6.5.11

Desconhecimento faz que PME percam apoios e benefícios

por Helder Robalo, in Diário de Notícias

Euro-Funding ajuda empresas a preparar candidatura a fundos do QREN e deduções fiscais na área da inovação e desenvolvimento.

Metade das pequenas e médias empresas (PME) nacionais não aproveita as deduções fiscais a que pode concorrer na área da inovação e desenvolvimento (I&D). A garantia é de José Horta e Costa, director nacional do grupo Euro- Funding, empresa especializada em financiamento público para projectos da área do I&D. "Por falta de conhecimento, tempo ou disponibilidade, muitas também não aproveitam os fundos comunitários no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN)", refere José Horta e Costa.

O trabalho do Euro-Funding consiste na identificação de anúncios de novas candidaturas a fundos do QREN. "Estamos atentos à publicação dos anúncios e, consoante o projecto e a carteira de clientes, contactamos as empresas a dar--lhes conhecimento", frisa. Presente em oito países europeus, e em vias de expandir a actividade para os EUA e Brasil, o grupo apoia ainda a criação de consórcios internacioniais. "Temos em mãos, por exemplo, o projecto de uma fundação espanhola, que se candidatou a fundos europeus no âmbito de um programa de digitalização de documentos históricos, e estamos a ajudá-los a criar um consórcio", adianta.

Outra valência do apoio consiste na preparação de candidaturas ao Sistema de Incentivos Fiscais em Investigação e Desenvolvimento Empresarial (Sifide). "Metade das PME não aproveita estas deduções fiscais", frisa, "muitas vezes por não terem lucros e que, por isso, não podem concorrer", diz José Horta e Costa, esclarecendo que "as empresas podem aplicar as deduções num prazo de seis anos". Refira-se que o Sifide prevê uma dedução fiscal de 32,5% aplicável à despesa total em I&D realizada a partir de 2009, a somar à dedução de 50% do aumento da despesa em relação à média dos dois anos anteriores, no limite de 1,5 milhões de euros.