Helena Bento, in Expresso
Houve ou não sobrecarga de informação sobre a covid? De que maneira é que isso confundiu a população e condicionou o comportamento desta? Houve alarmismo ou nem por isso? Os jornalistas estão ou não devidamente preparados para noticiarem sobre temas de saúde? Houve comentadores a mais e especialistas a menos nas TV, rádios, sites e jornais a falarem sobre a covid? Duarte Vital Brito, especialista em comunicação em saúde e médico de Saúde Pública na região de Lisboa, faz uma análise possível - e nem tudo foi tão mau como as teses negativistas possam fazer crer, mas também nem tudo foi tão bom como as teses otimistas possam crer
Um aspecto positivo da cobertura que tem sido feita pelos meios de comunicação sobre a pandemia? “O espaço que foi dado nas televisões e nos jornais a especialistas da área da saúde.” Mas também há pontos negativos, como a “sobrecarga de informação, sobretudo no início, e que pode ter contribuído para confundir as pessoas”, e outros que podem melhorar, como dar mais destaque aos “bons exemplos, mostrar como determinadas pessoas ultrapassaram a crise e como determinados serviços de saúde evoluíram”, até para “criar mais empatia e reforçar a saúde mental da população”. A avaliação é feita ao Expresso por Duarte Vital Brito, especialista em comunicação em saúde e médico na Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde Lisboa Central (a primeira parte da entrevista foi publicada na sexta-feira passada). Para o futuro dá duas ou três sugestões aos meios de comunicação: investir na formação dos seus jornalistas na área da saúde e perceber, junto dos seus leitores, “como estão a receber a informação e se consideram que houve excesso de informação e se estão saturados”. “Recorrer à população como fonte de informação é uma ferramenta pouco utilizada - e podia sê-lo mais.”
Na primeira parte desta entrevista, dizia que a saúde estava muito ‘colada’ à política e que isso devia ser ponderado. Não podemos dizer o mesmo da comunicação social?
Os meios de comunicação não devem ser um espelho das instituições e do Governo mas sim, creio que durante a pandemia, ou numa fase específica da pandemia, foram-no. Mas eu vejo isso com bons olhos neste caso. Vejo com bons olhos o facto de os meios de comunicação terem recorrido à Direção-Geral da Saúde [DGS] como fonte primordial da informação - e sobretudo quando estamos a falar de números, e sendo tão importante não haver discrepâncias. Para todos os efeitos, a DGS tem sido uma fonte de informação credível.
O facto de a esmagadora maioria dos jornalistas ter admitido que orientou cidadãos para o confinamento não é uma prova dessa proximidade?
É fantástico que os jornalistas possam ter feito isso, orientado para o confinamento. É assim que vejo esse assunto. Para mim, o facto de os meios de comunicação terem informação suficiente para poder, eles próprios, informar e facilitar a vida das pessoas, permitindo-lhes tomar decisões informadas, é muito positivo. O fenómeno das “fake news” [notícias falsas] não é tão evidente em Portugal como nos EUA. O que os jornalistas portugueses fizerem, nesse caso, foi ampliar a mensagem da Direção-Geral da Saúde. Numa situação de crise, de emergência em saúde pública, é fundamental que o contraditório dos meios de comunicação não seja assim tão evidente. Se as pessoas receberem mensagens contraditórias, vão ficar confusas e, se ficarem, teremos mais dificuldade em implementar medidas de saúde pública. Não estou a dizer para não haver contraditório de todo, apenas para deixar para a investigação científica o que é da investigação científica e deixar para a comunicação social o que é da comunicação social. O espírito crítico é sempre necessário, mas nestas situações deve haver alguma relutância em criticar publicamente decisões tomadas pela área da saúde.
Mas, para todos os efeitos, o confinamento foi uma decisão política.
Sim, precisamente por isso. Serem colocadas em causa informações transmitidas pelas instituições de saúde descredibiliza essas mesmas instituições e, num contexto de emergência, isso é das piores coisas que podem acontecer. Vejo com bons olhos a ‘aliança’ e coerência da comunicação social. E não se trata de censura, claro. Simplesmente, mais importante do que vender jornais, é divulgar informações coerentes. O encontro entre comunicação social e instituições de saúde pode potenciar uma mudança no comportamento das pessoas. E é inegável o impacto que os meios de comunicação têm na alteração do comportamento das pessoas.
Falávamos no que poderia ser melhorado por parte da DGS e do Governo. E no caso da comunicação social?
Creio que a Direção-Geral da Saúde poderia ter mais responsáveis a falar nas televisões e nos jornais. Não numa tentativa de monopolizar, claro, mas no sentido de dar espaço e margem para que a informação veiculada fosse mais coerente. Assim, os meios de comunicação não precisavam de ir buscar virologistas ou epidemiologistas ou médicos de outras especialidades com abordagens diferentes em termos de saúde pública. Fez-me também confusão ver comentadores sem formação específica a falar sobre o vírus, sobre um tema que não dominam.
Houve excesso de informação?
A dada altura notou-se isso, sim. As pessoas ligavam a televisão ou abriam jornais e só havia notícias sobre o vírus. Era difícil abstraírem-se disso. A única hipótese era mesmo desligar, era isso que se recomendava em termos de saúde mental, para diminuir a ansiedade, e foi o que muitas fizeram. Entretanto, acho que começou a haver mais diversidade nos temas abordados e já se fala mais sobre política e desporto, por exemplo. Seria importante, também, mostrar os bons exemplos, mostrar como determinadas pessoas ultrapassaram a crise, como determinados serviços de saúde evoluíram. Mostrar o lado bom da crise, no fundo. Isso ajudaria a criar empatia e reforçaria a saúde mental das pessoas. A comunicação social pode ter esse papel positivo na prevenção da saúde mental. Se os meios de comunicação deveriam ter garantido mais diversidade de temas logo de início? Não sei, estamos a falar de uma janela temporal de um mês, dois meses, não acho que essa análise seja assim tão relevante.
Ter passado os últimos meses só a falar sobre o vírus era inevitável, então?
Seria difícil ter feito de outra forma, uma vez que não estava praticamente nada a acontecer além do vírus. Teria sido e continua a ser importante, como disse, dar destaque aos bons exemplos, por assim dizer, como por exemplo explicar como é que os lares se adaptaram à covid-19. Mas, em termos gerais, acho que os meios de comunicação tiveram um papel mais benéfico do que prejudicial.
Demasiada informação sobre o vírus não terá levado algumas pessoas a ficarem ‘anestesiadas’ e, por conseguinte, a cumprir menos as orientações da DGS?
Não me cabe a mim responder a isso, creio. É uma análise que poderá ser feita e a Escola Nacional de Saúde Pública tem-na feito, tem colocado essas questões à população. Também os órgãos de comunicação social podem fazê-la e tirar ilações disso. Podem tentar perceber, junto dos seus leitores, o que pode ser mudado em termos de comunicação, de que forma estão e querem receber a informação; perguntar-lhes se, de facto, estão saturados, se consideram que houve excesso de informação e como lidaram com isso. E é essencial que essa análise se traduza, depois, numa mudança. Recorrer à população como fonte de informação é uma ferramenta pouco utilizada - e podia sê-lo mais. E quem diz meios de comunicação diz também DGS e outras instituições de saúde, porque é fundamental, de facto, tentar perceber o que poderá ter falhado e melhorar.
Pode destacar um aspeto positivo e um negativo da cobertura mediática?
Negativo diria isso, a tal sobrecarga de informação, sobretudo no início, e que pode ter contribuído para confundir as pessoas. O espaço que foi dado a especialistas da área da saúde, desde epidemiologistas a virologistas, é, para mim, um aspecto muito positivo. Ricardo Mexia [presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública] tornou-se quase uma referência nacional. Seria importante manter este espaço mesmo quando a questão do vírus deixar de ser tão premente. Vão surgir, no futuro, outros problemas em que a saúde pública também será relevante e é importante tentar que não caia no esquecimento.
Mas mesmo esse recurso aos especialistas não se terá tornado excessivo?
Entre dar voz a especialistas e a pessoas que não o são, prefiro a primeira hipótese. Se a discussão não for vazia, é difícil falar em exagero.
Foram transmitidas, em algum momento, mensagens alarmistas?
Acredito que isso possa ter acontecido, mas mais no início, também por desconhecimento em relação ao vírus. Da mesma maneira que a DGS e as instituições de saúde têm dificuldade em comunicar a incerteza, o mesmo acontece com a comunicação social. É difícil noticiar algo de que não se tem a certeza, quando as fontes não têm a certeza. Isso faz com que se acabe por noticiar com base em possibilidades: há a possibilidade de o vírus ser transmitido através de superfícies, há a possibilidade disto e daquilo, há este cenário e aquele. Isso amplifica a mensagem de incerteza e pode gerar pânico e uma onda de desconfiança. Mas é algo ténue e não quero de todo culpabilizar a comunicação social ou acusá-la de ter exagerado. Se calhar aconteceu aquilo de que falávamos, foi dado demasiado tempo de antena ao vírus e à sua componente negativa, mas ao mesmo tempo era essa a realidade. Por outro lado, admito que até à chegada do vírus a Portugal tenha havido algum exagero na cobertura mediática, parecia quase uma corrida. Há ainda outro aspeto, que tem que ver com a formação dos jornalistas.
É necessário apostar mais nisso?
Sim, é. Certamente terá havido jornalistas de outras áreas a acompanhar a pandemia, e da mesma maneira que eu não me sinto confortável para falar sobre outras especialidades, imagino que os jornalistas também não sintam. Talvez seja necessário investir na formação de jornalistas na área da saúde. Da mesma maneira que deve haver uma simbiose entre política e saúde, também pode haver entre a saúde e os órgãos de comunicação, com as instituições de saúde a dar formação a jornalistas e os jornalistas a ajudar os profissionais de saúde a melhorar a sua capacidade de comunicação com a comunidade. Também seria importante investir mais na formação dos profissionais de saúde em comunicação em saúde, porque há, de facto, pouco investimento nessa área.
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28.7.20
3.6.20
ERC defende revisão da lei que lhe limita ação sobre discriminação
Por Notícias ao Minuto
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) defendeu hoje que se revejam alguns aspetos da lei da televisão, que, diz, tal como está, limita a sua ação e inviabiliza a tomada de posições, por exemplo, contra comportamentos discriminatórios.
"A propósito da transposição da diretiva dos serviços de comunicação social audiovisual, seria também oportunidade para, ao mesmo tempo, rever alguns aspetos da lei da televisão, que limitam a nossa ação e inviabilizam a tomada de posições que nos são exigidas por alguns deputados e alguns espetadores", disse a diretora do Departamento de Análise de Média da ERC, Tânia Morais Soares.
A responsável falava numa audição na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, requerida pelos grupos parlamentares do Partido Comunista Português (PCP) e do Bloco de Esquerda (BE), para questionar o regulador sobre a cobertura noticiosa de casos de violência doméstica e de discriminação étnica ou racial, e na qual participou também o vice-presidente do Conselho Regulador da ERC, Mário Mesquita.
"Nós temos aqui algumas dificuldades em operacionalizar a legislação, nomeadamente a lei da televisão, onde, na questão dos limites, a única referência que existe é a do incitamento ao ódio e tem de existir uma intencionalidade comprovada. [A lei] não nos permite enquadrar outros fatores de discriminação, nomeadamente esta perpetuação de estereótipos. [...] Não nos permite, de facto, do ponto de vista, digamos, sancionatório ir mais além quando existem evidências", acrescentou Tânia Morais Soares.
O Conselho Regulador da ERC diz já ter identificado na informação a tendência para a perpetuação de estereótipos discriminatórios, nomeadamente no caso de pessoas migrantes, comunidades minoritárias, afrodescendentes e ciganos, muitas vezes associados a delitos, nas peças noticiosas.
Contudo, a ERC sublinha que esta tendência também se verifica nos programas de entretenimento ou comentário, "muitas vezes pelos convidados, que emitem opiniões que são entendidas pelo espetadores como discriminatórias", proferidas ao abrigo da liberdade de expressão.
"Estamos aqui a compatibilizar a liberdade de expressão e de programação com aquilo que são outros direitos constitucionais com igual dignidade", disse Tânia Morais Soares.
A ERC propõe ainda que se crie o quadro legal necessário para que possa atuar no âmbito do jornalismo digital, uma vez que atualmente não tem esse poder, cabendo-lhe apenas fazer recomendações e conselhos, que os órgãos que atuam naquela plataforma não são obrigados a seguir.
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) defendeu hoje que se revejam alguns aspetos da lei da televisão, que, diz, tal como está, limita a sua ação e inviabiliza a tomada de posições, por exemplo, contra comportamentos discriminatórios.
"A propósito da transposição da diretiva dos serviços de comunicação social audiovisual, seria também oportunidade para, ao mesmo tempo, rever alguns aspetos da lei da televisão, que limitam a nossa ação e inviabilizam a tomada de posições que nos são exigidas por alguns deputados e alguns espetadores", disse a diretora do Departamento de Análise de Média da ERC, Tânia Morais Soares.
A responsável falava numa audição na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, requerida pelos grupos parlamentares do Partido Comunista Português (PCP) e do Bloco de Esquerda (BE), para questionar o regulador sobre a cobertura noticiosa de casos de violência doméstica e de discriminação étnica ou racial, e na qual participou também o vice-presidente do Conselho Regulador da ERC, Mário Mesquita.
"Nós temos aqui algumas dificuldades em operacionalizar a legislação, nomeadamente a lei da televisão, onde, na questão dos limites, a única referência que existe é a do incitamento ao ódio e tem de existir uma intencionalidade comprovada. [A lei] não nos permite enquadrar outros fatores de discriminação, nomeadamente esta perpetuação de estereótipos. [...] Não nos permite, de facto, do ponto de vista, digamos, sancionatório ir mais além quando existem evidências", acrescentou Tânia Morais Soares.
O Conselho Regulador da ERC diz já ter identificado na informação a tendência para a perpetuação de estereótipos discriminatórios, nomeadamente no caso de pessoas migrantes, comunidades minoritárias, afrodescendentes e ciganos, muitas vezes associados a delitos, nas peças noticiosas.
Contudo, a ERC sublinha que esta tendência também se verifica nos programas de entretenimento ou comentário, "muitas vezes pelos convidados, que emitem opiniões que são entendidas pelo espetadores como discriminatórias", proferidas ao abrigo da liberdade de expressão.
"Estamos aqui a compatibilizar a liberdade de expressão e de programação com aquilo que são outros direitos constitucionais com igual dignidade", disse Tânia Morais Soares.
A ERC propõe ainda que se crie o quadro legal necessário para que possa atuar no âmbito do jornalismo digital, uma vez que atualmente não tem esse poder, cabendo-lhe apenas fazer recomendações e conselhos, que os órgãos que atuam naquela plataforma não são obrigados a seguir.
7.8.19
Imprensa: EAPN Portugal distingue jornalismo que analisa a «pobreza» de «forma digna, livre de preconceito»
in Ecclesia
Porto, 07 ago 2019 (Ecclesia) – A Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal escolheu as reportagens “Esta escola já não é só para ciganos” e “Esta é uma vitória nossa”, dos jornais ‘Público’ e ‘O Setubalense’, como vencedores do prémio ‘Analisar a Pobreza na Imprensa’.
“O jornalismo sempre teve um papel fundamental no desenvolvimento da vida democrática, denunciando os abusos dos direitos humanos; as notícias sobre pobreza e exclusão social podem, por vezes, ter por base simplificações excessivas e imagens estereotipadas de culpabilização”, afirma a EAPN Portugal em comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.
Na primeira edição, o prémio de jornalismo ‘Analisar a pobreza na Imprensa’ atribuiu o primeiro prémio, na categoria imprensa nacional, ao trabalho “Esta escola já não é só para ciganos”, da jornalista Ana Cristina Pereira e do fotojornalista Adriano Miranda, publicado no jornal ‘Público’ a 28 de outubro de 2018; na imprensa regional, “Esta é uma vitória nossa”, do jornal ‘O Setubalense’ (de 21 de dezembro), de Ana Martins Ventura e Alex Gaspar.
A EAPN Portugal destaca que o prémio distingue trabalhos que abordem a pobreza e a exclusão social “de forma digna, livre de preconceito e de outras representações negativas”.
No segundo prémio foram distinguidas as reportagens “Um milhão e 700 mil portugueses têm incapacidade. Somos uma sociedade inclusiva?” (2 de dezembro), da jornalista Ana Mafalda Inácio e do fotojornalista Reinaldo Rodrigues do ‘Diário de Notícias; e “Inclusão – Quando as empresas abrem portas à diferença todos saem a ganhar” do Jornal Região de Leiria (22 de novembro), do jornalista Carlos S. Almeida e do fotojornalista Joaquim Dâmaso.
O jornal ‘Público’ venceu também o 3º prémio na categoria imprensa nacional com “Lurdes vive na carcaça de uma antiga escola. Para onde irá agora?”, de Ana Cristina Pereira e Paulo Pimenta, publicado a 8 de novembro, enquanto na imprensa regional foi escolhido o trabalho “Sementes da Globalização”, da jornalista Daniela Franco Sousa e do fotojornalista Ricardo Graça do Jornal de Leiria, com data de 20 de dezembro.
A EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza informa ainda que o 1.º lugar das duas categorias vai receber um prémio, uma peça do artista plástico João Carqueijeiro.
A cerimónia de entrega dos prémios vai realizar-se às 18h00, do dia 16 de outubro, no Museu Nacional da Imprensa, no Porto, inserida no Fórum Nacional de Pessoas em Situação de Pobreza e Exclusão Social, que vai ter como tema ‘A pobreza é notícia? O papel dos media no combate à pobreza’.
Ao todo foram recebidos 58 trabalhos jornalísticos – 28 nacionais e 30 regionais.
O prémio de jornalismo foi criado em 2010 pela EAPN Áustria; a EAPN Portugal quer “dar-lhe continuidade e alargar o seu âmbito a outras categorias”.
A EAPN – European Anti Poverty Network (Rede Europeia Anti Pobreza) foi fundada em 1990, em Bruxelas, e está em 31 países, nomeadamente em Portugal desde 17 de dezembro do ano seguinte, com sede no Porto.
CB/OC
Porto, 07 ago 2019 (Ecclesia) – A Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal escolheu as reportagens “Esta escola já não é só para ciganos” e “Esta é uma vitória nossa”, dos jornais ‘Público’ e ‘O Setubalense’, como vencedores do prémio ‘Analisar a Pobreza na Imprensa’.
“O jornalismo sempre teve um papel fundamental no desenvolvimento da vida democrática, denunciando os abusos dos direitos humanos; as notícias sobre pobreza e exclusão social podem, por vezes, ter por base simplificações excessivas e imagens estereotipadas de culpabilização”, afirma a EAPN Portugal em comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.
Na primeira edição, o prémio de jornalismo ‘Analisar a pobreza na Imprensa’ atribuiu o primeiro prémio, na categoria imprensa nacional, ao trabalho “Esta escola já não é só para ciganos”, da jornalista Ana Cristina Pereira e do fotojornalista Adriano Miranda, publicado no jornal ‘Público’ a 28 de outubro de 2018; na imprensa regional, “Esta é uma vitória nossa”, do jornal ‘O Setubalense’ (de 21 de dezembro), de Ana Martins Ventura e Alex Gaspar.
A EAPN Portugal destaca que o prémio distingue trabalhos que abordem a pobreza e a exclusão social “de forma digna, livre de preconceito e de outras representações negativas”.
No segundo prémio foram distinguidas as reportagens “Um milhão e 700 mil portugueses têm incapacidade. Somos uma sociedade inclusiva?” (2 de dezembro), da jornalista Ana Mafalda Inácio e do fotojornalista Reinaldo Rodrigues do ‘Diário de Notícias; e “Inclusão – Quando as empresas abrem portas à diferença todos saem a ganhar” do Jornal Região de Leiria (22 de novembro), do jornalista Carlos S. Almeida e do fotojornalista Joaquim Dâmaso.
O jornal ‘Público’ venceu também o 3º prémio na categoria imprensa nacional com “Lurdes vive na carcaça de uma antiga escola. Para onde irá agora?”, de Ana Cristina Pereira e Paulo Pimenta, publicado a 8 de novembro, enquanto na imprensa regional foi escolhido o trabalho “Sementes da Globalização”, da jornalista Daniela Franco Sousa e do fotojornalista Ricardo Graça do Jornal de Leiria, com data de 20 de dezembro.
A EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza informa ainda que o 1.º lugar das duas categorias vai receber um prémio, uma peça do artista plástico João Carqueijeiro.
A cerimónia de entrega dos prémios vai realizar-se às 18h00, do dia 16 de outubro, no Museu Nacional da Imprensa, no Porto, inserida no Fórum Nacional de Pessoas em Situação de Pobreza e Exclusão Social, que vai ter como tema ‘A pobreza é notícia? O papel dos media no combate à pobreza’.
Ao todo foram recebidos 58 trabalhos jornalísticos – 28 nacionais e 30 regionais.
O prémio de jornalismo foi criado em 2010 pela EAPN Áustria; a EAPN Portugal quer “dar-lhe continuidade e alargar o seu âmbito a outras categorias”.
A EAPN – European Anti Poverty Network (Rede Europeia Anti Pobreza) foi fundada em 1990, em Bruxelas, e está em 31 países, nomeadamente em Portugal desde 17 de dezembro do ano seguinte, com sede no Porto.
CB/OC
Jornalistas do DN Ana Mafalda Inácio e Reinaldo Rodrigues ganham prémio
in DN
A jornalista Ana Mafalda Inácio e o fotojornalista Reinaldo Rodrigues ganharam o 2º prémio de jornalismo "Analisar a pobreza na Imprensa", atribuído pela EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza, com a reportagem "Um milhão e 700 mil portugueses têm incapacidade. Somos uma sociedade inclusiva?"
Na Semear, um grupo de jovens portadores de uma defiência faz formação para procurar um lugar no mercado de trabalho. Hoje, é diferente de ontem e têm esperança, querem ter.© Reinaldo Rodrigues
Um milhão e 700 mil portugueses têm incapacidade. Somos uma sociedade inclusiva?
A sociedade portuguesa é inclusiva? A pergunta serviu de ponto de partida para o trabalho da jornalista Ana Mafalda Inácio e do fotojornalista Reinaldo Rodrigues que fizeram um retrato da população com deficiência. Histórias na primeira pessoa de quem lida diariamente com esta realidade foram dadas a conhecer na reportagem "Um milhão e 700 mil portugueses têm incapacidade. Somos uma sociedade inclusiva?", publicada a 2 de dezembro de 2018, e que acaba de ser distinguida com o 2º lugar (na Categoria Imprensa Nacional) na primeira edição do prémio de jornalismo "Analisar a pobreza na Imprensa", atribuído pela EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza.
"Acho que é um trabalho importante a partir do qual tentamos chamar a atenção para uma realidade da sociedade portuguesa que tem estado escondida", diz a jornalista Ana Mafalda Inácio, "grata pelo reconhecimento do trabalho que o DN fez".
"'O medo está na base de todas as formas de exclusão, tal como a confiança está na génese de todas as formas de inclusão'. A frase é de Jean Vanier, o homem que fundou a Arca, L'Arche, a comunidade no norte de França que acolhe homens e mulheres portadores de deficiência mental. E que ao longo do trabalho que o DN agora inicia, com um ciclo de reportagens, histórias na primeira pessoa, de crianças, jovens, pais, que lidam com esta realidade, nos remeteu para uma única questão: do que temos medo? "Ou melhor, do que tem medo a sociedade portuguesa quando se olha para o mercado de trabalho e a taxa de desemprego com pessoas com deficiência aumentou nos últimos anos, quando a taxa da população geral diminuiu? Do que tem medo a sociedade quando as queixas por discriminação a pessoas com deficiência aumentaram em 2017, do que se tem medo quando ainda nas escolas, nas empresas, nos transportes, nos cafés, na rua, não somos ainda capazes de olhar para os outros não pela sua incapacidade mas pela pessoa que são?", escreveu Ana Mafalda Inácio no artigo que foi agora premiado.
"Tentamos alertar a sociedade portuguesa para uma realidade que afeta mais de um milhão de pessoas e que há muito está escondida", refere a jornalista.
Um milhão e 700 mil portugueses têm incapacidade. Somos uma sociedade inclusiva?
Na Categoria de Imprensa Nacional, o 1º lugar foi atribuído à reportagem "Esta escola já não é só para ciganos", dos jornalistas Ana Cristina Pereira e Adriano Miranda, do jornal Público, e 3º lugar foi para "Lurdes vive na carcaça de uma antiga escola. Para onde irá agora?", também da autoria de Ana Cristina Pereira, mas com o fotojornalista Paulo Pimenta.
"Este é um prémio importante que destaca trabalhos que mostram uma realidade escondida da sociedade portuguesa", realça Ana Mafalda Inácio, referindo-se às reportagens que também foram premiadas nesta primeira edição do prémio de jornalismo "Analisar a pobreza na Imprensa".
A iniciativa tem como objetivo distinguir trabalhos jornalísticos que abordem a pobreza e a exclusão social "de forma digna, livre de preconceito e de outras representações negativas sobre estas matérias". Em 2018, foram selecionados e analisados pelos 18 Conselhos Locais de Cidadãos 28 notícias de âmbito nacional e 30 notícias de âmbito regional.
Na Categoria de Imprensa Regional, Ana Martins Ventura e Alex Gaspar (O Setubalense) foram distinguidos com o 1º lugar com a peça "Esta é uma vitória nossa". Carlos Almeida e Joaquim Dâmaso (Jornal Região de Leiria) com o trabalho "Inclusão - Quando as empresas abrem portas à diferença todos saem a ganhar", e Daniela Franco Sousa e Ricardo Graça (Jornal de Leiria) com "Sementes da Globalização" foram premiados com o 2º e 3º lugar, respetivamente.
Nas duas categorias, nacional e regional, o primeiro lugar vai receber como prémio uma peça assinada pelo artista plástico João Carqueijeiro. O segundo e o terceiro lugar serão agraciados com um galardão simbólico.
A atribuição dos prémios está prevista para o dia 16 de outubro, a partir das 18:00, no Museu Nacional da Imprensa, no Porto.
A jornalista Ana Mafalda Inácio e o fotojornalista Reinaldo Rodrigues ganharam o 2º prémio de jornalismo "Analisar a pobreza na Imprensa", atribuído pela EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza, com a reportagem "Um milhão e 700 mil portugueses têm incapacidade. Somos uma sociedade inclusiva?"
Na Semear, um grupo de jovens portadores de uma defiência faz formação para procurar um lugar no mercado de trabalho. Hoje, é diferente de ontem e têm esperança, querem ter.© Reinaldo Rodrigues
Um milhão e 700 mil portugueses têm incapacidade. Somos uma sociedade inclusiva?
A sociedade portuguesa é inclusiva? A pergunta serviu de ponto de partida para o trabalho da jornalista Ana Mafalda Inácio e do fotojornalista Reinaldo Rodrigues que fizeram um retrato da população com deficiência. Histórias na primeira pessoa de quem lida diariamente com esta realidade foram dadas a conhecer na reportagem "Um milhão e 700 mil portugueses têm incapacidade. Somos uma sociedade inclusiva?", publicada a 2 de dezembro de 2018, e que acaba de ser distinguida com o 2º lugar (na Categoria Imprensa Nacional) na primeira edição do prémio de jornalismo "Analisar a pobreza na Imprensa", atribuído pela EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza.
"Acho que é um trabalho importante a partir do qual tentamos chamar a atenção para uma realidade da sociedade portuguesa que tem estado escondida", diz a jornalista Ana Mafalda Inácio, "grata pelo reconhecimento do trabalho que o DN fez".
"'O medo está na base de todas as formas de exclusão, tal como a confiança está na génese de todas as formas de inclusão'. A frase é de Jean Vanier, o homem que fundou a Arca, L'Arche, a comunidade no norte de França que acolhe homens e mulheres portadores de deficiência mental. E que ao longo do trabalho que o DN agora inicia, com um ciclo de reportagens, histórias na primeira pessoa, de crianças, jovens, pais, que lidam com esta realidade, nos remeteu para uma única questão: do que temos medo? "Ou melhor, do que tem medo a sociedade portuguesa quando se olha para o mercado de trabalho e a taxa de desemprego com pessoas com deficiência aumentou nos últimos anos, quando a taxa da população geral diminuiu? Do que tem medo a sociedade quando as queixas por discriminação a pessoas com deficiência aumentaram em 2017, do que se tem medo quando ainda nas escolas, nas empresas, nos transportes, nos cafés, na rua, não somos ainda capazes de olhar para os outros não pela sua incapacidade mas pela pessoa que são?", escreveu Ana Mafalda Inácio no artigo que foi agora premiado.
"Tentamos alertar a sociedade portuguesa para uma realidade que afeta mais de um milhão de pessoas e que há muito está escondida", refere a jornalista.
Um milhão e 700 mil portugueses têm incapacidade. Somos uma sociedade inclusiva?
Na Categoria de Imprensa Nacional, o 1º lugar foi atribuído à reportagem "Esta escola já não é só para ciganos", dos jornalistas Ana Cristina Pereira e Adriano Miranda, do jornal Público, e 3º lugar foi para "Lurdes vive na carcaça de uma antiga escola. Para onde irá agora?", também da autoria de Ana Cristina Pereira, mas com o fotojornalista Paulo Pimenta.
"Este é um prémio importante que destaca trabalhos que mostram uma realidade escondida da sociedade portuguesa", realça Ana Mafalda Inácio, referindo-se às reportagens que também foram premiadas nesta primeira edição do prémio de jornalismo "Analisar a pobreza na Imprensa".
A iniciativa tem como objetivo distinguir trabalhos jornalísticos que abordem a pobreza e a exclusão social "de forma digna, livre de preconceito e de outras representações negativas sobre estas matérias". Em 2018, foram selecionados e analisados pelos 18 Conselhos Locais de Cidadãos 28 notícias de âmbito nacional e 30 notícias de âmbito regional.
Na Categoria de Imprensa Regional, Ana Martins Ventura e Alex Gaspar (O Setubalense) foram distinguidos com o 1º lugar com a peça "Esta é uma vitória nossa". Carlos Almeida e Joaquim Dâmaso (Jornal Região de Leiria) com o trabalho "Inclusão - Quando as empresas abrem portas à diferença todos saem a ganhar", e Daniela Franco Sousa e Ricardo Graça (Jornal de Leiria) com "Sementes da Globalização" foram premiados com o 2º e 3º lugar, respetivamente.
Nas duas categorias, nacional e regional, o primeiro lugar vai receber como prémio uma peça assinada pelo artista plástico João Carqueijeiro. O segundo e o terceiro lugar serão agraciados com um galardão simbólico.
A atribuição dos prémios está prevista para o dia 16 de outubro, a partir das 18:00, no Museu Nacional da Imprensa, no Porto.
Jornalista madeirense conquista prémio da Rede Europeia Antipobreza
in DnMadeira
Ana Cristina Pereira e Adriano Miranda venceram o prémio na categoria de imprensa nacional
A peça “Esta escola já não é só para ciganos” produzida pelos jornalistas do Público, a madeirense Ana Cristina Pereira e Adriano Miranda, mereceu a distinção na primeira edição do prémio de jornalismo “Analisar a pobreza na Imprensa” atribuído pela Rede Europeia Antipobreza (EAPN). Os jornalistas lusos conquistaram o título na Categoria da Imprensa Nacional.
De referir que esta série já tinha sido distinguida com o prémio Direitos da Criança em Notícia, atribuídos pelo Fórum sobre os Direitos das Crianças e dos Jovens, com o apoio da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) e da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), segundo avançou há pouco o site oficial do jornal Público.
Nestes prémios da EAPN a madeirense veio ainda a conquistar a ‘medalha de bronze, juntamente com Paulo Pimenta, com a peça “Lurdes vive na carcaça de uma antiga escola. Para onde irá agora?”, avançou o Público.
Ana Cristina Pereira e Adriano Miranda venceram o prémio na categoria de imprensa nacional
A peça “Esta escola já não é só para ciganos” produzida pelos jornalistas do Público, a madeirense Ana Cristina Pereira e Adriano Miranda, mereceu a distinção na primeira edição do prémio de jornalismo “Analisar a pobreza na Imprensa” atribuído pela Rede Europeia Antipobreza (EAPN). Os jornalistas lusos conquistaram o título na Categoria da Imprensa Nacional.
De referir que esta série já tinha sido distinguida com o prémio Direitos da Criança em Notícia, atribuídos pelo Fórum sobre os Direitos das Crianças e dos Jovens, com o apoio da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) e da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), segundo avançou há pouco o site oficial do jornal Público.
Nestes prémios da EAPN a madeirense veio ainda a conquistar a ‘medalha de bronze, juntamente com Paulo Pimenta, com a peça “Lurdes vive na carcaça de uma antiga escola. Para onde irá agora?”, avançou o Público.
Reportagem do PÚBLICO ganha prémio de jornalismo da Rede Europeia Antipobreza
Maria João Mesquita, in Público on-line
Reportagem Esta escola já não é só para ciganos, sobre a inclusão das crianças ciganas na escolaridade obrigatória, mereceu o primeiro lugar no prémio de jornalismo “Analisar a pobreza na Imprensa”, instituído pela Rede Europeia Antipobreza (EAPN).
Os jornalistas do PÚBLICO Ana Cristina Pereira e Adriano Miranda foram distinguidos na primeira edição do prémio de jornalismo “Analisar a pobreza na Imprensa” da EAPN-Portugal/Rede Europeia Antipobreza. O primeiro lugar na Categoria da Imprensa Nacional foi atribuído à peça Esta escola já não é só para ciganos.
Acorda, vem ver a Lua: a mensagem de esperança de um fotógrafo para um menino cigano
A série de Ana Cristina Pereira e Adriano Miranda sobre crianças ciganas e escolaridade obrigatória, de que esta reportagem faz parte, já tinha sido distinguida com o prémio Direitos da Criança em Notícia, atribuídos pelo Fórum sobre os Direitos das Crianças e dos Jovens, com o apoio da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens e da Sociedade Portuguesa de Autores.
Também da autoria de Ana Cristina Pereira, mas com Paulo Pimenta, foi distinguida a peça Lurdes vive na carcaça de uma antiga escola. Para onde irá agora?. A esta foi atribuído o terceiro lugar.
Segundo um comunicado emitido esta tarde pela organização, o objectivo é “distinguir trabalhos jornalísticos que abordem a pobreza e a exclusão social de forma digna, livre de preconceito e de outras representações negativas sobre estas matérias”. O processo começou com a selecção de trabalhos jornalísticos publicados na imprensa nacional e na imprensa regional em 2018. Os trabalhos foram seleccionados pelos 18 Conselhos Locais de Cidadãos (CLC) em situação de pobreza – um por distrito –, num total de 58 (28 nacionais e 30 regionais).
Seis desses trabalhos foram distinguidos pelo júri, constituído por quatro membros dos núcleos, Cidália Barriga (CLC de Évora), Francisco Rico (CLC de Aveiro), Jaime Filipe (CLC de Setúbal), Jaime Janeiro (CLC de Portalegre), e três académicos, Rita Simões (Departamento de Filosofia, Comunicação e Informação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), Paulo Alves (Universidade do Algarve) e Fernando Zamith (Departamento de Ciências da Comunicação e Informação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto).
Dos distinguidos na Categoria da Imprensa Nacional fizeram ainda parte Ana Mafalda Inácio e Reinaldo Rodrigues (Diário de Notícias) com o trabalho Um milhão e 700 mil portugueses têm incapacidade. Somos uma sociedade inclusiva?. Já na Categoria Imprensa Regional destacaram-se, no primeiro, segundo e terceiro lugar, respectivamente, Ana Martins Ventura e Alex Gaspar (O Setubalense) com Esta é uma vitória nossa, Carlos Almeida e Joaquim Dâmaso (Jornal Região de Leiria) com Inclusão – Quando as empresas abrem portas à diferença todos saem a ganhar, e Daniela Franco Sousa e Ricardo Graça (Jornal de Leiria) com Sementes da Globalização.
Em ambas as categorias – nacional e regional – só o primeiro lugar receberá um prémio, uma peça assinada pelo artista plástico João Carqueijeiro. O segundo e o terceiro lugar serão agraciados com um galardão simbólico. A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar no Museu Nacional da Imprensa, no Porto, no dia 16 de Outubro, pelas 18h00, no decurso do Fórum Nacional de Pessoas em Situação de Pobreza e Exclusão Social, que este ano será dedicado ao tema A pobreza é notícia? O papel dos media no combate à pobreza.
Quase 700 mil fazem voluntariado, mas Portugal está muito abaixo da média da União Europeia
Este prémio foi criado em 2010 pela EAPN- Áustria. Outros países europeus foram seguindo o exemplo. Esta é a primeira vez que a EAPN-Portugal o atribui. Pretende dar continuidade à iniciativa e abranger outras categorias.
Texto editado por Pedro Sales Dias
Reportagem Esta escola já não é só para ciganos, sobre a inclusão das crianças ciganas na escolaridade obrigatória, mereceu o primeiro lugar no prémio de jornalismo “Analisar a pobreza na Imprensa”, instituído pela Rede Europeia Antipobreza (EAPN).
Os jornalistas do PÚBLICO Ana Cristina Pereira e Adriano Miranda foram distinguidos na primeira edição do prémio de jornalismo “Analisar a pobreza na Imprensa” da EAPN-Portugal/Rede Europeia Antipobreza. O primeiro lugar na Categoria da Imprensa Nacional foi atribuído à peça Esta escola já não é só para ciganos.
Acorda, vem ver a Lua: a mensagem de esperança de um fotógrafo para um menino cigano
A série de Ana Cristina Pereira e Adriano Miranda sobre crianças ciganas e escolaridade obrigatória, de que esta reportagem faz parte, já tinha sido distinguida com o prémio Direitos da Criança em Notícia, atribuídos pelo Fórum sobre os Direitos das Crianças e dos Jovens, com o apoio da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens e da Sociedade Portuguesa de Autores.
Também da autoria de Ana Cristina Pereira, mas com Paulo Pimenta, foi distinguida a peça Lurdes vive na carcaça de uma antiga escola. Para onde irá agora?. A esta foi atribuído o terceiro lugar.
Segundo um comunicado emitido esta tarde pela organização, o objectivo é “distinguir trabalhos jornalísticos que abordem a pobreza e a exclusão social de forma digna, livre de preconceito e de outras representações negativas sobre estas matérias”. O processo começou com a selecção de trabalhos jornalísticos publicados na imprensa nacional e na imprensa regional em 2018. Os trabalhos foram seleccionados pelos 18 Conselhos Locais de Cidadãos (CLC) em situação de pobreza – um por distrito –, num total de 58 (28 nacionais e 30 regionais).
Seis desses trabalhos foram distinguidos pelo júri, constituído por quatro membros dos núcleos, Cidália Barriga (CLC de Évora), Francisco Rico (CLC de Aveiro), Jaime Filipe (CLC de Setúbal), Jaime Janeiro (CLC de Portalegre), e três académicos, Rita Simões (Departamento de Filosofia, Comunicação e Informação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), Paulo Alves (Universidade do Algarve) e Fernando Zamith (Departamento de Ciências da Comunicação e Informação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto).
Dos distinguidos na Categoria da Imprensa Nacional fizeram ainda parte Ana Mafalda Inácio e Reinaldo Rodrigues (Diário de Notícias) com o trabalho Um milhão e 700 mil portugueses têm incapacidade. Somos uma sociedade inclusiva?. Já na Categoria Imprensa Regional destacaram-se, no primeiro, segundo e terceiro lugar, respectivamente, Ana Martins Ventura e Alex Gaspar (O Setubalense) com Esta é uma vitória nossa, Carlos Almeida e Joaquim Dâmaso (Jornal Região de Leiria) com Inclusão – Quando as empresas abrem portas à diferença todos saem a ganhar, e Daniela Franco Sousa e Ricardo Graça (Jornal de Leiria) com Sementes da Globalização.
Em ambas as categorias – nacional e regional – só o primeiro lugar receberá um prémio, uma peça assinada pelo artista plástico João Carqueijeiro. O segundo e o terceiro lugar serão agraciados com um galardão simbólico. A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar no Museu Nacional da Imprensa, no Porto, no dia 16 de Outubro, pelas 18h00, no decurso do Fórum Nacional de Pessoas em Situação de Pobreza e Exclusão Social, que este ano será dedicado ao tema A pobreza é notícia? O papel dos media no combate à pobreza.
Quase 700 mil fazem voluntariado, mas Portugal está muito abaixo da média da União Europeia
Este prémio foi criado em 2010 pela EAPN- Áustria. Outros países europeus foram seguindo o exemplo. Esta é a primeira vez que a EAPN-Portugal o atribui. Pretende dar continuidade à iniciativa e abranger outras categorias.
Texto editado por Pedro Sales Dias
26.1.18
Portugal irá proteger comunicação social quanto ao regulamento de proteção de dados
in Sapo.pt
O presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, João Palmeiro, considerou hoje que Portugal irá proteger jornalistas e empresas de comunicação social aquando da entrada em vigor da norma europeia Regulamento Geral de Proteção de Dados.
“Acredito que a atividade jornalística vai ser excecionada em Portugal. O Governo e a Assembleia da República vão ter de integrar no normativo português o Regulamento Geral de Proteção de Dados, em maio deste ano, mas vão proteger os jornalistas e as empresas de comunicação social”, disse João Palmeiro, em declarações à agência Lusa.
O responsável pela Associação Portuguesa de Imprensa falava à margem do primeiro Encontro de Proximidade, que decorreu em Lisboa, no qual se vão debater temas como o Regulamento Geral de Proteção de Dados, a Proteção dos Direitos de Autor na Imprensa Regional, entre outros.
A partir do dia 25 de maio deste ano, todas as empresas estão obrigadas a estar conformes às obrigações previstas no Novo Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD). Este é um Regulamento comunitário – com 173 Considerandos e 99 Artigos – diretamente aplicável em cada Estado membro da União Europeia.
João Palmeiro acredita que nas redações portuguesas “não mude nada”, e que a atividade jornalística seja “excecionada”, lembrando que o mesmo deverá acontecer com os restantes Estados-membros da União Europeia.
“Acredito que Portugal será exceção, assim como a maioria dos países da União Europeia, mas por aquilo que temos conhecimento, governos da Polónia e da Hungria querem usar regulamento para, de alguma forma, restringir a liberdade de expressão e atividade dos órgãos de comunicação”, avançou.
De acordo com o responsável, o regulamento em questão poderá trazer à sociedade “um alto grau de litigância no que diz respeito à utilização de dados pessoais” e será um dos “diplomas europeus mais sensíveis para a indústria dos media”.
“De uma diretiva anterior que previa a exclusão das atividades para fins jornalísticos e atividade de empresas que se dedicassem à edição de jornais, revistas e televisões, passamos para um regulamento mais estrito no seu modelo de aplicação que tudo o que prevê é que os estados membros possam excluir determinados capítulos, ou preceitos , as atividades jornalísticas, fins de liberdade de expressão e de direito de acesso à informação, de acordo com os seus princípios constitucionais ou quadros normativos em vigor”, explicou.
Segundo João Palmeiro, no passado os Estados-membros da União Europeia na transposição da normativa só tinham de escrever que os preceitos não se aplicavam à atividade jornalística, “hoje em dia tem de o fazer de uma forma mais concreta e estruturada”.
O presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, João Palmeiro, considerou hoje que Portugal irá proteger jornalistas e empresas de comunicação social aquando da entrada em vigor da norma europeia Regulamento Geral de Proteção de Dados.
“Acredito que a atividade jornalística vai ser excecionada em Portugal. O Governo e a Assembleia da República vão ter de integrar no normativo português o Regulamento Geral de Proteção de Dados, em maio deste ano, mas vão proteger os jornalistas e as empresas de comunicação social”, disse João Palmeiro, em declarações à agência Lusa.
O responsável pela Associação Portuguesa de Imprensa falava à margem do primeiro Encontro de Proximidade, que decorreu em Lisboa, no qual se vão debater temas como o Regulamento Geral de Proteção de Dados, a Proteção dos Direitos de Autor na Imprensa Regional, entre outros.
A partir do dia 25 de maio deste ano, todas as empresas estão obrigadas a estar conformes às obrigações previstas no Novo Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD). Este é um Regulamento comunitário – com 173 Considerandos e 99 Artigos – diretamente aplicável em cada Estado membro da União Europeia.
João Palmeiro acredita que nas redações portuguesas “não mude nada”, e que a atividade jornalística seja “excecionada”, lembrando que o mesmo deverá acontecer com os restantes Estados-membros da União Europeia.
“Acredito que Portugal será exceção, assim como a maioria dos países da União Europeia, mas por aquilo que temos conhecimento, governos da Polónia e da Hungria querem usar regulamento para, de alguma forma, restringir a liberdade de expressão e atividade dos órgãos de comunicação”, avançou.
De acordo com o responsável, o regulamento em questão poderá trazer à sociedade “um alto grau de litigância no que diz respeito à utilização de dados pessoais” e será um dos “diplomas europeus mais sensíveis para a indústria dos media”.
“De uma diretiva anterior que previa a exclusão das atividades para fins jornalísticos e atividade de empresas que se dedicassem à edição de jornais, revistas e televisões, passamos para um regulamento mais estrito no seu modelo de aplicação que tudo o que prevê é que os estados membros possam excluir determinados capítulos, ou preceitos , as atividades jornalísticas, fins de liberdade de expressão e de direito de acesso à informação, de acordo com os seus princípios constitucionais ou quadros normativos em vigor”, explicou.
Segundo João Palmeiro, no passado os Estados-membros da União Europeia na transposição da normativa só tinham de escrever que os preceitos não se aplicavam à atividade jornalística, “hoje em dia tem de o fazer de uma forma mais concreta e estruturada”.
24.1.17
"Se soubermos 'embrulhar' as boas notícias elas também provocam picos de audiência"
Ângela Roque, in RR
Na véspera de ser divulgada a mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, o director da agência Ecclesia comenta o desafio do Papa para os média não ignorarem o sofrimento e a pobreza e darem “boas notícias”.
“Comunicar esperança e confiança no nosso tempo” foi o tema escolhido para o 51.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que se assinala em Maio. Para o director da agência Ecclesia, Paulo Rocha, “o desafio é sobretudo o da criatividade. Se soubermos ‘embrulhar’ as boas notícias elas também provocam picos de audiência, seja na rádio na televisão ou nos jornais”.
Mas por que razão não há, então, mais boas notícias nos média em geral? Paulo Rocha diz que faz parte do jornalismo: “Basta estarmos em casa como ouvintes, espectadores ou leitores e ver ao que prestamos mais atenção. Quer queiramos, quer não, aquilo que é negativo, que é mau, acaba por nos prender”.
O que o jornalista não pode deixar de fazer, diz, é procurar o lado positivo de todas as coisas. E dá um exemplo: “Nas catástrofes que aconteceram em Itália, a notícia agora é do resgate, da luta por salvar vidas. Felizmente que temos sempre essa dimensão positiva em todas as notícias, que podemos valorizar. O exercício é nosso, sem dúvida nenhuma, e é um desafio muito grande para os jornalistas não ampliar aquilo que é negativo.”
Como acontece todos os anos, a mensagem do Papa só vai ser conhecida esta terça-feira, 24 de Janeiro, dia de S. Francisco de Sales, que é o padroeiro dos jornalistas, mas quando o tema escolhido foi divulgado, em Setembro, foram já dadas algumas pistas.
A Secretaria da Comunicação da Santa Sé explicou que este é “um convite” a contar “a história do mundo e as histórias dos homens e das mulheres segundo a lógica da ‘boa notícia’”, mas fez também vários alertas. Por exemplo, para a “ignorância” de muitos profissionais em relação à “complexidade de muitos dos actuais dramas humanos”, e para o “adormecimento” ou “anestesia” dos média face aos lugares de pobreza e sofrimento.
Para o director da Ecclesia, a par do desafio de darem ”boas notícias”, os jornalistas não podem esquecer o dever que têm de denunciar injustiças e dar voz a quem sofre, ajudando à mudança: “É a melhor notícia que se pode dar, quando determinada situação era negativa e injusta, punha em causa os direitos das pessoas, e através do trabalho da comunicação social foi possível alterar essa situação. E felizmente há muitos casos destes que também passam pelos nossos noticiários.”
A audiência, o "clique", o "like"
Paulo Rocha reconhece que muitas vezes os média trabalham em função da pressão das audiências, dos “likes” nas redes sociais e dos “cliques” que cada notícia vale na internet, mas é preciso que certos assuntos não sejam abordados apenas “pela rama”.
“Tenho a sorte de trabalhar na agência Ecclesia, que é uma agência de notícias da Igreja Católica em Portugal, onde damos notícias sobre religião e muitos outros aspectos. Claro que nos interessa também chegar primeiro que o outro, temos de trabalhar para isso também, mas esse não é o critério único”, afirma.
Na Ecclesia, explica, dar “boas notícias” é uma preocupação permanente. “Temos de informar acerca daquilo que vai acontecendo e felizmente que o que vai acontecendo é muito de bom, seja directamente a partir de estruturas da Igreja, seja de grupos, informais ou não, que se preocupam por causas sociais e permitem que a sociedade se vá alterando”. E tentam ir além das posições e das vozes oficiais, dando também lugar “a quem no seu quotidiano é um autêntico testemunho do Evangelho”.
Sobre a comunicação na Igreja, Paulo Rocha considera que “o grande desafio que existe” é fazer “cada vez mais coisas em conjunto”. “Somos muitos comunicadores a passar boas notícias. Se formos partilhando aquilo que vamos fazendo, uns e outros, sem dúvida que vamos conseguir colocar na sociedade portuguesa esta marca do cristianismo que acaba por ser uma marca do nosso quotidiano”.
Esta entrevista foi transmitida no espaço das 12h00 na Renascença que, à segunda-feira, dá destaque às notícias de âmbito social e da vida da Igreja.
Na véspera de ser divulgada a mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, o director da agência Ecclesia comenta o desafio do Papa para os média não ignorarem o sofrimento e a pobreza e darem “boas notícias”.
“Comunicar esperança e confiança no nosso tempo” foi o tema escolhido para o 51.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que se assinala em Maio. Para o director da agência Ecclesia, Paulo Rocha, “o desafio é sobretudo o da criatividade. Se soubermos ‘embrulhar’ as boas notícias elas também provocam picos de audiência, seja na rádio na televisão ou nos jornais”.
Mas por que razão não há, então, mais boas notícias nos média em geral? Paulo Rocha diz que faz parte do jornalismo: “Basta estarmos em casa como ouvintes, espectadores ou leitores e ver ao que prestamos mais atenção. Quer queiramos, quer não, aquilo que é negativo, que é mau, acaba por nos prender”.
O que o jornalista não pode deixar de fazer, diz, é procurar o lado positivo de todas as coisas. E dá um exemplo: “Nas catástrofes que aconteceram em Itália, a notícia agora é do resgate, da luta por salvar vidas. Felizmente que temos sempre essa dimensão positiva em todas as notícias, que podemos valorizar. O exercício é nosso, sem dúvida nenhuma, e é um desafio muito grande para os jornalistas não ampliar aquilo que é negativo.”
Como acontece todos os anos, a mensagem do Papa só vai ser conhecida esta terça-feira, 24 de Janeiro, dia de S. Francisco de Sales, que é o padroeiro dos jornalistas, mas quando o tema escolhido foi divulgado, em Setembro, foram já dadas algumas pistas.
A Secretaria da Comunicação da Santa Sé explicou que este é “um convite” a contar “a história do mundo e as histórias dos homens e das mulheres segundo a lógica da ‘boa notícia’”, mas fez também vários alertas. Por exemplo, para a “ignorância” de muitos profissionais em relação à “complexidade de muitos dos actuais dramas humanos”, e para o “adormecimento” ou “anestesia” dos média face aos lugares de pobreza e sofrimento.
Para o director da Ecclesia, a par do desafio de darem ”boas notícias”, os jornalistas não podem esquecer o dever que têm de denunciar injustiças e dar voz a quem sofre, ajudando à mudança: “É a melhor notícia que se pode dar, quando determinada situação era negativa e injusta, punha em causa os direitos das pessoas, e através do trabalho da comunicação social foi possível alterar essa situação. E felizmente há muitos casos destes que também passam pelos nossos noticiários.”
A audiência, o "clique", o "like"
Paulo Rocha reconhece que muitas vezes os média trabalham em função da pressão das audiências, dos “likes” nas redes sociais e dos “cliques” que cada notícia vale na internet, mas é preciso que certos assuntos não sejam abordados apenas “pela rama”.
“Tenho a sorte de trabalhar na agência Ecclesia, que é uma agência de notícias da Igreja Católica em Portugal, onde damos notícias sobre religião e muitos outros aspectos. Claro que nos interessa também chegar primeiro que o outro, temos de trabalhar para isso também, mas esse não é o critério único”, afirma.
Na Ecclesia, explica, dar “boas notícias” é uma preocupação permanente. “Temos de informar acerca daquilo que vai acontecendo e felizmente que o que vai acontecendo é muito de bom, seja directamente a partir de estruturas da Igreja, seja de grupos, informais ou não, que se preocupam por causas sociais e permitem que a sociedade se vá alterando”. E tentam ir além das posições e das vozes oficiais, dando também lugar “a quem no seu quotidiano é um autêntico testemunho do Evangelho”.
Sobre a comunicação na Igreja, Paulo Rocha considera que “o grande desafio que existe” é fazer “cada vez mais coisas em conjunto”. “Somos muitos comunicadores a passar boas notícias. Se formos partilhando aquilo que vamos fazendo, uns e outros, sem dúvida que vamos conseguir colocar na sociedade portuguesa esta marca do cristianismo que acaba por ser uma marca do nosso quotidiano”.
Esta entrevista foi transmitida no espaço das 12h00 na Renascença que, à segunda-feira, dá destaque às notícias de âmbito social e da vida da Igreja.
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