17.10.07

Barcelos luta contra a pobreza

Fátima Vilaça, in Jornal Regional

Todos os meses, o Banco Alimentar do GASC – Grupo de Acção Social Cristã, apoia 150 famílias de Barcelos. Um número “recorde” e que é, ao mesmo tempo, “um sinal claro” de que as pessoas estão a passar dificuldades, garantiu Constantino Lopes.

No dia em que o Município de Barcelos assinala o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, com uma campanha de recolha de géneros alimentares e uma exposição fotográfica, o presidente do GASC alerta para o facto de existirem cada vez mais famílias a dependerem da ajuda das instituições.

“Temos notado nos últimos tempos que há um aumento de pessoas a necessitarem de ajuda, porque o número de desempregados aumentou, as dificuldades de emprego são muito grandes e, portanto, há sinais evidentes de pobreza. Isto tem-se notado no Banco Alimentar do GASC e, apesar de um aperto significativo nos critérios que colocamos para fornecer a ajuda alimentar, o número de famílias tem aumentado significativamente”, revelou o responsável. De referir que um dos critérios mínimos estabelecidos pela instituição para que as pessoas tenham direito ao cabaz de mercearia é terem um rendimento mensal “per capita” inferior a cem euros.

Hoje, entre as 9h30 e as 16 horas, o Largo da Porta Nova será palco da solidariedade barcelense. O Banco Alimentar do GASC vai estar no centro da cidade a apelar à solidariedade dos barcelenses. “Ao montarmos no Largo da Porta Nova uma tenda para recolha de bens alimentares, apelamos a toda a população que passe que deixe ficar um alimento”, referiu Constantino Lopes.

Além de diversas actividades de rua que decorrerão, para chamar a atenção da população para as questões da pobreza, estará patente ao público a exposição fotográfica “Um olhar sobre a Pobreza”.

Já ontem decorreu nas escolas EB 2,3 e secundárias do concelho de Barcelos, e numa acção conjunta do pelouro da Acção Social da autarquia e do GASC – Grupo de Acção Social Cristã, uma campanha de recolha de alimentos. O responsável do GASC considerou muito importantes estas acções nos estabelecimentos de ensino, como primeira forma de alerta. “Lembramo-nos que era bom começar-mos pelas escolas onde a juventude é formada para que eles possam começar a viver e a sentir este problema e comecem a ser sensíveis a estas situações de pobreza”, disse. Os géneros alimentares angariados serão distribuídos posteriormente pelos utentes das refeições do GASC.