7.1.10

Deco quer comissão única - Crédito ao consumo

L.T., in Jornal de Notícias

A Deco fez as contas e concluiu que entre Setembro de 2004 e o mesmo mês de 2009 se registou um agravamento das comissões dos créditos pessoais.

Nalguns casos, como o do custo da comissão de abertura do processo de crédito, a subida atingiu os 72%. Face à situação, esta associação de defesa do consumidor exige que possa ser cobrada uma única comissão de entrada e que esta tenha uma designação igual para todos os bancos.

Além do aumento, o estudo da Deco nota que são usadas expressões diferentes para designar a comissão que inicia o empréstimo: em alguns bancos é chamada de comissão de abertura, noutros de entrada ou ainda de contratação. Esta diversidade dificulta a leitura do consumidor - e a eficiência das comparações que pretenda fazer - pelo que a Deco entende que o Banco de Portugal e a Secretaria de Estado da Defesa do Consumidor devem impor uma terminologia universal. Ao mesmo tempo, a Deco conclui que, em cinco anos, estas comissões aumentaram e que esta subida é tanto maior quanto mais alto o valor do empréstimo. Ou seja, num crédito pessoal de 10 mil euros, as comissões médias rondavam em Setembro de 2009 os 157,56 euros, o que corresponde a uma subida de 72% . Para o cliente isto significou um agravamento da Taxa Efectiva de Encargos Globais (TAEG), apesar da actual conjuntura de taxas de juro de mínimos históricos. Às comissões de abertura do processo de crédito, há bancos que somam ainda outros custos periódicos. As contas dos bancos mostram uma subida na rubrica dos resultados de serviços e comissões (que aumentarm 5,4% entre o primeiro semestre de 2009 e o homólogo de 2008), mas o novo ano trouxe também novas regras, uma vez que desde o início desta semana que os bancos são obrigados a informar os clientes sobre todas as comissões e despesas inerentes a um produto.