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16.4.20

Procura de alimentos em zonas de Setúbal aumenta mais de 50%

Henrique Cunha, in RR

O bispo de Setúbal sustenta que "mesmo que a vida social vá sendo retomada e possamos começar a vencer esta crise, temos de vencê-la com senso, com responsabilidade para permitir que os lugares onde a gente se encontra sejam lugares verdadeiramente de fraternidade".

D. José Ornelas revela que "em alguns lugares, em algumas paróquias, a busca de alimentos subiu mais de 50%". O bispo afirma que "há muita gente a passar privação, em Setúbal e não só", numa alusão a "outros lugares, particularmente onde há muitos emigrantes recentes".

Num breve retrato feito à região, D. José Ornelas lembra a precariedade de emprego e as dificuldades por que estão a passar setores como o do turismo e o da restauração. O bispo refere-se em particular "ao trabalho sazonal que agora falhou de repente". como se pode verificar "na restauraçã, e no turismo que habitualmente contam muita na nossa realidade da península de Setúbal".


Em entrevista à Renascença, o bispo recorda que Setúbal "é uma diocese que já experimentou sucessivas crises nos últimos anos e que também agora já começa a sentir com alguma dimensão" os efeitos da pandemia.

Depois, D. José mostra-se também muito apreensivo com o futuro de muitas das instituições do sctor social. "Nas instituições de solidariedade social temos outro problema que é a própria subsistência destas instituições", afirma o bispo que pergunta: "se as crianças não vêm, os pais vão pagar ou não vão pagar? Estas instituições podem subsistir?". D. Ornelas diz que "elas já viviam com 'a corda no pescoço' do ponto de vista financeiro" e que, por isso, não sabe "quantas na nossa diocese e por esse país fora vão subsistir".

Perante a possibilidade de ser renovado o estado de emergência, D. José Ornelas pede responsabilidade e bom senso, ao mesmo tempo que dá graças a Deus porque "tem havido uma boa adesão" às medidas de confinamento.

"Também da nossa parte, da parte da Igreja, quem é que não gostaria de voltar a ver as nossas igrejas abertas?", é a pergunta lançada pelo bispo que admite que "tudo vai demorar um bocadinho de tempo".

D. José Ornelas sustenta que "mesmo que a vida social vá sendo retomada e possamos começar a vencer esta crise; temos de vencê-la com senso, com responsabilidade para permitir que os lugares onde a gente se encontra sejam lugares verdadeiramente de fraternidade". E, portanto, "vamos tomar as medidas necessárias para que isso seja possível".

26.1.17

Programa de carência alimentar: 35 milhões vão apoiar 60 mil pessoas

in RR

O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, anunciou 35 milhões de euros para o novo modelo do programa de combate à carência alimentar.

O programa, que esteve suspenso durante 2016, deve ser retomado no segundo semestre de 2017, anunciou ainda o governante.

De acordo com o ministro, o programa vai apoiar 60 mil pessoas carenciadas.

“Esse cabaz alimentar está adaptado aos vários escalões etários e tem fixa uma distribuição alimentar correspondente a seis quilos de alimentos por semana e 24 quilos de alimentos por mês, o que corresponde a 50% das necessidades alimentares”, descreve Vieira da Silva.

"A definição do cabaz alimentar foi feita em conjunto com a Direcção-Geral da Saúde para que os beneficiários deste programa pudessem ter um apoio alimentar que correspondesse a 50% das suas necessidades nutricionais ao longo de um ano", adiantou.

13.1.14

Mais de 20 mil pessoas precisam de apoio alimentar no Algarve

in TVI24

Quantidades que chegam ao Banco Alimentar Contra a Fome não são suficientes. Produtos para recém-nascidos e crianças em falta


Existem entre 22 a 25 mil pessoas com necessidades de apoio alimentar no Algarve, estimou o presidente do Banco Alimentar Contra a Fome na região, que já apoia 16 mil através de 70 instituições.

Nuno Alves precisou à Lusa que, em 2013, o Banco Alimentar apoiou 22 mil pessoas, através de 128 instituições, mas apenas porque às 16 mil identificadas pela organização se somaram 6 mil que estavam integradas no programa comunitário de apoio a carenciados, que entretanto terminou.

«Agora tem estado calmo, porque nós não trabalhamos com as famílias diretamente, mas houve uma altura do ano em que chegámos a ter aqui à porta pedidos de ajuda semanais», contou, sublinhando que os pedidos dispararam no último semestre de 2013.

Nos últimos dois anos houve um aumento de 2.000 pessoas apoiadas pelo Banco Alimentar no Algarve, embora o número de instituições abrangidas se tenha mantido nas 70.

Os produtos secos - como o leite, a farinha, o arroz ou o azeite - são aqueles que o Banco Alimentar tem maior dificuldade em garantir, porque as quantidades que ali chegam, sobretudo através das duas campanhas anuais, não são suficientes.

Em contrapartida, a organização está a conseguir crescer no apoio de produtos frescos, sobretudo fruta, iniciou recentemente a distribuição de pescado e pão e quer arrancar este ano com verduras e carne.

De acordo com Nuno Alves, um dos objetivos para 2014 é atingir 1.000 toneladas de alimentos por ano, duplicando o trabalho do Banco Alimentar do Algarve, criado em 2007, que habitualmente trabalha com 500 toneladas por ano.

O apoio ao Banco Alimentar do Algarve, cuja equipa é constituída exclusivamente por voluntários, pode ser concedido em dinheiro ou em produtos alimentares, cuja maioria é recolhida nas campanhas nacionais promovidas em supermercados, podendo também ser entregues diretamente na instituição, em Faro ou em Portimão.

Desde há dois anos que existe também a campanha «Papel por alimentos», que já conseguiu recolher mais de 800 toneladas de papel, ou seja, 100 toneladas de alimentos secos.

No final de 2013 foi lançado o projeto «Separar para alimentar», que visa converter embalagens para reciclagem em alimentos para crianças até aos três anos.

O presidente do Banco Alimentar contra a Fome no Algarve alertou para a dificuldade em obter alimentos lácteos, produtos caros e que raramente são doados à instituição, para distribuir às famílias com recém-nascidos e crianças.

Nuno Alves afirmou que existe uma grande carência deste tipo de produtos - leite em pó, papas e farinhas lácteas -, que quase não entram nos armazéns do Banco Alimentar, representando cerca de 1% dos alimentos recolhidos nas campanhas anuais da instituição.

«Há famílias com crianças e sem capacidade financeira para comprar esse tipo de produtos», alertou, sublinhando que a situação é preocupante em concelhos como Faro, Olhão, Loulé e Portimão e estimando que poderão haver no distrito 1.000 crianças, entre os 0 e os 3 anos, com esta carência.

Segundo aquele responsável, as pessoas que doam alimentos, por vezes, preferem dar mais quantidade, por «ficarem com a sensação de que estão a ajudar mais pessoas», do que poucos alimentos e mais caros, como é o caso dos produtos lácteos.

22.5.13

Há menos pão sobre a mesa e mais padarias a fechar

por Teresa Almeida, in RR

“Reduzem ordenados, o consumidor não tem dinheiro” para comprar pão, diz responsável do sector. “A crise assim o obriga. Compramos menos, porque também está caro”, admite um consumidor.

Está a diminuir o consumo de pão. Em apenas dois anos, fecharam 1500 padarias no país, refere à Renascença o empresário Carlos Santos, antigo dirigente da Associação do Comércio e Indústria da Panificação (ACIP).

“Consomem muito menos pão. Por exemplo, uma família que comprava 10 pães por dia, agora compra cinco, seis”, indica.

É um dos efeitos da crise e aumentar o preço do pão não pode ser visto como recurso. Só o consumo pode salvar o sector.

“É sempre o consumidor que compra ao industrial. Reduzem ordenados, o consumidor não tem dinheiro”, sustenta a directora-geral da ACIP, Graça Calisto.

Baixar os impostos também não é solução: “Vão reduzir o IRC, o IVA, etc, alivia sim senhora, mas tenho imenso produto na vitrine. Quem é que mo compra?”, questiona.

Nenhum dos responsáveis contactados pela Renascença acredita que o preço do pão venha sofrer alterações.

“É mais provável que as unidades encerrem por outros motivos do que por aumento de pão”, afirma Graça Calisto.

31.1.13

Brasil: Cáritas portuguesa saúda programa Fome Zero e alerta para carência alimentar em Portugal

in Expresso

O presidente da Cáritas elogiou hoje os bons resultados dos programas brasileiros de combate à pobreza no Brasil, considerando-os um exemplo num momento em que Portugal tem várias situações de carência alimentar, sobretudo entre as crianças.

"Eu saúdo vivamente a coragem do Presidente Lula da Silva em lançar o programa e fazer dele uma das prioridades do seu governo", declarou à agência Lusa Eugénio Fonseca, felicitando ainda a eficácia do programa.

Lançado em janeiro de 2003, pelo então Presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva, o Fome Zero funcionou como um grande guarda-chuva, no qual diferentes linhas de ações foram propostas, como o Bolsa Família, que era um programa de transferência de rendimento às famílias mais carenciadas.

26.7.12

Prisões: alimentação é "pobre" e jantares são dados "à hora do lanche"

in Sapo Notícias

O Movimento Nacional das Famílias e Amigos dos Reclusos (MNFAR) afirmou hoje que há reclusos mal alimentados em algumas cadeias e exigiu que seja revogada a proibição dos familiares lhes levarem mais do que um quilo de mantimentos.

Para expor os seus pontos de vista, o movimento vai pedir, em setembro, reuniões com o Governo e a Assembleia da República. Imagem: AFP; NICOLAS ASFOURI

“Antes, conseguia-se levar duas sacas de comida, o que dava um certo conforto aos reclusos. Agora, apenas podem levar um quilo por semana, o que dá quatro laranjas ou meio frango”, queixou-se a mentora do movimento, Susana Martins Araújo.

“É certo que estão a cumprir um castigo, mas isto é desumano”, diz Susana.

Em declarações à agência Lusa, a responsável associativa afirmou que a alimentação fornecida pelos estabelecimentos prisionais é “pobre e pouco variada”, acrescentando que o jantar é dado “à hora do lanche”, deixando os reclusos muitas horas sem comer.

“É certo que estão a cumprir um castigo, mas isto é desumano”, observou Susana Martins Araújo, que se queixou igualmente da dificuldade que muitos reclusos enfrentam para “um simples banho de água quente”.

Lembrando que um recluso custa 40 euros diários ao Estado, Susana Martins Araújo considerou que Portugal “exagera” no recurso à prisão e apontou alternativas pouco usadas, como a prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, ou o serviço comunitário.

“Fechar uma pessoa dentro de quatro paredes não ajuda à sua ressocialização”, afirmou.

Na esteira de críticas produzidas esta semana por 174 reclusos de Paços de Ferreira, defendeu também que se dotem os tribunais de execução de penas com mais meios humanos, técnicos e financeiros.

“Os tribunais de execução de penas e os conselhos técnicos dos estabelecimentos prisionais não funcionam a tempo útil, ou seja, não cumprem a lei”, critica.

Por isso, “existem milhares de reclusos esquecidos quanto à matéria de flexibilização, preparação para a liberdade e liberdades condicionais”, afirma a responsável pelo movimento, sublinhando que a lei “tem de ser cumprida com rigor e justiça, na igualdade do tratamento e funcionamento”.

A MNFAR deverá ser apresentada publicamente no final da próxima semana, em Santo Tirso, e tenciona promover um “grande, aberto e sério debate” sobre o sistema prisional português, avançou a dirigente.

Para expor os seus pontos de vista, o movimento vai pedir, em setembro, reuniões com o Governo, a Assembleia da República, Conferencia Episcopal Portuguesa, Ordem dos Advogados e Amnistia Internacional.

Prisões: Há reclusos mal alimentados

in Correio da Manhã

O embrionário Movimento Nacional das Famílias e Amigos dos Reclusos (MNFAR) afirmou esta quarta-feira que há reclusos mal alimentados em algumas cadeias e exigiu que seja revogada a proibição dos familiares lhes levarem mais do que um quilo de mantimentos.

"Antes, conseguia-se levar duas sacas de comida, o que dava um certo conforto aos reclusos. Agora, apenas podem levar um quilo por semana, o que dá quatro laranjas ou meio frango", queixou-se a mentora do movimento, Susana Martins Araújo.

Em declarações à agência Lusa, a responsável associativa afirmou que a alimentação fornecida pelos estabelecimentos prisionais é "pobre e pouco variada", acrescentando que o jantar é dado "à hora do lanche", deixando os reclusos muitas horas sem comer.

"É certo que estão a cumprir um castigo, mas isto é desumano", observou Susana Martins Araújo, que se queixou igualmente da dificuldade que muitos reclusos enfrentam para "um simples banho de água quente".

Lembrando que um recluso custa 40 euros diários ao Estado, Susana Martins Araújo considerou que Portugal "exagera" no recurso à prisão e apontou alternativas pouco usadas, como a prisão domiciliária, com pulseira electrónica, ou o serviço comunitário.

"Fechar uma pessoa dentro de quatro paredes não ajuda à sua ressocialização", afirmou.

Na esteira de críticas produzidas esta semana por 174 reclusos de Paços de Ferreira, defendeu também que se dotem os tribunais de execução de penas com mais meios humanos, técnicos e financeiros.

"Os tribunais de execução de penas e os conselhos técnicos dos estabelecimentos prisionais não funcionam a tempo útil, ou seja, não cumprem a lei", critica.

Por isso, "existem milhares de reclusos esquecidos quanto à matéria de flexibilização, preparação para a liberdade e liberdades condicionais", afirma a responsável pelo movimento, sublinhando que a lei "tem de ser cumprida com rigor e justiça, na igualdade do tratamento e funcionamento".

A MNFAR deverá ser apresentada publicamente no final da próxima semana, em Santo Tirso, e tenciona promover um "grande, aberto e sério debate" sobre o sistema prisional português, avançou a dirigente.

Para expor os seus pontos de vista, o movimento vai pedir, em Setembro, reuniões com o Governo, a Assembleia da República, Conferencia Episcopal Portuguesa, Ordem dos Advogados e Amnistia Internacional