in Diário Digital
A Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal reune quarta-feira fóruns em três cidades portuguesas grupos de pessoas que vivem em situações de pobreza para num debate relatarem a sua vivência.
Os fóruns de discussão em torno das políticas sociais, que reunirão pessoas que vivenciam situações de pobreza, decorrerão em simultâneo nas cidades de Coimbra, Évora e Porto, para coincidir com o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
Com a organização dos três Fóruns Regionais, a Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal (REAPN) pretende auscultar a opinião das pessoas que vivem em situações de pobreza sobre a sua qualidade de vida e sobre as politicas sociais nacionais existentes que tem como objectivo reduzir as situações de pobreza e exclusão social.
Conhecer o tipo de acesso a bens e serviços essenciais, assim como a qualidade dos serviços prestados serão o ponto de partida para aprofundar o conhecimento dos fenómenos.
Estas e outras questões, segundo a REAPN, serão debatidas por utentes de instituições de solidariedade social nacionais que posteriormente serão expostas a representantes de organismos públicos regionais e locais que lidam diariamente com a aplicação das medidas de política social.
Em Portugal, a taxa de pobreza atingiu em 2005 os 20 por cento da população, o que equivale a dizer que um em cada cinco portugueses vivia em situação de pobreza, um valor ligeiramente inferior ao registado na Lituânia e na Polónia, ambos com 21 por cento.
As crianças e os idosos são os grupos mais vulneráveis.
Este dado, segundo a REAPN, indica que Portugal não tem conseguido criar mecanismos de combate à pobreza apesar dos 24 por cento do PIB (Produto Interno Bruto) dedicados a despesas com a protecção social nacional.
Os valores para Portugal contrastam com a média europeia que se situa nos 16 por cento e ainda com a percentagem de risco de pobreza na Suécia que se situa nos 9 por cento.
No que respeita às crianças, na Europa dos 25 países a taxa de risco de pobreza atinge os 19 por cento, uma tendência que surge na maioria dos países, à excepção dos estados nórdicos, Grécia e Chipre.
Diário Digital / Lusa

