do Minho e de Coimbra, e que contou com a supervisão do presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), Pedro Seixas Vale, e dos economistas Miguel Cadilhe e João Talone.

No extremo oposto, existem 30% de famílias em Portugal que apresentam uma taxa de poupança negativa, isto é, gastam mais do que aquilo que ganham.

“Recuperar a importância da poupança”

“A queda da taxa de poupança contribuiu para os desequilíbrios económicos que se avolumaram nos últimos anos e que resultaram na crise da dívida soberana”, alertam os autores do estudo, explicando que “os países com crises da dívida soberana partilham tendências decrescentes da taxa de poupança”.

E consideram que “a saída da crise da dívida soberana, que limitou as possibilidades de financiamento externo da economia portuguesa, ameaçando estrangulá-la, terá de passar pela recuperação da importância da poupança no discurso e na prática dos portugueses”.

O estudo aborda ainda o papel do Estado na promoção da poupança. “Dada a sua contribuição fortemente negativa para a poupança nacional, pensamos que o melhor contributo que o Estado poderá dar para o desígnio do aumento da poupança da economia portuguesa será ele próprio poupar”, defendem.

“Um segundo contributo seria todas as medidas de política económica terem em consideração o seu impacto sobre a poupança” e “um terceiro contributo seria a defesa da estabilidade e previsibilidade das políticas de promoção de poupança que forem adoptadas, condição essencial para o seu sucesso”, realçam os especialistas.

Alterações nos certificados de aforro “incompatíveis” relação de confiança

Segundos os autores, “alterações como as que tiveram lugar, em 2006 e 2008, na remuneração dos certificados de aforro são incompatíveis com a existência de uma relação de confiança entre o Estado e os aforradores”.

Ainda assim, “as perspectivas de recuo do Estado Social, motivadas pelas dificuldades de financiamento do Estado e pela dinâmica demográfica, e o aumento das restrições no acesso ao crédito, dois dos principais factores explicativos da quebra da taxa de poupança nas últimas décadas em Portugal, e nos países desenvolvidos, bem como a imperiosa necessidade de reduzir o défice externo, sugerem que a taxa de poupança poderá conhecer uma tendência crescente nos próximos anos”, dizem os autores.

E concluem que “os indicadores económicos indiciam que essa tendência poderá estar já a ocorrer”.

15.2.12

Taxa de poupança das famílias volta a cair em Janeiro

in Jornal de Notícias

A taxa de poupança das famílias desceu em Janeiro, fixando-se em 93,1, face a 97,1 em Dezembro, e "apontando para uma tendência descendente da poupança em percentagem do PIB", revela o Indicador de Poupança APFIPP/Universidade Católica.

Segundo os autores do Indicador de Poupança APFIPP/Universidade Católica, divulgado esta quarta-feira, este encontra-se "ligeiramente abaixo da sua média histórica".

De acordo com APFIPP/Universidade Católica, "em Portugal, as expectativas de desemprego registadas no inquérito às famílias da Comissão Europeia e corrigidas da sazonalidade desceram ligeiramente em Janeiro, apesar de se manterem em níveis muito elevados", facto que "pode reduzir a necessidade de poupança das famílias por motivo de precaução

1.2.12

Corte no subsídio leva portugueses a levantar depósitos

Marta Marques Silva, in Económico

Os depósitos a prazo têm sido uma das principais fontes de financiamento estável para a banca.

Os portugueses sentiram a necessidade de recorrer às suas poupanças em Dezembro, e para isso muito terá contribuído o recente corte no subsídio de Natal, de acordo com os especialistas contactados pelo Diário Económico. A tão valiosa base de depósitos a prazo, até agora o principal motor de sucesso da desalavancagem das instituições nacionais e um forte contributo para o financiamento bancário, cedeu pela primeira vez em 15 meses, de acordo com os dados já divulgados pelo Banco Central Europeu. Em Dezembro, o total de depósitos a prazo de particulares caiu 543 milhões de euros, o que não é apenas a primeira queda desde Setembro de 2010, mas também o maior tombo mensal desde Maio de 2009.

Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI, considera que ainda "é muito cedo para se dizer que este comportamento configura uma tendência, sobretudo por ocorrer em Dezembro altura em que as despesas aumentam. E, em 2011, por virtude do aumento da tributação sobre o subsídio de Natal, a despesa teve de ser suportada por recurso a poupança, designadamente aplicada em depósitos." Também João Duque, presidente do ISEG, acredita que o corte de 50% no valor excedente do salário mínimo poderá ter levado muito portugueses a recorrer às poupanças, "até para fazer face a despesas já contratadas e para as quais contavam com este subsídio para as liquidar." No entanto, adianta que: "Também não descarto a possibilidade de este ser um primeiro sinal de uma tendência futura. É um sinal velado. Teremos de aguardar pelo dados dos próximos meses."