in RTP
A associação para a Defesa do Consumidor considera que a medida de apoio a famílias carenciadas para a compra de botijas de gás é injusta e pouco eficaz.
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3.3.22
Voluntários ajudam carenciados e quebram a solidão de idosos em Alijó
A missão é ajudar os mais carenciados, mas os estudantes de medicina que esta semana estão nas aldeias do concelho de Alijó querem também arrancar sorrisos e quebrar a solidão dos dias dos mais idosos.
Na aldeia de Pegarinhos os jovens da "Missão País" separaram-se em dois grupos. Uns ajudam a recuperar a casa de uma família e outros batem às portas dos idosos para levar um pouco de companhia a quem vive sozinho.
Na habitação do bairro da Casa do Povo, inaugurado em 1972 por Baltazar Rebelo de Sousa, pai do atual Presidente da República, os estudantes vestiram os fatos de trabalho para retirar móveis, pintar paredes e reparar uma porta que não veda bem e deixa entrar o frio.
Nesta altura estariam a começar o segundo semestre no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto, mas optaram por abraçar a missão em Alijó, no distrito de Vila Real.
"O que nos orienta todos os dias é ajudar as pessoas, de qualquer forma que seja, mesmo que estejamos aqui só a pintar uma casa", afirmou à agência Lusa Francisco Silva, 22 anos e a frequentar o 5.º ano do curso de medicina.
São dias de aprendizagem e de crescimento para estes futuros médicos.
Depois de ajudar com a recuperação da casa, Francisco foi para a iniciativa porta a porta. "Fazer companhia às pessoas que estão mais isoladas e trazer um bocadinho de alegria aos seus dias", acrescentou o estudante.
A "Missão País" é um projeto universitário e católico e, por isso, os jovens carregam uma imagem da "Mãe peregrina" que abre portas e corações dos mais velhos.
Com 19 anos, Guilherme Lopes está no segundo ano de medicina. "Estamos aqui para tratar desta casa, é uma atividade em que tenho particular interesse, por isso acho que vai ser um dia engraçado e em que vamos estar todos aqui a trabalhar em equipa", salientou o jovem.
A recuperação da habitação foi feita em colaboração com a associação "Just a Change".
A família beneficiada disse que a ajuda "foi muito bem-vinda". O marido está gravemente doente, o filho tem 10 anos e a mulher desdobra-se em trabalho.
"Acho que vou conseguir sentir um pouco mais de alegria com as paredes pintadas, a porta arranjadinha. É um passo de cada vez", salientou a mulher, que preferiu não se identificar.
Na rua, um menino de 9 anos conversa com a vizinha Maria Dulcídia, de 84 anos, e o assunto guerra na Ucrânia acaba por surgir. Ele conta que vê as notícias na televisão e não tem dúvidas em apontar o dedo à invasora Rússia. "Ele (o presidente russo, Putin) não quer vizinhos que pertençam à NATO e agora vão ficar sem tudo", referiu.
Dulcídia gosta de ver a rua mais animada pelos "meninos que andam a aprender para médicos" e que "são muito simpáticos", em contraste com os restantes dias e noites de solidão.
"Acho que está a correr muito bem, porque todas as pessoas com quem falamos acabam por ficar com um sorriso. Todos viemos com um objetivo comum que é trazer um pouco de alegria a estas pessoas que vivem sozinhas e não têm com quem falar", afirmou Mariana Rodrigues, 22 anos e a frequentar o 5.º ano.
O padre Luís Miguel está a acompanhar o trabalho dos jovens e é o assistente espiritual desta missão. No terreno ajuda a fazer o trabalho de aproximação às pessoas.
"Trazer uma mensagem de esperança, um sorriso, uma brincadeira que faça com que as pessoas saiam do seu ritmo e da sua solidão diária, para sentirem um pouco de proximidade desta juventude", salientou o sacerdote.
A presidente da Junta de Pegarinhos, Cármen Pinto, disse que nesta aldeia, de 230 residentes, muitos são idosos e vivem sozinhos, já que os familiares emigraram. "Isto é uma forma de eles também se sentirem mais libertos a conversar com os jovens", referiu, apontando a "ajuda importante" trazida pelos estudantes.
Espalhados pelo concelho de Alijó, os jovens estão também a fazer voluntariado em lares, passam pelas escolas para dar a conhecer o seu projeto e vão atuar numa peça de teatro aberta à comunidade.
A iniciativa decorre pela primeira vez neste município e conta com o apoio da câmara, que já disse que a pretende alargar a todas a todas as freguesias do concelho no próximo ano.
Para 2022 estão previstas 63 missões em 58 faculdades diferentes desde Lisboa, Porto, Coimbra, Évora, Aveiro, Braga, Leiria, Santarém, Algarve, Madeira, Covilhã e Setúbal.
Leia Também: Bruxelas aconselha Portugal a "cautela na despesa pública"
10.3.15
EPAL rescindiu com mais de 3500 clientes por falta de pagamento em 2014
in SicNotícias
A Epal cortou a água a 10.059 clientes em 2014 e rescindiu contrato com 3.583 por falta de pagamento, indicam dados da empresa divulgados hoje pelo Observatório Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa.
De acordo com indicadores de consumo e de cobrança da Epal reunidos pelo Observatório e hoje divulgados, no ano passado a Empresa Pública de Águas Livres emitiu 2.514.083 faturas relativas a consumos de água, 82.894 (3,2%) das quais foram avisos de corte por falta de pagamento na data inicialmente indicada.
Destes, de acordo com a empresa, acabaram por ser expedidos 12.624 cortes de água, dos quais 10.059 foram efetivamente cumpridos.
Os dados revelam que foram ainda emitidas 4.773 cartas de rescisão de contratos e, destas, 3.583 referiam-se a rescisões por dívidas.
Foram também celebrados com 368 clientes acordos para o pagamento de faturas.
Em 2014, existiam 1.679 clientes com tarifa social de água (redução do preço para clientes cujo rendimento bruto do agregado familiar é inferior a 75% do valor anual da retribuição mínima mensal garantida) e 1.421 com tarifa familiar, uma hipótese que beneficia agregados familiares com cinco ou mais elementos.
Estes valores representam um decréscimo de 17% dos cortes efetivados no ano passado face a 2013, ano em que foram concretizados 12.122 cortes de água.
Apesar disso, em 2014, a Epal emitiu mais 9% de avisos de corte do que no ano anterior (76.069) e passou mais 1,8% de faturas, já que, em 2013, tinha um total de 2.469.099.
O Observatório da Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa é uma iniciativa da EAPN Portugal - Rede Europeia Anti Pobreza, que pretende contribuir para o conhecimento da realidade socioeconómica de Lisboa e as políticas e medidas de combate à pobreza e vulnerabilidade social.
A Epal cortou a água a 10.059 clientes em 2014 e rescindiu contrato com 3.583 por falta de pagamento, indicam dados da empresa divulgados hoje pelo Observatório Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa.
De acordo com indicadores de consumo e de cobrança da Epal reunidos pelo Observatório e hoje divulgados, no ano passado a Empresa Pública de Águas Livres emitiu 2.514.083 faturas relativas a consumos de água, 82.894 (3,2%) das quais foram avisos de corte por falta de pagamento na data inicialmente indicada.
Destes, de acordo com a empresa, acabaram por ser expedidos 12.624 cortes de água, dos quais 10.059 foram efetivamente cumpridos.
Os dados revelam que foram ainda emitidas 4.773 cartas de rescisão de contratos e, destas, 3.583 referiam-se a rescisões por dívidas.
Foram também celebrados com 368 clientes acordos para o pagamento de faturas.
Em 2014, existiam 1.679 clientes com tarifa social de água (redução do preço para clientes cujo rendimento bruto do agregado familiar é inferior a 75% do valor anual da retribuição mínima mensal garantida) e 1.421 com tarifa familiar, uma hipótese que beneficia agregados familiares com cinco ou mais elementos.
Estes valores representam um decréscimo de 17% dos cortes efetivados no ano passado face a 2013, ano em que foram concretizados 12.122 cortes de água.
Apesar disso, em 2014, a Epal emitiu mais 9% de avisos de corte do que no ano anterior (76.069) e passou mais 1,8% de faturas, já que, em 2013, tinha um total de 2.469.099.
O Observatório da Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa é uma iniciativa da EAPN Portugal - Rede Europeia Anti Pobreza, que pretende contribuir para o conhecimento da realidade socioeconómica de Lisboa e as políticas e medidas de combate à pobreza e vulnerabilidade social.
8.7.14
"Takeway" solidário para famílias carenciadas vence Prémio Maria José Nogueira Pinto
in iOnline
O projeto da Associação Cozinha Solidária Refeições com Alma nasceu em fevereiro de 2012, em Cascais, para dar resposta ao problema da “pobreza envergonhada”, apoiando famílias de classe média, com filhos menores, em situação de desemprego
O 'Cozinha com Alma', um ‘takeaway’ solidário que apoia famílias em graves dificuldades económicas, foi distinguido com o prémio Maria José Nogueira Pinto como o projeto que melhor corresponde ao conceito “socialmente responsável" na comunidade em que se insere.
O projeto da Associação Cozinha Solidária Refeições com Alma nasceu em fevereiro de 2012, em Cascais, para dar resposta ao problema da “pobreza envergonhada”, apoiando famílias de classe média, com filhos menores, em situação de desemprego, sem apoio alimentar e sem rede familiar.
“É um negócio social que está aberto ao público geral, em que todo o lucro é aplicado numa bolsa social que vai apoiar famílias que estão a passar por graves dificuldades económicas”, disse à agência Lusa Cristina de Botton, uma das fundadoras do Cozinha Com Alma (CcA).
Ao fim de um ano, o projeto conseguiu atingir o objetivo de disponibilizar 100 refeições diárias às famílias da bolsa social, que pagam um valor simbólico por refeição.
Em 2013, o CcA produziu 86 mil refeições, das quais 45 mil foram vendidas ao público geral e cujas receitas permitiram dar mais de 29 mil refeições às famílias carenciadas, que são apoiadas por um período de seis meses, renovável apenas uma vez.
Para garantir o anonimato destas famílias, foi criado “um sistema de pagamento com cartão recarregável” igual para todos os clientes.
O sucesso do projeto também depende da qualidade das refeições. Para isso, o CcA tem chef residente e chef convidados que doam receitas à Cozinha Com Alma.
Além do apoio alimentar, o projeto promove ações de formação para ajudar as famílias a saírem da situação em que se encontram.
Para Cristina de Botton, a atribuição do prémio, no valor de 10.000 euros, é “muito importante” porque, além de ser um “reconhecimento do trabalho e do esforço” de uma equipa, vai permitir duplicar a resposta social.
“A verba vai ser utilizada na construção de uma nova cozinha”, que irá permitir dar 200 refeições diárias e mais de 60 mil ao longo do ano, salientou.
A presidente do júri, Maria de Belém Roseira, disse à lusa que concorreram ao prémio 76 projetos de instituições de todo o país, o que demonstra que existe “uma vitalidade e criatividade grande” nas comunidades.
“O júri teve um trabalho difícil, porque os projetos são todos muito interessantes, mas acabou por optar e coincidir bastante na escolha dos premiados e dos distinguidos deste ano”, adiantou.
Para Maria de Belém Roseira, o CcA “é uma forma muito criativa, muito inteligente e muito humana de olhar para estas pessoas”, que tinham “uma vida normal”, mas que ficaram em graves dificuldades económicas devido à crise.
Ao criar um cartão de pagamento igual para todos, o projeto “permite uma relação de respeito entre as pessoas e de não-discriminação”.
Por outro lado, além de “acudir às pessoas que estão em dificuldades”, habilita-as “com ferramentas que lhes permitam sair da situação em que caíram”, sublinhou.
O júri atribuiu ainda Menções Honrosas a três projetos: “Verdes Campos”, da Associação Figueira Viva, “Terra Nostra capacitação com raízes”, da Caritas, e “R.U.A - Resolver, Unir e Apoiar”, do Grupo de Ação Social do Porto.
O prémio, que é entregue hoje, foi instituído em 2012 pela MSD, em homenagem a “uma grande mulher que se distinguiu pela sua persistência na defesa da responsabilização social”, e visa reconhecer o trabalho desenvolvido por pessoas ou instituições na área da responsabilidade social.
O projeto da Associação Cozinha Solidária Refeições com Alma nasceu em fevereiro de 2012, em Cascais, para dar resposta ao problema da “pobreza envergonhada”, apoiando famílias de classe média, com filhos menores, em situação de desemprego
O 'Cozinha com Alma', um ‘takeaway’ solidário que apoia famílias em graves dificuldades económicas, foi distinguido com o prémio Maria José Nogueira Pinto como o projeto que melhor corresponde ao conceito “socialmente responsável" na comunidade em que se insere.
O projeto da Associação Cozinha Solidária Refeições com Alma nasceu em fevereiro de 2012, em Cascais, para dar resposta ao problema da “pobreza envergonhada”, apoiando famílias de classe média, com filhos menores, em situação de desemprego, sem apoio alimentar e sem rede familiar.
“É um negócio social que está aberto ao público geral, em que todo o lucro é aplicado numa bolsa social que vai apoiar famílias que estão a passar por graves dificuldades económicas”, disse à agência Lusa Cristina de Botton, uma das fundadoras do Cozinha Com Alma (CcA).
Ao fim de um ano, o projeto conseguiu atingir o objetivo de disponibilizar 100 refeições diárias às famílias da bolsa social, que pagam um valor simbólico por refeição.
Em 2013, o CcA produziu 86 mil refeições, das quais 45 mil foram vendidas ao público geral e cujas receitas permitiram dar mais de 29 mil refeições às famílias carenciadas, que são apoiadas por um período de seis meses, renovável apenas uma vez.
Para garantir o anonimato destas famílias, foi criado “um sistema de pagamento com cartão recarregável” igual para todos os clientes.
O sucesso do projeto também depende da qualidade das refeições. Para isso, o CcA tem chef residente e chef convidados que doam receitas à Cozinha Com Alma.
Além do apoio alimentar, o projeto promove ações de formação para ajudar as famílias a saírem da situação em que se encontram.
Para Cristina de Botton, a atribuição do prémio, no valor de 10.000 euros, é “muito importante” porque, além de ser um “reconhecimento do trabalho e do esforço” de uma equipa, vai permitir duplicar a resposta social.
“A verba vai ser utilizada na construção de uma nova cozinha”, que irá permitir dar 200 refeições diárias e mais de 60 mil ao longo do ano, salientou.
A presidente do júri, Maria de Belém Roseira, disse à lusa que concorreram ao prémio 76 projetos de instituições de todo o país, o que demonstra que existe “uma vitalidade e criatividade grande” nas comunidades.
“O júri teve um trabalho difícil, porque os projetos são todos muito interessantes, mas acabou por optar e coincidir bastante na escolha dos premiados e dos distinguidos deste ano”, adiantou.
Para Maria de Belém Roseira, o CcA “é uma forma muito criativa, muito inteligente e muito humana de olhar para estas pessoas”, que tinham “uma vida normal”, mas que ficaram em graves dificuldades económicas devido à crise.
Ao criar um cartão de pagamento igual para todos, o projeto “permite uma relação de respeito entre as pessoas e de não-discriminação”.
Por outro lado, além de “acudir às pessoas que estão em dificuldades”, habilita-as “com ferramentas que lhes permitam sair da situação em que caíram”, sublinhou.
O júri atribuiu ainda Menções Honrosas a três projetos: “Verdes Campos”, da Associação Figueira Viva, “Terra Nostra capacitação com raízes”, da Caritas, e “R.U.A - Resolver, Unir e Apoiar”, do Grupo de Ação Social do Porto.
O prémio, que é entregue hoje, foi instituído em 2012 pela MSD, em homenagem a “uma grande mulher que se distinguiu pela sua persistência na defesa da responsabilização social”, e visa reconhecer o trabalho desenvolvido por pessoas ou instituições na área da responsabilidade social.
12.3.14
Elvas alarga apoio alimentar a famílias carenciadas
por Rosário Silva, in RR
Apoio alimentar era só para alunos, mas vai estender-se aos outros elementos dos agregados carenciados
Há cerca de um ano, a Câmara aprovou o fornecimento de duas refeições diárias a perto de 600 alunos. Mas o “Abraço Solidário” é apenas um dos 25 programas no terreno.
São muitas as famílias a passar por dificuldades económicas, o que levou o presidente da Câmara de Elvas a dar seguimento ao projecto do seu antecessor e estender a ajuda alimentar. A partir deste mês, os agregados familiares carenciados vão ter mais uma refeição.
“A Câmara passa a apoiar as mesmas famílias com duas refeições quentes, ou seja, duplica o apoio que tem vindo a dar e que abrange cerca de 200 pessoas”, afirma à Renascença, Nuno Mocinha.
Há cerca de um ano, a autarquia aprovou o fornecimento de duas refeições diárias a perto de 600 alunos do concelho subsidiados nos escalões A e B.
Era presidente o socialista Rondão de Almeida. A cor política não mudou, mas Nuno Mocinha passou para os comandos da autarquia e elegeu também como prioridade as pessoas.
Estender o apoio alimentar não é uma tarefa fácil, mas o autarca explica que, nos últimos anos, graças a uma boa gestão, foi possível amealhar, pelo que, face à situação que se vive e que não é exclusiva da cidade alentejana, se pode agora ajudar quem mais precisa.
“Não é que tenhamos algum fundo de socorro social ou um fundo de emergência, mas basicamente fomos fazendo um mealheiro ao longo do tempo, deixando a Câmara equilibrada para fazer face a estas situações”, reforça.
O “Abraço Solidário” é apenas um programa na área social no terreno. Mas ao todo são 25 e abrangem todos os estratos da população: “os estágios profissionais feitos em colaboração com o Instituto de Emprego, a integração de jovens que andam à procura do primeiro emprego e encontram na camara uma ocupação condigna com a sua formação e que recebem não um vencimento, mas uma bolsa, e só nestes jovens estamos a falar de 600”, exemplifica Nuno Mocinha.
A isto acresce o "apoio ao aleitamento, ao nascimento, aos medicamentos dos idosos", o que totaliza "uma factura muito grande, mas que está controlada”, garante. No total, são oito milhões de euros por ano em apoio social e a substituir o Estado nas suas funções.
Nuno Mocinha garante que não é por falta de dinheiro que as pessoas vão continuar a ser apoiadas se necessitarem, mas pede ao Governo que reflicta: “Não queremos aquela mensagem do ‘discriminem-nos lá positivamente’. Olhem é para nós como sendo território português, com características que até elevam a qualidade de vida dos próprios cidadãos e dêem-nos uma oportunidade”, pede.
“Porque é que os equipamentos públicos, os ministérios, as secretarias de Estado têm de estar concentradas em Lisboa? Porque não se pode olhar para o território como um só?”, questiona o autarca, para concluir que, se o mar não engolir a costa portuguesa “nos próximos 15 a 20 anos, cerca de 90% da população vive entre Sines e o Porto”.
Apoio alimentar era só para alunos, mas vai estender-se aos outros elementos dos agregados carenciados
Há cerca de um ano, a Câmara aprovou o fornecimento de duas refeições diárias a perto de 600 alunos. Mas o “Abraço Solidário” é apenas um dos 25 programas no terreno.
São muitas as famílias a passar por dificuldades económicas, o que levou o presidente da Câmara de Elvas a dar seguimento ao projecto do seu antecessor e estender a ajuda alimentar. A partir deste mês, os agregados familiares carenciados vão ter mais uma refeição.
“A Câmara passa a apoiar as mesmas famílias com duas refeições quentes, ou seja, duplica o apoio que tem vindo a dar e que abrange cerca de 200 pessoas”, afirma à Renascença, Nuno Mocinha.
Há cerca de um ano, a autarquia aprovou o fornecimento de duas refeições diárias a perto de 600 alunos do concelho subsidiados nos escalões A e B.
Era presidente o socialista Rondão de Almeida. A cor política não mudou, mas Nuno Mocinha passou para os comandos da autarquia e elegeu também como prioridade as pessoas.
Estender o apoio alimentar não é uma tarefa fácil, mas o autarca explica que, nos últimos anos, graças a uma boa gestão, foi possível amealhar, pelo que, face à situação que se vive e que não é exclusiva da cidade alentejana, se pode agora ajudar quem mais precisa.
“Não é que tenhamos algum fundo de socorro social ou um fundo de emergência, mas basicamente fomos fazendo um mealheiro ao longo do tempo, deixando a Câmara equilibrada para fazer face a estas situações”, reforça.
O “Abraço Solidário” é apenas um programa na área social no terreno. Mas ao todo são 25 e abrangem todos os estratos da população: “os estágios profissionais feitos em colaboração com o Instituto de Emprego, a integração de jovens que andam à procura do primeiro emprego e encontram na camara uma ocupação condigna com a sua formação e que recebem não um vencimento, mas uma bolsa, e só nestes jovens estamos a falar de 600”, exemplifica Nuno Mocinha.
A isto acresce o "apoio ao aleitamento, ao nascimento, aos medicamentos dos idosos", o que totaliza "uma factura muito grande, mas que está controlada”, garante. No total, são oito milhões de euros por ano em apoio social e a substituir o Estado nas suas funções.
Nuno Mocinha garante que não é por falta de dinheiro que as pessoas vão continuar a ser apoiadas se necessitarem, mas pede ao Governo que reflicta: “Não queremos aquela mensagem do ‘discriminem-nos lá positivamente’. Olhem é para nós como sendo território português, com características que até elevam a qualidade de vida dos próprios cidadãos e dêem-nos uma oportunidade”, pede.
“Porque é que os equipamentos públicos, os ministérios, as secretarias de Estado têm de estar concentradas em Lisboa? Porque não se pode olhar para o território como um só?”, questiona o autarca, para concluir que, se o mar não engolir a costa portuguesa “nos próximos 15 a 20 anos, cerca de 90% da população vive entre Sines e o Porto”.
21.11.13
Há cada vez mais estrangeiros a contribuir para o Banco Alimentar
por Ana Lisboa, in RR
Campanha online começa esta quinta-feira. Voluntários chegam aos supermercados no fim-de-semana de 30 de Novembro e 1 de Dezembro. Existe ainda a Ajuda Vale, que termina a 8 de Dezembro.
Arranca esta quinta-feira a campanha online do Banco Alimentar Contra a Fome e são cada vez mais os estrangeiros e emigrantes a utilizar esta modalidade para ajudar os mais carenciados.
“Há muitos estrangeiros e emigrantes portugueses que querem ajudar”, refere à Renascença a presidente do Banco Alimentar, Isabel Jonet. É “uma boa forma de ajudar quem mais precisa na sua região”, acrescenta.
Até ao dia 8 de Dezembro, quem quiser pode contribuir através do site www.alimenteestaideia.net e escolher um dos cinco produtos básicos considerados necessários pela instituição.
O aumento do número de pedidos de ajuda chega “por via das instituições”, mas não só. Há “pedidos de apoio directos, que nos chegam por varias vias, como o facebook”, afirma Isabel Jonet, que admite relacionar o aumento “com o acréscimo do desemprego” e “do sobreendividamento das famílias”.
Além da campanha online, vão decorrer outras duas: a 30 de Novembro e 1 de Dezembro, a campanha saco, a tradicional realizada nos super e hipermercados; e a Ajuda Vale, que começa na mesma data e termina a 8 de Dezembro.
Campanha online começa esta quinta-feira. Voluntários chegam aos supermercados no fim-de-semana de 30 de Novembro e 1 de Dezembro. Existe ainda a Ajuda Vale, que termina a 8 de Dezembro.
Arranca esta quinta-feira a campanha online do Banco Alimentar Contra a Fome e são cada vez mais os estrangeiros e emigrantes a utilizar esta modalidade para ajudar os mais carenciados.
“Há muitos estrangeiros e emigrantes portugueses que querem ajudar”, refere à Renascença a presidente do Banco Alimentar, Isabel Jonet. É “uma boa forma de ajudar quem mais precisa na sua região”, acrescenta.
Até ao dia 8 de Dezembro, quem quiser pode contribuir através do site www.alimenteestaideia.net e escolher um dos cinco produtos básicos considerados necessários pela instituição.
O aumento do número de pedidos de ajuda chega “por via das instituições”, mas não só. Há “pedidos de apoio directos, que nos chegam por varias vias, como o facebook”, afirma Isabel Jonet, que admite relacionar o aumento “com o acréscimo do desemprego” e “do sobreendividamento das famílias”.
Além da campanha online, vão decorrer outras duas: a 30 de Novembro e 1 de Dezembro, a campanha saco, a tradicional realizada nos super e hipermercados; e a Ajuda Vale, que começa na mesma data e termina a 8 de Dezembro.
19.11.13
Famílias de Viana receberam mil vales sociais para comprar carne e fruta num ano
in Jornal de Notícias
As famílias mais carenciadas do concelho de Viana do Castelo receberam no último ano cerca de mil vales sociais para compra de produtos alimentares como carne e fruta, disse, esta terça-feira fonte municipal.
A medida foi apresentada pela Câmara de Viana do Castelo em julho de 2012, com a autarquia a celebrar protocolos de colaboração para apoio social com várias entidades do concelho. Só no primeiro ano, até junho passado, obrigou a uma comparticipação municipal que ascendeu a 9.000 euros.
"Até ao momento foram já distribuídos cerca de mil vales a famílias carenciadas para aquisição de produtos alimentares", explicou a autarquia.
De iniciativa municipal, estes vales sociais, de cinco euros para as frutas e legumes e de 10 euros para a carne e peixe, só são entregues "após a avaliação da situação socioeconómico da família", apontou a mesma fonte.
Trata-se de um apoio gerido em conjunto com as comissões sociais do concelho e que prevê comparticipações, de forma pontual, às famílias em "situação de carência externa", com vista à aquisição de produtos frescos.
"Temos relato de famílias que já não incluem peixe e carne nas suas dietas. Todos pensávamos que seriam tempos difíceis, devido à crise, mas não imaginávamos que fosse assim", admitiu, aquando do lançamento da medida, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa.
Entretanto, perante "as inúmeras solicitações" que chegam à Divisão de Ação Social, através das diversas instituições do concelho, e pelo atendimento social direto, a autarquia já aprovou, este mês, um reforço da verba para estes vales sociais no montante de mais mil euros, até final do ano.
Ainda na área do apoio social, a Câmara de Viana do Castelo aprovou igualmente a celebração de protocolos com a Cáritas Diocesana e o Gabinete de Atendimento à Família, com vista à transferência de um apoio financeiro mensal no valor de 8.000 euros.
Trata-se de uma verba que visa o "apoio pecuniário" em "situações pontuais de carência", nomeadamente no pagamento de rendas em atraso, despesas de saúde, água, eletricidade ou gás.
As famílias mais carenciadas do concelho de Viana do Castelo receberam no último ano cerca de mil vales sociais para compra de produtos alimentares como carne e fruta, disse, esta terça-feira fonte municipal.
A medida foi apresentada pela Câmara de Viana do Castelo em julho de 2012, com a autarquia a celebrar protocolos de colaboração para apoio social com várias entidades do concelho. Só no primeiro ano, até junho passado, obrigou a uma comparticipação municipal que ascendeu a 9.000 euros.
"Até ao momento foram já distribuídos cerca de mil vales a famílias carenciadas para aquisição de produtos alimentares", explicou a autarquia.
De iniciativa municipal, estes vales sociais, de cinco euros para as frutas e legumes e de 10 euros para a carne e peixe, só são entregues "após a avaliação da situação socioeconómico da família", apontou a mesma fonte.
Trata-se de um apoio gerido em conjunto com as comissões sociais do concelho e que prevê comparticipações, de forma pontual, às famílias em "situação de carência externa", com vista à aquisição de produtos frescos.
"Temos relato de famílias que já não incluem peixe e carne nas suas dietas. Todos pensávamos que seriam tempos difíceis, devido à crise, mas não imaginávamos que fosse assim", admitiu, aquando do lançamento da medida, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa.
Entretanto, perante "as inúmeras solicitações" que chegam à Divisão de Ação Social, através das diversas instituições do concelho, e pelo atendimento social direto, a autarquia já aprovou, este mês, um reforço da verba para estes vales sociais no montante de mais mil euros, até final do ano.
Ainda na área do apoio social, a Câmara de Viana do Castelo aprovou igualmente a celebração de protocolos com a Cáritas Diocesana e o Gabinete de Atendimento à Família, com vista à transferência de um apoio financeiro mensal no valor de 8.000 euros.
Trata-se de uma verba que visa o "apoio pecuniário" em "situações pontuais de carência", nomeadamente no pagamento de rendas em atraso, despesas de saúde, água, eletricidade ou gás.
22.1.13
Número de atendimentos a crianças nos centros AMI tem vindo a aumentar
in TSF
O presidente da Assistência Médica Internacional (AMI) disse hoje que 26,4% dos 4.168 atendimentos feitos, em 2012, nos 16 equipamentos de apoio foram a crianças, número que em 2008 representava apenas 15%.
Fernando Nobre falava hoje numa audição realizada pelo grupo parlamentar do Partido Comunista Português (PCP), sob o tema "Crise, austeridade e aumento da pobreza infantil: realidades e saídas" onde foram ouvidos vários representantes da sociedade civil com o objetivo de encontrar soluções para o problema.
Na opinião do presidente da AMI, este aumento do número de atendimentos a crianças está relacionado com o aumento do desemprego, com a precariedade e os salários baixos, com os cortes nos subsídios, nomeadamente o Rendimento Social de Inserção (RSI).
Todos estes fatores, adiantou, fazem com que cada vez mais crianças vivam em pobreza e exclusão social.
Fernando Nobre alertou ainda que cada vez mais jovens ingressam cedo no mercado de trabalho com o objetivo de ajudar as famílias e defendeu que a saída está numa aposta no emprego, no reforço do subsídio de desemprego, no aumento do salário mínimo, no treino de aptidões e no reforço da integração profissional.
A Assistência Médica Internacional (AMI) ultrapassou, em 2012, a barreira das 15.000 pessoas apoiadas.
Dados provisórios relativos à ação social da AMI divulgados no inicio de janeiro apontam para um ligeiro aumento de pessoas apoiadas em 2012, que totalizaram 15.089, mais 152 do que em 2011.
A área da Grande Lisboa registou um aumento de utentes apoiados, passando de 6.827, em 2011, para 7.257, em 2012, enquanto no Grande Porto o sentido foi inverso: 5.993, em 2011, e 5.596, no ano seguinte.
Em termos nacionais, os centros Porta Amiga com maior frequência de população carenciada, no ano passado, foram o do Porto (3.499), Olaias (2.656) e Vila Nova de Gaia (2.097).
Os serviços mais solicitados pela população carenciada foram o fornecimento de géneros alimentares, o refeitório, apoio social, roupeiro e enfermagem.
O presidente da Assistência Médica Internacional (AMI) disse hoje que 26,4% dos 4.168 atendimentos feitos, em 2012, nos 16 equipamentos de apoio foram a crianças, número que em 2008 representava apenas 15%.
Fernando Nobre falava hoje numa audição realizada pelo grupo parlamentar do Partido Comunista Português (PCP), sob o tema "Crise, austeridade e aumento da pobreza infantil: realidades e saídas" onde foram ouvidos vários representantes da sociedade civil com o objetivo de encontrar soluções para o problema.
Na opinião do presidente da AMI, este aumento do número de atendimentos a crianças está relacionado com o aumento do desemprego, com a precariedade e os salários baixos, com os cortes nos subsídios, nomeadamente o Rendimento Social de Inserção (RSI).
Todos estes fatores, adiantou, fazem com que cada vez mais crianças vivam em pobreza e exclusão social.
Fernando Nobre alertou ainda que cada vez mais jovens ingressam cedo no mercado de trabalho com o objetivo de ajudar as famílias e defendeu que a saída está numa aposta no emprego, no reforço do subsídio de desemprego, no aumento do salário mínimo, no treino de aptidões e no reforço da integração profissional.
A Assistência Médica Internacional (AMI) ultrapassou, em 2012, a barreira das 15.000 pessoas apoiadas.
Dados provisórios relativos à ação social da AMI divulgados no inicio de janeiro apontam para um ligeiro aumento de pessoas apoiadas em 2012, que totalizaram 15.089, mais 152 do que em 2011.
A área da Grande Lisboa registou um aumento de utentes apoiados, passando de 6.827, em 2011, para 7.257, em 2012, enquanto no Grande Porto o sentido foi inverso: 5.993, em 2011, e 5.596, no ano seguinte.
Em termos nacionais, os centros Porta Amiga com maior frequência de população carenciada, no ano passado, foram o do Porto (3.499), Olaias (2.656) e Vila Nova de Gaia (2.097).
Os serviços mais solicitados pela população carenciada foram o fornecimento de géneros alimentares, o refeitório, apoio social, roupeiro e enfermagem.
7.1.13
Núcleo de Telheiras do projeto Re-Food é hoje inaugurado
por Lusa, publicado por Graciosa Silva, in Diário de Notícias
A sede do núcleo de Telheiras, em Lisboa, do projeto Re-Food, que consiste na distribuição por famílias carenciadas de comida recolhida em restaurantes, é hoje inaugurada naquele bairro da freguesia do Lumiar.
O espaço, uma loja na Rua Dr. Mário Dionísio, abre as suas portas entre as 16:30 e as 19:00, "para a população ficar a conhecer o projeto", disse à Lusa uma das responsáveis do núcleo, Otília Faria, adiantando que a recolha de refeições começa na segunda-feira.
O núcleo de Telheiras do projeto iniciado em março de 2011 na freguesia de Nossa Senhora de Fátima, também em Lisboa, conta já com mais de 60 voluntários.
A comida vai começar a ser recolhida nos mais de 40 estabelecimentos (entre restaurantes, pastelarias e supermercados) que já aderiram ao projeto naquela zona e inicialmente serão apoiadas 30 pessoas que vivem na freguesia do Lumiar.
O espaço onde está instalada a sede do núcleo de Telheiras foi "cedido gratuitamente" pela Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL).
A 09 de março de 2011, o norte-americano Hunter Halder iniciou sozinho o projeto Re-Food, que hoje conta com mais de cem voluntários que diariamente, na freguesia de Nossa Senhora de Fátima, o ajudam a recolher comida em restaurantes e pastelarias para serem depois distribuídos por famílias carenciadas.
O mentor do projeto, a viver em Portugal há mais de vinte anos, salientou que "todas as pessoas da comunidade são convidadas a fazerem voluntariado".
Hunter Halder esclareceu que há três tipos de voluntários: aqueles que têm tempo e participam nas operações, os 'pro bono' (pessoas que mantêm o site na Internet ou advogados) e os voluntários de apoio, que podem participar com um donativo dentro do seu orçamento.
A sede do núcleo de Telheiras, em Lisboa, do projeto Re-Food, que consiste na distribuição por famílias carenciadas de comida recolhida em restaurantes, é hoje inaugurada naquele bairro da freguesia do Lumiar.
O espaço, uma loja na Rua Dr. Mário Dionísio, abre as suas portas entre as 16:30 e as 19:00, "para a população ficar a conhecer o projeto", disse à Lusa uma das responsáveis do núcleo, Otília Faria, adiantando que a recolha de refeições começa na segunda-feira.
O núcleo de Telheiras do projeto iniciado em março de 2011 na freguesia de Nossa Senhora de Fátima, também em Lisboa, conta já com mais de 60 voluntários.
A comida vai começar a ser recolhida nos mais de 40 estabelecimentos (entre restaurantes, pastelarias e supermercados) que já aderiram ao projeto naquela zona e inicialmente serão apoiadas 30 pessoas que vivem na freguesia do Lumiar.
O espaço onde está instalada a sede do núcleo de Telheiras foi "cedido gratuitamente" pela Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL).
A 09 de março de 2011, o norte-americano Hunter Halder iniciou sozinho o projeto Re-Food, que hoje conta com mais de cem voluntários que diariamente, na freguesia de Nossa Senhora de Fátima, o ajudam a recolher comida em restaurantes e pastelarias para serem depois distribuídos por famílias carenciadas.
O mentor do projeto, a viver em Portugal há mais de vinte anos, salientou que "todas as pessoas da comunidade são convidadas a fazerem voluntariado".
Hunter Halder esclareceu que há três tipos de voluntários: aqueles que têm tempo e participam nas operações, os 'pro bono' (pessoas que mantêm o site na Internet ou advogados) e os voluntários de apoio, que podem participar com um donativo dentro do seu orçamento.
9.11.12
"Cozinha com Alma" mata fome a 50 pessoas
por Filomena Barros, in RR
Projecto criado em Cascais direccionado à classe média, média baixa, para as famílias que não têm acesso aos apoios da rede social.
Cozinha com Alma é o nome do projecto social criado em Cascais para ajudar famílias carenciadas. Funciona com base num “take away “de venda ao público e com bolsas sociais que apoiam as famílias com filhos, referenciadas pela freguesia.
É um apoio que alivia as dificuldades durantes seis meses. São actualmente 16 famílias, ao todo, 50 pessoas, 50 bolsas sociais financiadas pelo negócio da Cozinha com Alma.
Piedade dos Santos é um dos casos: “Só o meu marido é que está a trabalhar e temos um empréstimo ao banco de 600 euros que é praticamente o ordenado dele, temos um filho a estudar e só assim conseguimos comer, tirando as sandes que comíamos antigamente”.
Apesar de ser hora de almoço, a refeição que Piedade leva da loja social vai ser o jantar, para ela, o marido e o filho. Têm este apoio desde Outubro e durante os próximos seis meses. Depois logo se vê, porque está difícil de encontrar trabalho.
As famílias referenciadas para a bolsa social têm de ter potencial para conseguir dar a volta à situação em que se encontram, por isso, este apoio pretende ser um balão de oxigénio, não uma dependência ou um subsídio.
Cristina de Botton, uma das fundadoras do projecto, explica que por uma questão de “dignidade e compromisso” as famílias pagam sempre um valor pela refeição: No primeiro escalação pagam 50 cêntimos por refeição completa, no escalão dois pagam um euro e no escalão três 1,5 euros.
Todo o projecto foi pensado para não diferenciar o público e as famílias com bolsa. Há um cartão pré-pago que todos os clientes podem ir carregando ou pode fazer-se o pagamento com multibanco ou dinheiro.
Os clientes vão aparecendo e destacam o facto do espaço Cozinha com Alma associar “dois méritos muito importantes, a qualidade da comida e o fim de solidariedade social que tem”.
Uma das ideias é abrir cozinhas noutros pontos do país, mas o projecto quer crescer de forma sustentável. Até ao Natal quer atingir as 100 bolsas sociais. Há uma lista de espera de 30 famílias.
Este é um projecto pensado para a classe média, média baixa, para as famílias que não têm acesso aos apoios da rede social. A "Cozinha com Alma" vende ao público, para conseguir ajudar mais famílias.
Joana Castella, outra das fundadoras do projecto iniciado em Fevereiro deste ano, explica que têm ajudas essenciais, nomeadamente 40 parceiros e 60 voluntários.
O contributo de todos é importante. Todos devem ajuda e Teresa Veloso é uma das voluntárias. Está a dar apoio no acompanhamento das bolsas sociais. Há voluntários na loja e na cozinha, dirigida pelo chefe Nuno Simões que só tem elogios para o projecto.
Projecto criado em Cascais direccionado à classe média, média baixa, para as famílias que não têm acesso aos apoios da rede social.
Cozinha com Alma é o nome do projecto social criado em Cascais para ajudar famílias carenciadas. Funciona com base num “take away “de venda ao público e com bolsas sociais que apoiam as famílias com filhos, referenciadas pela freguesia.
É um apoio que alivia as dificuldades durantes seis meses. São actualmente 16 famílias, ao todo, 50 pessoas, 50 bolsas sociais financiadas pelo negócio da Cozinha com Alma.
Piedade dos Santos é um dos casos: “Só o meu marido é que está a trabalhar e temos um empréstimo ao banco de 600 euros que é praticamente o ordenado dele, temos um filho a estudar e só assim conseguimos comer, tirando as sandes que comíamos antigamente”.
Apesar de ser hora de almoço, a refeição que Piedade leva da loja social vai ser o jantar, para ela, o marido e o filho. Têm este apoio desde Outubro e durante os próximos seis meses. Depois logo se vê, porque está difícil de encontrar trabalho.
As famílias referenciadas para a bolsa social têm de ter potencial para conseguir dar a volta à situação em que se encontram, por isso, este apoio pretende ser um balão de oxigénio, não uma dependência ou um subsídio.
Cristina de Botton, uma das fundadoras do projecto, explica que por uma questão de “dignidade e compromisso” as famílias pagam sempre um valor pela refeição: No primeiro escalação pagam 50 cêntimos por refeição completa, no escalão dois pagam um euro e no escalão três 1,5 euros.
Todo o projecto foi pensado para não diferenciar o público e as famílias com bolsa. Há um cartão pré-pago que todos os clientes podem ir carregando ou pode fazer-se o pagamento com multibanco ou dinheiro.
Os clientes vão aparecendo e destacam o facto do espaço Cozinha com Alma associar “dois méritos muito importantes, a qualidade da comida e o fim de solidariedade social que tem”.
Uma das ideias é abrir cozinhas noutros pontos do país, mas o projecto quer crescer de forma sustentável. Até ao Natal quer atingir as 100 bolsas sociais. Há uma lista de espera de 30 famílias.
Este é um projecto pensado para a classe média, média baixa, para as famílias que não têm acesso aos apoios da rede social. A "Cozinha com Alma" vende ao público, para conseguir ajudar mais famílias.
Joana Castella, outra das fundadoras do projecto iniciado em Fevereiro deste ano, explica que têm ajudas essenciais, nomeadamente 40 parceiros e 60 voluntários.
O contributo de todos é importante. Todos devem ajuda e Teresa Veloso é uma das voluntárias. Está a dar apoio no acompanhamento das bolsas sociais. Há voluntários na loja e na cozinha, dirigida pelo chefe Nuno Simões que só tem elogios para o projecto.
11.5.12
Universitários ajudam crianças pobres de Vila Real
in TVI24
Estudantes vão trabalhar em três bairros sociais da cidade
Estudantes universitários vão ajudar, em regime de voluntariado, a combater o insucesso escolar entre as crianças de três bairros sociais da cidade de Vila Real, no âmbito do projeto «+ Social» implementado pela autarquia local.
Armando Vieira, do conselho de administração da empresa municipal Vila Real Social, disse à Agência Lusa que o «+ Social» consiste na remodelação de três espaços nos bairros sociais de Vila Nova, Parada de Cunhos e São Vicente de Paula.
O programa visa a adaptação de espaços nos bairros que não estão a ser aproveitados, como garagens, rés-do-chão ou caves, em zonas de convívio multigeracional. O investimento previsto é de cerca de 150 mil euros. O espaço de Parada da Cunhos é o primeiro a ficar concluído e entra em funcionamento em junho.
«A ideia é prestarmos mais apoios às famílias e, por exemplo, aos jovens estudantes que, tendo dificuldades no ensino normal e sem recursos para os centros de explicações, possam ali encontrar alguém que os ajude a fazer os trabalhos de casa e a prepararem-se para os testes ou exames», referiu.
E é aqui que entram os universitários finalistas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
Em regime de voluntariado, os estudantes vão para estes bairros apoiar os mais novos, por exemplo, dando explicações às crianças, de forma a ajudar a combater o insucesso escolar.
Os voluntários, das mais diversas áreas de ensino da UTAD, desde Letras, Enfermagem ou Desporto, serão acompanhados técnicos especializados.
O «+ Social» surge de um estudo sobre a caracterização da habitação social, que identificou como principais problemas o insucesso escolar, o envelhecimento, o desemprego, os fracos rendimentos e a dependência dos apoios sociais.
Para a elaboração do estudo, foram feitos cerca de 2.000 inquéritos, num trabalho porta-a-porta que faz o retrato dos moradores, desde a faixa etária predominante, aos rendimentos, passando pela forma como passam o seu tempo livre ou pelas principais necessidades e preocupações.
A autarquia quer também incrementar atividades lúdicas, como grupos de cantares ou danças, de forma a envolver e ocupar também a população mais idosa.
«Queremos criar espaços para que as diferentes gerações dos bairros se encontrem e se ajudem mutuamente. A ideia é que cada espaço corresponda às necessidades de cada bairro», salientou Armando Vieira.
O município instituiu ainda o prémio de mérito escolar para incentivar as crianças nos estudos e vai avançar com projetos de requalificação do Bairro da Araucária, construído há 30 anos.
Atualmente, a Vila Real Social gere cinco bairros, com mais de 700 habitações e 2.000 habitantes.
Estudantes vão trabalhar em três bairros sociais da cidade
Estudantes universitários vão ajudar, em regime de voluntariado, a combater o insucesso escolar entre as crianças de três bairros sociais da cidade de Vila Real, no âmbito do projeto «+ Social» implementado pela autarquia local.
Armando Vieira, do conselho de administração da empresa municipal Vila Real Social, disse à Agência Lusa que o «+ Social» consiste na remodelação de três espaços nos bairros sociais de Vila Nova, Parada de Cunhos e São Vicente de Paula.
O programa visa a adaptação de espaços nos bairros que não estão a ser aproveitados, como garagens, rés-do-chão ou caves, em zonas de convívio multigeracional. O investimento previsto é de cerca de 150 mil euros. O espaço de Parada da Cunhos é o primeiro a ficar concluído e entra em funcionamento em junho.
«A ideia é prestarmos mais apoios às famílias e, por exemplo, aos jovens estudantes que, tendo dificuldades no ensino normal e sem recursos para os centros de explicações, possam ali encontrar alguém que os ajude a fazer os trabalhos de casa e a prepararem-se para os testes ou exames», referiu.
E é aqui que entram os universitários finalistas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
Em regime de voluntariado, os estudantes vão para estes bairros apoiar os mais novos, por exemplo, dando explicações às crianças, de forma a ajudar a combater o insucesso escolar.
Os voluntários, das mais diversas áreas de ensino da UTAD, desde Letras, Enfermagem ou Desporto, serão acompanhados técnicos especializados.
O «+ Social» surge de um estudo sobre a caracterização da habitação social, que identificou como principais problemas o insucesso escolar, o envelhecimento, o desemprego, os fracos rendimentos e a dependência dos apoios sociais.
Para a elaboração do estudo, foram feitos cerca de 2.000 inquéritos, num trabalho porta-a-porta que faz o retrato dos moradores, desde a faixa etária predominante, aos rendimentos, passando pela forma como passam o seu tempo livre ou pelas principais necessidades e preocupações.
A autarquia quer também incrementar atividades lúdicas, como grupos de cantares ou danças, de forma a envolver e ocupar também a população mais idosa.
«Queremos criar espaços para que as diferentes gerações dos bairros se encontrem e se ajudem mutuamente. A ideia é que cada espaço corresponda às necessidades de cada bairro», salientou Armando Vieira.
O município instituiu ainda o prémio de mérito escolar para incentivar as crianças nos estudos e vai avançar com projetos de requalificação do Bairro da Araucária, construído há 30 anos.
Atualmente, a Vila Real Social gere cinco bairros, com mais de 700 habitações e 2.000 habitantes.
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