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5.7.23

CGD é uma das entidades interessadas em vender Certificados de Aforro

Rosa Soares, in Público

IGCP prepara o lançamento da aplicação para telemóvel que vai facilitar a subscrição dos produtos de poupança do Estado.


O alargamento dos locais de subscrição de Certificados de Aforro (CA) e do Tesouro (CT) e ainda a disponibilização de uma aplicação para telemóveis para compra directa destes produtos vão ser uma realidade brevemente. A agência que gere a dívida do Estado (IGCP) confirma que já recebeu pedidos de instituições bancárias ou de entidades de pagamentos para disponibilizarem estes produtos de poupança. A Caixa Geral de Depósitos (CGD) é uma das interessadas.

A possibilidade de alargamento da rede de distribuição dos CA e CT foi criada pela Portaria n.º 149-A/2023, de 2 de Junho, que pretende acabar com o meio quase exclusivo de colocação dos certificados do Estado através das lojas dos CTT — Correios de Portugal. Para além desta via, apenas era possível fazer a subscrição através do serviço de AforroNet (aforronet.igcp.pt), do próprio IGCP, e de algumas lojas da rede de Espaços Cidadão, sendo sempre obrigatória a abertura de conta nas lojas dos CTT.


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A subscrição dos produtos de poupança do Estado, especialmente os CA, aumentou significativamente nos últimos meses, devido à melhoria significativa da sua rentabilidade, na sequência da forte subida da Euribor a três meses, e da baixa rentabilidade oferecida pelos depósitos a prazo.


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App para telemóvel a caminho

Em termos operacionais, o alargamento da distribuição de CA e CT pode avançar, não estando dependente do plano de investimento na “digitalização” lançado recentemente pelo Estado. “Os trabalhos em curso com as instituições financeiras e de pagamentos que já abordaram o IGCP visam a adopção de soluções tecnológicas assentes nos sistemas actuais do IGCP e dessas entidades registadas no Banco de Portugal”, esclarece a instituição.

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No videocast desta semana do Perguntar Futuro abordamos o tema: "Banca do futuro: Evolução ou Revolução?", com intervenções de Afonso Eça, Director Executivo de Inovação do BPI e Nuno Cortesão, CEO da Zharta (plataforma de empréstimos instantâneos garantidos por NFTs). ​ Perguntar Futuro é uma série editorial em formato de videocast produzida pelo PÚBLICO, com o apoio da Sonae e que pode acompanhar em publico.pt/perguntar-futuro.

[artigo disponível na íntegra só para assinantes aqui]


13.7.17

CGD instala pinos à porta para afastar sem-abrigo

in Jornal de Notícias

A coordenação distrital de Aveiro do BE acusou hoje a Caixa Geral de Depósitos (CGD) de instalar no exterior da sua agência de Vale de Cambra "picos anti-sem abrigo", numa medida que diz ser reveladora de discriminação social.

"Aquele local sempre foi usado para algumas pessoas se sentarem e só depois de um sem-abrigo começar a sentar-se lá é que colocaram os pinos", refere o partido, em comunicado.

Em causa estão faixas de metal, das quais se elevam vários cilindros com cerca de 10 centímetros de altura, todos espaçados entre si e rematados por extremidades pontiagudas.

A colocação destes picos "é reveladora de um total desprezo e falta de solidariedade para com as pessoas mais desprotegidas da nossa sociedade", defende a distrital do BE, que exige a "rápida retirada desse instrumento de tortura social" das instalações da CGD.

O partido afirma que a agência de Vale de Cambra está a "copiar o que os especuladores imobiliários andaram a fazer em Londres" e reflete assim uma postura de "discriminação social que é impensável numa sociedade que se diz moderna e democrática".

Para o BE, "a colocação destes picos anti-sem abrigo é reveladora de um total desprezo e falta de solidariedade para com as pessoas mais desprotegidas" da sociedade portuguesa - vítimas, aliás, "de um modelo social falhado e de uma crise provocada em grande medida pela própria banca".

O comunicado acrescenta que "esta atitude anti-solidária e violenta" é agravada pelo facto de ser protagonizada por uma instituição cujo setor de atividade "tem beneficiado de resgates sucessivos por parte dos portugueses, incluindo dos mais pobres".

Contactada pela Lusa, a gerência da CGD de Vale de Cambra remeteu para a sede do banco em Lisboa os esclarecimentos sobre o assunto, admitindo que a instalação dos contestados pinos metálicos resultou de "uma decisão que não é da agência, mas central".

Apesar de várias chamadas para o Departamento de Comunicação e Marca da CGD, o contacto direto não passou além das telefonistas e as mensagens no voice-mail da instituição solicitando declarações em tempo útil também não obtiveram resposta.