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2.12.22

Violência doméstica: "Não podemos continuar a achar que ele pode ter sido um mau marido mas um excelente pai"

in SIC

O psicólogo Mauro Paulino analisa os últimos dados da violência doméstica e fala sobre um estudo que procurou perceber o impacto nos filhos das vítimas.

O Dia Internacional Pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres assinala-se esta sexta-feira. Este ano, mais de 20 mulheres morreram vítimas de violência doméstica.

Para o psicólogo Mauro Paulino, há medidas que já deveriam ter sido tomadas, em Portugal, e falhas que têm de ser corrigidas, nomeadamente na prevenção e atuação de vários profissionais.

"Vão permitindo e tolerando determinados sinais que, quando não é feita uma adequada avaliação de risco, potenciam situações letais, com números que nos envergonham e preocupam", afirma.

Na Edição da Manhã, o psicólogo e comentador da SIC fala ainda sobre o estudo "Filhos da Violência Doméstica", que tem como objetivo perceber o impacto de crescer em contexto de violência doméstica.

O estudo, que analisou os dados de 1.205 filhos de mulheres vítimas de violência doméstica, conclui que os que assistem a agressões têm mais perturbações mentais e cometem mais crimes.

Perante estes resultados, Mauro Paulino afirma que o que preocupa é a falta de credibilidade e falta de atenção que se dá a dados como estes.

"Não podemos continuar a achar que, em contexto de violência doméstica, ele poderá ter sido um mau marido, mas um excelente pai (…) Porque cada vez mais quando se fala com os filhos desta violência doméstica, percebemos que não é preciso um progenitor agressor agredi-los fisicamente para marcar de uma forma muito severa o seu desenvolvimento."

O psicólogo adianta ainda que, estar num contexto de violência doméstica, constitui um trauma, que "se não for tratado, vai deixar marcas na infância e mesmo na vida adulta".

20.11.20

Um manifesto, uma concentração, um pacto, uma mão cheia de acções pelo fim da violência contra as mulheres

 Ana Cristina Pereira, in Público on-line

Apesar da pandemia, o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres é assinalado de Norte a Sul do país, mas muitas vezes em acções que se transferiram para a Internet. Em Lisboa, haverá concentração.

Um Manifesto Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, um Pacto Contra a Violência, uma concentração em Lisboa, uma campanha nacional e uma mão cheia de outras acções irá assinalar pelo país fora o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, no próximo dia 25 de Novembro.

“As denúncias de milhares de mulheres, a luta das associações, das ONG, as inúmeras campanhas de sensibilização e as medidas governamentais continuam a não ser suficientes para terminar com esta outra pandemia, já declarada, que é a violência contra as mulheres”, lê-se no manifesto, lançado pel’ A Coletiva, a ANIMAR, o Clube Safo, a Feministas Em Movimento, a Igualdade.pt, a ILGA Portugal, o Instituto da Mulher Negra em Portugal, a Por Todas Nós - Movimento Feminista, a Sociedade de Estudos e Intervenção Em Engenharia Social, a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR). “Tal como a Covid-19, a violência contra as mulheres mata indiscriminada e injustamente, e dificulta as denúncias vivenciadas pelas mulheres, confinadas às suas casas.”

Não tomam a diminuição de queixas registadas pelas forças de segurança no primeiro confinamento como um sintoma de diminuição da violência, até porque os pedidos de ajuda dispararam no desconfinamento. “Neste dia, dizemos que não esquecemos, que estamos juntas, em luta, e que não pararemos até que nem mais uma tombe. Que nem mais uma seja vítima de violência doméstica física, psicológica, económica, ou outra, como sejam a violência social, o assédio, a violação, a violência simbólica, instrumental e institucional.”

No dia 25, pelas 17h e até às 20h, haverá uma concentração na Praça de D. Pedro IV, mais conhecida por Rossio, na Baixa de Lisboa, em substituição da habitual marcha. O momento exige especial cuidado. “Vamos incentivar as pessoas a cumprirem as regras. Temos falado na necessidade de manter as distâncias físicas e de usar máscaras”, diz Patrícia Vassallo e Silva, da Por Todas Nós. “Iremos marcar o chão com fitas. E poderemos alertar, caso haja alguém sem máscara. Não sei como vai ser, mas está tudo informado.”

Não espera que seja como noutros anos. “A mobilização vai ser menor”, concede aquela activista, numa conversa por telefone. “Os grupos de risco não irão.” Já por isso, o planeamento, que envolve dezenas de organizações, colectivos e activistas a título individual, contempla a possibilidade de participar pelas redes sociais, publicando fotografias e mensagens sob o mote #stopViolênciaMachista.

Apesar da pandemia de covid-19, ao que diz Patrícia Vassalo Silva, não sair não era opção. “É extremamente importante. Acreditamos que as acções de rua sensibilizam mais gente. Passam melhor a informação – a realidade em que vivemos, os nossos direitos, a mudança que queremos fazer.” É à rua que atribui, em parte, o facto do movimento se ter tornado mais diverso.

Para esse mesmo dia, está agendado o lançamento da nova campanha nacional de prevenção e combate à violência contra as mulheres e a violência doméstica. Como noutros anos, a acção resulta de uma parceria entre a Secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade, a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) e diversas organizações da sociedade civil. Chama-se “EuSobrevivi”.

O Pacto contra a Violência será apresentado pela nova presidente da CIG, Sandra Ribeiro, pelas 15h, num evento transmitido através da plataforma Zoom e da página de Facebook da CIG. Será a formalização de uma rede que se formou no contexto da pandemia, em torno do Gabinete da Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, e da CIG.

Entretanto, de Norte a Sul do país, entidades públicas e privadas multiplicam-se em acções para assinalar a data. Há quem tenha começado a fazê-lo já no início do mês de Novembro. O PÚBLICO reuniu dez exemplos.

Amarante

Nesta edição da campanha “Amarante de igual para igual”, o município lançou um vídeo com o tema “A distância que nos une”. O vídeo foi preparado com o intuito de impulsionar uma “cultura de Igualdade e Não Discriminação, em razão do sexo, da identidade e do género, da origem racial e étnica, da idade, da deficiência, bem como a eliminação de todas as formas de violência contra as mulheres e violência doméstica”. No conjunto de iniciativas faz parte a exposição “Igualdade está na rua”, na Alameda Teixeira de Pascoaes.

Braga

O desafio foi lançado pelo núcleo da UMAR a todos os cidadão residentes naquele concelho: instalar faixas negras no exterior, numa clara demonstração de luto pelo homicídio de mulheres e por todas as formas de violência contra as mulheres. Mais de uma dezena de entidades aceitaram o desafio, incluindo a Reitoria da Universidade do Minho, a Associação Académica da Universidade do Minho, o Município de Braga e a Livraria 100ª Página. O slogan desta acção é “de luto e em luta”, repescando a campanha do ano passado.

Covilhã

A Rede Violência, coordenada pela CooLabora (Covilhã), este ano fica-se por uma cerimónia pública transmitida online. No encontro, fará um balanço do trabalho que tem desenvolvido com os seus parceiros. A sessão inclui “intervenções das entidades parceiras e testemunhos sobre as histórias que marcaram os últimos 12 meses”.

Esposende

A Câmara de Esposende está, desde o início do mês, a desenvolver a campanha “Novembro Branco”. Quer manifestar-se contra a violência, promovendo as respostas que existem para quem a enfrenta, a começar pela estrutura local de atendimento a vítimas de violência, que se chama “Espaço Bem me Querem” e que integra o Serviço de Cidadania e Igualdade.

Horta

A Biblioteca Pública e o Arquivo Regional João José da Graça uniram-se para fazer uma exposição bibliográfica sobre a violência contra as mulheres. Essa mostra está patente na Sala de Leitura de 25 de Novembro a 2 de Dezembro.

Lousã

A Câmara de Lousã e os seus parceiros, incluindo a ANIMAR, organizaram não um, mas “Sete Dias Pela Igualdade”. Há iniciativas planeadas para cada um deles. Para o dia 25 está prevista a acção “Rebentos de Esperança”, que se traduz em adornar uma árvore com frases relatadas por vítimas de violência doméstica. Esta mesma acção será realizada em seis municípios da região.

Oliveira do Bairro

A campanha ultrapassa a partilha no Facebook e chega à distribuição de sacos em restaurantes e padarias de Oliveira do Bairro, com mensagens que incitam a romper o silêncio, a denunciar situações de violência doméstica. Uma parceria da autarquia com a Equipa de Prevenção de Violência a Adultos (EPVA) do Centro de Saúde Local.

Póvoa de Lenhoso

O município está a começar a celebrara a semana municipal para a igualdade. No dia 25 lançará online a iniciativa “Eu não tolero a violência doméstica”. Nessa ocasião, colocará uma faixa negra no edifício dos Paços do Concelho, numa manifestação de solidariedade para com as vítimas de violência doméstica.

São João da Madeira

Dentro do projecto “Sapatos que Pensam”, o Museu Calçado, em São João da Madeira, aliou-se à UMAR e à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima para assinalar a efeméride. A exposição-instalação, subordinada ao tema “A Verdade Dói”, propõe dar voz a mulheres que viram as suas vidas afectadas por actos de violência. Nesse exercício, os visitantes são convidados a calçar pares de sapatos que ali encontram. “Estes não são sapatos de vítimas, mas servem para que todos e cada um percorram, simbolicamente, o caminho destas mulheres.”

Trancoso

O município associou-se à campanha do Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica da Guarda, gerido pelo Centro de Formação Assistência e Desenvolvimento. Como outros municípios, aproveita o momento para dizer às vítimas que ali há apoio social, acompanhamento psicológico e atendimento jurídico realizados por uma equipa multidisciplinar.

4.12.15

PSP e Junta de Freguesia juntos pela eliminação da violência

Isabel Rodrigues Monteiro, in "Verdadeiro Olhar"

No Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, 25 de Novembro, a Esquadra da PSP de Ermesinde e a Junta de Freguesia assinalaram a efeméride com acções de sensibilização ao longo do dia e com uma sessão de técnicas de defesa pessoal que juntou crianças, adolescentes e adultos.

Para que o lema popular mude e passe a ser “quanto mais me respeitas mais gosto de ti”, os elementos da equipa de proximidade da Esquadra de Ermesinde, que integra a Divisão Policial da Mais, percorreram a cidade numa acção de sensibilização junto do público feminino e masculino, alertando para a importância da denúncia das situações de violência, sejam elas de ordem pessoal ou de conhecidos, como explicou ao VERDADEIRO OLHAR o subcomissário Dias Canário, comandante da Esquadra de Ermesinde. “Algumas pessoas ainda não têm conhecimento que este não é apenas um problema das vítimas”, disse, salientando que a violência doméstica é um crime público. Ainda segundo o comandante da Esquadra de Ermesinde têm-se registado mais denúncias, o que, sublinha, não significa que o número de casos tenha aumentado. “Há mais à vontade para denunciar as situações. Fruto da mediatização há mais conhecimento e predisposição para denunciar o crime”, acrescentou.

Também Luís Ramalho, presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde, sublinhou a natureza de crime público e a obrigação de apresentar queixa, mesmo que não seja a pessoa ofendida. “Tem o dever de apresentar a queixa. Ninguém tem o direito de bater em ninguém. Temos de agir”, disse, realçando que as mulheres ainda são o maior número de vítimas.

DEFESA PESSOAL ENVOLVE TÉCNICAS PARA MINORAR AGRESSÃO

Depois do contacto individual da parte da manhã, seguiu-se uma sessão de técnicas de defesa pessoal, ministrada por dois agentes da Unidade Especial de Polícia. A assistir à sessão dinamizada no exterior da Junta de Freguesia de Ermesinde esteve um público bastante heterogéneo, desde crianças de uma escola do 1º ciclo, alunos da Escola Secundária de Ermesinde e seniores utentes da Associação Ermesinde Cidade Aberta e Associação de Promoção Social de Ermesinde. Durante mais de uma hora aprenderam-se algumas técnicas para minorar a agressão que é dirigida à vítima, concluindo-se que mesmo sendo mais fraco fisicamente é possível a defesa e até dominar o agressor. Regina Diegues, reformada e utente da Associação de Promoção Social de Ermesinde, não quis deixar de experimentar as técnicas de defesa que, diz com armagura, “devia ter aprendido há 20 anos”. Com outro ânimo, até pelo gosto que tem pelas artes marciais, esteve Sofia Rijo, técnica da Associação Ermesinde Cidade Aberta. “É bastante gratificante que se preocupem com esta problemática”, disse, lamentando, porém, que este tipo de sessão não chegue a mais público, já que são práticas que apenas são ministradas em instituições privadas.

No final da sessão, em que participou a PSP de Ermesinde e Corpo de Intervenção, a Associação Ermesinde Cidade Aberta, a Escola Secundária de Ermesinde, o Agrupamento de Escolas de S. Lourenço-Valongo e a Associação Promoção Social e Cultural de Ermesinde, houve uma largada de balões em que cada participante escreveu uma mensagem contra a violência.

FENÓMENO ABRANGE VÍTIMAS DE TODAS AS CONDIÇÕES E ESTRATOS SOCIAIS

O Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres celebra-se todos os anos, desde 1999, como designado pela ONU, a 25 de Novembro, numa data que visa alertar a sociedade para os vários casos de violência contra as mulheres, nomeadamente casos de abuso ou assédio sexual, maus tratos físicos e psicológicos. De referir que, em média, uma em cada três mulheres é vítima de violência doméstica. Segundo a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima o fenómeno da violência doméstica contra as mulheres abrange vítimas de todas as condições e estratos sociais e económicos, sendo que os seus agressores também são de diferentes condições e estratos sociais e económicos. De acordo com os dados da Associação, as mulheres representam mais de 81 por cento das pessoas atendidas. Entre 2013 e 2014 a APAV registou um total de 12402 de mulheres vítimas de violência doméstica. Destas situações reportadas à APAV, em cerca de 45 por cento das mesmas não existia apresentação de queixa criminal.

27.11.15

Violência doméstica já matou 27

In "Sol"

Violência doméstica já matou 27 Este ano, 27 mulheres foram mortas pelos companheiros, a maioria com armas brancas e de fogo, revelou na quarta-feira o Observatório de Mulheres Assassinadas. Nesse Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres um outro relatório mostrava que a estatística poderia ter sido ainda mais grave: outras 33 mulheres foram vítimas de tentativa de homicídio, avançou a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR). Ainda assim, os homicídios conjugais diminuíram em relação ao ano passado: em 2014, no mesmo período, já tinham morrido mais 14 mulheres vítimas de violência doméstica.

26.11.15

Modalidades em Braga unidas por uma causa

Décio Vigia, in "Modalidades"

A 25 de novembro assinalou-se o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. São várias as iniciativas que se realizam neste âmbito e, este ano, o recém criado núcleo de Braga da Amnistia Internacional (AI) – uma organização mundial que luta pelos Direitos Humanos em todo o mundo – decidiu juntar-se com uma campanha a que alguns agentes de modalidades se juntaram.

A AI juntou os dois clubes de futsal da cidade que militam na Liga Sport Zone, o ABC/UMinho do Andebol1 e ainda o Hóquei Clube de Braga num vídeo com uma mensagem clara: a violência contra a mulher tem que terminar! André Machado, André Gomes e Vitor Hugo do SC Braga/AAUM, Ricardo Fernandes do Gualtar, Rodrigo Sousa do hóquei, Humberto Gomes, Ricardo Pesqueira, Nuno Grilo, Carlos Martins, Diogo Branquinho e ainda o treinador Carlos Resende, do ABC/UMinho são os desportistas que se associaram à causa e que dizem NÃO à violência contra a mulher.

13.11.15

Violência contra as mulheres em debate em Óbidos

In "Gazeta das Caldas"

Violência contra as mulheres em debate em Óbidos O Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos realiza, no dia 25 de Novembro, a partir das 20h00, um encontro formativo no âmbito do Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres.

Esta iniciativa, aberta à comunidade em geral, decorrerá no auditório da Escola Josefa de Óbidos e contará com a participação do cabo da GNR, João Frango, do Núcleo da Escola Segura do Destacamento Territorial das Caldas da Rainha.

De acordo com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), o fenómeno da violência doméstica contra as mulheres abrange vítimas e agressores de todas as condições e estratos sociais e económicos

25.11.14

Portugueses estão "menos tolerantes à violência doméstica"

por Inês Alberti, RR

O ano ainda não acabou e já há registo de 37 mulheres assassinadas pelos companheiros, ex-companheiros ou familiares. A APAV lança esta terça-feira, Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, uma nova campanha.

Em 2013, houve 40 homicídios conjugais, dos quais 30 foram de mulheres, revelou o Relatório Anual da Segurança Interna de 2013. A UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) contabiliza, só este ano, 37 mulheres mortas pelos companheiros, ex-companheiros e outros familiares.

Esta terça-feira assinala-se o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres e a Associação de Apoio à Vítima (APAV) vai levar a cabo uma acção de sensibilização nas redes sociais.

"Escolhemos o 'slogan' 'Basta que me batas uma vez' para recordar às pessoas que a violência doméstica é um crime continuado, mas que basta que sejamos ameaçados uma vez, maltratados uma vez, que nos humilhem uma vez que seja, que é o suficiente para que possamos e devamos fazer a denúncia do crime de violência doméstica", diz à Renascença Daniel Cotrim, da APAV.

Denúncias que, por vezes, só são feitas "muitos anos de relação depois". "Existem muitas pessoas que têm medo de sair da relação abusiva pelas consequências que isso pode acarretar", diz. "A mulher vítima de violência doméstica tem receio de abandonar a casa por si e pelos seus filhos e equaciona se vai arranjar emprego ou novas condições de vida."

Até Junho as autoridades registaram cerca de 13 mil participações de casos de violência doméstica. São mais 291 queixas de violência doméstico do que no mesmo período do ano passado, segundo um relatório da Direcção-Geral da Administração Interna (DGAI).

Para Daniel Cotrim, o aumento do número de queixas é fruto das várias campanhas realizadas nos últimos anos que têm rotulado a violência doméstica como "um crime cada vez mais censurável junto da sociedade".

Os cidadãos estão "menos tolerantes à violência doméstica", diz o membro da APAV.

A acção de sensibilização "Basta que me batas uma vez" passa pela partilha de fotos ("selfies") no Instagram e no Facebook com a mensagem da campanha e a etiqueta #25novembro.