in Jornal de Notícias
O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) diz que os fundos comunitários (QREN) não estão feitos à medida das empresas, têm burocracia excessiva e uma baixa utilização, sendo que só foram aplicadas 6,5% das verbas até agora.
"O Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) tem tido uma aplicação não satisfatória. O grau de percentagem de aplicação está muito aquém das possibilidades", afirmou o presidente do AICEP, Basílio Horta, perante uma plateia de embaixadores e empresários reunidos no Auditório do Instituto de Defesa Nacional.
Durante o discurso, Basílio Horta criticou também o conteúdo do programa. Para este responsável, o QREN devia ser "mais focalizado nas empresas", na "vida das empresas que investem, que se internacionalizam, que têm projectos".
"Deviam ser mais 'tailor made' (feitos à medida) do que são e têm talvez uma burocracia excessiva na sua aplicação", afirmou perante uma plateia de empresários e embaixadores reunidos no âmbito do Fórum Embaixadores.
"Mesmo assim, em termos da nossa agência temos uma aplicação na ordem dos 30%, que compara com 6,5% do total da aplicação das verbas do QREN até agora", disse, alertando: "já estamos a meio da aplicação desses dinheiros comunitários".
O presidente do AICEP reconheceu ainda a "queda grande das exportações portuguesas", apresentando dados de Janeiro a Setembro de 2009 que mostram uma descida "de 27%". A estimativa de Outubro aponta para uma quebra de 24%. Espanha, EUA e Inglaterra já estão identificados como os países que trouxeram mais problemas à exportação portuguesa. A redução de exportações para estes três mercados tradicionais representaram uma perda de "4 mil milhões de euros", segundo dados do AICEP.


