10.2.10

Construção pode perder 96 mil empregos

in Diário de Notícias

A construção perdeu 119 mil postos de trabalho desde 2002 e este ano o desemprego pode atingir 96 mil trabalhadores, segundo dados apresentados hoje pela Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (Fepicop).

Reis Campos, o presidente da Federação da Construção, considera que a solução para o desemprego no sector passa pela aposta no investimento em áreas ligadas à recuperação de edifícios, que "têm um efeito mais rápido" na geração de emprego, e defendeu o alargamento de programas como o Parque Escolar a outras áreas.

Em 2009, "a contracção do volume de produção da construção rondou os 9%, o que constitui o pior resultado observado no passado recente e o maior contributo anual para a redução de 30% sofrida pela produção do sector em termos acumulados desde 2002", afirmou o presidente da Federação.

Ricardo Pedrosa Gomes disse que o investimento novo no segmento habitação "deverá ter sofrido em 2009 a maior quebra observada desde 1994" (ano em que o Instituto Nacional de Estatística começou a fornecer dados), "já que o número de fogos novos licenciados até Novembro se situou nos 23,9 mil, uma quebra de 45% face ao período homólogo de 2008".

A construção de edifícios não residenciais deverá, por seu turno, ter recuado cerca de 10,5% no ano passado, enquanto a produção do segmento de engenharia civil deverá ter aumentado cerca de 5% no ano passado, impulsionada pelos concursos públicos lançados em 2009.

Para este ano, a Federação da Construção prevê uma quebra do nível de produção "na ordem dos 6%".